Pular para o conteúdo

Frases de Camila Chaves

19 frases

Cabeça de algodão Pés um tanto acima do chão Olhar perdido
Continuar lendo

Cabeça de algodão Pés um tanto acima do chão Olhar perdido Amor correspondido Nada além importa Se a criatura está em volta Seja presente Ou mesmo só dentro da mente Coração dispara Pensamento longe Monta e remonta cenas Tira o sono e faz sonhar O sorriso é bobo e fácil Abençoa e é grato Tudo muito encantador Até para aquele que ficou sozinho Invejoso ali, como espectador

Da minha janela preferida só se via o que era sereno, o que trazia paz e conforto. Vidraça translúcida e reluzente fazia questão de mostrar de um novo ângulo tudo o que se passava. De início, receio. Depois, confiança, respeito e até crença. Ensinava a virtude da calma, às vezes…
Continuar lendo

Da minha janela preferida só se via o que era sereno, o que trazia paz e conforto. Vidraça translúcida e reluzente fazia questão de mostrar de um novo ângulo tudo o que se passava. De início, receio. Depois, confiança, respeito e até crença. Ensinava a virtude da calma, às vezes em silêncio absoluto, no qual se podia tudo. O tempo não era mais inimigo, era aliado, pois parava a cada reflexão, mesmo que inconclusiva. Tudo era motivo: sol, sorriso, chuva, estranhas dimensões... Dizia do jeito dela: "O chão está sujo, mas é simplesmente superfície e a roupa que se lave depois. Senta aqui sem pressa e vamos pensar na vida, conversar sem rumo, sem compromisso com o pertinente". Mostrava um ponto de vista estranho a mim até aquele momento, inovava e, aos poucos, me encantava. Não é que esquecesse o meu pensar, mas mesclava ao dela e assim me fazia sentir mais rica. Quanto mais olhava através daquela janela mais ela me absorvia e eu, a ela.

Invadiu meu ser, me consumia sem dó Um calor que se instalava por todo meu corpo E em minha cabeça era capaz de dar nó
Continuar lendo

Invadiu meu ser, me consumia sem dó Um calor que se instalava por todo meu corpo E em minha cabeça era capaz de dar nó O desejo era gritante e eu já rouca e cansada Sem mais condições, não aguentava Só naquilo eu pensava Apressada fui ao seu encontro Ávida pra curar meu pranto Enfim cheguei, meu doce deleite Na geladeira um litro d'água Matei assim minha sede!

Ele ali, renegado por si próprio, jogado ao léu,
Continuar lendo

Ele ali, renegado por si próprio, jogado ao léu, mal se lembra de quem foi. Recostado num banco sujo conta os carros que passam na avenida, sem propósito pra vida. Será que hoje terá comida? É livre, mas vive limitado a uma praça. É homem, mas criou raízes num canteiro. Talvez pense: "nunca desistirei". Se isso é bom ou ruim, não sei. Ele não tem direção, é como um plebeu sem rei. Maltrapilho, fétido... Será que sempre fora assim? Alma sempre tivera, apesar de qualquer adversidade. Disso sempre se lembra até com certa facilidade e julga-se importante sem jamais ter sido premiado com medalha ou troféu, simplesmente por saber já ter sido para alguém como um pedaço de céu.

Vestia os olhos com amor para melhor o outro ver Mesmo que feio lhe parecesse, moldava com ternura o seu perceber Por detrás da carapaça alguma beleza havia de encontrar
Continuar lendo

Vestia os olhos com amor para melhor o outro ver Mesmo que feio lhe parecesse, moldava com ternura o seu perceber Por detrás da carapaça alguma beleza havia de encontrar E se todo mundo é feito de defeito, tantos seria capaz de suportar Caso não entendesse procurava razão, e se não encontrasse... Ah, deixa estar! A beleza da gente está na dificuldade que há em executar Essa tarefa impossível que inventamos de a cabeça do outro desvendar São infinitas as diversidades para assimilar E, no mais: O próximo amar não é o mesmo que as diferenças aceitar?

Na inquietude dessa calmaria Mergulho no meu infinito Em busca de encontrar
Continuar lendo

Na inquietude dessa calmaria Mergulho no meu infinito Em busca de encontrar Quem sempre esteve aqui Um velho conhecido Que, a rigor, nunca conheci Encoberto por mistério Nem ele sabe o quanto é Já foi feio e bonito Alegre e chato Ignorante e sabido Não que não tenha sido genuíno É mutante Transforma-se, adapta-se Reinventa a si mesmo Quem assiste analisa, opina Esquecendo ou não sabendo Tudo é transitório

Um anjo é algo celestial, Um amigo é uma oportunidade real de conhecer-se melhor. Na semelhança que há entre esses dois,
Continuar lendo

Um anjo é algo celestial, Um amigo é uma oportunidade real de conhecer-se melhor. Na semelhança que há entre esses dois, O melhor mesmo é encontrar um anjo amigo ou um amigo anjo. Um desses com quem se aprende e cresce mesmo que ele não saiba. Ter um amigo desses significa saber que Longe ou perto, em contato ou não, o querer bem nunca cessará, Pois esses tais amigos anjos ou anjos amigos são eternos.

