Pular para o conteúdo

Frases de Bíblia

595 frases

Gênesis 23 A morte de Sara 1 Sara viveu cento e vinte e sete anos
Continuar lendo

Gênesis 23 A morte de Sara 1 Sara viveu cento e vinte e sete anos 2 e morreu em Quiriate-Arba, que é He­brom, em Canaã; e Abraão foi lamentar e chorar por ela. 3 Depois Abraão deixou ali o corpo de sua mulher e foi falar com os hititas: 4 "Sou apenas um estrangeiro entre vocês. Cedam-me alguma propriedade para sepultura, para que eu tenha onde enterrar a minha mulher". 5 Responderam os hititas a Abraão: 6 "Ouça-nos, senhor; o senhor é um príncipe de Deus em nosso meio. Enterre a sua mulher nu­ma de nossas sepulturas, na que lhe parecer me­lhor. Ne­nhum de nós recusará ceder-lhe sua sepultura para que enterre a sua mulher". 7 Abraão levantou-se, curvou-se perante o povo daquela terra, os hititas, 8 e disse-lhes: "Já que vocês me dão permissão para sepultar minha ­mulher, peço que intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, 9 a fim de que ele me ceda a caverna de Macpela, que lhe pertence e se encontra na divisa do seu campo. Peçam-lhe que a ceda a mim pelo preço justo, para que eu tenha uma propriedade para sepultura entre vocês". 10 Efrom, o hitita, estava sentado no meio do seu povo e respondeu a Abraão, sendo ouvi­do por todos os hititas que tinham vindo à porta da cidade: 11 "Não, meu senhor. Ouça-me, eu lhe cedo o campo e também a caverna que nele está. Cedo-os na presença do meu povo. Sepulte a sua mulher". 12 Novamente Abraão curvou-se perante o povo daquela terra 13 e disse a Efrom, sendo ou­vido por todos: "Ouça-me, por favor. Pagarei o preço do campo. Aceite-o, para que eu possa sepultar a minha mulher". 14 Efrom respondeu a Abraão: 15 "Ouça-me, meu senhor: aquele pedaço de terra vale quatro­centas peças de prata, mas o que significa isso entre mim e você? Sepulte a sua mulher". 16 Abraão concordou com Efrom e pesou-lhe o valor por ele estipulado diante dos hititas: quatrocentas peças de prata, de acordo com o peso corrente entre os merca­dores. 17 Assim o campo de Efrom em Macpela, perto de Manre, o próprio campo com a caverna que nele há e todas as árvores dentro das divisas do campo, foi transferido 18 a Abraão como sua propriedade diante de todos os hititas que tinham vindo à porta da cidade. 19 Depois disso, Abraão sepultou sua mulher Sara na caverna do campo de Macpela, perto de Man­re, que se en­contra em Hebrom, na terra de Canaã. 20 Assim o campo e a caverna que nele há foram transferi­dos a Abraão pelos hititas como propriedade para sepultura.

Gênesis 30 1 Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse a Jacó: "Dê-me filhos ou morrerei!" 2 Jacó ficou irritado e disse: "Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter fi­lhos?"
Continuar lendo

