O amor não é contínuo. Amor é começo e fim para sempre. O fim é parte do amor. Do amor que acaba e do amor que continua. Aliás, só continua, se volta depois que acaba, mesmo que tenha se acabado só por uns minutos. E se não volta, é só isso. Acabou para começar de novo, provavelmente com outra pessoa.
Por muito achei que eu era torta, porque por mais que amasse um homem, em determinados dias ou momentos não o amava nenhum pouco. Olhava, olhava, puxava mas não adiantava, o amor não estava lá. Depois ele, o amor, me surpreendia, nos encontrávamos de novo como se nunca nos tivéssemos deixado.
Deve ser porque eu não consigo prestar atenção (ou pensar) em uma só coisa. Logo, se quero me desligar, não basta ligar a televisão, como vejo os homens fazerem com eficiência fascinante. É preciso algo bem mais contundente, que ocupe meus olhos, nariz, mãos, pernas e cabeça ao mesmo tempo, como a faxina.
Mulher call center – Tenho uma amiga que, se bebe, liga. Liga, manda mensagem, deixa scrap. Ela se transforma num call center às avessas, e em geral só sabe o que disse se foi por escrito e pode achar depois em algum dispositivo online ou página da internet. Não tem como evitar, ela vai ligar sim de novo se beber. Ela inventou o drunk dial. Uma vez ela teve um blackberry mas felizmente desistiu disso. Com o blackberry ela ficou impossível, pois podia ligar, mandar mensagem, entrar no chat, mandar email e deixar scrap na mesa do bar.