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Frases de Camilla Góes

3 frases

⁠Força do pensar Águia estranha, o que te guia? Sem o intervalo da despedida
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⁠Força do pensar Águia estranha, o que te guia? Sem o intervalo da despedida Tua nova presa finda ao acordar Se tu falas ao vento tua lida Se estala a sorte que te movia Tornas o que se passa a amedrontar Mas se tu ages, porém, na surdina Sem alardes e sem serpentina Com a graça do silêncio a observar Tu atrais a vitória sobre uma vida Pois a força que, então, te guia É o irremediável poder do pensar Esse instante intenso de vontade De delírio, sorte e intimidade De encontro do nosso rio com nosso mar É esse tempo que na luz se abate Que na medição não possui metragem Que atrai o que estamos a vibrar Penso tenso, denso lenço Escorre a lágrima da saudade O que me tinhas era vaidade O que me vens é o pe(n)sar.

⁠ Soneto da saudade e um bilhete de uma neta saudosa pós-pandemia Tua voz ecoa em meus ouvidos E tua risada em minha mente repousa
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⁠ Soneto da saudade e um bilhete de uma neta saudosa pós-pandemia Tua voz ecoa em meus ouvidos E tua risada em minha mente repousa Mas a canção que toca ao alvedrio É a saudade que minh’alma magoa Que saudade do teu abraço amigo Que saudade da tua prosa boa Que saudade de me estar aí contigo E eu te falo como se falasse à toa Pois é bobagem esse meu tom saudoso Como se tão longe estivesse de teus braços Quando só me basta um pequeno passo E estarei contigo, meu avô, de novo E te preparas que esse teu peito de aço Que és fera, mas que conheço os pedaços Irá suavemente me abraçar Pois se te encontro, tão cedo não te largo E a saudade dos dias já passados Há de ir, para nunca mais voltar Ps: eu chegarei na próxima tarde, anuncio antes para logo me esperar. É que já não aguento mais a saudade e não vejo a hora de ir te encontrar. Beijos e até mais, te cuida, que eu chego já.

O amor O amor Esse silêncio maduro da temperança
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O amor O amor Esse silêncio maduro da temperança Do exagero na confiança Do saltar vendado Só para sentir O amor Esse velho desordeiro insone Que arruma o que nos consome Que nos paira acordados Só para sorrir O amor Esse macio que até machuca Sempre escolhe ser o nunca Viver intenso eternizado Só para suprir O amor Que tanto cala quanto prende Quanto mais usado mais se estende Ocorre de viver acorrentado Só para sumir