Gênesis 30 1 Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse a Jacó: "Dê-me filhos ou morrerei!" 2 Jacó ficou irritado e disse: "Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter fi­lhos?" 3 Então ela respondeu: "Aqui está Bila, minha serva. Deite-se com ela, para que tenha filhos em meu lugar e por meio dela eu também possa formar família". 4 Por isso ela deu a Jacó sua serva Bila por mulher. Ele deitou-se com ela, 5 Bila engravidou e deu-lhe um filho. 6 Então Raquel disse: "Deus me fez justiça, ouviu o meu clamor e deu-me um fi­lho". Por isso deu-lhe o nome de Dã. 7 Bila, serva de Raquel, engravidou nova­mente e deu a Jacó o segundo filho. 8 Então disse Raquel: "Tive grande luta com minha irmã e ven­ci". Pelo que o chamou Naftali. 9 Quando Lia viu que tinha parado de ter filhos, tomou sua serva Zilpa e a deu a Jacó por mulher. 10 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um filho. 11 Então disse Lia: "Que grande sorte!" Por isso o chamou Gade. 12 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó mais um filho. 13 Então Lia exclamou: "Como sou feliz! As mulheres dirão que sou feliz". Por isso lhe deu o nome de Aser. 14 Durante a colheita do trigo, Rúben saiu ao campo, encontrou algumas mandrágoras e as trouxe a Lia, sua mãe. Então Raquel disse a Lia: "Dê-me algumas mandrágoras do seu filho". 15 Mas ela respondeu: "Não lhe foi suficien­te tomar de mim o marido? Vai tomar também as mandrá­goras que o meu filho trouxe?" Então disse Raquel: "Jacó se deitará com você esta noite, em troca das mandrá­goras trazidas pelo seu filho". 16 Quando Jacó chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe disse: "Ho­je você me possuirá, pois eu comprei esse direito com as man­drágoras do meu filho". E naquela noite ele se deitou com ela. 17 Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a Jacó o quinto filho. 18 Disse Lia: "Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao meu marido". Por isso deu-lhe o nome de Issacar. 19 Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto fi­lho. 20 Disse Lia: "Deus presenteou-me com uma dá­diva preciosa. Agora meu marido me tratará melhor; afinal já lhe dei seis fi­lhos". Por isso deu-lhe o nome de Zebulom. 21 Algum tempo depois, ela deu à luz uma menina a quem chamou Diná. 22 Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou fértil. 23 Ela engra­vidou, deu à luz um filho e disse: "Deus tirou de mim a minha humilhação". 24 Deu-lhe o nome de José e disse: "Que o Senhor me a­crescen­te ainda outro filho". Os rebanhos de Jacob aumentam 25 Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão: "Deixe-me voltar para a minha terra natal. 26 Dê-me as minhas mulheres, pelas quais o servi, e os meus filhos, e partirei. Você bem sabe quanto trabalhei para você". 27 Mas Labão lhe disse: "Se mereço sua consideração, peço-lhe que fique. Por meio de adivinhação descobri que o Senhor me abenço­ou por sua causa". 28 E acrescentou: "Diga o seu salário, e eu lhe pagarei". 29 Jacó lhe respondeu: "Você sabe quan­to trabalhei para você e como os seus rebanhos cresceram sob os meus cuidados. 30 O pouco que você possuía antes da minha chegada au­mentou muito, pois o Senhor o abençoou depois que vim para cá. Contudo, quando farei algo em favor da minha pró­pria família?" 31 Então Labão perguntou: "Que você quer que eu lhe dê?" "Não me dê coisa algu­ma", res­pondeu Jacó. "Voltarei a cuidar dos seus reba­nhos se você concordar com o seguinte: 32 hoje passarei por todos os seus rebanhos e tirarei do meio deles todas as ovelhas salpicadas e pinta­das, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e salpicadas. Eles serão o meu salário. 33 E a minha honestidade dará testemunho de mim no futuro, toda vez que você resolver veri­ficar o meu salário. ­Se estiver em meu poder alguma cabra que não seja salpicada ou pintada, e algum cordeiro que não seja preto, poderá considerá-los roubados." 34 E disse Labão: "De acordo. Seja como você disse". 35 Na­quele mesmo dia, Labão sepa­rou todos os bodes que tinham listras ou man­chas bran­cas, todas as cabras que tinham pintas ou manchas bran­cas e todos os cordeiros pretos e os pôs aos cuidados de seus fi­lhos. 36 Afastou-se então de Jacó, à distância equiva­lente a três dias de viagem, e Jacó continuou a apas­centar o resto dos rebanhos de Labão. 37 Jacó pegou galhos verdes de estoraque, amendoeira e plátano e neles fez listras bran­cas, descascando-os parcialmente e expondo assim a parte branca interna dos galhos. 38 De­pois fixou os galhos des­cascados junto aos bebedouros, na frente dos rebanhos, no lugar onde costumavam ­beber água. Na época do cio, os rebanhos vi­nham beber e 39 se acasa­lavam diante dos galhos. E geravam filhotes listrados, salpicados e pinta­dos. 40 Ja­có separava os filhotes do rebanho dos demais, e fazia com que esses ficassem juntos dos animais listrados e pretos de Labão. Assim foi formando o seu próprio rebanho que separou do de Labão. 41 Toda vez que as fêmeas mais fortes esta­vam no cio, Jacó colocava os galhos nos bebedouros, em frente dos animais, para que se acasalassem perto dos galhos; 42 mas, se os animais eram fracos, não os colocava ali. Desse modo, os animais fracos ficavam para Labão e os mais fortes para Jacó. 43 Assim o homem ficou extremamente rico, tornando-se dono de grandes rebanhos e de servos e servas, came­los e jumentos.

Gênesis 5 Desde Adão a Noé 1 Este é o registro da descendência de Adão: Quando Deus criou o homem, à semelhan­ça de Deus o fez;
Continuar lendo