Impetuosa Toma de assalto Faz a cabeça
Continuar lendo

Impetuosa Toma de assalto Faz a cabeça Muda a opinião Cria verdades Olha nos olhos Toca sem pudor Dispara o coração Estado de graça Querer bem ao mundo Até com o dia chuvoso Satisfação Tira o senso crítico A outros olhos é ridículo Mas quem se importará Quando tratar-se de paixão?

Bem mais observadora que o usual, criticava a si mesma e a todos. A ideia fluia fora do seu controle, mas pela boca não poderia escapar. O filtro de bom senso a seguiu e se tornou super-rigoroso. Presas ali dentro, as tais ideias borbulhavam muito mais. O céu era expressão sem ni…
Continuar lendo

Bem mais observadora que o usual, criticava a si mesma e a todos. A ideia fluia fora do seu controle, mas pela boca não poderia escapar. O filtro de bom senso a seguiu e se tornou super-rigoroso. Presas ali dentro, as tais ideias borbulhavam muito mais. O céu era expressão sem ninguém saber, pois ela não poderia contar. Tudo era ridículo e sem sentido. Ela só observava, em paz por fora e por dentro espanto. Tudo novo! Seu pensamento flutuava sem parar. Ela, por sua vez, era só reflexão. Em cada detalhe uma nova descoberta. Olhava sem pudor, pois, para ela, tudo aquilo não passava de uma mostra, um cenário montado, uma ideia viva e gritante bem na sua frente simplesmente para assistir e absorver. A impressão que tinha era que nenhum deles percebia o que se passava. Só ela entendia bem o que estava acontecendo, mas não se arriscaria a começar a falar. Deixou os outros de lado, aquele momento era só dela. Iria então desfrutar daquele lapso de consciência eloquente porque tinha certeza de que seria o único momento de sua existência, como uma luz ou uma treva que passaria sem voltar ou deixar rastros. Se sentia curiosa com tudo aquilo, mas feliz não poderia dizer que estava pois sabia não ter preparo para aceitar aquela outra percepção. Aquelas ideias eram grandes demais para sua cabeça (que nunca foi pequena).

Sonho quase adormecido Quase é consciência Quase é elevação
Continuar lendo

Sonho quase adormecido Quase é consciência Quase é elevação Lúcido devaneio Nele pode tudo Cria Mata Sente É Como dança Ora leva Ora levam-no Profetiza Quase decide Por vezes Do controle escapa Criatura Avivou-se Ganhou nariz Desvencilhou-se Rende-se o autor Habituado a tal audácia Levemente Permite-se levar Deita Deixa Sonha Dorme Acorda, então Ideias em turbilhão... Será intuição?

Reluzente sem ser ouro Mesmo assim é tesouro Não se esconde nem mesmo se guarda
Continuar lendo

Reluzente sem ser ouro Mesmo assim é tesouro Não se esconde nem mesmo se guarda Gosta de brilhar e ser admirado Vaidoso como é acredita que é sábio Esse é seu único defeito Que com algum carinho pode ser superado Pois tem muito que lhe compense Ideia, afago, sugestão Tudo sem suspense Paciente, cheio de encantos Certos tesouros ao se dividir são multiplicados

Sozinha na multidão Como tantos outros A sós consigo mesma
Continuar lendo

Sozinha na multidão Como tantos outros A sós consigo mesma Esperava por resgate Soprou a mensagem Qual será o destino? Naufragou numa ilha Mas sonhava sair dela Seria possível? Imaginava-se voando Encontrando a paz Desejada paz de alma Idealizava o bem viver Que ali não poderia estar Juntou-se a outro náufrago Compartilhavam tal propósito Deram as mão Eram fortes Seguiram com esperança De início planejaram Dia após dia, pouco a pouco Traçaram uma rota Detalhes e mais detalhes Arquitetaram uma embarcação Testaram por precaução Era hora de esperar O dia perfeito chegaria Iriam embarcar rumo a paz Quanta expectativa Viveram naquela agonia Por longos tempos Enfim o tal dia se aproximava Conforme precisos cálculos Seria no próximo entardecer Eis que surgia o esperado crepúsculo Que fascínio Um lindo céu de batata doce Observar era como fazer uma prece Era como estar em transe Quando se deram por conta Tarde demais, que sorte Foi-se o tal momento perfeito Não embarcaram, nem esbravejaram Tudo era fantasia A paz que tanto almejavam Dentro daquela velha ilha estaria? Não foi necessário embarcarem rumo à paz A paz embarcou rumo a eles Invadiu suas almas com sutileza O esperado pôr-do-sol Foi mesmo digno de espera Tal qual realeza

É espelho, intransponível À simplória vista, patente À sensível, profundeza sem fim
Continuar lendo

É espelho, intransponível À simplória vista, patente À sensível, profundeza sem fim Prazer é olhar-te e me deixar envolver É oceano, intrigante Obscura superfície Tanto mistério esconde Prazer é mergulhar-te e me deixar absorver É noite, fascinante Breu, que não impera absoluto Graças ao luar e às estrelas Prazer é admirar-te e me deixar amolecer