Pular para o conteúdo

Frases de Cyntia Pinheiro

24 frases

⁠A felicidade é quentinha. Faz é amornar a gente por dentro. E nessa quenturinha gostosa,
Continuar lendo

⁠A felicidade é quentinha. Faz é amornar a gente por dentro. E nessa quenturinha gostosa, Reluz nos dentes, E nos olhos, E na incapacidade De se esconder No profundo De nós. .

⁠Ninguéns Faço parte de uma massa anônima Sou mais uma dos oito bilhões de ninguéns.
Continuar lendo

⁠Ninguéns Faço parte de uma massa anônima Sou mais uma dos oito bilhões de ninguéns. E se perguntam para onde vou: "Para o desconhecido". Lancei-me numa vida sem recurso de chão. Sou sem eira e nem beira , Uma vivente que escapuliu Da asa de um qualquer pedrês. E dou uns pulos grandes, Só pra ver se encontro.

⁠Sofrer de tudo Os abraços que não dei mais cedo E que ficaram num passado proibido
Continuar lendo

⁠Sofrer de tudo Os abraços que não dei mais cedo E que ficaram num passado proibido Na ânsia de um amor não vivido Mataram-me hoje um pouco mais. A lembrança que vai opalescendo Pelo dúbio amor que me divide Refresca meu sentido que insiste Em ocultar um lume no seu tempo. E na falta, coisa má e soberba, Teço fé, vontade e pecado Na trama de quem também é amado Em segredo, no sutil sofrer de tudo.

⁠Desimportância A desimportância da gente não tem fronteiras, É o largo de não precisar de coisa alguma,
Continuar lendo

⁠Desimportância A desimportância da gente não tem fronteiras, É o largo de não precisar de coisa alguma, Nem carecência de ter valor. É o ser nadando de costas num leito quente. Livre, livre, desaguando em si mesmo, No ordinário de nem pensar no árduo da prova. É mesmo fazer-se pluma flutuando na brisa. Coisa boa é não ter que ser.

⁠Gasta-me Gastei toda cor de meus lábios Ofertando-te açúcar em pomar.
Continuar lendo

⁠Gasta-me Gastei toda cor de meus lábios Ofertando-te açúcar em pomar. E fui gastando minhas películas finas Devendo-te suores, pagando-te peles. Gastei toda minha vontade Ofertando-te meu silêncio parco Pouco dividido, insensato, De minha dureza infeliz. Fui gastando-te em meu umbigo Gota de mim, algo de nós. Dei-te tudo. Deite onde gastei meu solo, E gasta-me um pouco mais, Amor.

Felicidade, não te demores. Sei que és passageira, então te busco nas pequenas reservas, nas gotas mais férteis de minhas horinhas descuidadas. Estás no sabiá que assobia e depois vai embora.
Continuar lendo

Felicidade, não te demores. Sei que és passageira, então te busco nas pequenas reservas, nas gotas mais férteis de minhas horinhas descuidadas. Estás no sabiá que assobia e depois vai embora. Estás no arco íris que prenuncia, na mão que acaricia e no acordar da aurora. Felicidade, estás no cabelinho do meu filho, no cheirinho de anjo, na molecagem gargalhada. Também estás no colo de mãe, no filhote que chega, no pão com manteiga, na preguicinha ou lição. Em cada flor de jabuticaba, no bichinho da goiaba, até a sombra do caramanchão. Ah! Vens aos pouquinhos, em gotinhas contadas, quando menos se espera. Quando chegas em forma de beijo, abraço apertado ou cheiro no cangote, tens o poder de acabar com toda solidão. E que bom, felicidade, que és dosada, tímida e bem distribuída. Que bom que não tem dia na vida que não se sinta ao menos um refresquinho minguado de tua mão.