Gênesis 5 Desde Adão a Noé 1 Este é o registro da descendência de Adão: Quando Deus criou o homem, à semelhan­ça de Deus o fez; 2 homem e mulher os cri­ou. Quando foram criados, ele os abençoou e os cha­mou Ho­mem. 3 Aos 130 anos, Adão gerou um filho à sua se­me­lhança, conforme a sua ima­gem; e deu-lhe o nome de Sete. 4 Depois que gerou Sete, Adão viveu 800 anos e gerou outros filhos e filhas. 5 Viveu ao todo 930 anos e mor­reu. 6 Aos 105 anos, Sete gerou Enos. 7 Depois que gerou Enos, Sete viveu 807 anos e gerou outros filhos e filhas. 8 Viveu ao todo 912 anos e morreu. 9 Aos 90 anos, Enos gerou Cainã. 10 De­pois que gerou Cainã, Enos viveu 815 anos e gerou outros filhos e filhas. 11 Viveu ao todo 905 anos e morreu. 12 Aos 70 anos, Cainã gerou Maalaleel. 13 De­pois que gerou Maalaleel, Cainã viveu 840 anos e gerou outros filhos e filhas. 14 Viveu ao todo 910 anos e morreu. 15 Aos 65 anos, Maalaleel gerou Jarede. 16 De­pois que gerou Jarede, Maalaleel viveu 830 anos e gerou outros filhos e filhas. 17 Viveu ao todo 895 anos e morreu. 18 Aos 162 anos, Jarede gerou Enoque. 19 De­pois que gerou Eno­que, Jarede viveu 800 anos e gerou outros filhos e filhas. 20 Viveu ao todo 962 anos e morreu. 21 Aos 65 anos, Enoque gerou Matusa­lém. 22 Depois que gerou Matusalém, Eno­que andou com Deus 300 anos e gerou outros filhos e fi­lhas. 23 Viveu ao todo 365 anos. 24 Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado. 25 Aos 187 anos, Matusalém gerou Lame­que. 26 Depois que gerou Lameque, Matu­salém viveu 782 anos e gerou outros filhos e fi­lhas. 27 Viveu ao todo 969 anos e morreu. 28 Aos 182 anos, Lameque gerou um filho. 29 Deu-lhe o nome de Noé e disse: "Ele nos aliviará do nosso trabalho e do sofrimento de nos­sas mãos, causados pela terra que o Senhor amaldiçoou". 30 Depois que Noé nasceu, Lame­que viveu 595 anos e gerou outros filhos e fi­lhas. 31 Viveu ao todo 777 anos e morreu. 32 Aos 500 anos, Noé tinha gerado Sem, Cam e Jafé.

Gênesis 48 Manassés e Efraim 1 Algum tempo depois, disseram a José: "Seu pai está doente"; e ele foi vê-lo, levando consigo seus dois filhos, Manassés e Efraim.
Continuar lendo

Gênesis 48 Manassés e Efraim 1 Algum tempo depois, disseram a José: "Seu pai está doente"; e ele foi vê-lo, levando consigo seus dois filhos, Manassés e Efraim. 2 E anun­ciaram a Jacó: "Seu filho José veio vê-lo". Israel reuniu suas forças e assentou-se na cama. 3 Então disse Jacó a José: "O Deus todo-poderoso apa­receu-me em Luz, na terra de Ca­naã, e ali me abençoou, 4 dizendo: 'Eu o farei prolífero e o multiplicarei. Farei de você uma comunidade de povos e darei esta terra por propriedade perpétua aos seus descendentes'. 5 "Agora, pois, os seus dois filhos que lhe nasceram no Egito, antes da minha vinda para cá, serão reconhecidos como meus; Efraim e Manassés serão meus, como são meus Rúben e Simeão. 6 Os filhos que lhe nascerem depois de­les serão seus; serão convocados sob o nome dos seus irmãos para receberem sua herança. 7 Quan­do eu vol­tava de Padã, para minha tristeza Raquel morreu em Canaã, quando ainda estáva­mos a caminho, a pouca distância de Efra­ta. Eu a sepultei ali, ao lado do caminho para Efrata, que é Belém". 8 Quando Israel viu os filhos de José, per­guntou: "Quem são estes?" 9 Respondeu José a seu pai: "São os filhos que Deus me deu aqui". Então Israel disse: "Traga-os aqui para que eu os abençoe". 10 Os olhos de Israel já estavam enfraqueci­dos por causa da idade avançada, e ele mal po­dia enxergar. Por isso José levou seus filhos para perto dele, e seu pai os beijou e os abraçou. 11 E Israel disse a José: "Nunca pensei que veria a sua face novamente, e agora Deus me concede ver também os seus filhos!" 12 Em seguida, José os tirou do colo de Israel e cur­vou-se com o rosto em terra. 13 E José to­mou os dois, Efraim à sua direita, perto da mão esquerda de Israel, e Manassés à sua esquerda, perto da mão direita de Israel, e os aproximou dele. 14 Israel, porém, estendeu a mão direi­ta e a pôs sobre a cabeça de Efraim, embora este fosse o mais novo e, cruzando os braços, pôs a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, embora Manassés fosse o filho mais velho. 15 E abençoou a José, dizendo: "Que o Deus, a quem serviram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor em toda a minha vida até o dia de hoje, 16 o Anjo que me redimiu de todo o mal, abençoe estes meninos. Sejam eles chamados pelo meu nome e pelos nomes de meus pais Abraão e Isaque, e cresçam muito na terra". 17 Quando José viu seu pai colocar a mão direita sobre a cabeça de Efraim, não gostou; por isso pegou a mão do pai, a fim de mudá-la da cabeça de Efraim para a de Manassés, 18 e lhe disse: "Não, meu pai, este aqui é o mais velho; ponha a mão direita sobre a cabeça dele". 19 Mas seu pai recusou-se e respondeu: "Eu sei, meu fi­lho, eu sei. Ele também se tornará um povo, também será grande. Apesar disso, seu irmão mais novo será maior do que ele, e seus descendentes se tornarão mui­tos povos". 20 Assim, Jacó os abençoou naquele dia, dizendo: "O povo de Israel usará os seus nomes para abençoar uns aos outros com esta expressão: Que Deus faça a você como fez a Efra­im e a Manassés!" E colocou Efraim à frente de Manassés. 21 A seguir, Israel disse a José: "Estou para morrer, mas Deus estará com vocês e os levará de volta à terra de seus antepassados. 22 E a vo­cê, como alguém que está acima de seus irmãos, dou a região montanhosa que tomei dos amorreus com a minha espada e com o meu arco".

