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Frases de Cleude Guedes

21 frases

⁠ O sistema de educação equivoca-se na medida em que não pensa o afeto como parte dele, equivoca-se em não levar em conta o coração como órgão principal de um processo de aprendizagem.
A magia da escrita permite ao autor fazer rodeios, brincar com as palavras e com a imaginação de quem ler. Faz parte da escrita, falar das borboletas e dos sonhos que carregam, falar das flores do jardim e descrever o vento que faz cair suas folhas, faz parte da escrita falar de…
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A magia da escrita permite ao autor fazer rodeios, brincar com as palavras e com a imaginação de quem ler. Faz parte da escrita, falar das borboletas e dos sonhos que carregam, falar das flores do jardim e descrever o vento que faz cair suas folhas, faz parte da escrita falar de elementos que não existem ou existem implicitamente aos seus olhos. Faz parte do escritor, inventar o que quiser para inserir ao seu texto. Eu inventei um lindo jardim. Faz parte do leitor dar sentido as flores. O sentido das borboletas nem sempre é o mesmo do jardim que beija. Não sei se é o jardim que possui as borboletas ou a elas ele pertence, só tenho certeza que elas são totalmente livres para voar e para voltar quando quiserem, restando a ele o eterno ofício da espera.

⁠VIDRAÇA Tivemos que ceder O banco da praça
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⁠VIDRAÇA Tivemos que ceder O banco da praça Para o cortejo dos pombos Resta-nos agora Olhar o céu na vidraça. Enquanto tudo acontece Lá do outro lado Daqui de dentro o muro Não é de tijolo ou cimento É de arame farpado. Tivemos a faca e o queijo O braço e o abraço Tivemos tudo nas mãos Mas ainda temos o chão Para morrer de cansaço. Mas não podemos nos entregar Ao sótão dessa casa abandonada Devemos continuar lutando Contra a fúria de gafanhotos Ainda podemos ser tudo Antes de sermos nada.

⁠LIÇÕES DE BORBOLETAS Escrevo sobre borboleta De tanto sobrevoar jardins
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⁠LIÇÕES DE BORBOLETAS Escrevo sobre borboleta De tanto sobrevoar jardins Tem flor no olhar E possui pureza nas asas Trava uma luta contra as paredes do casulo Até aprender todos os caminhos do vento Ainda enfeita de cores o sol quando ele a vem queimar Não usa Margarida contra Rosa Nem tem inveja de beija-flor Dos aprendizados adquiridos por humanos Não absorveram lições de borboletas, Tampouco sabem ser livres.

⁠Muitos problemas encontrados na educação poderiam ser sanados com um simples olhar doce, uma voz serena, um sorriso puro e gestos de amor. O amor tem o poder de derrubar estruturas, vencer batalhas e educar. Acredito que a melhor forma de implantar um novo sistema educacional se…
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⁠Muitos problemas encontrados na educação poderiam ser sanados com um simples olhar doce, uma voz serena, um sorriso puro e gestos de amor. O amor tem o poder de derrubar estruturas, vencer batalhas e educar. Acredito que a melhor forma de implantar um novo sistema educacional seja usando o amor como base de sua estrutura.

⁠CAMINHAR COM A MÃO Sinto um desejo enorme De escrever sem parar
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⁠CAMINHAR COM A MÃO Sinto um desejo enorme De escrever sem parar Até derramar por completo Toda a roupa e toda a mágoa O alfabeto é pequeno demais Para conter as palavras Que definem minha história Este poema precisa mais de mim Do que eu dele Já o mundo precisa apenas do fio De esperança que ainda existe No caminhar da minha mão.

⁠O TREM Antes que passe o trem Preciso pôr a máscara
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⁠O TREM Antes que passe o trem Preciso pôr a máscara E os óculos escuros Para não ser atingida pelo vento Que ultrapassa a TV A música que ouço agora Não é nada agradável Mas vejo uma pipa no céu Que me consola E um menino na rua Jogando bola Meu coração sabe bem Que a vida passa ligeiro Como passa o trem Sabe que a pipa leva o menino Até a estrela mais próxima A música desagradável Já não ouço mais Embarcar numa pipa É leve e gratuito E a vida é passageira demais Para ser vivida em vagões.

⁠O livro é o melhor transporte que existe. Com ele nas mãos e nos olhos é possível viajar por lugares diferentes, conhecer histórias e culturas diversas, além de proporcionar autoconhecimento e deixar o passageiro “preparado” das mais poderosas ferramentas para se defender das a…
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⁠O livro é o melhor transporte que existe. Com ele nas mãos e nos olhos é possível viajar por lugares diferentes, conhecer histórias e culturas diversas, além de proporcionar autoconhecimento e deixar o passageiro “preparado” das mais poderosas ferramentas para se defender das armadilhas que existem no meio do caminho da vida. Existem fatores que devem ser considerados por uma auxiliar de biblioteca que tem o livro como algo sério e ao mesmo tempo o atribui ao conceito de leveza das asas de um pássaro. Livros e pássaros não se dissociam ao abrir asas. Um mediador de leitura é um elo entre alçar voo e alcançar as nuvens. Sou uma mediadora de leitura por amor às asas e ao voo. Outro lugar onde livros são capazes de nos levar é o coração humano. A humanidade precisa de pessoas dispostas a caminhar até encontrar esse caminho. Eu encontrei e estou começando a percorrer por ele. Isso mesmo, meu projeto é apenas o começo de uma longa jornada. Entre o primeiro passo e o pico da montanha certamente vou encontrar pedras e espinhos.

