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Frases de Crislambrecht

248 frases

Lua lunática Lunáticas ideias Ideias lúcidas
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Lua lunática Lunáticas ideias Ideias lúcidas Lucidez onírica Onironauta perdido Perdição real Realidade cruel Crueldade comum Como um mundo normal Passageiro cansado Com sativas passagens Passos confusos Confusão passageira Passageiro confuso Confunde os passos Passos ligeiros Ligeiras passadas Passa o tempo O tempo não pára Poderes onipotentes Potência elevada Elevação acentuada Ascensão vertical Vértice das vertigens Tontura Enjoo Infinita busca Riscos infinitos Paz Foi-se aqueles dias Irão-se estes A paz de hoje Já acabou A vida é injusta Para quem não vê Os dragões como são Como não são

Abismo; Enquanto não tenho coragem de pular Fico a observar sobre nós a tempestade
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Abismo; Enquanto não tenho coragem de pular Fico a observar sobre nós a tempestade Abismo; Talvez depois de muito chover Estejas cheio, tão cheio Que passarei por você a nado Abismo; Ou talvez irei esperar, na beira do abismo Mas Até quando? Abismo; Não posso fitá-lo a fundo Há um sorriso de amor nas profundezas Um abraço acolhedor e suicida Abismo; Transpô-lo hei Não ficarei no fundo Por isso permaneço aqui Na beira do abismo Esperando Abismo, abismo..

Alguns barulhos de vez em quando Alguns barulhos estranhos Alguns pensamentos perdidos
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Alguns barulhos de vez em quando Alguns barulhos estranhos Alguns pensamentos perdidos Alguma vontade nenhuma A cela para os fantasmas Explode na minha frente E o fogo me ilumina Debaixo do negro véu, de estrelas Entre quatro paredes Num canto da caixa cercado de virtudes Virtudes penduradas na parede Eu eu parado na parede Desde o choque contra o muro Quando o mundo Girava rápido demais Eu ficava tonto e quase caía E a meu ver, também sentia Às vezes assustado Com a voz do minuano Às vezes sem recordar Que o mundo ainda é insano Somos todos iguais De faces pintadas Com roupas coloridas Tão desiguais Mas a vontade reside em nós Ela manda Ela emana E a sós obedecemos E eles, quem pensam que são? Eles não me importam tanto São aqueles que eu quero bem É que me fazem perder o sono Em quem acredito E quem acreditou em mim Apesar da tola palavra Acreditando se começa Nosso gloriosa nave terra É o mundo, e o único mundo É onde está tudo que é sagrado Aqui estão você e seus sonhos É aqui na terra Onde você vai ficar..

Então a vontade vai e vem Sabe-se lá pra onde e de onde pouco importa
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Então a vontade vai e vem Sabe-se lá pra onde e de onde pouco importa O conforto me desconforta O fácil me afronta A tentação da monotonia segura Esquecer o belo O que se busca como um caçador O que faria a vida valer realmente a pena A pena de viver sendo tomado de assalto Por fantasmas de todos os lugares Lugares, lugares Fantasmas, fantasmas..

Há problema não há tanto faz..
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Há problema não há tanto faz.. Entretanto não deveria embora seja. Sem saber, sabendo procuro nada buscar sabendo que posso encontrar sabendo que posso muito mais Tanto quanto Entretanto tampouco muito mesmo Enfim a mudança é a frequência apesar de pouco muda mas porquanto porquanto pornunca nada tanto assim..