Gênesis 44 A taça de prata no saco 1 José deu as seguintes ordens ao admi­nistrador de sua casa: "Encha as bagagens des­ses homens com todo o mantimento que pude­rem carregar e coloque a prata de cada um na boca de sua bagagem.
Continuar lendo

Gênesis 44 A taça de prata no saco 1 José deu as seguintes ordens ao admi­nistrador de sua casa: "Encha as bagagens des­ses homens com todo o mantimento que pude­rem carregar e coloque a prata de cada um na boca de sua bagagem. 2 Depois coloque a minha taça, a taça de prata, na boca da bagagem do caçula, junto com a prata paga pelo trigo". E ele fez tudo conforme as ordens de José. 3 Assim que despontou a manhã, despedi­ram os homens com os seus jumentos. 4 Ainda não tinham se afastado da cidade, quando José disse ao administrador de sua casa: "Vá atrás daqueles homens e, quando os alcançar, diga-lhes: Por que retribuíram o bem com o mal? 5 Não é esta a taça que o meu senhor usa para beber e para fazer adivinhações? Vocês comete­ram grande mal­dade!" 6 Quando ele os alcançou, repetiu-lhes es­sas palavras. 7 Mas eles lhe responderam: "Por que o meu senhor diz isso? Longe dos seus ser­vos fazer tal coisa! 8 Nós lhe trouxemos de volta, da terra de Canaã, a prata que encontramos na boca de nossa bagagem. Como roubaríamos prata ou ouro da casa do seu senhor? 9 Se algum dos seus servos for encontrado com ela, morre­rá; e nós, os demais, seremos escravos do meu se­nhor". 10 E disse ele: "Concordo. Somente quem for encontrado com ela será meu escravo; os demais estarão livres". 11 Cada um deles descarregou depressa a sua bagagem e abriu-a. 12 O administrador come­çou então a busca, desde a bagagem do mais velho até a do mais novo. E a taça foi encon­tra­da na bagagem de Benjamim. 13 Diante disso, eles rasgaram as suas vestes. Em seguida, todos pu­seram a carga de novo em seus jumentos e re­tornaram à cidade. 14 Quando Judá e seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava lá. Então eles se lançaram ao chão perante ele. 15 E José lhes per­guntou: "Que foi que vocês fizeram? Vocês não sabem que um homem como eu tem poder para adivinhar?" 16 Respondeu Judá: "O que diremos a meu senhor? Que podemos falar? Como podemos provar nossa inocência? Deus trouxe à luz a culpa dos teus servos. Agora somos escravos do meu senhor, como também aquele que foi en­contrado com a taça". 17 Disse, porém, José: "Longe de mim fazer tal coisa! Somente aquele que foi encontrado com a taça será meu escravo. Os demais podem voltar em paz para a casa do seu pai". 18 Então Judá dirigiu-se a ele, dizendo: "Por favor, meu senhor, permite-me dizer-te uma palavra. Não se acenda a tua ira contra o teu servo, embora sejas igual ao próprio faraó. 19 Meu senhor pergun­tou a estes seus servos se ainda tínhamos pai e algum outro irmão. 20 E nós respondemos: Temos um pai já idoso, cujo filho caçula nasceu-lhe em sua velhice. O irmão deste já morreu, e ele é o único filho da mesma mãe que restou, e seu pai o ama muito. 21 "Então disseste a teus servos que o trou­xessem a ti para que os teus olhos pudessem vê-lo. 22 E nós respondemos a meu senhor que o jovem não poderia deixar seu pai, pois, caso o fizesse, seu pai morreria. 23 Todavia disseste a teus servos que, se o nosso irmão caçula não viesse conosco, nunca mais veríamos a tua face. 24 Quando voltamos a teu servo, a meu pai, contamos-lhe o que o meu senhor tinha dito. 25 "Quando o nosso pai nos mandou voltar para comprar um pouco mais de comida, 26 nós lhe dissemos: 'Só poderemos voltar para lá, se o nosso irmão caçula for conosco. Pois não pode­remos ver a face daquele homem, a não ser que o nosso irmão caçula esteja conosco'. 27 "Teu servo, meu pai, nos disse então: 'Vocês sabem que minha mulher me deu apenas dois filhos. 28 Um deles se foi, e eu disse: Com certeza foi despedaçado. E, até hoje, nunca mais o vi. 29 Se agora vocês também levarem este de mim, e algum mal lhe acontecer, a tristeza que me causarão fará com que os meus cabelos bran­cos desçam à sepultura'. 30 "Agora, pois, se ­eu voltar a teu servo, a meu pai, sem levar o jovem conosco, logo que meu pai, que é tão apegado a ele, 31 perceber que o jovem não está conosco, morrerá. Teus servos farão seu velho pai descer seus cabelos brancos à sepultura com tristeza. 32 "Além disso, teu servo garantiu a segu­rança do jovem a seu pai, dizendo-lhe: 'Se eu não o trouxer de volta, suportarei essa culpa diante de ti pelo resto da minha vida!' 33 "Por isso agora te peço, por favor, deixa o teu servo ficar como escravo do meu senhor no lugar do jovem e permite que ele volte com os seus irmãos. 34 Como poderei eu voltar a meu pai sem levar o jovem comigo? Não! Não posso ver o mal que sobreviria a meu pai".

