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Frases de Clay Werley

14 frases

A flor da Antártida - (Clay Werley) Em mais um dia que se passa, eu não consigo ler Camões...
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A flor da Antártida - (Clay Werley) Em mais um dia que se passa, eu não consigo ler Camões... Mais uma tentativa fracassa no cotidiano e seus padrões... Eu, inserido nessa desgraça... Sigo acorrentado a grilhões e o biltre sistema comemora exitoso, exultante por agora... Segue o fiar da ampulheta nem nela tenho uma aliada, mais uma hedionda faceta ter a consciência aviltada, esquecer sonhos na gaveta ter toda esperança roubada, um resilir que, de tanto, já nem dói; forja rmór de todo anti-herói... Que emerge em meio ao nada no fugaz berço do improvável... Fazendo do caos sua morada na qualidade de ser adaptável, frustrando a norma instaurada constrangedor e Indesejável... Um anticarismático apátrida, a subversiva flor da Antártida!

Amor de mãe - (Clay Werley) Leve como uma brisa... onda que quebra indomável,
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Amor de mãe - (Clay Werley) Leve como uma brisa... onda que quebra indomável, lua que reluz inalcançável... Tempestade que não me avisa. Presença que cuida e realiza, voz que ecoa incontestável, constrói confiança inabalável, sem ônus de contrapartida... Da história és o começo... Meu espelho de como ser, dona de todo o meu apreço... Consciência a resplandecer, a me moldar desde meu berço! Farol que guia o meu viver.

Soneto abusivo Pare de frescura e leia logo esse poema! Mas dessa vez, ao menos vê se lê direito!
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Soneto abusivo Pare de frescura e leia logo esse poema! Mas dessa vez, ao menos vê se lê direito! Leia... Sem essa de querer procurar defeito! E vê se dessa vez, ao menos se atente ao tema! Sem melindre, ninguém tá nem ai pro seu problema, te falo verdades pro seu bem... Não por desrespeito... Eu te amo... Entenda que esse é meu jeito! Faço tudo por você! A verdade lhe ferir é meu dilema. Não venha com choramingos, choramingar choramigalhas! Apesar de você ser assim: lerdinha... Cá estou eu... Convivendo e perdoando suas inúmeras falhas! Nunca faz nada direito, depois reclama do que colheu... Então faça o que eu mando, sem usar desculpas canalhas! E quem não gostou do texto... Certamente nele se reconheceu.

O invasor Olhares de fúria e perplexidade... Um menear de cabeças, não o queriam ali...
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O invasor Olhares de fúria e perplexidade... Um menear de cabeças, não o queriam ali... Que desrespeito!, ele tem que sair! Absurdo! respeitem nossa identidade! Faces que exalam ódio... E a verdade que pulsa é a vontade de lhe agredir, em ação rápida, o foragido estás a partir, envolve a prole e parte em velocidade... Encara a vergonha, suporta o fadário... Mais uma daquelas dores que ninguém vê, um rito comum, um desprezo diário... No banheiro feminino, acabou de suceder, um pai usando o espaço do fraldário hostilizado ao trocar a fralda do seu bebê.

O abstrato mito do silêncio absoluto Um dia resolvi contemplar o silêncio absoluto, queria saber o que estaria além de tudo o que escuto,
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O abstrato mito do silêncio absoluto Um dia resolvi contemplar o silêncio absoluto, queria saber o que estaria além de tudo o que escuto, determinado contra os barulhos do mundo me isolei, em um ambiente de total isolamento acústico tentei. Surpreendentemente meu objetivo não pude alcançar, impedido por sons sincronizados de meu respirar; tomei fôlego, prendi a respiração, tentei novamente; e percebi o quanto a tentativa se mostrava incoerente. Talvez tal silêncio seja incompatível com a vida; já que esta é movimento, respiração, pulsação; estagnação vital é algo insustentável e sem medida. Talvez a morte seja este silêncio em real definição... Pois em vida não passa de sentença desmentida, refutada por compassadas batidas; do meu coração.

Onicofagia Na fronteira extrema da tensão, assume caráter destrutivo...
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Onicofagia Na fronteira extrema da tensão, assume caráter destrutivo... onde tédio é berço cativo, de ansiedade e depressão... Válvula de fuga em momentos de pressão, tendo como princípio ativo, um instinto férreo e corrosivo, que em tais horas suplanta a razão... A angustiante espera por definição, inunda o ambiente opressivo, até que surja alguma solução... Que modifique o clima apreensivo, e então, os dedos feridos da mão, serão prova de que ainda estarei vivo

Utopia de vida Pôr do sol. Laranja no céu.
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Utopia de vida Pôr do sol. Laranja no céu. O mar repete. Clichê. É alma na poesia. Na mesa de café, não. Estou apaixonado. E isso falha. Elegância ao rejeitado. É o que se espera. O sol some. Caminho sem direção. Arcaico. A noite cobre. Nenhum direito ao belo. Nem estrelas. Incertezas não rondam. Atacam. Frio. Estranho. Um riso curto. Deboche. Enterro da alegria. Passos lentos. Sem destino. Mais um dia igual. Eu igual. Arcaico. Quis um amor. Recebi linguagem. e só.

