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Frases de Carlos Augusto Cacá

12 frases

Descobri que tu me amas, Ainda que amor pequeno. De fato, tu não derramas
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Descobri que tu me amas, Ainda que amor pequeno. De fato, tu não derramas A insensatez do extremo. Mas que me amas é certo. Assim como é certo a lua Esparramar seu afeto Na escuridão da rua. E sendo assim como és, Ama pouco. É o bastante. Não te convém o viés De inconseqüente amante. Ao amar suavemente, Deixas clara, transparente Tua alma comedida. Me inspiras confiança, Renovando a esperança De iluminar-me a vida. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

O cravo gostou da rosa. E ela foi tão gostada que o cravo fez um pedido
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O cravo gostou da rosa. E ela foi tão gostada que o cravo fez um pedido E a rosa foi encantada. O cravo ficou contente. A rosa foi visitar. O cravo queria toda A rosa pra se abraçar. A rosa era tão linda Que o cravo tentou prendê-la. Assim quebrou o encanto E agora não pode tê-la. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

Meu amor não é fogueira nem sopro. Não se desfia nem se desdobra à toa. É cauteloso e principia pouco
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Meu amor não é fogueira nem sopro. Não se desfia nem se desdobra à toa. É cauteloso e principia pouco Para crescer a cada coisa boa. Amor bondoso, resistente ao tempo, Constante mesmo quando se magoa. Envolvedor e, em seu envolvimento, É mais amor e, sendo assim, perdoa. Embora possa parecer maduro, É meu amor também insaciável, Sem rumo certo, amargo e inseguro. É meu destino, mesmo tão amável, Tornar o amor, além de insuportável, Ao mesmo tempo, eterno e sem futuro. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

Eu faria o seu poema. Não o que você merece, que não é fácil fazer tanto.
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Eu faria o seu poema. Não o que você merece, que não é fácil fazer tanto. Mas, um poema sincero, pra gravar dentro de mim as linhas do seu encanto. Ele seria incompleto, que nem tudo a gente vê. E mesmo que eu pudesse percebê-la como é, não saberia explicá-la. É que a poesia é falha e o poeta, mais ainda. Mas faria com vontade, que a vontade me sobra de te traduzir em traços, rabiscos e embaraços que eu pudesse entender. Eu faria seu sorriso de quem gosta de sorrir. Suas pernas pelo mundo abrindo trilhas de vida e os pés firmes no chão. Faria as suas mãos, o seu abraço, os seios, seus sonhos e devaneios, e seu cansaço ocultado. Eu faria seu rosto, cabelo, boca e olhos. Até sentir o seu cheiro Perfumando meu papel. E te gravaria em mim, no escuro do meu dentro pra cintilar como estrela. Mesmo te fazendo errada, incompleta, inacabada, Sempre poderia vê-la, mostrando o rumo da estrada. Eu faria a caminhada se eu pudesse fazê-la.

Tanto o desejo a tomou Pelos braços, pelas pernas, Que a mulher retirou
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Tanto o desejo a tomou Pelos braços, pelas pernas, Que a mulher retirou O seu homem das cavernas. Deu-lhe à luz pra que enxergasse A maravilha das cores E esperou que ele voltasse Trazendo ramas de flores. E seu homem, agradecido, Ao vê-la assim se dando, Foi ficando enternecido. Foi ficando, foi... ...ficando. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br) Carlos Augusto Cacá

Chapeuzinho Vermelho, quando sonha seu sonho, tem o lobo no meio
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Chapeuzinho Vermelho, quando sonha seu sonho, tem o lobo no meio e um medo medonho. Mas também tem vontade de seguir seu caminho. E encara a verdade, modifica o destino. Se perder a esperança, ao olhar-se no espelho, não verá a criança e desbota o vermelho. Se não é confiante, já não come nem sonha. Tem o lobo distante e a cara tristonha. Mas, se grita o vermelho e o sonho se solta, tem o lobo no meio e alimenta a revolta. (do livro Fadas Guerreiras, com adaptação do autor)

A segurança do palco Não seduz a trapezista. A sua alma de artista
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A segurança do palco Não seduz a trapezista. A sua alma de artista Projeta-a para o alto. Se há um risco no salto, Há outro na plataforma: Viver essa vida morna, No máximo, balançar. Porém, se quiser voar, E se confia em meus braços, Salte e ouça os aplausos Quando eu te colher no ar. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

Lá estão elas rompendo a estrada. Deixam distantes seus dias risonhos. Já desistiram dos contos de fadas.
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Lá estão elas rompendo a estrada. Deixam distantes seus dias risonhos. Já desistiram dos contos de fadas. Hoje cultivam os seus próprios sonhos. Lá estão elas cerrando fileiras. Trazem enxadas e foices nos ombros. Fadas Madrinhas se tornam guerreiras. Marcham por sobre seus próprios escombros. Se já não têm o destino nas mãos, Se, sob os pés, lhes retiram o chão, Ainda assim vão em busca da vida. Se lhes acuam, empurram pra morte, Criam desvios, mas mantêm o norte. Seguem marchando feito Margarida. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

Pra mim, você era tanto Que não podia alcançar. É como uma estrela no canto
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Pra mim, você era tanto Que não podia alcançar. É como uma estrela no canto Do céu de qualquer lugar. Sendo assim inatingível, Eu deveria evitar Esse amor tão impossível, Tão distante a cintilar. Mas, se o coração reclama. Eu me ponho a imaginar Que dorme em minha cama E fico assim a sonhar. Acaricio a roupa Que trouxe pra se deitar. Não sei se é você a louca, Se sou eu a delirar. Só sei que te vejo ardente Querendo se entregar. Ou vira estrela cadente, Ou eu aprendo a voar. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)

Um fantasma paira sobre nossos sonhos. Esbraveja, ameaça e desanima. Tanto alarde, tantos brados tão medonhos
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Um fantasma paira sobre nossos sonhos. Esbraveja, ameaça e desanima. Tanto alarde, tantos brados tão medonhos Que há perigo de aceitarmos uma sina. Mas será tão forte assim o nosso algoz? Pode alguém subtrair nossa esperança? Só se não soubermos nem quem somos nós Nem de onde brotam os sonhos de criança. Sendo assim, façamos a declaração: Nascem os sonhos do fundo do coração. É o sangue que os liga às raízes. E o que somos é fruto do que fazemos. E, por isso, hoje nos reconhecemos Proletários de todos os países. (do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)