Essas paredes,quatro paredes,pobres paredes ocupadas de mim. Me invadem a todo tempo,
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Essas paredes,quatro paredes,pobres paredes ocupadas de mim. Me invadem a todo tempo, tão solitárias dependentes de mim. Do silencio e do pouco barulho que faço. Da fumaça do tabaco, que ocupa todo espaço de todos os pensamentos que tenho, e das idéias que me fogem a cabeça, de quando me distraio, com o barulho da criada, mudando o pó de lugar, tirando de mim o sossego. Deixando entrar em mim o vazio que você deixou quando saiu,e deixando para trás o que ainda era seu. E você que sempre fora egoísta, saiu sem nos avisar do fim. Deixando essas paredes, Que agora só tem á mim. Levando a mobília e deixando as marcas que nem mesmo a criada,consegue tirar.