MUDEZ De silenciar dores falo com propriedade! Silenciei-as, silencio-as.
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MUDEZ De silenciar dores falo com propriedade! Silenciei-as, silencio-as. É vício, é praxe calar a história vivida, o amor perdido, a dor mais sofrida. Calo para não romper os elos com o passado remoto; como se falar sobre ele, o maculasse. E assim, meu mundo interno só cresce, quase não cabe em si e a dor se agiganta, sufoca, anestesia os sonhos! Como libélula aprisionada, não mais se debate, apenas, em silêncio, "se ajeita". Cika Parolin