Gênesis 35 Jacob volta a Betel 1 Deus disse a Jacó: "Suba a Betel e estabe­leça-se lá, e faça um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugia do seu irmão, Esaú".
Continuar lendo

Gênesis 35 Jacob volta a Betel 1 Deus disse a Jacó: "Suba a Betel e estabe­leça-se lá, e faça um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugia do seu irmão, Esaú". 2 Disse, pois, Jacó aos de sua casa e a to­dos os que estavam com ele: "Li­vrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. 3 Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado". 4 En­tão entregaram a Jacó todos os deuses es­trangeiros que possuíam e os brincos que usa­vam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da gran­de árvore, próximo a Siquém.5 Quando eles partiram, o terror de Deus caiu de tal maneira sobre as cidades ao redor que ninguém ousou perseguir os filhos de Jacó. 6 Jacó e todos os que com ele estavam che­garam a Luz, que é Betel, na terra de Canaã. 7 Nesse lugar construiu um altar e lhe deu o no­me de El-Betel, porque ali Deus havia se reve­lado a ele, quando fugia do seu irmão. 8 Débora, ama de Rebeca, morreu e foi sepultada perto de Betel, ao pé do Carvalho, que por isso foi chamado Alom-Bacute. 9 Depois que Jacó retornou de Padã-Arã, Deus lhe apareceu de novo e o abençoou, 10 di­zendo: "Seu nome é Jacó, mas você não será mais cha­mado Jacó; seu nome será Israel". As­sim lhe deu o nome de Israel. 11 E Deus ainda lhe disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso; seja prolífero e multiplique-se. De você procederão uma nação e uma comuni­dade de nações, e reis estarão entre os seus des­cendentes. 12 A terra que dei a Abraão e a Isaque, dou a você; e também aos seus futuros descen­dentes darei esta terra". 13 A seguir, Deus elevou-se do lugar onde estivera falando com Jacó. 14 Jacó levantou uma coluna de pedra no lugar em que Deus lhe falara, e derramou sobre ela uma oferta de bebidas e a ungiu com óleo. 15 Ja­có deu o nome de Betel ao lugar onde Deus tinha falado com ele. A morte de Raquel e Isaque 16 Eles partiram de Betel, e, quando ainda estavam a certa distância de Efrata, Raquel co­meçou a dar à luz com grande dificuldade. 17 E, en­quanto sofria muito, tentando dar à luz, a parteira lhe disse: "Não tenha medo, pois você ainda terá outro menino". 18 Já a ponto de sair-lhe a vida, quan­do estava morrendo, deu ao filho o nome de Benoni. Mas o pai deu-lhe o nome de Benja­mim. 19 Assim morreu Raquel, e foi sepultada junto do caminho de Efrata, que é Belém. 20 So­bre a sua sepultura Jacó levantou uma coluna, e até o dia de hoje aquela coluna marca o túmulo de Raquel. 21 Israel partiu novamente e armou acampa­mento adiante de Migdal-Éder. 22 Na época em que Israel vivia naquela região, Rúben deitou-se com Bila, concubina de seu pai. E Israel ficou sabendo disso. Jacó teve doze filhos: 23 Estes foram seus filhos com Lia: Rúben, o filho mais velho de Jacó, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom. 24 Estes foram seus filhos com Raquel: José e Benjamim. 25 Estes foram seus filhos com Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali. 26 Estes foram seus filhos com Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Foram esses os filhos de Jacó, nascidos em Padã-Arã. 27 Depois Jacó foi visitar seu pai Isaque em Man­re, perto de Quiriate-Arba, que é Hebrom, onde Abraão e Isaque tinham morado. 28 Isaque viveu cento e oitenta anos. 29 Morreu em idade bem avançada e foi reu­nido aos seus antepassados. E seus filhos, Esaú e Jacó, o sepultaram.

