"O silêncio torna-se o nosso melhor amigo, aprendemos a valorizar cada minuto em que podemos estar sozinhos com os nossos pensamentos e passar uma “cassete” da nossa vida até este ponto, e percebemos que a cada dia nos sujeitamos mais á violência enquanto milhares de mulheres se divorciam e seguem as suas vidas. Mas como poderia eu fazer isso? Não tenho formação superior e trabalhei exclusivamente nos primeiros anos de casamento enquanto o Júlio não tinha lucro na sapataria, depois ele achou que não era decente uma mulher estar a limpar a casa dos outros quando tinha a sua para limpar."
"Um pedido de desculpas e umas flores não apagam uma estalada, uma joia ou um presente não apaga as ofensas, mas uma saída de vez da nossa vida é libertadora e renova a paz e a força para conquistarmos os nossos sonhos e planos. Nenhum homem tem direito de
agredir uma mulher e nenhuma mulher tem o direito de tratar mal um homem, a violência deixa marcas eternas na alma e não tem cura..."
"O suposto mar de rosas, converteu-se em múltiplos espinhos e espinhos venenosos que magoam por dentro e por fora, mas o pior, é por dentro que ninguém vê... um buraco sem fundo que nos consome todos os dias e faz questão de nos lembrar dos nossos erros e o que nos custaram, leva-nos a chorar por dentro e engolir as próprias lágrimas, revira-nos dos avesso e continua a afundar-nos mais e mais... "
A minha avó de vestido simples que abria em baixo como um vestido de princesa, e ela nem com 50 kg nos sapatos simples e brancos, com uma tiara emprestada e um ramo de flores pequenino com alguns cravos. E o meu avô ainda magrinho, no seu fato cinzento e o cabelo arranjadinho, e uma gravata a enfeitar. O carro emprestado para eles saírem no cartório, mas a felicidade deles era o mais importante, apesar do cartório ser algo simples e antigo. O fotografo com aquela máquina de tripé, o pó para o flash e o cansaço para tirar as fotografias do momento deles, momento vividos e nunca esquecidos por quem os viveu.
Criamos crianças sem valores e atitudes
Vivemos em mundo violento e sem cores
A água está contaminada e a terra poluída
Mas quem se preocupa?
Consumimos sem pensar, gastamos sem poder
Matamos por dinheiro, julgamos os verdadeiros
Nesta imoralidade tal,
Reinam os chulos e aguentam os pobres
Protegemos os maus e ignoramos o povo
Mas quem se preocupa?
Crianças sem juízo, idosos esquecidos
Nem a fé compreende, esta doença do ser humano
Destrói o que é belo, admira o que é desprezível
Mas quem se preocupa?
"Perdoa‑me pelo que
te faço passar, mas acredita que te amo como uma
abelha ama as flores, que és o meu príncipe de outro
tempo e nunca esquecerei os nossos momentos..."
"O amor é uma viagem sem explicações, ora
nos magoa porque temos pressa, ora nos apressa a
apaixonar‑nos, talvez por isso não se possa definir e
por isso, vou vivendo uma bela história de amor agora e depois penso no amanhã."
O mar em que me afogo entoa na minha voz,
Faz-me sentir calafrios e o coração palpitar,
Ondula e volta, e traz-me no seu caminho.
Leva-me por mares sem fim e marés sem porto,
A sua melodia é forte e sedutora,
Leva-me ao fundo sem me dar tempo de lutar.
No horizonte, a água é negra e profunda,
Navegar sem oriente e sem tempo,
O oceano é rei e o céu teu companheiro,
Talvez um dia te deixes conquistar.
No fundo me afogo e na escuridão me aconchego,
A terra está à vista e a maré nos à de levar,
Presos no paraíso, a casa jamais voltarás.
Ao pôr do sol que nasce no horizonte,
E às ondas que lá batem ao ritmo do tempo,
O mar em que me afogo, um dia me à de salvar.