Venha, meu amigo. Deixe esse regaço. Brinque com meu fogo. Venha se queimar. Faça como eu digo. Faça como eu faço. Aja duas vezes antes de pensar... Eu semeio o vento. Na minha cidade. Vou pra rua e bebo a tempestade.
Frases de Chico Buarque
273 frases
E se vai continuar enrustido com essa cara de marido, a moça é capaz de se aborrecer. Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz.
Esse silêncio todo me atordoa; Atordoado eu permaneço atento
Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante
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Roda mundo, roda gigante Roda moinho, roda pião O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração...
Aqui na terra tão jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll Uns dias chove, noutros dias bate sol
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Aqui na terra tão jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll Uns dias chove, noutros dias bate sol Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Pois eu sonhei contigo e caí da cama. Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga! Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!
O primeiro me chegou Como quem vem do florista: Trouxe um bicho de pelúcia,
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O primeiro me chegou Como quem vem do florista: Trouxe um bicho de pelúcia, Trouxe um broche de ametista. Me contou suas viagens E as vantagens que ele tinha. Me mostrou o seu relógio; Me chamava de rainha. Me encontrou tão desarmada, Que tocou meu coração, Mas não me negava nada E, assustada, eu disse "não".
Foi bonita a festa, pá Fiquei contente Ainda guardo renitente
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Foi bonita a festa, pá Fiquei contente Ainda guardo renitente Um velho cravo para mim Já murcharam tua festa, pá Mas certamente Esqueceram uma semente Nalgum canto de jardim
E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
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E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem Esperando a festa, esperando a sorte E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também
Hoje topei com alguns conhecidos meus Me dão bom-dia, cheios de carinho Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus
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Hoje topei com alguns conhecidos meus Me dão bom-dia, cheios de carinho Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus Eles têm pena de eu viver sozinho
Pedaço de mim Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim
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Pedaço de mim Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais Oh, pedaço de mim Oh, metade arrancada de mim Leva o vulto teu Que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi Oh, pedaço de mim Oh, metade adorada de mim Leva os olhos meus Que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo A mortalha do amor Adeus
A dor da gente não sai no jornal.
Sabia Gosto de você chegar assim Arrancando páginas dentro de mim
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Sabia Gosto de você chegar assim Arrancando páginas dentro de mim Desde o primeiro dia Sabia Me apagando filmes geniais Rebobinando o século Meus velhos carnavais Minha melancolia Sabia Que você ia trazer seus instrumentos E invadir minha cabeça Onde um dia tocava uma orquestra Pra companhia dançar Sabia Que ia acontecer você, um dia E claro que já não me valeria nada Tudo o que eu sabia Um dia
No meu descaminho Diz que estou sozinho E sem saber de mim
Não se afobe não, que nada é pra já!
Hoje lembrando-me dela; Me vendo nos olhos dela; Sei que o que tinha de ser se deu; Porque era ela; Porque era eu.
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e eu não posso pegar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Olhos nos olhos Quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz
Pois já forjou o seu sorriso E fez do mesmo profissão...
Bebeu veneno E vai morrer de rir Chico Buarque
Almanaque Chico Buarque Ô menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou
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Almanaque Chico Buarque Ô menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou Diz quem é que marcava o tique-taque e a ampulheta do tempo disparou Se mamava de sabe lá que teta o primeiro bezerro que berrou Me responde, por favor Pra onde vai o meu amor Quando o amor acaba Quem penava no sol a vida inteira, como é que a moleira não rachou Quem tapava esse sol com a peneira e quem foi que a peneira esfuracou Quem pintou a bandeira brasileira que tinha tanto lápis de cor Me responde por favor Pra onde vai o meu amor Quando o amor acaba Diz quem foi que fez o primeiro teto que o projeto não desmoronou Quem foi esse pedreiro, esse arquiteto, e o valente primeiro morador Diz quem foi que inventou o analfabeto e ensinou o alfabeto ao professor Me responde por favor Pra onde vai o meu amor Quando o amor acaba Quem é que sabe o signo do capeta, o ascendente de Deus Nosso Senhor Quem não fez a patente da espoleta explodir na gaveta do inventor Quem tava no volante do planeta que o meu continente capotou Me responde por favor Pra onde vai o meu amor Quando o amor acaba Vê se tem no almanaque, essa menina, como é que termina um grande amor Se adianta tomar uma aspirina ou se bate na quina aquela dor Se é chover o ano inteiro chuva fina ou se é como cair o elevador Me responde por favor Pra que tudo começou Quando tudo acaba
Porque nesses seis meses tudo o que falamos antes virou barulho, fica difícil retomar a conversa.
Ouça um bom conselho Que eu lhe dou de graça Inútil dormir que a dor não passa
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Ouça um bom conselho Que eu lhe dou de graça Inútil dormir que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado, quem espera nunca alcança Venha, meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou pra rua e bebo a tempestade
Valsa Brasileira Vivia a te buscar Porque pensando em ti
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Valsa Brasileira Vivia a te buscar Porque pensando em ti Corria contra o tempo Eu descartava os dias Em que não te vi Como de um filme A ação que não valeu Rodava as horas pra trás Roubava um pouquinho E ajeitava o meu caminho Pra encostar no teu Subia na montanha Não como anda um corpo Mas um sentimento Eu surpreendia o sol Antes do sol raiar Saltava as noites Sem me refazer E pela porta de trás Da casa vazia Eu ingressaria E te veria Confusa por me ver Chegando assim Mil dias antes de te conhecer