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Frases de Caio Pedra

12 frases

Meu ego roubou seus pertences, para que em cada canto do meu quarto haja uma lembrança sua.
Corpo e alma. Descartes via dois em um Aristóteles um
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Corpo e alma. Descartes via dois em um Aristóteles um e eu vejo apenas em minha frente sentido apenas pelos piscar de seus olhos que me denunciam o iceberg de emoções aí dentro a cor deles me dizendo pra ser forte e aguentar os dias quentes que os frios que juntos passaremos aqui ou acolá há de chegar

A morte é uma música de fundo, lenta, tocada no piano e com notas minuciosamente escolhidas. Ninguém quer saber tocar. Ninguém está preparado para ouvir. Mas todo o mundo sabe, que em algum lugar, esse piano está parado, esperando um descuido, um momento inoportuno, ou alguém com…
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A morte é uma música de fundo, lenta, tocada no piano e com notas minuciosamente escolhidas. Ninguém quer saber tocar. Ninguém está preparado para ouvir. Mas todo o mundo sabe, que em algum lugar, esse piano está parado, esperando um descuido, um momento inoportuno, ou alguém com perpétua coragem para dedilhar-lhe, deixando fluir sua música calma, e em câmera lenta, o momento se concretiza.

Oito dos oito de dois mil e oito. A beleza de quem consegue expressar suas energias mal direcionadas com as palavras, é arte de gente sábia. Qualquer junção de palavras tolas, desamarradas, desconexas.. dá em poesia de mais requintada produção, merece livro e citação!
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Oito dos oito de dois mil e oito. A beleza de quem consegue expressar suas energias mal direcionadas com as palavras, é arte de gente sábia. Qualquer junção de palavras tolas, desamarradas, desconexas.. dá em poesia de mais requintada produção, merece livro e citação! Escreva o que pensar, ou pense o que escrever, o poeta é aquele que deu lugar ao criativo no lugar onde paradoxalmente morara, também,a dor. E a dor não é o que insere o peta no campo criativo? Em oito dos oito dos oito não aconteceu nada do qual o poeta - raro em essência - recorda. Mas por se fazer poeta, brincar com a desconexão das letras, se faz revelante. 8/8/8 e a memória do vazio.

E, no último instante, se deixar entrelaçar em Moraes, na hora íntima. Até chegar ao ponto do meio do crucifixo cheirar e deixar entrar as agonias de Fernando de Abreu.
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E, no último instante, se deixar entrelaçar em Moraes, na hora íntima. Até chegar ao ponto do meio do crucifixo cheirar e deixar entrar as agonias de Fernando de Abreu. Quando não houver mais esperança para os dias alentos sofrer-se e deixar-se cair em tentação mas livrai-nos do mal. E que mal? Mal... ora leva ao devaneio mais intenso ora consome pela culpa. Quando não há nada a dizer deixar-se levar-se pelo sono dos mortos que deixaram antes da hora íntima horas menos despreocupadas com a privacidade.

Não me lembro quanto tempo durou. Na verdade não fiz essa conta. Dia 18, duas coisas vieram à tona. Na primeira, me dei conta primeiramente que meu pai, mesmo morto, não abre mão de viver no que eu poderia intitular "inconsciente impulsionado à submergir". Na segunda, eu me dei c…
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Não me lembro quanto tempo durou. Na verdade não fiz essa conta. Dia 18, duas coisas vieram à tona. Na primeira, me dei conta primeiramente que meu pai, mesmo morto, não abre mão de viver no que eu poderia intitular "inconsciente impulsionado à submergir". Na segunda, eu me dei conta de que sou único responsável pelos quase-desfechos das histórias que caí como cai a chuva na terra dessa vida. Único foi exagero, claro. É bom que eu pense assim. Dói agora, mas num amanhã que nem sequer apareceu ainda no horizonte, vai espairecer e sumir como a fumaça do último cigarro de cada dia. Tá desconfortável, mas estou aprendendo a sublimar. Ou eu desista dessa merda e diga logo onde estive(ponto paradoxal de continuação)