Os olhos são os espelhos da alma, vermos às mesmas coisas, porém só refletimos àquilo que somos.
Frases de Buckler
16 frases
Temo mais a queda que a morte, já que o fim é breve, mas o fracasso se repete.
Aos fracassados, o sol, o suor, a incerteza; aos perdedores, restou abraçar a sombra.
Eu necessito, eu necessito… como quem já não distingue desejo de falta, como quem arde por dentro
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Eu necessito, eu necessito… como quem já não distingue desejo de falta, como quem arde por dentro sem saber onde termina o fogo. Necessito sentir você não só na pele, mas no intervalo das coisas, no silêncio entre uma palavra e outra, no espaço onde o mundo desacelera. Necessito estar perto… perto o suficiente pra que tua respiração bagunce a minha, pra que tua presença dissolva o excesso que me transborda. E, ainda assim, no meio de toda essa fome, há uma pausa em você que me salva do excesso que, contraditoriamente, é tudo o que eu mais necessito.
Todos nós já ouvimos a frase de Paulo de Tarso em Epístola aos Romanos: “o salário do pecado é a morte”. Durante muito tempo pensei nisso apenas como uma questão moral, algo entre o homem e Deus. Mas com o tempo percebi que o problema é mais profundo. O pecado não é apenas moral,…
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Todos nós já ouvimos a frase de Paulo de Tarso em Epístola aos Romanos: “o salário do pecado é a morte”. Durante muito tempo pensei nisso apenas como uma questão moral, algo entre o homem e Deus. Mas com o tempo percebi que o problema é mais profundo. O pecado não é apenas moral, ele é existencial.Aquilo que chamamos de pecado não fere apenas Deus, fere a própria ordem da vida.Quem planta desordem não colhe paz, colhe morte: às vezes espiritual, às vezes física, às vezes emocional, às vezes no próprio futuro.
Em tudo que amei, fracassei. Sinto-me um personagem mal contado de Dostoiévski, mas não o Idiota.
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Em tudo que amei, fracassei. Sinto-me um personagem mal contado de Dostoiévski, mas não o Idiota. Talvez “O Patético”. Aquele que vê demais, sente demais, entende demais, e mesmo assim espera. Eu vejo a maldade. Eu a sinto antes que ela fale. Ela entra pelos gestos, pelos silêncios, pelas pequenas traições que ninguém nomeia. Eu sei. Eu sempre sei. E mesmo assim eu espero. Espero que, dessa vez, algo de bom aconteça. Que alguém fique. Que alguém não minta. Que alguém não desista quando perceber que amar exige mais do que encanto. Mas não acontece... E o pior não é a maldade. É continuar esperando depois dela. É olhar o mundo já sabendo do fim e ainda assim desejar um começo. Talvez meu erro não seja amar. Talvez seja não aprender a endurecer. Mas há algo em mim que insiste, não por ingenuidade, não por burrice, mas por uma fé involuntária de que o bem pode, em algum momento, vencer a própria tendência de falhar. E se isso é patético, então que seja. Porque entre ser pedra e ser alguém que ainda espera, eu ainda escolho esperar.
Então eu fico. Sem dizer que fico. Sem jurar que permaneço.
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Então eu fico. Sem dizer que fico. Sem jurar que permaneço. Eu só encosto a alma na tua, como quem encosta a testa no vidro, e olhe para fora o mundo ainda respira. Não te ofereço futuro, não te vendo eternidade, não te distraio com promessas bonitas. Só deixo o calor existir. Só deixo o instante acontecer. Porque às vezes o nada não quer ser preenchido, quer ser acolhido. E no silêncio entre um sentir e outro, se existir verdade, ela não grita. Ela só… fica.
Inegociável: onde não há respeito, a saída é um ato de dignidade.
Em uma rotina atravessada por pequenas urgências.
Somos micro fragmentos da expressão finita de um Ser infinito.
No meio do caminho, entre pedras e passos, descobri que parar também é caminho.
Conversando com a Lua Ho terrível noite que não findas, foras feita aos bêbados, às putas e aos que sobrevivem apenas da saudade.
O homem não foge da verdade porque não a conhece, mas porque teme o que ela fará com ele.
A perspectiva do novo é até desejável, até o novo chegar.
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A perspectiva do novo é até desejável, até o novo chegar. O novo incomoda, o novo assusta, o novo dói. Nascer também é assim: um choro, um esforço, um mundo estranho e, ainda assim, A VIDA!
A carência confunde desejo com afeto.
Soneto da Ilha Dizes viver na mais profunda solidão, Mas rejeitas o mundo por inteiro;
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Soneto da Ilha Dizes viver na mais profunda solidão, Mas rejeitas o mundo por inteiro; Vestes de ferro o frágil coração E fazes do silêncio teu roteiro. Crês ser uma muralha inabalável, Mas ninguém nasce ilha sobre o mar; Somos desejo, vínculo e afável Necessidade de nos encontrar. Fingimos não querer qualquer abrigo, Que tudo vai bem, sem precisar de alguém; Mas basta alguém chegar e ser amigo, Que erguemos muros para ir além. E, na fuga do medo de amar, enfim, Somos nós mesmos quem nos leva ao fim.