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Frases de Cristina Marafiga

47 frases

Do abismo vejo ao longe Um horizonte No meu cárcere sou livre
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Do abismo vejo ao longe Um horizonte No meu cárcere sou livre Nesse globo da morte, vivo Num dia lagarta Noutro com asa Vou, voo Quem sou Ora fada Ora sereia No ar No mar Nem tente me encontrar Sou certa aos loucos Sou louca aos certos Não vim para agradar Deixe-me voar!

O silêncio dos cantos Despertava ao som dos passarinhos O som que dei à tua voz
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O silêncio dos cantos Despertava ao som dos passarinhos O som que dei à tua voz Cantavam e me alegravam Contavam em cantos Me embalavam Quanta beleza havia em melodias Expressões cantadas, não calculadas, sem resultado exato Mas não é sempre exato? Não cara flor, era abstrato Sem seus contos 'en cantos' Não cantam mais passarinhos Sequer diálogo Não mais passarinhos Apenas pássaros, que voam alto.

Realidade de um sonho Outro dia sonhava Morava numa casinha de veraneio
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Realidade de um sonho Outro dia sonhava Morava numa casinha de veraneio Onde haviam jardins e alguns canteiros Ô terrinha boa de plantar Salsinha, cebolinha... e umas florzinhas pra cheirar Uma rede branca na varanda deixava a sesta boa E o quintal com churrasqueira terminava na lagoa Lá de dentro acordes do violão faziam o som Nas mãos de uma leonina de timbre forte e ouvido bom Amiga parceira, que por sorte, da vida ganhei E então, daquele sonho despertei Porém, me embalando na tal rede pude observar Que tudo aquilo eu tinha, não estava a sonhar!

Amar não é errado Por que tratamos o amor como algo errado algumas vezes? Um sentimento lindo ao qual tentamos "apagar" quando não correspondido
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Amar não é errado Por que tratamos o amor como algo errado algumas vezes? Um sentimento lindo ao qual tentamos "apagar" quando não correspondido Porém, podemos amar tantas coisas que não nos corresponderão Amamos músicas Amamos lugares E isso, só acontece quando tal nos faz bem Quando, simplesmente, prevaleceu o que de bom aquilo nos proporcionou Talvez, nunca mais volte àquele lugar Talvez, nunca mais ouça aquela música Ainda assim, não precisarei deixar de ama-los Podemos amar sem pretensão alguma, não há erro nisso, nada mudará Haverão novas músicas Descobrirei novos lugares Conhecerei tantas pessoas que, possivelmente, despertarão esse sentimento Cada um com sua particularidade, mas acontecerá E farei questão de, sempre, expressar o quão bem me causam ou causaram Pois merecem saber que são especiais para alguém Sem serem esquecidos obrigatoriamente.

Além do topo Escalando aquela montanha, vivi cada passo, cada cansaço Em vezes me joguei, me deitei e até chorei por razões e contradições, mas continuei
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Além do topo Escalando aquela montanha, vivi cada passo, cada cansaço Em vezes me joguei, me deitei e até chorei por razões e contradições, mas continuei Sempre um pé à frente do outro, imaginando que nada mais poderia ser tão maravilhoso quanto a vista lá do alto Sorri a cada tempestade, a qual inundava meu trajeto, otimizava-me em pensamentos de que nada mais era que a vida banhando-me a fim de aliviar meu cansaço Valorizei cada flor, assim como, compreendi cada pedra, entendi a necessidade em aprender com as quedas Então, batia mais forte minhas asas, ansiosa pelo pico, como borboleta pelo pólen, eu voava E quando finalmente alcancei o topo, nenhum desgosto, era realmente maravilhoso, tanto quanto imaginado, era um quadro pintado Em meu peito apenas um sentimento, de que nada poderia ser mais perfeito Eis meu erro, impus limites ao ilimitado, determinei o clímax da minha felicidade, quanta ingenuidade Além da magnifica vista, havia uma luz, doce e intensa, tão vibrante que ao tocar-me cegou-me ao ponto de não mais ver todo sacrifício vivido, e sim, apenas seus raios de emoções que estou sentindo.

