Sopro melancólico No quintal das emoções... Tempestade urge!
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Sopro melancólico No quintal das emoções... Tempestade urge! Peito contrito; atrito E estampidos do trovão.
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Sopro melancólico No quintal das emoções... Tempestade urge!
Sopro melancólico No quintal das emoções... Tempestade urge! Peito contrito; atrito E estampidos do trovão.
Flor de cerejeira Nublando a crisálida... Profeta do tempo!
Curió de touca Desfolhar bélico! Olhar Denso caduca.
Olhar fugaz Breu, recôndito Fissura em ponte vivaz.
Grão de areia no vento Sopro do tempo Sinergia do destino.
Sinta o meu amor Suturando tuas chagas... Um sol fecundo!
Sussurros sombrios ditam o tempo... Ecos dilacerantes perdidos no vento. Pranto da alma encarcerada em matéria oca!
Se o corpo te procura E o coração repele Este mal não tem cura
Se o corpo te procura E o coração repele Este mal não tem cura Isso é coisa de pele!
Dama da noite Espia estrelas... Perfuma sonhos!?
Cores, sons, poesia Lírios d'água; delírios No ar, na maresia.
Macerando Jasmim, saudade, alecrim No velho pilão...
Macerando Jasmim, saudade, alecrim No velho pilão... Lágrimas se perfumam E o sol da manhã cochila.
BEIJO FRUITIVO Flui dos olhares bacantes Verbo, poesia e prosa
BEIJO FRUITIVO Flui dos olhares bacantes Verbo, poesia e prosa Das declamações pedantes Verso, primazia em glosa Dúlcido beijo Fruitivo Deleitável ardor vivo Leve como flor airosa.
Meu coração se deixou levar... Como um bote a deslizar nas águas Enevoadas de um rio sombrio.
REFLEXOS DA ALMA Sonda-me com teu olhar afável, Toda inquietação acalma.
REFLEXOS DA ALMA Sonda-me com teu olhar afável, Toda inquietação acalma. Dissolve a dor quase palpável Se o teu amor me espalma. Como retalhos de cetim Vejo os reflexos de mim... Vivos!... No espelho de tua alma.
De repente a casa tornou-se grande... E o baú das lembranças cheio, pesado. Me sufoca o desperdício de oxigênio
De repente a casa tornou-se grande... E o baú das lembranças cheio, pesado. Me sufoca o desperdício de oxigênio E todo sentimento acumulado.
Em vôo noturno Fecho meus olhos Desperto em teu mundo.
O sol derrete Na onda fugaz da Sereia... Ela é carioca!
"Rio Quarenta Graus" Cantou a cigarra. Ela é profeta!
Bruma nostálgica... Força estranha, rege entranhas Da noite mística.
NOTURNO Perfil agudo, dissecando O pêndulo da meia-noite
NOTURNO Perfil agudo, dissecando O pêndulo da meia-noite Na ventura da neblina dissipada Em voz rebenta. Sombra adversa, inquietante Na palavra desvendada. Fio da navalha Pólvora do filho da noite Ofício do verso oculto Desmistificado. O verbo se inteirou açoite Flexas abortaram na espada. Ele estava lá!... Ainda posso ouvir o tambor Sentir o tremor das palmas.
ENCONTRO O brilho da minha procura Encontra em teu olhar
ENCONTRO O brilho da minha procura Encontra em teu olhar Nuances da alma Em complexidade Com o tempero inerente. Adere a cor vital Em sublime simplicidade No brilho natural da gotícula D'água cintilante Que transpassa o raio de sol Na folha denominada vida.
ACORDES DA ALMA Uma música corre solta No ar, nos lábios, nos poros
ACORDES DA ALMA Uma música corre solta No ar, nos lábios, nos poros Magnetizados... No enigma intrínseco Da alma enlevada. Notas do perfume De liberdade no campo Espraiam-se Nos acordes da aurora Em comunhão Com a transparência peculiar Do olhar carregado de emoções. Na balsa de sentimentos distintos Vagueiam cores da essência De um céu particular. A memória devota um rosto Desperto na menina dos olhos De uma mulher pronta pra amar.
PONTUANDO OS FATOS Quando pontos de interrogação não encontram
PONTUANDO OS FATOS Quando pontos de interrogação não encontram um ponto de equilíbrio, meu ponto de vista destaca o ponto final.
Flores e frutos de inspiração... Ornatos de um pé de poesia.