Eu tenho medo que os séculos passem de repente Que enquanto eu abro os olhos Enquanto acordo inocente
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Eu tenho medo que os séculos passem de repente Que enquanto eu abro os olhos Enquanto acordo inocente Você não seja mais você e eu não seja mais eu. Eu tenho medo do amanhecer do dia Dessa passagem secreta Do orvalho em madrugada fria Dos planos que a vida engendra Sim, tenho medo que os séculos passem de repente Que o tempo invejoso trame contra nós Que esse cruel inimigo aja impunemente E revoltado com nossa alegria passe de repente.