A dor é o consolo dos que sofrem Volto ao meu túmulo Com a certeza de que nada mudará
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A dor é o consolo dos que sofrem Volto ao meu túmulo Com a certeza de que nada mudará Nada ficará pelo menos diferente Nada terá um defeito Só existirão coisas vivas e irreais Coisas que eu sei que acontece Coisas que nem sabia Coisas que eu não gostaria de saber Tiro o pó de cima do guarda-roupa Fotos antigas revelam segredos Segredos antigos trazem lágrimas Mudo de ideia no mesmo momento Vejo que tudo tem limite E que mudará algo se agir Agir de forma certa Ou talvez de forma errada Tanto faz, não faz diferença agora Tudo já se transformou em água Tudo já me fez desistir Desisti de tentar agir Meus pensamentos são totalmente Não reconhecidos por ninguém Também não quero que eles sejam A pessoa reconhece quem a ama Assim como reconhece quem sofre Por ela amar outra pessoa Talvez seja um amigo, talvez não Viver minha vida, só minha Do que adianta viver por alguém Que nunca te dirá uma coisa boa Que nunca te dará oi alegremente Que nunca fará você se sentir bem Fez coisa errada e espero que um dia Se arrependa do que me fez viver O quanto me fez sofrer O quanto me viu chorar sem motivos Sem motivos pra você, é claro Pra mim, os maiores e piores motivos Dói perder alguém que amamos Mas se dói tanto, por que continuamos Por que agimos como se nada aconteceu Então, por que amamos, se já sabemos Que um dia iremos perder aquela pessoa Amamos para sentir, quando ela for E dizer ‘Eu o amei’ com razão e certeza Queremos que tudo mude Mas o que fazemos para isso acontecer?