Pintor de almas!
Será que é um pintor de almas?
Vejo-te todos os dias ao longe enquanto
O aroma de tuas tintas inunda o cair da tarde...
Raios de sol adormecem no azul celeste do horizonte
E em tuas vibrantes pinceladas colocas na tua tela o fim de mais um dia!
Quem és tu?
Um semeador de melancolia?
Ou apenas aquele que nos acorda os sentires...
Pintando o amor de um passado
- que ainda vive em teu peito -
A beleza dos sonhos vai se retratando nos teus pincéis...
E eis que surge uma tela cheia de paixão e nostalgia...!
Um pássaro chamado PAIXÃO!
Acordei nesta manhã impregnada com
O perfume da minha própria loucura... E
Suavemente flutuei nas asas de um pássaro
Chamado Paixão...
São voos nos qual mergulho no despenhadeiro
Do tempo...
Tenho medo... Vejo as ondas que quebram nas pedras...
Com o coração batendo forte... E as lágrimas escorrendo fáceis...
Abraça-me silenciosamente
Esta ansiedade fixada às asas
Deliro sussurros... E num rodopiar de emoções
Escuto melodias... As que cantam os ventos...!
Num eco sonoro de brados matizes... E me encantam...
Quando um dia eu te amei...
Olhando a nossa Hortênsia...
Que um dia plantamos...
E pensando neste destino
Num desafio azul às margens de caminhos românticos
Entre versos garridos de um meigo olhar...
Vem-me à lembrança dias tão doces em que te amei...
Neste lindo lugar!
Perdi-me de ti pelos caminhos da vida...
De repente ficou num passado a nossa doce história
A lareira onde tantas vezes nos aquecemos do frio
Hoje uma chaminé apagada...
Na minha alma... Apenas um vento frio...
A dor da voz imensa
No eco das palavras... Que nunca mais foram ditas...
Nunca mais plantei esperanças...
Ah! Quantos anos solitários... Apenas recordando...
Há no meu peito um surdo grito...
Na esperança que me queiras para além dos sonhos!
E a nossa Hortênsia que morre com saudades de teus olhos!
O silencio da minha alma!
Tenho um grito de pássaro que vem da alma
Sou uma gaivota perdida no espaço
Muitas vezes exalto o amor
Noutras carrego nos meus voos uma grande dor...
Neste momento me visto de poeta só para escrever versos...
São palavras que vem no torpor dos sons...
Um poema delirante
Onde escuto melodias silentes... No final das tardes...
E vou tingindo os céus e o horizonte com pincéis
- de uma cor dourada -
E sorrio ao recordar o teu sorriso num lento entardecer ...
E viajo batendo as asas... Hesitante... Para depois deixar chegar à escuridão...
E guardar este momento dentro do silencio da minha alma!
Para além dos sonhos!
Na minha essência que seduz
A languidez da alma que chora...
E no silencio deste meu amar sem amor reciproco...
Sonharei docemente contigo...
Hás de me sorrir com um sorriso louco...
Tu que de amor sabes quase nada... Ou tão pouco!
Quando fechares os olhos e me vires
qual um espelho refletindo...
E entre versos de uma visão mais doce
Verás que o meu amor
Era o verso mais profundo oculto no horizonte
...um pássaro ferido... Esperando por este amor
...para além dos sonhos!
Perdoe-me...
Minha poesia magnifica qual o silencio
De teu terno sorriso... A canção que ouço tocar...
Este crepúsculo que chega lentamente
Avermelhando o céu antes tão azul
Cânticos do ângelus... O vento e a musica buscando
Um porto... O canto secreto de um sonho findo...
É um poema... Versos vindos da alma...
Tenho no rosto uma tristeza infinda...
Um choro de uma angustia que trago no peito...
Vêm à noite onde estrelas caem no mar...
Iluminando a escuridão e rasgando o silencio...!
Traga-me de volta o teu olhar ....o teu amor...
Peço-te mais uma chance...
Do fundo do meu coração... Perdoe-me!
Sem destino...
Exalei expectativas de paz ardente
Lutei por um amor...
- Vários amores -..
Todos hoje sem rosto...
Eram ilusões... Mágicas do deserto... Miragens...
Que me acompanhavam em sonhos...
Há trevas entre mim e esses amores...
Para onde foram? Que caminhos percorreram?
Não os achei em nenhuma estrada... Perdi-me nos caminhos por onde andei...
Os céus soluçaram pingos de azul
Tempestades... Invernos tristes e solitários...
E nesta manhã tão repleta de sombras...
Sinto-me cansada... Sem fulgor... Ouvindo somente o eco
De meus passos... Sem destino!
De um tempo fugaz...
No meu olhar a alma que habita em mim
Reflete a canção adoçando
O meu rosto num sorriso cintilado poético
Que vem de meu coração vibrante...
Gotas de orvalho brotam docemente
De um firmamento gris
Fulguradas pelas luzes sofisticadas
De um tempo fugaz...
Na visão marejada e carente de ti
O tempo não se detém nem retorna
Prossegue inexorável
Os sentimentos confundem-se...
No distante horizonte... Onde um pássaro
... Voa... Disperso... Maltratado...!
Caminhares perdidos
Arrastei anos,
Perdi alegrias, amplexos e até o afeto.
Voei nas asas do vento..
E quando achei que tudo sabia
Descobri que ser feliz é apenas breves momentos...!