Contraste Você me toca, adora, ignora Presenteia, rejeita, faz desfeita
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Contraste Você me toca, adora, ignora Presenteia, rejeita, faz desfeita Abro o coração em canção sempre em vão Me exponho, acanho, oponho Já senti, dessenti, desisti Mas te ver faz sorrir Feliz, talvez Insensatez Teu cansaço não rima no meu ritmo animado, agitado Improvável Falsa timidez findada na nudez O desejo aproxima o que a dessemelhança afasta E minha mente variável divagante contrasta tua lógica Mas para quem conto meu verso? Se nem ao menos entendes o que penso.

O fim de um conto No escuro te vejo Em silêncio te ouço
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O fim de um conto No escuro te vejo Em silêncio te ouço Na ausência te sinto Um vazio cheio de amor Amor preenchido de vazio Um frio, o calafrio A falta do arrepio Perdido ou nunca tido Foi sentido sem sentido Aquele vinho tinto a recordar o que já nem sei explicar A mudez dos pássaros faz-me lembrar Que te dei asas para voar E sem razões para voltar Aqui no meu divã Apenas uma certeza Perdi meu Peter Pan

Crença Em minha oração peço Para tua fé respeitar meu desejo
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Crença Em minha oração peço Para tua fé respeitar meu desejo Desejo de amar, beijar, abraçar Eis minha paz Respeito tua divindade Então respeite minha liberdade Teu coração pela tua crença petrificado Está matando meu coração apaixonado Que fé essa tua Que fere e tortura Não sou discípulo do teu Senhor Mas mereço ser feliz no meu amor

Trocadilho Seres humanos ser (es) humano
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Trocadilho Seres humanos ser (es) humano Evoluindo ao regresso de valores Lutando pela vida Luto andando sobre a vida Desesperadamente agarrando-se a uma crença Pela descrença Na solidariedade do (me) salvarei Divindade Divide arte Sobre(viver)

Dentro de mim Minha certeza é que não sei Entendo que não compreendo
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Dentro de mim Minha certeza é que não sei Entendo que não compreendo Perceba em meus olhos o que não estou dizendo Será ignorância minha Não ler as entrelinhas Inescrutavel Amor inescrupuloso Dor prazerosa Malícia viciosa Arrependimento não tem volta Quero não querer Que desejo desrespeitoso Despida tudo de novo Despedida fria Insônia frita de um lado ao outro Enquanto sonhas como anjo Eu endemoniada Se adormecer enfim Ao despertar Mostrarei apenas o jardim Exalando o perfume Ocultando meu gume Serei novamente A coroa de flores

A janela Foi por essa janela O desejo
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A janela Foi por essa janela O desejo Ensejo O aroma da cafeína O corpo sem camisa Tudo se acabava ao fechar da cortina E quando a abria Lá estava em mais um dia Ou noite Por vezes madrugada, silenciada Apenas o som da porta me indicava Ah, essa janela Se falasse, contaria Que deste lado da cortina eu pedia Para me banhar na mesma água que em ti escorria Sim, daqui eu ouvia Não levou muito Também não pouco, para a janela fechar A porta se abrir e a mesma lua nos iluminar Tomada em meu romantismo que te faz graça Ouvi o sino tocar O mundo parar Uma vontade de nunca te deixar Hoje não mais espectadora Posso sair da janela Fechar a cortina E ser tua a vida toda.

Não te afaste Tua companhia me faz bem Me coloca "para cima"
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Não te afaste Tua companhia me faz bem Me coloca "para cima" Me faz falar sem parar Sorrio como naqueles filmes de comédia Te falo sobre tudo, mas você nunca saberá nada Como água límpida contaminada, posso ser o espelho que reflete beleza, assim como vidro cortante Aquele delicioso fruto agro toxicante Te farei mal te desejando o bem Mas não te afaste Sou correnteza abaixo do calmo rio Sou onda remexida acima do mar manso Sou exatamente o que ninguém vê e não me importo Mas você arranca o melhor de mim e eu gosto Talvez você não entenda Talvez eu te confunda na minha ingenuidade Te envenenando na sensualidade Mas não te afaste De todas as verdades A que eu quero é que não te afaste!

