Para ser grande, sê inteiro; não vou mais me fragmentar.
Frases de Camila Custodio
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Se roubo um sorriso de um rosto alheio, o mundo faz arco íris no meu coração. Não há paz sincera, sem divisão e multiplicação.
O absurdo calou minha boca com golpes duros de irrealidade. Desde então não existem mais palavras, só fantasmas e um túnel com luz no final.
Sentindo um vento soprar mais forte, me levando na direção... Que venha imensidão, pois sou imensa. Intensamente toda coração.
Digo não à hipocrisia, a banalização das coisas vividas. Fico com o silêncio, ele sim é mais sincero, respeitoso e preenche verdadeiramente os espaços.
Já que abraçar o mundo não era possível, abraçava a si mesma; enchia seus pulmões com Arte- a dona das emoções incandescentes globalizadas.
Meus incontáveis dias de sol dizem sussurrando em meu ouvido: a luz ofusca mas devolve-te à vida. Carpe Diem!
Com os dedos gastos de cavucar a terra à procurar raízes, simplesmente calo e contemplo o amanhecer do instante. O amanhã a gente reiventa.
Quando começo a me sentir assim, eu bem sei. São os primeiros passos para a estrada que jamais voltarei. Mas primeiro, o ápice. Depois, queda. Por fim chão, e depois o tempo. Somente nele que tenho aprendido a confiar...
Guardar momentos na palma da mão, sacar ao bel prazer com o único intento de aprisionar o tempo que escorre tão rápido e pra sempre.
Aprisionei em minhas mãos uma pequena porção. Levei comigo por onde andei, e a cada abrir e fechar das pálpebras, meus sonhos inundavam-se.
Vou colher esperanças perfumadas de dias inesquecíveis, colher beijos, suor de trabalho, sorrisos, melodias e claro, o meu sossego.
Sobreponho-me à realidade que se impõe, caçoo dela, rechaço suas falhas, mas entrego-me. Afinal, ela é soberana e majestosa, não me imagino noutra.
E se eu puder te colher maduro do pé, os meus dias terão gosto do teu querer, me perderei nas estrelas cintilantes do azul do céu...
Eu plantei palavras, as sementes de minha alma, em cada terreno fértil que encontrei... O que colherei?
Haverá algo para se orgulhar? Haverá algo a se lembrar? Haverá ecos do além? O que passou, está imóvel em algum lugar do tempo, suspenso...
Agora que achei um atalho, sinto muito, mas não vou olhar para trás. Carrego comigo apenas aqueles retalhos de algodão, que enxugaram o suor póstumo e as lágrimas que nunca derramei.
Só queria poder soltar meus cabelos ao vento. Mas ele pode soltar os fios que guardam momentos sutis, silenciosos e cheio de segredos. Amarro então.
Um sorriso alheio sussurrou em meu ouvido, palavras feiticeiras de bons ventos!
Pelo início não iniciado, inicio o fim de qualquer início!
Sigo inquieta, nunca aquieto-me. Não, mentira, minha. Quando há nosso enroscar de pensamentos e olhares, a calma transborda, o tempo pára...
Sinto-me em paz, apesar do barco sem cais, apenas deixo-me perder no azul, apenas deixo-me navegar
Se me despe a fantasia, se me arranca a poesia, desnudada permaneço, encruada. Preciso de fogo, nem que seja o de banho-maria.
Sou toda sentimentos e vivo para me sentir. O que preciso nesse momento é de sentidos.