Os dias se passam um após o outro e parece que não estou aqui
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Os dias se passam um após o outro e parece que não estou aqui apesar de aparentemente estar há um ano Desde que voltei jamais me encontrei embora saiba onde posso estar Oh! grande insignificância do existir por que? por que!? por que será que não consigo mostrar quem sou? Onde vou chegar ficando aqui parado? onde ficarei se à andar voltarei? sei que é e que não é e que minha força aqui não se faz

Não quero mentir Alimento-me de vós Alimento as vozes
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Não quero mentir Alimento-me de vós Alimento as vozes E vocês Alimentos Ali Malemal Tenho um monstro faminto Ele parece deus Talvez não exista Embora dependa de mim Pois vive aqui Alimento-o de mim Alimento-me de vós Alimento-te disto Dito isto Desculpo-me E me despeço novamente Pois não quero mentir

A garrafa De vinho Daquela noite
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A garrafa De vinho Daquela noite Do seu aniversário Com a sobra E as lembranças O seu cheiro Na garrafa E a saudade De outra pessoa As músicas Da Amy Com recordações De outra noite Com outra mulher O seu cheiro No quarto Com o vinho Amy E um coquetel de sentimentos Um turbilhão Caos Olhos cheios de areia Areia do mar E Ana Olhos Mar E Ana Labirintos

Vomitando Como nenhum rato jamais imaginou Vou batendo em todos o botões
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Vomitando Como nenhum rato jamais imaginou Vou batendo em todos o botões Perdido, porém, vomitando Como é bom E pode ser Para sempre Já fui Sou E serei Um vomitador Jogando para fora Pra onde for Onde quer que seja Vômito Letras Palavras Frases Versos Poema Vômito Vomito E pronto Como nenhum rato Jamais fará A não ser Nós S8R

Sem mostrar seus sentimentos Sem expressar seus pensamentos Ele já não pode mais consertá-la
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Sem mostrar seus sentimentos Sem expressar seus pensamentos Ele já não pode mais consertá-la Sem mostrar suas emoções Sem desenvolver seus dons Agora aguenta a dor Nunca disse adeus Nunca disse te amo Nunca fez uma promessa Nunca quis um conselho E nunca jurou Presa a algo mais forte Sua alma não se expandiu Agora já deformada Toda aquela dor sentiu Todas as lágrimas E a dor no peito Aquele nó na garganta Foram engolidos Tudo entrou aos poucos E não da mais pra tirar nada Com a aparência de um louco Mas com a alma desfigurada

De lá pra cá De cá pra lá Cá pra nós
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De lá pra cá De cá pra lá Cá pra nós Isso é enlouquecedor De lá menor para um cá sustenido Decalque luminoso estendido com sétima Capas e contratempos mixados distorcidos Entorpecidos, perdidos, comprados, controlados Isso é enlouquecedor Enchendo caras pra lá Esquinas semi-circulares Circundam o escolher dos acasos Bebendo, bebendo Baby, oh baby Sax on phones Saxofonista del Little A lua sobre nossos passos Sobe dentre as nuvens Somem pegadas E eu só, ando Um, dois, três Na espiral do moinho Ventos demoníacos Me transforma em cacos Me corto, sangro Me seguro em teus cabelos Asseguro-me de tua fala de dor Sua falta doce como o mel... A guerra Meus heróis viciados Mil vidas Tantos caminhos

O grito Novamente Foi dado
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O grito Novamente Foi dado Assustou-lhe Enquanto Sussurrava Palavras de sabedoria Incompreendidas Deixando-as assim Como não encontrou Largadas Ao lado Do lado De dentro Detentas De vezes Tanto quanto For