Gênesis 26 Isaque e Abimeleque 1 Houve fome naquela terra, como ti­nha acontecido no tempo de Abraão. Por isso Isaque foi para Gerar, onde Abimeleque era o rei dos filisteus.
Continuar lendo

Gênesis 26 Isaque e Abimeleque 1 Houve fome naquela terra, como ti­nha acontecido no tempo de Abraão. Por isso Isaque foi para Gerar, onde Abimeleque era o rei dos filisteus. 2 O ­Senhor apareceu a Isaque e disse: "Não desça ao Egito; procure estabelecer-se na terra que eu lhe indicar. 3 Permaneça nesta terra mais um pouco, e eu estarei com você e o aben­çoarei. Porque a você e a seus des­cende­ntes darei todas estas terras e confir­marei o jura­men­to que fiz a seu pai, Abraão. 4 Tor­narei seus descen­dentes tão nume­rosos como as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras; e por meio da sua descen­dência todos os povos da terra serão abençoados,5 porque Abraão me obedeceu e guar­dou meus preceitos, meus mandamentos, meus decretos e minhas leis". 6 Assim Isaque ficou em Gerar. 7 Quando os homens do lugar lhe pergunta­ram sobre a sua mulher, ele disse: "Ela é minha irmã". Teve medo de dizer que era sua mu­lher, pois pensou: "Os homens deste lugar podem matar-me por causa de Rebeca, por ser ela tão bonita". 8 Isaque estava em Gerar já fazia muito tempo. Certo dia, Abimeleque, rei dos filisteus, estava olhando do alto de uma janela quando viu Isaque acariciando Rebeca, sua mulher. 9 En­tão Abime­leque chamou Isaque e lhe disse: "Na verdade ela é tua mulher! Por que me disseste que ela era tua irmã?" Isaque respondeu: "Porque pensei que eu poderia ser morto por causa dela". 10 Então disse Abimeleque: "Tens ideia do que nos fizeste? Qualquer homem bem poderia ter-se deitado com tua mulher, e terias trazido culpa sobre nós". 11 E Abimeleque advertiu todo o povo: "Quem tocar neste homem ou em sua mulher certamente morrerá!" 12 Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou. 13 O homem enriqueceu, e a sua riqueza conti­nuou a aumentar, até que ficou riquíssimo. 14 Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus o invejavam. 15 Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra. 16 Então Abimeleque pediu a Isaque: "Sai de nossa terra, pois já és poderoso demais para nós". 17 Por isso Isaque mudou-se de lá, acampou no vale de Gerar e ali se estabeleceu. 18 Isaque reabriu os poços cavados no tempo de seu pai, Abraão, os quais os filisteus fecharam depois que Abraão morreu, e deu-lhes os mesmos no­mes que seu pai lhes tinha dado. 19 Os servos de Isaque cavaram no vale e descobriram um veio d'água. 20 Mas os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, dizendo: "A água é nossa!" Por isso Isaque deu ao poço o nome de Eseque, porque discutiram por causa dele. 21 Então os seus servos cavaram outro poço, mas eles também discutiram por causa dele; por isso o chamou Sitna. 22 Isaque mu­dou-se dali e cavou outro poço, e ninguém discutiu por causa dele. Deu-lhe o nome de Reo­bote, dizendo: "Agora o Senhor nos abriu es­paço e prosperare­mos na terra". 23 Dali Isaque foi para Berseba. 24 Naque­la noite, o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus de seu pai, Abraão. Não tema, porque estou com você; eu o abençoarei e multiplicarei os seus descende­ntes por amor ao meu servo Abraão". 25 Isaque construiu nesse lugar um altar e invocou o nome do Senhor. Ali armou acampa­mento, e os seus servos cavaram outro poço. 26 Por aquele tempo, veio a ele Abimele­que, de Gerar, com Auzate, seu conselheiro pessoal, e Ficol, o comandante dos seus exércitos. 27 Isaque lhes perguntou: "Por que me vieram ver, uma vez que foram hostis e me mandaram embora?" 28 Eles responderam: "Vimos claramente que o Senhor está contigo; por isso dissemos: Façamos um juramento entre nós. Queremos firmar um acordo contigo: 29 Tu não nos farás mal, assim como nada te fizemos, mas sempre te tratamos bem e te despedimos em paz. Agora sabemos que o Senhor te tem abençoado". 30 Então Isaque ofereceu-lhes um banquete, e eles comeram e beberam. 31 Na manhã seguinte os dois fizeram juramento. Depois Isaque os despediu e partiram em paz. 32 Naquele mesmo dia, os servos de Isaque vieram falar-lhe sobre o poço que tinham cava­do e disseram: "Achamos água!" 33 Isaque deu-lhe o nome de Seba e, por isso, até o dia de hoje aquela cidade é conhecida como Berseba. 34 Tinha Esaú quarenta anos de idade quan­do escolheu por mulher a Judite, filha de Beeri, o hitita, e também a Basemate, filha de Elom, o hitita. 35 Elas amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.

