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Frases de Carlos Lana

30 frases

⁠Os vilões tem motivações, os heróis querem a homogeneidade. Mas como tudo no mundo, há exceções.
João e Maria ⁠— Joana me diga, e Maria? Que fará?
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João e Maria ⁠— Joana me diga, e Maria? Que fará? João se foi, coitadinha. Onde será que ele está? — Silêncio, menina atrevida. Quem te mandou falar? E se quem vem vindo é Maria? Não deixe te escutar. — Pois Joana, me conte baixinho. Que ela não nos ouvirá. E me diga se é ela que vem vem vindo Aquele vulto que se assoma por lá. — Menina atrevida me poupe, vai me deixar descansar Se te digo o que sei de Maria? — Tenha certeza Joana querida. Certeza que não vou apurrinhar. — Escute, escute. Maria, Maria. Casou com o safado, Contra a família. Tinha adoidado, Como você bem disse, a coitadinha. — Pois então, não há aí algo que já não sei? — Escute, escute. Menina atrevida. Me deixe terminar. João, safado já era casado. E Maria deixou-se enlaçar — Ela sabia? — Sabia — Não diga. — Já disse, sabia. — Não sabia? — Me deixe continuar. Escute, escute. Menina burrinha. Maria é que vem vindo Deu de voltar João deu de fugido Já era fingido Deixou esposa e outra pra trás. — Outra? — Maria! — Maria? — Outra! — Outra! — Menina, tu é burra? Se cuida. Que acabo de me emburrar. Escute, escute, rapidamente. Que Maria vem longe, Mas logo vai chegar. Maria traída, se juntou com a que traía Pra tentar encontrar o fugido. — E acharam? — Não sei. — Como não? — Eu não estava lá. — E como sabes tanto! — É que… — Não conte que estou aqui Joana maldita, Não conte que me escondo cá. — João cala a boca…! (Toc toc) (abre porta) — MARIA!?? — Oi Joana, oi menina. Que estão a cochichar? Venho de longe, procurando um bode Que fugiu do rebanho. Um bode que eu vou castrar. — Maria, não diga, que isso, menina. Maria te digo bode nenhum veio aqui parar. Né menina atrevida? — Te digo Maria, não vi bode. Vi cabelera farta. Vi bigode. Vi um safado de voz forte. Um safado escondido cá

⁠Uma manhã amena Regida pela busca de igual valor A correspondência posta a julgo
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⁠Uma manhã amena Regida pela busca de igual valor A correspondência posta a julgo O passo dado e o ranger da catraca Contifica indiferente esses seres numerados O correpondente clama As rodas vencem o atrito do asfalto O trajeto é projetado em metas A cada ponto dado treck treck Da catraca do troco do sonho Que se desfaz em cheiro de gasolina E fuligem que cobre esses solitários Na busca da correspondência O remetente tinha pressa de cumprir o seu trabalho Não se esperava a calma toda do destinatário Que descia lentamente as escadas Olhava pras placas procurando a rua que conhecia A mais de quarenta e cinco anos Na busca da correspondência Viu um envelope no caminho No correr para por No fazer da corrida para No parar e de modo poder

⁠Ainda que o mundo em dissesse meu fim eu andaria pelas ruas mesmas de todos os dias, a esmo e entre
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⁠Ainda que o mundo em dissesse meu fim eu andaria pelas ruas mesmas de todos os dias, a esmo e entre ruas e calçadas, tão suas me diz o porquê tudo converge em você, e meus pensamentos se moldam em tua face roldando o mundo nesse turbilhão de frases confusas, — no fim o difuso, eu tropeço obtuso nós pés de um homem sentado na calçada me olhando feio, sujo, ele sujo, feio eu sujo, feio; feio e sujo — eu fujo

⁠O perdão é a dignidade do fracasso, quando se trás para perto de si aquilo que deve ser afastado. O perdão deve ser o esquecimento, nunca a aceitação, mas o entendimento de que se deve deixar o ressentimento ir. Concedido a si mesmo, por livrar-se do peso de lidar com consequên…
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⁠O perdão é a dignidade do fracasso, quando se trás para perto de si aquilo que deve ser afastado. O perdão deve ser o esquecimento, nunca a aceitação, mas o entendimento de que se deve deixar o ressentimento ir. Concedido a si mesmo, por livrar-se do peso de lidar com consequências das escolhas de outrem. Cabe a ele lidar com o arrependimento. Manter quem falha contigo continuamente é tortura e tolice, não seja irracional. Não cultive laços fracos, instáveis, pouco confiáveis. Tenha força, se afaste. Perdoar o outro por ser humano e errar, é se afastar para que não se repita. Nesse ponto reside a beleza do perdão e o que torna-o minimamente viável. Perdoe quem deve ser afastado. E, então, os afaste de fato. ⁠O perdão como todas as escolhas deve ser um ato racional, qualquer coisa se não isso é apenas insistência idealizada e erro desencontrado. Aquele que mantém o que não lhe agrega por medo de perder, toma para si, e merece, os frutos de laços vazios na fome do apego.