A noite começou a pesar nos olhos, mas os pensamentos não querem dormir...
Frases de Cacau Braga
58 frases
- Estou completamente apaixonada! - Jura? E por quem? - Ah... ele é lindo! Quando eu penso nele, meus olhos brilham e meu coração quase pára... Fico imaginando como será o dia em que ele finalmente vai chegar...
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- Estou completamente apaixonada! - Jura? E por quem? - Ah... ele é lindo! Quando eu penso nele, meus olhos brilham e meu coração quase pára... Fico imaginando como será o dia em que ele finalmente vai chegar... - Como assim? Ele está longe? - Não! Está vindo tão rápido... Você logo vai conhecê-lo! Passo meus dias arrumando as coisas para que ele possa vir logo... - E quando ele chega? - Não sei... Gosta de me surpreender! Quando me distraio, ele aparece. Mas não me importo se ele demora um pouco, porque todas as noites basta fechar os olhos para vê-lo. - Mas qual o nome dele, afinal? - Futuro.
Legal é quando o que passou passa a ser só velho e o futuro passa a ser o presente!
SÓ PALAVRAS Tudo que vira palavra Antes era sentimento
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SÓ PALAVRAS Tudo que vira palavra Antes era sentimento Pensamento vago ou insistente Vontade de sair correndo E a palavra escrita Não é nada mais que um grito preso De quem não sabe querer Fernando estava certo: Fala: parece que mente Cala: parece esquecer
HAI KAI O salto alto Se perde do chão
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HAI KAI O salto alto Se perde do chão Amor à vista
Uma saudadezinha sem sentido algum...uma ponta de vontade de não sei o que...uma fome sentida pelos olhos ou pela pulsação...nada explicável, mas você entenderia se sentisse.
Esquecer, para mim, é tão natural que me espanta quando algo fica na minha cabeça! Se você é uma dassas pessoas das quais eu lembro sempre, pode se sentir um mistério!
O artista não pode ver o amor de forma racional. A razão que aceite o artista da forma que ele é.
As letras vinham meio perdidas No meio das folhas do livro Aquelas informações meio sem sentido
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As letras vinham meio perdidas No meio das folhas do livro Aquelas informações meio sem sentido Em meio a gráficos e estatísticas Provaram que tudo era meio insosso Mera questão de oxitocina e não existia meio-termo Meio cá meio lá eu acabei perdendo a certeza E me vi sentada naquele meio-fio Em um meio que não me pertencia Meio atônica e amuada O sol do meio-dia fervendo a cabeça Apenas na companhia do meio–busto que me fitava pensativo E foi por meio dele que concluí: Aquela atopia científica meio lógica Não passava de um meio utópico de classificar o amor
COISA DE SEGUNDO Passos lentos Arrastados
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COISA DE SEGUNDO Passos lentos Arrastados Complicados Confusos e silenciosos Até o ar sai em silêncio Como se precisasse se esconder Como se fosse errado se mover A boca nem se atreve a abrir Mas também não consegue se manter serena Fica tensa e mordisca os lábios Enquanto os olhos acompanham tudo Absolutamente tudo Até o ar que não sai Até a lembrança que não some Até a água que deles não cai E os passos... Lentos... Flutuam por falta de opção Pelo menos até encontrarem outra vez O chão.
Não tenho pressa do amor O amor se apressa naturalmente Ele escorre feito água
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Não tenho pressa do amor O amor se apressa naturalmente Ele escorre feito água Invade, chega. O amor encontra meios Ele decide, a gente descobre E nos acorda no susto de um beijo... Quem for teimoso, Oras! Que discorde!
Frio O frio inspira Os pés gelados chamam o chocolate e o edredom
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Frio O frio inspira Os pés gelados chamam o chocolate e o edredom O corpo fica quente, mas o frio continua no ar Frio que passa pelo rosto até ser quebrado pelo café O cheiro do café inspira Calor que desce e alaga o estômago Faz efeito nos pés, Abre os olhos e eletriza a mente A agitação inspira Companhia torna-se necessária O telefone pula para a cama O edredom perde metade das palavras A conversa inspira Bocejar é inevitável A cafeína evapora Travesseiros abraçam A escuridão acalma O telefonema inspira A voz vira imagem turva A paixão é inspiradora.
Não adianta, não tem como ser indiferente à saudade...
POUCO DE TUDO Naquele momento a saudade esperava mais Mais emoção
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POUCO DE TUDO Naquele momento a saudade esperava mais Mais emoção Mais vontade E até mais agonia A saudade achou que era muito grande Mas o corpo reagiu de forma estranha, Calmo demais Ficou seco Uma dorzinha contínua, mas fraca A saudade não parou como deveria Saudade estranha essa que fica mesmo quando não tem motivo de ser Pois como sentir falta de alguém que está presente? E como sentir tão pouco de tudo? Vai ver não fazia tanto tempo... Vai ver a importância era pequena... Pode ser que até que nem merecesse emoção alguma Mas, certamente, era saudade.
Ele colocou as duas mãos na cabeça e sacudiu os cabelos. Ou seriam os pensamentos?
Tem gente que antes de amadurecer, apodrece!
