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Frases de Camillo de Jesus Lima.

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"A Canção da Guerrilheira" Prendi meus cabelos com um lenço vermelho; Alcei ao ombro o meu fuzil
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"A Canção da Guerrilheira" Prendi meus cabelos com um lenço vermelho; Alcei ao ombro o meu fuzil E me pus a caminho, naquela tarde de sol Em que disseram que êles viriam nos fazer escravos. Minhas mãos que, antes, teciam, na fábrica, o linho mais puro, E que tinham carícias de arminho se afagavam a face do homem amado Quando voltava do campo, Não tremeram de mêdo ao amarrarem na minha cabeça loira o meu [lenço vermelho. Estavam nervosas apenas de ansiedade. Eu não fiquei em casa como um traste inútil, Enquanto, ao sol, êle semeava o trigo Para que o pão não faltasse aos inválidos, às viúvas e aos órfãos dos [proletários. Não! Eu não quis ficar á espera do guerrilheiro, Como uma escrava inferior, enquanto êle se bate Para que, no mundo, não haja escravo nem senhor. Por isso é que eu aprendi meus cabelos loiros com um lenço vermelho, Alcei ao ombro o meu fazil E me pus a caminho, naquela tarde. Que diria de mim a geração que virá Que não conhecerá escravos nem senhores, Se eu ficasse à espera dêle, de mãos cruzadas, como uma escrava, Enquanto o sangue redimia a terra?