Eu vivo uma constante dor de cabeça
E não há remédio que a cure...
Na verdade há sim
Mas requer que eu bem, bem longe procure
Longe daqui, num lugar pacífico
Mais longe ainda, de preferencia dentro de um ecoante precipício.
Onde há silencio e há de haver paz
Uma coisa que eu procuro, não acho e ninguém traz
Então eu resumo tudo num simples ato
Escondo meu sorriso
E me fecho ao tato.
Nunca me apaixonei pelo que era belo
Mas sim pelo que era puro
Nunca me arrependi de ter amado
Acredito que eu talvez seja maduro/maturo
O suficiente pra perceber
Que tudo que mais quero na minha vida
É ter todos os "vocês"
Não como amantes, nem desprovidos de amor
Quero amar todos sem ter dor bem depois
e bem antes
Antes mesmo de nos termos como amigos
Já desejava que vivessem a vida
A vida toda comigo...
Minh'alma pálida, meu corpo nu, dócil.
Verdadeiro como o verão islandês, puro, livre.
Nada me atormenta, nem mesmo a mais brava tormenta, nem a tromba d'água, nem as palavras, nem as amarras.
Nada sufoca, nada queima, nada. Nada toca, nada sente.
Meio vão. Meio, vazio...