À beira de uma estrada qualquer de interior, pequenas flores do campo, de um singelo tom arroxeado, chamou-lhes a atenção.
Continuar lendo
À beira de uma estrada qualquer de interior, pequenas flores do campo, de um singelo tom arroxeado, chamou-lhes a atenção. Sem perda de tempo ele parou o carro e colheu uma delas. Olhos nos olhos, mãos nas mãos, ela recebeu a florzinha como o mais valioso presente! Prendeu-a nas mãos até o o final da viagem e depois, por dias, um copo de água serviu-lhe de vaso. Antes que morresse fora guardada em um livro, cujo nome agora não importa. Lá ficou por anos e anos... De vez em quando, era "visitada" e as mutações, provocadas pelo tempo se percebiam. Numa dessas ocasiões, ao abrir o livro, a florzinha seca havia se desintegrado e seus fragmentos caíram ao chão. Nada mais poderia ser feito além de lançá-los ao vento como quem, com muita relutância, devolve ao universo algo que se queria somente seu. Cika Parolin