No Recanto Abandonado O sol ardido no meio da tarde pulsando sobre a cabeça despreocupada de quem anda pela secura do chão como se fosse um carneiro. Um caminho aleatório tomado em meio à grande planície vasta carente de vegetação, perdida entre serras e serrado, sob o céu azul…
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No Recanto Abandonado O sol ardido no meio da tarde pulsando sobre a cabeça despreocupada de quem anda pela secura do chão como se fosse um carneiro. Um caminho aleatório tomado em meio à grande planície vasta carente de vegetação, perdida entre serras e serrado, sob o céu azul sem nuvens estalando o capim marrom, que se mistura ao vermelho do chão qual o vento sopra poeira no horizonte camuflado pela distancia. A boca seca, sedenta por um gole d'água, seca cada vez que o cigarro de palha é tragado insaciavelmente para dentro dos velhos pulmões batidos dependurados entre as costelas salientes da esguia figura andante. Muito ao longe ouve-se o ar calmamente balançando a fantasmagórica dimensão de terras infindáveis que estendem-se preguiçosas por quilômetros trazendo o som de alguns insetos perdidos e pássaros solitários á caçá-los. Embriaga-se de espaço, de tempo e altas temperaturas. Cambalea-se pisando sobre as pedras soltas, esqueletos de outras terras, outros tempos. Vê turvamente uma sombra dançando à frente, uma pequena árvore avulsa tomando o eterno banho de sol do verão sem fim no mundo esquecido onde ninguém vai. Sentindo-se convidado a sentar-se à sombra, automaticamente tira mais um pouco de fumo e vai enrolando mais um longo palheiro, que é apetitosamente devorado em seguida. Junto ao estreito tronco, sentado, magro, fumegando um rastro de fumaça aos céus, pensa que é capim, enraizado no solo árido onde nem rastos vingam. Como toda rara vegetação do lugar, deseja água, olha para o céu e não consegue ver nem uma nuvem, fecha os olhos e tenta apalpar as profundezas do chão, estica suas raízes até onde consegue alcançar, mas nada encontra. Torna a olhar para o céu, e fita a vastidão azul tão infinita e inacessível quanto a terra estendida ao longo das distancias incontáveis deste lugar nenhum. O entardecer vai esfriando e entristecendo o coração de mato do pobre sujeito que adormece em meio a ventania que sopra areia sobre suas pernas como se fosse o coveiro dos sertões misturando-o, transformando-o em rocha, levando o pó de sua existência a se espalhar para além de onde se possa juntar. Adormecido, não vê a noite seca chegando aos poucos, matizando o céu profundo que se escurece atrás das cortinas de poeira. Sonhando tão profundamente quanto suas raízes de capoeira, entra em contato com o pequeno grupo de plantas ao seu redor, aos poucos sintonizam-se e passam a relembrar das chuvas passadas, do alvorecer umedecido, do frescor da noite, das flores e dos pássaros. Logo protestam contra o clima, pois engolem seco o passar dos dias ouvindo chover nas serras ao horizonte na espera de que o vento traga algumas gotas, e morrem aos poucos pelo castigo da insensibilidade da natureza com aquele vasto recanto abandonado. Passado algumas horas da madrugada tal manifestação foi surtindo efeito, os ventos cada vez mais fortes vieram varrendo ilusões das esquecidas planícies enquanto as nuvens relampiosas jorravam feches de luz escondendo toda escuridão embaixo dos pedregulhos. Em poucos minutos a água desabava ferozmente contra o chão fazendo levantar a poeira que era lançada pelos ventos em redemoinhos dançantes num espetáculo que aos poucos tornava-se medonho. Apavorado o homem desperta com os olhos esbugalhados, cheios de areia, e num pulo deixa de ser capim e passa a ser folha, flutuando pela tempestade, esperando pousar sobre um lago, se o acaso lhe desse esse prazer. Era a última coisa que desejava, para descansar em paz no fundo da água, tornando-se barro, alga, limo esquecimento.

Por entre a sombra do bambuzal Vazam os derradeiros raios de sol O lago vai sombreando
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Por entre a sombra do bambuzal Vazam os derradeiros raios de sol O lago vai sombreando Os pássaros recolhem-se O dia se acaba de forma tranquila Vento calmo de chuva que vem Certamente, pelos clarões ao longe Cheiro de umidade Traz boas lembranças De quando se era criança Pingos no teto Canção de ninar Acalma a alma Facilita respirar Abrigado então Fecho os meus olhos Vejo as folhas, as flores Acenando à criança Que sorri ao passar Responde o adeus Retornando ao lar Na face o sorriso Mais sincero Sorte a minha Presenciar