No meio da noite Sentada no banco O banco que se esconde atrás do jardim
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No meio da noite Sentada no banco O banco que se esconde atrás do jardim A madeira é aconchegante Ela entende como a solidão é má A madeira e a menina A menina é má ou a menina entende? Não importa A lua não precisa de detalhes para consolar A menina percebe que não está sozinha Ela tem o gelo do banco e o rosto da lua O rosto que a menina aprendeu a notar cedo Via nele um rosto triste Onde a mãe via um coelho
ENLACE Ele ultrapassa as razões criadas por ele As tantas razões que não chegam num acordo
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ENLACE Ele ultrapassa as razões criadas por ele As tantas razões que não chegam num acordo Ele ignora todas Elas viram pedaços de vidro camuflados no chão Um perigo que não é notado Não há nada que o faça voltar agora Ele sabe que uma coisa é certa: Um passo lento pode dizer muita coisa Mas um passo para trás pode dizer ainda mais Então ele continua A mão abraça fortemente o motivo de tudo Aquele minúsculo sol Um símbolo em extinção, talvez... Pra ele, a prova da certeza absoluta Não usa palavras, somente um gesto As mãos unidas apoiadas no joelho Abrem a pequena caixa felpuda A luz maior não vem do pequeno sol E sim das pupilas do olhar da moça
MAR DE ROSAS Foi de súbito! De repente os sentimentos se viram quietos demais, parados no espaço como se estivessem num vácuo inesperado. Nada de intenso surgia pela mente que, como que em filmes de ficção, sentia-se sugada, oca. Só era possível captar paz. Os sorrisos, as corte…
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MAR DE ROSAS Foi de súbito! De repente os sentimentos se viram quietos demais, parados no espaço como se estivessem num vácuo inesperado. Nada de intenso surgia pela mente que, como que em filmes de ficção, sentia-se sugada, oca. Só era possível captar paz. Os sorrisos, as cortesias, afagos, conquistas... tudo estava guardado na “meia-memória”. A lembrança tratou de jogar fora os maus bocados que pesavam inconscientemente. Tudo o que justificava a existência do rancor e dos males que o mundo trazia fora ignorado de uma hora para outra. Não como uma opção! Não! O corpo simplesmente resolveu tomar as suas providências, e os outros seres do mundo – todos eles!- fizeram o mesmo. Eu... Ah, eu... Que era dura feito uma rocha, azeda e inexorável, fiquei oca. Sim, oca! O conhecimento não encontrava uma forma de entrar em mim! Eu não precisava mais da educação que aprendi quando menina. Quem lembraria as minhas ofensas? As mentes livravam-se imediatamente das lembranças ruins, sem deixar tempo para tristezas, raiva ou revide. Então, como o previsto, era também o fim das reconciliações, desentendimentos, corações partidos, provas de amor... Aliás, o amor ficou seco, sem sentido. Se só existia amor, qual a importância que ele teria? Então a vida virou um verdadeiro mar de rosas. Rosas penduradas num dos quadros da parede.
HAI KAI Os olhos fechados Assistem a imaginação
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HAI KAI Os olhos fechados Assistem a imaginação Disco na vitrola
A questão é que a questão não estava definida como uma questão de fato. Mal era fato. A coisa indefinida que aquilo se transformou foi tomando forma de nada, mas um nada com forma de algo, que apesar de ser algo, era indefinido e que, talvez por esse motivo, não passava de nada.…
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A questão é que a questão não estava definida como uma questão de fato. Mal era fato. A coisa indefinida que aquilo se transformou foi tomando forma de nada, mas um nada com forma de algo, que apesar de ser algo, era indefinido e que, talvez por esse motivo, não passava de nada. E se tudo era confuso nessa hora, era justamente porque a palavra adequada ainda não existia para descrever. Não que a cuca fosse incapaz de inventar algum termo esquisito que desse a idéia da coisa toda, mas é que o simples fato do fato ainda ser nada, dificultava os pensamentos daquela criatura que se esforçava para me entender! Porém, sejamos francos: não era lógico o raciocínio? E se o óbvio ainda não tinha atingido aquela cabeça no topo do corpo comprido que me olhava de cima, alguma atitude eu deveria tomar! E foi assim, sob pressão extrema, que aprendi aquela bendita palavra: mamadeira!
DESCRIÇÃO O salto deixa o chão delicadamente E volta a tocá-lo
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DESCRIÇÃO O salto deixa o chão delicadamente E volta a tocá-lo Como um cetim caindo sobre a pele O chão ganha desenhos imaginários De círculos imperfeitos Mas que ficam em harmonia Com os outros muitos Que há pouco foram desenhados Segundo as regras dadas pelo ar Ar pesado de ritmo. Círculos perfeitos roubam a cena, A atenção e tudo mais Olhos atentos aos olhos alheios -Nossa primeira dança-
Definitivamente um bom som De repente a voz... Paul ou John?
A SALA Estive andando pela sala essa manhã A sala esteve rondando ao meu redor
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A SALA Estive andando pela sala essa manhã A sala esteve rondando ao meu redor O sofá estava no mesmo lugar As cadeiras, tapetes e lustres Tudo como sempre Eu sentada e a sala girando Eu girando e a sala parada As cortinas estavam inquietas Vestindo o avesso da casa A casa voando e os pensamentos no chão Os pensamentos voando e a casa... Bom...a casa nem estava mais ali A sala era só meu refúgio