⁠PINGOS DE SANGUE Às vezes me deixo magoar Por pessoas insignificantes
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⁠PINGOS DE SANGUE Às vezes me deixo magoar Por pessoas insignificantes Pessoas que juram amor De maneira apedrejante As perguntas sobre meu avesso Parecem óbvias aos meus olhos E não conheço uma resposta Que satisfaça meus anseios Mas sou poeta, sou poeta! Posso me transformar no que quiser Por ser poeta sou profundo Sou pobre, sou rico, sou imundo Mutações são necessárias Quando há insignificâncias Que perturbam a mente Talvez o que me incomoda Esteja na importância dada aos fatos E há uma força incrível Que me mantém de cabeça erguida Mesmo pingando sangue.

POR QUÊ? Às vezes me pergunto Por quê?
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POR QUÊ? Às vezes me pergunto Por quê? Minhas pálpebras se cerram e isso parece uma resposta Mas meus olhos se abrem novamente, mirando ao longe Procurando um motivo mais convincente para o que sinto Sem sucesso, retorno aos meus sapatos velhos Não sei, mas meus olhos não se contentam nunca com as perguntas que encontram Já que respostas não existem Meus pés descalços dispensam os motivos Meu olhar continua perdido E eu perguntando Por quê?

⁠ROSA CATIVA No meio do caminho Tinha flores
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⁠ROSA CATIVA No meio do caminho Tinha flores Tinha flores no meio do caminho Ninguém me avisou Mas elas estavam lindas Na curta longa estrada minha Nunca me esquecerei Que no meio do caminho Tinha flores e borboletas Não couberam todas Na minha cesta Mas uma delas me acompanhou A minha rosa cativa Tinha flores, borboletas e espinhos No meio do caminho. (intertextualização ao poema: No meio do caminho tinha uma pedra, de Carlos Drumond de Andrade)

⁠O PORTO Estamos todos num navio A bordo, vazios
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⁠O PORTO Estamos todos num navio A bordo, vazios Estamos cheios um do outro Em meio à tempestade De sonhos e medos Que causam arrepio Não há nenhum bote Ou colete salva-vida Nem necessidade disso Para nos aquecer do frio Nem é preciso socorro Para cairmos na água Pois quando chegarmos ao porto Não haverá mais rio.

⁠PRISÃO Quando o sol se puser Vou sentar na calçada
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⁠PRISÃO Quando o sol se puser Vou sentar na calçada Ver a cidade solitária E imaginar tudo Onde não há mais nada Na praia ainda existe A última pegada Desde que não pude mais voltar Para ver a fuga dos pássaros E a presa do tubarão Que vinha os abocanhar Mas neste sentido A palavra prisão tem dois lados Um deles me absolve sem conspiração O outro me condena sem antes me julgar.

⁠EFICÁCIA Quando eu chorar Apenas me olhe
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⁠EFICÁCIA Quando eu chorar Apenas me olhe Se possível, me ofereça Um lenço Nunca a solução Para o meu problema Quando eu sorrir Apenas ria comigo Se possível, me ofereça Uma droga Nunca a solução Para a minha loucura Quando eu morrer Apenas me deixe ir Se possível, recite Uma poesia Mas não queira Devolver-me o ar A vida é eficiente A morte, eficaz.

⁠MEU BEIJO Dentro da minha boca Mora um beijo quente
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⁠MEU BEIJO Dentro da minha boca Mora um beijo quente Se um dia quiser prová-lo Será seu o meu fogo Só não me responsabilizo Pela sua decepção Ao encontrar nos meus lábios As cicatrizes de um amor de perdição Toda boca que beija É capaz de morder Sabe, Meu beijo já deixou marca De sangue em alguém Mas se quiser provar também...

⁠ÂNCORA Deixei-me levar Pelo ir de um navio
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⁠ÂNCORA Deixei-me levar Pelo ir de um navio Por pensar ser livre Depois que abandona O Porto e a beira do Rio Mas olhei ao redor E me vi presa Às águas e ao vento Porém, notei que não sentia Vontade de voltar Nem para o porto Nem para mim mesma Aqui estou navegando No meio da saudade E apesar do frio Oora na proa Ora na âncora.

⁠Uma biblioteca é o órgão que contém todos os sentimentos e emoções de uma unidade escolar, tanto nas páginas dos livros, como em toda a sua estrutura física. Estrutura abalada pelo tempo, pela chuva,pelas infiltrações e pelo descaso. O vírus que corroeu as entranhas das paredes…
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⁠Uma biblioteca é o órgão que contém todos os sentimentos e emoções de uma unidade escolar, tanto nas páginas dos livros, como em toda a sua estrutura física. Estrutura abalada pelo tempo, pela chuva,pelas infiltrações e pelo descaso. O vírus que corroeu as entranhas das paredes do coração da escola foi também cruel o suficiente para fazê-la entristecer. Chorava constantemente durante muitos invernos, às vezes encharcando livros e outros pertences, como estantes e armários. Livros também entristecem quando é um vírus chamado descaso que invade seu espaço e estremece suas bases atingindo sua real importância. (Livro: Relatos do projeto de contação de histórias Estrela estrelinha -a biblioteca e a bibliotecária 2° edição)

⁠CARTA AO AMOR PERDIDO Querido amor perdido Não sei aonde anda agora
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⁠CARTA AO AMOR PERDIDO Querido amor perdido Não sei aonde anda agora Mas sinto seu perfume E ele anda comigo No avesso e na gola Daquela mesma camisa Deixei algumas lembranças Dentro do meu livro velho Uma carta breve Meus óculos de graus E uma pena amiga Mas não volte por mim Nem pelo meu choro Volte para guardar ovestido Na gaveta da cômoda E para dar aos pássaros Alguma comida Não volte pela revolta da pena Só por ser minha amiga Mas volte para fechar A última página Do livro da minha vida.