Auto-psicossociologia Espero que não me leve a mal... O poeta, fingidor por natureza,
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Auto-psicossociologia Espero que não me leve a mal... O poeta, fingidor por natureza, tem nas palavras tal destreza de, sem ser, tornar-se pessoal... Suas dores: cálculo intencional, destilam lâminas com sutileza, e nos conduzem, sem defesa, à própria incisão emocional... O mero comum intelectualizado, sangra versos que julga seus, e unge o próprio ego exaltado... E o poeta ri... Artífice dos véus... vê-se no espelho do flagelado e brinda, frio, ao caos que ergueu.

O candidato Lá vai ele, parece bem disposto; trajando um terno super alinhado
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O candidato Lá vai ele, parece bem disposto; trajando um terno super alinhado em contraste ao suvaco suado, Sem perder o sorriso no rosto! Afundou o pé na lama com gosto! Talentoso, parece bem adaptado, cada gesto um disfarce calculado, a atenuar seu privilégio exposto... Diz entender da vida sofrida... Se afirma gente como a gente! Se diz dos nossos! Pra toda vida! Mas tudo soa tão incoerente... Se não ostenta restos de comida presos nos buracos do dente.

Mar branco Em tempos difíceis, cada irmão é um alento... Naufragamos, fomos dragados ao inferno;
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Mar branco Em tempos difíceis, cada irmão é um alento... Naufragamos, fomos dragados ao inferno; Nunca sozinhos! pois não há mal eterno capaz de apagar o legado que ostento. A paixão não nos cega ao discernimento, nem o novo apaga o que é eterno; a indignação do tempo moderno, é não denegrir o clássico em movimento. Assim que nos vemos, cada qual um irmão! Emergindo juntos das profundezas, buscando retomar nossa real vocação de embalar façanhas, conquistas e proezas... A esperança deixa de ser um surrado jargão, e a lágrima da vitória reflete em branco sua beleza.

Unidade prisional lexical Chico foi preso, encaminhado ao pavilhão A.
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Unidade prisional lexical Chico foi preso, encaminhado ao pavilhão A. Chegando lá, em seu primeiro banho de sol, encontrou no pátio o criado-mudo, o crioulo, o cabelo de bombril... Havia também o mongoloide, o retardado. Em um outro grupo estavam: o indio, o baiano, o paraíba, o cabeça chata... E soube que no pavilhão B, feminino, estavam a nega maluca, a inveja branca, a polaca... todas reclamando de superlotação... A humanidade cada vez mais culpabilizando as palavras. Chico se dizia inocente. Não entendia ter sido usado como locução adverbial... Até outro dia era considerado nome próprio.

O Ser pobre Ser pobre é acordar e saber Que aquela dorzinha de dente
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O Ser pobre Ser pobre é acordar e saber Que aquela dorzinha de dente latejando de forma intermitente desde ontem ao amanhecer Aos poucos fará parte do teu ser a todo instante estara presente até se tornar quase inconsciente macabeiada por assim dizer Essa dor que a própria vida afiança para que todo destino prevaleça além de onde a vista alcança A fé e a coceirinha na cabeça seguem adquiridas como herança alheias a tudo o que aconteça.

Calejamento da alma Um dia todos fomos, criança enganada... Brincando víamos tudo com olhar inocente,
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Calejamento da alma Um dia todos fomos, criança enganada... Brincando víamos tudo com olhar inocente, crescemos, e tudo tornou-se diferente... Do que vivíamos restou quase nada. Obrigações de uma vida assalariada, boletos a atormentar de modo frequente, fome de tudo, couro cansado, dor de dente... Linhas de expressão, a próxima cilada. Tempos distantes, aqueles de paz... Sonho interrompido pelo despertador; corre! senão o ônibus lhe deixa para trás... A frieza cotidiana não lhe concede favor... Fones de ouvido, cafeína, olhar sagaz... O feitiço do tempo lapidando sua dor.

Fata morgana Felicidade não existe, há apenas momentos... ilusões transitórias que nos levam a caminhar,
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Fata morgana Felicidade não existe, há apenas momentos... ilusões transitórias que nos levam a caminhar, o alívio do cetácio quando emerge a respirar, sobrevivência mediante a espairecimentos! A vida é festa a fantasia! Ode a fingimentos! Se não usares máscara não há como aguentar, caracol sem concha logo alguém vem esmagar, rigidos protocolos tem seus procedimentos! Tudo muda sob a luz de um ponto de vista, não há roteiro certo nem verdade absoluta... O que para uns é banal pra outros é conquista... Satisfação, realização, uma crença impoluta! Ansiamos por um opio, poção de alquimista... Do contrário realidade crua, tudo vira luta.