Embriagada de júbilo e fadiga
Vivo o amor e a placidez em mil momentos e
Num sussurro delirante
E no rodopiar de castas harmonias
Persegue-me os passos do tempo…. no vento!
Será que sobreviverei a bruma dos amanheceres eternos?
A minha alma
Na tua alma tem o alvor e a brancura dos sentidos
É tão imaculada a fase de plantar ilusões...
... Um suspiro decisivo...
E planto... E plantei!
E fantasio na estrada do coração... Lindos momentos de amor...!
E caminho em frente ao mar... Num passeio sem fim...
És a poesia razão desta caminhada onde escuto
A melodia de passarinhos voando nas nuvens
... Desse horizonte sem fim...
Eco melodioso
De brados matizes... Muitas cores!
Na límpida calma de uma madrugada de abril...
Faz-se o silencio na memória
Sou pássaro de voo... Jardim de primavera...
De ti já tentei em muitas outras estações...
Nunca te esqueci... Nem nunca parti...
E nesta distancia infinda jaz a tua lembrança
Nas noites e nos dias... Em todos os crepúsculos
Sonho com noites de luar... Em chama acesa...
Na fulgente placidez de uma manhã de abril...
E tu alma minha, que és quase a minha essência. .
Traz-me um pouco de ti como se eu fosse um pedaço de mar
Mergulha em mim... Nas minhas entranhas...
E com o silêncio de tua voz serena as minhas dores...
E eu novamente... Te acalentarei no meu peito...!
Sou eu...quem te ama!
Tu és um poema magnifico escrito no silencio
Das minhas noites insones...
Um anjo que os meus olhos seduz
Meu mais belo sonho... Minha eterna espera...
A mais linda canção...
É qual o volitar de uma gaivota varrendo o horizonte
Em manhãs primaveris... E neste delírio constante em te ter
Anseio por ti... Amo-te
E te penso...e te tenho...
Sou eu quem te ama...
Nas minhas mais profundas fantasias...!
Teu amor chegou pela manhã
Qual um temporal de infinitas sensações
Meu coração então criou asas...
Rasgando os céus da inércia
Voando e delineando as guias secretas do voo
Entre o verde das florestas... O espelho d’água dos rios...
Dos sonhos sem limites
E do azul profundo do mar...!
Versos por escrever...
Meu caminhar perde-se
No amontoar dos destroços de um passado distante
E meus passos vagam por estas paisagens
Assistindo o desabrochar de uma flor...
Porque o querer deve sempre ser o mais profundo
Da essência...
E sigo admirando o voejar de uma gaivota...
Pouso a visão sobre à tarde do mundo enquanto meus olhos se perdem
Num belíssimo horizonte azul num sem fim
E respiro... E me inspiro... E atiro ao mar todas as minhas magoas...
E em meus passos incertos rumo ao infindo...
No meu coração exorcizo a dor que marca cada gota salgada das lágrimas
Que escorrem em meu rosto qual um sonho destroçado
Silenciando o brado induzido e rouco que na garganta se figura flébil
Busco forças para caminhar só mais um pouco
Por todos os versos que ficaram por escrever...!
Ao assistir o entardecer prodigioso...
Escuto os passos do vento em minha varanda...
A saudade trás a lembrança de ternuras antigas...
E penso que morro todos os dias
Enxugo as lágrimas na solidão do crepúsculo
E encanto-me com a canção dos passarinhos...
Sussurrando nos lábios o encanto infindo...
E num longo devaneio misterioso viajo
No voo de poesias não escritas...
E continuo a escutar as canções dos ventos e seus passos
Que me fazem adormecer e sonhar contigo!
Marcas...
(....) Deixo meus passos marcados
Nas caminhadas que faço... Marcas tatuadas nas calçadas
Lugares que pisei com meus pés descalços...
Cabelos no rosto... Lágrimas ao vento
Desfiando momentos da minha vida
com voce no meu pensamento! (...)
Sou poeta que fenece existindo
Na tua voz calada que um dia disse que me amava
Um fantasma solto do exilo
Um piano que toca enquanto escrevo
Uma emoção... A palavra que abre o coração
O estonteamento de anseio que nunca se detém
Em mim... Há aguas brandas... Vindas de um dilúvio
Chamado Saudade...!
Não quero perder-me na solidão das noites
Vem... No sussurro da noite ao encontro do amanhecer!
celina vasques
O sorriso do vento...
O vento sorri por entre as rochas...
E na sua impulsividade pisa na alma de quem
O sente... E de quem também lhe sorri...
E na vastidão das florestas rasgando o silêncio
Daquele lugar...
Sopra-me a boca como se quisesse beijá-la
E eu em delírios... Sufoco um lamento
E deixo fluir aquela gota de lágrima...
E sinto uma coragem enorme...para entregar-me...
Não há rocha que resista a violência do vento...
Não há ventos que destruam um grande amor!
Nada sou...sem ti!
Sou lágrima que escorre dos teus olhos....
Sou aquela que te espera... Sempre esperou
Sou quem continua crendo
No voo misterioso dos sonhos que não mais existem...
Sou poesias esvoaçantes e meditativas...
Sou o teu esquecimento... Nas noites de solidão...
O teu mar íntimo do seguir... Invasora do teu coração fechado...
Sou tua saudade!
Sou passarinho insano que grita sussurrante no silencio
Dilacerando o vácuo...
Cintilei meu caminho com o teu olhar...
Será sempre escuridão sem o teu chegar
És vida ...e nada sou sem ti...sem mim...sem nós!