Gênesis 10 O mapa das nações 1 Este é o registro da descendência de Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé. Os filhos deles nasceram depois do Dilúvio.
Continuar lendo

Gênesis 10 O mapa das nações 1 Este é o registro da descendência de Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé. Os filhos deles nasceram depois do Dilúvio. 2 Estes foram os filhos de Jafé: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás. 3 Estes foram os filhos de Gômer: Asquenaz, Rifate e Togarma. 4 Estes foram os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Rodanim.5 Deles procedem os povos marítimos, os quais se sepa­raram em seu território, conforme a sua língua, cada um segundo os clãs de suas na­ções. 6 Estes foram os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Fute e Canaã. 7 Estes foram os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Estes foram os filhos de Raamá: Sabá e Dedã. 8 Cuxe gerou também Ninrode, o primeiro homem poderoso na terra. 9 Ele foi o mais valen­te dos caçadores, e por isso se diz: "Valente como Nin­rode­". 10 No início o seu reino abran­gia Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear. 11 Des­sa terra ele partiu para a Assíria, onde fundou ­Nínive, Reobote-Ir, Calá 12 e Resém, que fica entre Nínive e Calá, a grande cidade. 13 Mizraim gerou os luditas, os anamitas, os leabitas, os naftuítas, 14 os patrusitas, os casluítas, dos quais se originaram os filisteus, e os cafto­ritas. 15 Canaã gerou Sidom, seu filho mais ve­lho, e Hete, Posteriormente, os clãs cananeus se espa­lharam. 16 como também os jebu­seus, os amor­reus, os girgaseus, 17 os heveus, os arqueus, os sineus, 18 os arvadeus, os zemareus e os hama­teus. 19 As fronteiras de Canaã estendiam-se desde Sidom, iam até Gerar, e chegavam a Gaza e, de lá, prosseguiam até Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, chegando até Lasa. 20 São esses os descendentes de Cam, con­forme seus clãs e línguas, em seus territórios e nações. 21 Sem, irmão mais velho de Jafé, também gerou filhos. Sem foi o antepassado de todos os filhos de Héber. 22 Estes foram os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. 23 Estes foram os filhos de Arã: Uz, Hul, Géter e Meseque. 24 Arfaxade gerou Salá, e este gerou Hé­ber. 25 A Héber nasceram dois filhos: um deles se chamou Pelegue, porque em sua época a terra foi dividida; seu irmão chamou-se Joctã. 26 Joctã gerou Almodá, Salefe, Hazarmavé, Jerá, 27 Adorão, Uzal, Dicla, 28 Obal, Abimael, Sabá, 29 Ofir, Havilá e Jobabe. Todos esses foram filhos de Joctã. 30 A região onde viviam estendia-se de Messa até Sefar, nas colinas ao leste. 31 São esses os descendentes de Sem, con­forme seus clãs e línguas, em seus territórios e nações. 32 São esses os clãs dos filhos de Noé, dis­tribuídos em suas nações, conforme a história da sua descen­dência. A partir deles, os povos se dispersaram pela terra, depois do Dilúvio.

Gênesis 20 Abraão e Abimeleque 1 Abraão partiu dali para a região do Neguebe e foi viver entre Cades e Sur. Depois morou algum tempo em Gerar.
Continuar lendo

