Quando consigo me desprender das pessoas e permito que o Senhor me liberte de uma dependência insalubre em relação a elas, mais eu consigo lhes dedicar minha existência, escutar com mais atenção, amar com mais altruísmo, falar com maior compaixão, brincar de maneira mais esportiva, me levar menos a sério e ter a plena consciência de que o meu rosto brilha sorridente sempre que me acho num jogo que aprecio completamente.
Jesus vem não para o superespiritual,mas para o vacilante e o enfraquecido que sabe que não tem nada a oferecer,e que não é orgulhoso demais para aceitar a esmola da graça admirável.Ao olharmos para cima ficamos surpreendidos por encontrar os olhos de Jesus abertos em assombro,profundos em compreensão e gentis em compaixão.
Esse é o Deus do evangelho da graça. Um Deus que, por amor a nós, mandou o único filho que jamais teve embalado em nossa própria pele. Ele aprendeu a andar, tropeçou e caiu, chorou pedindo leite, transpirou sangue na noite, foi fustigado com um açoite e alvo de cusparadas, foi preso a cruz e morreu sussurrando perdão sobre todos nós.
Quanto tempo será necessário até que descubramos que não somos capazes de ofuscar a Deus com nossas realizações? Quando reconheceremos que não precisamos e não temos como comprar o favor de Deus? Quando reconheceremos que não temos de forma alguma os requisitos necessários e aceitaremos alegremente o dom da graça? Quando iremos apreender a empolgante verdade de Paulo: ‘sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus’ (Gl 2:16)?