No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra
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No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ...
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No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ...
- O senhor cultiva epigramas? - Não, só a grama do meu jardim.
Amor é privilégio de maduros.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata (...) É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata (...) É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios. Eternos! Eternos, miseravelmente. O relógio no pulso é nosso confidente.
Resíduo (...) Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo
Resíduo (...) Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. (...) E de tudo fica um pouco. Oh abre os vidros de loção e abafa o insuportável mau cheiro da memória.
Não preciso de dez mandamentos para viver, me basta só um: não interferir na vida dos outros.
Há maquinas terrívelmente complicadas para as necessidades mais simples. Se quer fumar um cachuto aperte um botão, Paletós abotoam-se por eletricidade,
Há maquinas terrívelmente complicadas para as necessidades mais simples. Se quer fumar um cachuto aperte um botão, Paletós abotoam-se por eletricidade, Amor e faz pelo sem-fio, Não precisa estômago para digestão (...)
O primeiro amor passou O segundo amor passou O terceiro amor passou
O primeiro amor passou O segundo amor passou O terceiro amor passou Mas o coração continua.
O dia dos Namorados para mim é todo dia. Não tenho dias marcados para te amar noite e dia.
Fácil é saber que está rodeado por pessoas queridas. Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas...
Os ombros suportam o mundo, chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor, porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco.
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão,
O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua. Lua humanizada: tão igual à Terra. O homem chateia-se na Lua. Vamos para Marte — ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte. Marte humanizado, que lugar quadrado. Vamos a outra parte? Claro — diz o engenho sofisticado e dócil. Vamos a Vênus. O homem põe o pé em Vênus, vê o visto — é isto? idem idem idem. O homem funde a cuca se não for a Júpiter proclamar justiça junto com injustiça repetir a fossa repetir o inquieto repetitório. Outros planetas restam para outras colônias. O espaço todo vira Terra-a-terra. O homem chega ao Sol ou dá uma volta só para tever? Não-vê que ele inventa roupa insiderável de viver no Sol. Põe o pé e: mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado. Restam outros sistemas fora do solar a col- onizar. Ao acabarem todos só resta ao homem (estará equipado?) a dificílima dangerosíssima viagem de si a si mesmo: pôr o pé no chão do seu coração experimentar colonizar civilizar humanizar o homem descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas a perene, insuspeitada alegria de con-viver.
Cem máximas que resumissem a sabedoria universal tornariam dispensáveis os livros.
Essas coisas “Você não está na idade de sofrer por essas coisas.”
Essas coisas “Você não está na idade de sofrer por essas coisas.” Há então a idade de sofrer e a de não sofrer mais por essas, essas coisas ? As coisas só deviam acontecer para fazer sofrer na idade própria de sofrer ? Ou não se devia sofrer pelas coisas que causam sofrimento pois vieram fora de hora, e a hora é calma ? E se não estou mais na idade de sofrer é porque estou morto, e morto é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
O Amor Bate na Aorta Cantiga de amor sem eira nem beira,
O Amor Bate na Aorta Cantiga de amor sem eira nem beira, vira o mundo de cabeça para baixo, suspende a saia das mulheres, tira os óculos dos homens, o amor, seja como for, é o amor. Meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito. O amor bate na porta o amor bate na aorta, fui abrir e me constipei. Cardíaco e melancólico, o amor ronca na horta entre pés de laranjeira entre uvas meio verdes e desejos já maduros. Entre uvas meio verdes, meu amor, não te atormentes. Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos e quando os dentes não mordem e quando os braços não prendem o amor faz uma cócega o amor desenha uma curva propõe uma geometria. Amor é bicho instruído. Olha: o amor pulou o muro o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar. Pronto, o amor se estrepou. Daqui estou vendo o sangue que corre do corpo andrógino. Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca às vezes sara amanhã. Daqui estou vendo o amor irritado, desapontado, mas também vejo outras coisas: vejo beijos que se beijam ouço mãos que se conversam e que viajam sem mapa. Vejo muitas outras coisas que não ouso compreender...
A loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico. Há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável. Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação.
O Homem Escrito Ainda está vivo ou virou peça de arquivo
O Homem Escrito Ainda está vivo ou virou peça de arquivo sua vida é papel a fingir de jornal? Dele faz-se bom uso seu texto é confuso? Numa velha gaveta o esquecem, a caneta? Após tantos escapes arredonda-se em lápis? Essa indelével tinta é para que não minta mas do que o necessário é uma sigla no armário? Recobre-se de letras ou são apenas tretas? Entrará em catálogo a custa de monólogo? Terá número, barra e borra de carimbo? Afinal, ele é gente ou registro pungente?
Nossa capacidade de amar é limitada, e o amor infinito; este é o drama.
Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder.
Os homens igualam-se na dor e diversificam-se na alegria.
Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.
AMOR, Amar ontem , amar hoje, amar amanhã, ou simplesmente não amar! Difícil ter a certeza de que se é correspondido, ou não, medo de errar, se decepcionar, ou magoar outro alguém, por depois ter a certeza de que realmente não o amava, e sempre se perguntar: é verdade a hipótes…
AMOR, Amar ontem , amar hoje, amar amanhã, ou simplesmente não amar! Difícil ter a certeza de que se é correspondido, ou não, medo de errar, se decepcionar, ou magoar outro alguém, por depois ter a certeza de que realmente não o amava, e sempre se perguntar: é verdade a hipótese de só se amar uma vez na vida? Amar é como um único coração dividido em duas partes, cada uma com sua personalidade, e forma de entender o amor, que passam um bom tempo a procura da sua metade, e quando se encontram , descobrem o verdadeiro significado de amar. Nos preocupamos em saber se é a pessoa certa ou errada,e tudo gira em torno de uma única pergunta, será mesmo amor ? não se deve ter medo de amar, se entregar, de dizer eu te amo, porém sabendo que o EU TE AMO, tem significado, não é como um bom dia, mais como saber se é realmente amor? PRESENÇA, FALTA, fizemos questão de sempre querer estar perto, de ligar quando sentir saudade, de dar um abraço bem forte quando passam algum tempo sem se ver, de não imaginar sua vida sem aquela pessoa, e o mais difícil saber seu real valor quando perdê-la. Você chora, sente saudade, porém isso não é o bastante para trazê-la de volta. Aquele que você respeita, cuida, demonstra carinho, que briga se for preciso, mais minutos depois já estão se falando..; o que jamais enxugará sua lágrima, porém nunca deixando-a cair, a verdadeira razão é te mostrar o que é felicidade. Independente de tudo vendo seus avanços e tropeços que a vida te ensina,estando sempre ao seu lado, e lá no final vendo todos os seus sonhos se realizem. Mesmo assim amar é muito complicado ou será que a gente que complica? Já refletia Drummond: Ah o amor ... um não sei o que, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque...