As portas da casa da minha alma estão trancadas As paredes estão frias e úmidas Nenhuma claridade entra
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As portas da casa da minha alma estão trancadas As paredes estão frias e úmidas Nenhuma claridade entra Nenhum som sai Queria ser poeta, ser artista, dançarino, músico Queria ser tudo e todos E libertar toda a beleza que existe em mim Meu amor, minha paixão adoeceram pois não veem mais a luz do dia A escuridão da noite me cega para tudo o que há aqui Choro pelo dia em que as portas se abrirão E minha alma se libertará Pelo dia em que ela não estará mais só, pelo dia em que alguém irá entrar Eu que me enganei Achei que fosse livre Mas hoje eu sei que apenas não conhecia Os limites da minha prisão... As portas da casa da minha alma estão trancadas... Deixem-me sair!