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Frases de clara costa

16 frases

Toda a minha coletânea de dores Me provam que para viver é preciso rever todos os fatores.
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Toda a minha coletânea de dores Me provam que para viver é preciso rever todos os fatores. É perceber que nem para todo mundo devemos mostrar o que somos Pois muitas interpretações serão errôneas E muitos julgamentos serão falhos Mas seguiremos mesmo assim É o chamado bem da preservação do próprio ser.

⁠O mal do artista é nunca ser compreendido É falar e falar e falar e nunca ser ouvido É sempre tirado como arrogante
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⁠O mal do artista é nunca ser compreendido É falar e falar e falar e nunca ser ouvido É sempre tirado como arrogante É sempre tratado como um louco É sempre ofendido mesmo tendo a razão É sempre o único a pensar além no meio de toda a Alienação Os artistas de qualquer Arte irão me entender.

⁠Vazio Dominical Comum (CLARA COSTA) Cravejar o que há de bom no que é difícil
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⁠Vazio Dominical Comum (CLARA COSTA) Cravejar o que há de bom no que é difícil Ser peregrino no que não se tem coragem de tornar dito Eu movo, eu morro, eu tento. E por mais que tudo isso não lhe acalente Lhe traz a insanidade real que é necessária Tudo basta ao ponto que nada dói E tudo precisa doer E o todo precisa arranhar. É preciso fincar as unhas no corpo e nas mãos Para que assim se descame um ser E nasça um outro, que seja um outro alguém ou uma outra imagem Subversa ao tão metódico ser humano igual E rasgue a carne, mas estanque o aprendido. Seja nu, seja real Veja as gotas invisíveis da lágrima que te tornará mais do que visível aos olhos do olho que te assiste em um cenário dominical tedioso que reverbera o silêncio e o vazio.

⁠Aceite a minha gravata Se enxugue na minha toalha Acorde pelas manhãs
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⁠Aceite a minha gravata Se enxugue na minha toalha Acorde pelas manhãs Se arrume para um ofício Fique quarando num metrô sem graça da Selva de Pedras Me dê motivos para não estar aqui Diga-me onde sou falho Corrija-me, corrija-me! Me difame para o Mundo, mas nunca faça isso sem ter provado como é ser quem sou e fazer o que todos os dias metodicamente eu faço.

⁠Para os vivos mando flores Para os mortos mando beijos Penso em todos, vejo tudo
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⁠Para os vivos mando flores Para os mortos mando beijos Penso em todos, vejo tudo São vivências e absurdos Todos morrem, tudo some Sou somente uma semente Broto, cresço, desenvolvo, envelheço E depois que envelheço... Hmmm... Tudo volta para o começo... E eu me torno um morto que recebe beijos Leiam para mim o salmo 91 E eu voltarei na terra para beija-los todas as noites também.

⁠Me deito diante de calúnias E sou algo que prevaleça apesar de tantas insônias São pouquíssimas coisas que não me permito não pensar
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⁠Me deito diante de calúnias E sou algo que prevaleça apesar de tantas insônias São pouquíssimas coisas que não me permito não pensar Encuco que os dias são mais curtos E as noites são mais longas E eu, sou limitado... Correndo sob as ondas da condição real.

⁠Meu estúdio mental Vive e tece um caminho Meu estúdio mental
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⁠Meu estúdio mental Vive e tece um caminho Meu estúdio mental Buga e perde o destino Meu estúdio mental Acorda e retorna para o percurso Meu estúdio mental Morre no devaneio da incerteza Meu estúdio mental Se encontra e logo mais se perde e logo mais se vai e logo mais inexiste e logo mais enlouquece e logo mais nada mais e logo mais nada muda e logo mais piso na Lua e logo mais não tem mais e logo mais, logo mais, logo mais, logo mais...

⁠É de manhã E eu nada escolhi pra fazer É um novo dia
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⁠É de manhã E eu nada escolhi pra fazer É um novo dia Várias pessoas me mandam bom dia Mais um dia Mais um dia São palavras faladas que morrem na cabeça São inercias que morrem na minha pessoa E eu sou Um alguém que vive entre alguéns Que são tantas histórias São minutos que movem instantes que são várias vidas que vão diluir.

⁠inenarrável exagero Imprescindível bizarrice Estalo as costas com os braços
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⁠inenarrável exagero Imprescindível bizarrice Estalo as costas com os braços Desmancho a face em olhos arregalados Faço caretas para assustar os capetas E olho para o céu em direção aos diversificados cometas Me sinto um xereta Me sinto uma formiga incapaz de saber do oculto e incapaz de fazer algo para que isso seja algum dia descoberto Só consigo ver as estrelas Só me permito ver as estrelas.

Eu estou bem! Fora a poeira que eu inalo Fora o dia que me judia
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Eu estou bem! Fora a poeira que eu inalo Fora o dia que me judia Fora o trabalho que me escraviza Fora a minha escrita que me agoniza Fora as pessoas, que apontam meu erro... Fora eu mesmo, que não aceito meus defeitos E que me defendo para nunca admitir E que me escondo atrás da certeza que me condena Certeza na qual me diz que os meus erros existem e não há saída para se sair ileso sem mudanças previstas.⁠