Realmente, você não é culpado pelas expectativas por mim criadas Mas é sim, por aquelas por você instigadas Me abstenho da culpa pelas minhas ilusões
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Realmente, você não é culpado pelas expectativas por mim criadas Mas é sim, por aquelas por você instigadas Me abstenho da culpa pelas minhas ilusões Pois você conhecia cada uma e a nenhuma se opôs Não esperei de você castelo e cavalo branco Apenas transparência para que não houvesse engano Provavelmente nem imagine que está fazendo parte desta história Mas a cada semana que vejo aquela mochila nas costas Conto os dias para ver sua volta.

Como poderia ser Você no seu sofá aconchegante Manipulado por autofalantes
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Como poderia ser Você no seu sofá aconchegante Manipulado por autofalantes Enquanto eu em minha rede Aprecio pássaros cantantes Como poderia ser Você cercado por gesso e azulejo Enquanto eu rodeada por verdes e relevo Suas luzes de led te iluminando E eu iluminada por celestes brilhando O ar que me refresca não é condicionado E sim, o vento que sopra livre para todos os lados Pensando bem, até poderia ser Se neste universo onde contrastam vaidade e simplicidade Houvesse um querer na mesma reciprocidade.

Faço amigos verdadeiros Vivo intensamente o amor de veraneio Jovem demais para ser velha, me divirto
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Faço amigos verdadeiros Vivo intensamente o amor de veraneio Jovem demais para ser velha, me divirto Velha demais para ser jovem, eu ranzinzo Não é porque todos vêem um paraíso que me deslumbro Vejo com meus próprios olhos, meu paraíso é no meu mundo Poderia até ser numa cabana Se é certo não sei, sou humana Não vivo a vida na sensatez, prefiro apenas senti-la Um dia de cada vez.

Imagine um lugar Que você programa viajar Te desperta o desejo de morar
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Imagine um lugar Que você programa viajar Te desperta o desejo de morar E assim, poder descansar Imagine um lugar Que todo dia veja o mar Em cachoeiras se banhar À beira da lagoa caminhar Imagine um lugar Que a natureza venha te abraçar O sol a esquentar E o deslumbre nos olhos ao ver o luar Agora pare de imaginar Bem vindo ao meu lar, Floripa!

Sou dessas Sento no mato Olho pro alto
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Sou dessas Sento no mato Olho pro alto Admiro o abstrato Piso no chão Sinto os grãos Enriqueço com a percepção Sou dessas Sonho um mundo melhor Choro quando estou na pior Devaneio com tudo ao redor Sou dessas Também subo no salto Me perco no asfalto Com brilho estrelado Saio do anonimato

Eles Cega em meus sentimentos, lamentos e tormentos Eles estão sempre atentos
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Eles Cega em meus sentimentos, lamentos e tormentos Eles estão sempre atentos Se desapareço Surge os questionamentos Mesmo em noites de ventos, ao relento procurando qualquer boteco Eles não se negam Me perguntei, por que falar só da nostalgia Se meus melhores momentos são com eles Sempre em alegria Escrevo sobre amor não correspondido Mas é sem eles que não vivo Esse verso é para vocês Que ao meu coração sempre dão abrigo E hoje lhes responde Não existo sem vocês Meus amigos.

Farol Ao alcance dos olhos tenho a lagoa salobra que a todos deslumbra Ao invés disso, meus olhos não saem do portão a espera de você chegar, te ver passar
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Farol Ao alcance dos olhos tenho a lagoa salobra que a todos deslumbra Ao invés disso, meus olhos não saem do portão a espera de você chegar, te ver passar E com olhar mentir que não me importo, não sinto, não choro Então vejo a luz apontar na grade Meu coração parece selvagem A inquietude que invade logo amortece novamente no breu Aquele farol que entrou, não era o seu.