Dizem que o destino há um deus quem o faz. Às vezes, creio que temos em nossas mãos as chaves das portas que nos levam ao acaso.
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Dizem que o destino há um deus quem o faz. Às vezes, creio que temos em nossas mãos as chaves das portas que nos levam ao acaso. Em outros, um caminho coberto de flores aveludadas. Em quantas estações nos perdemos sem que ao menos pudéssemos nos encontrar?! O tempo, o senhor de todas as divindades, não nos dá respostas concretas para que possamos nos preparar para os imprevistos que a vida nos faz passar, tampouco, dá-nos nova chance para podermos reconstruir o que, nós próprios, por tolice ou por descuido deixamos que se quebrasse. Dizem que esse tempo é mutável e constante, o senhor de todas as razões, por vezes, sem sentido e desatinado. Mas, quando se encontra com o coração as razões se desconhecem, a vida toma direções que nem sempre se imaginava que fosse levada. Neste instante, percebemos que não há fórmulas, nada que se possa mensurar, a incerteza de um destino que a vida nos faz passar, e que o tempo nada mais é do que o liame entre o existir e se encontrar!