Meus pensamentos estagnados no tempo me fazem sofrer. Tenho sonhos concentrados em agonias imprecisas e inexatas. Meus pensamentos imprecisos vagueiam sem rumo pela escuridão fria e vazia, e sinto-me isento de sentimentos bons ou produtivos.
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Meus pensamentos estagnados no tempo me fazem sofrer. Tenho sonhos concentrados em agonias imprecisas e inexatas. Meus pensamentos imprecisos vagueiam sem rumo pela escuridão fria e vazia, e sinto-me isento de sentimentos bons ou produtivos. O fado sempre me apunhalando e o tempo sempre impiedoso. O deus da morte circunda os meus passos tomando estes medicamentos venenosos. Os amigos infames bloqueiam meus passos e eu não sinto nada a não ser este vazio dilacerante. Os amores incompletos escureceram e atulharam as esquinas do meu querer, do meu querer e dos meus pensamentos. Meus pensamentos escurecem e não acham saída. Mas em algum momento meus sonhos concentrados se tornarão realidade e eu serei feliz. Por enquanto um pouco atroz a realidade deste tempo adverso e insano. Não tenho raízes profundas no mundo. Não tenho senão estes pensamentos vagos e indiscretos. Passarei por ti e não me falarás nada, nem me olharás senão com o desprezo daqueles para quem não tenho importância, para aqueles para quem eu não sou mais que insignificância e sepultada amizade. O sol ainda brilha triunfante sobre estes capciosos pensamentos humanos. Nada é bom, lucido ou sensato. A morbidez deste passado isola-me num castelo desprecavido de coisas uteis e singelas. Sou só o que minha insensatez e meus erros me fizeram. Estou despreocupado entretanto, e tristemente tranquilo. Eu precisava dar passos mais convictos, mas a insensatez destes pensamentos não deixa. É preciso um pouco de poesia para esta dor. E estas memorias atulham casas vazias no meu cérebro enfermo e se transformam e se transfundem para o que eu não queria. Sinto a tristeza baça desta chuva caindo sobre os tetos do teu desprezo por mim e pelo que eu faço. Não sei se a realidade é clara ou escura para mim, mas é só isto, nada mais.