Gênesis 20 Abraão e Abimeleque 1 Abraão partiu dali para a região do Neguebe e foi viver entre Cades e Sur. Depois morou algum tempo em Gerar. 2 Ele dizia que Sara, sua mulher, era sua irmã. Então Abimele­que, rei de Gerar, mandou buscar Sara e tomou-a para si. 3 Certa noite Deus veio a Abimeleque num sonho e lhe disse: "Você morrerá! A mulher que você tomou é casada". 4 Mas Abimeleque, que ainda não havia tocado nela, disse: "Senhor, destruirias um povo inocente?5 Não foi ele que me disse: 'Ela é mi­nha irmã'? E ela também não disse: 'Ele é meu irmão'? O que fiz foi de coração puro e de mãos limpas". 6 Então Deus lhe respondeu no sonho: "Sim, eu sei que você fez isso de coração puro. Eu mesmo impedi que você pecasse contra mim e por isso não lhe permiti tocá-la. 7 Agora devol­va a mulher ao marido dela. Ele é profeta e orará em seu favor, para que você não morra. Mas, se não a devol­ver, esteja certo de que você e todos os seus morrerão". 8 Na manhã seguinte, Abimeleque convo­cou todos os seus conselheiros e, quando lhes contou tudo o que acontecera, tiveram muito medo. 9 Depois Abime­leque chamou Abraão e disse: "O que fizeste conosco? Em que foi que pequei contra ti para que trouxesses tamanha culpa sobre mim e sobre o meu reino? O que me fizeste não se faz a ninguém!" 10 E perguntou Abime­leque a Abraão: "O que te levou a fazer isso?" 11 Abraão respondeu: "Eu disse a mim mes­mo: Certamente ninguém teme a Deus neste lugar, e irão matar-me por causa da minha mulher. 12 Além disso, na verdade ela é minha irmã por parte de pai, mas não por parte de mãe; e veio a ser minha mulher. 13 E, quando Deus me fez sair errante da casa de meu pai, eu disse a ela: As­sim você me provará sua lealdade: em qual­quer lugar aonde formos, diga que sou seu ir­mão". 14 Então Abimeleque trouxe ovelhas e bois, servos e servas, deu-os a Abraão e devolveu-lhe Sara, sua mulher. 15 E disse Abime­leque: "Minha terra está diante de ti; podes ficar onde quise­res". 16 A Sara ele disse: "Estou dando a seu irmão mil peças de prata, para reparar a ofen­sa feita a você diante de todos os seus; assim ­to­dos saberão que você é inocente". 17 A seguir Abraão orou a Deus, e Deus curou Abimeleque, sua mulher e suas servas, de forma que puderam novamente ter filhos, 18 por­que o Senhor havia tornado estéreis todas as mulheres da casa de Abimeleque por causa de Sara, mulher de Abraão.

Gênesis 9 A aliança de Deus com Noé 1 Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra.
Continuar lendo

Gênesis 9 A aliança de Deus com Noé 1 Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra. 2 Todos os animais da terra tre­merão de medo diante de vocês: os animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se mo­vem rente ao chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos. 3 Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês. Assim como dei a vocês os vegetais, agora dou todas as coisas. 4 "Mas não comam carne com sangue, que é vida.5 A todo aquele que derramar sangue, tanto ho­mem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo. 6 "Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado. 7 "Mas vocês sejam férteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra e proliferem nela". 8 Então disse Deus a Noé e a seus filhos, que estavam com ele: 9 "Vou estabelecer a minha aliança com vocês e com os seus futuros descendentes, 10 e com todo ser vivo que está com vo­cês: as aves, os rebanhos domés­ticos e os animais selvagens, todos os que saíram da arca com vocês, todos os seres vivos da terra. 11 Esta­beleço uma aliança com vocês: Nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para des­truir a terra". 12 E Deus prosseguiu: "Este é o sinal da aliança que estou fazendo entre mim e vocês e com todos os seres vivos que estão com vocês, para todas as gerações futuras: 13 o meu arco que coloquei nas nuvens. Será o sinal da minha alian­ça com a terra. 14 Quando eu trouxer nuvens sobre a terra e nelas aparecer o arco-íris, 15 então me lembrarei da minha aliança com vocês e com os seres vivos de todas as espécies. Nunca mais as águas se tornarão um dilúvio para destruir toda forma de vida. 16 Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembra­rei da aliança eterna entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies que vivem na terra". 17 Concluindo, disse Deus a Noé: "Esse é o sinal da ali­ança que estabeleci entre mim e toda forma de vida que há sobre a terra". Os filhos de Noé 18 Os filhos de Noé que saíram da arca fo­ram Sem, Cam e Jafé. Cam é o pai de Canaã. 19 Esses foram os três filhos de Noé; a partir de­les toda a terra foi povoada. 20 Noé, que era agricultor, foi o primeiro a plan­tar uma vinha. 21 Be­beu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da sua tenda. 22 Cam, pai de Canaã, viu a nudez do pai e foi contar aos dois irmãos que estavam do lado de fora. 23 Mas Sem e Jafé pegaram a capa, levantaram-na sobre os ­ombros e, andando de costas para não verem a nudez do pai, cobriram-no. 24 Quando Noé acordou do efeito do vinho e descobriu o que seu filho caçula lhe havia fei­to, 25 disse: "Maldito seja Canaã! Escravo de escravos será para os seus irmãos". 26 Disse ainda: "Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem! E seja Canaã seu escravo. 27 Amplie Deus o território de Jafé; habite ele nas tendas de Sem, e seja Canaã seu escravo". 28 Depois do Dilúvio Noé viveu trezentos e cinquenta anos. 29 Vi­veu ao todo novecentos e cinquenta anos e mor­reu.

Gênesis 34 Dina e Siquem 1 Certa vez, Diná, a filha que Lia dera a Jacó, saiu para conhecer as mulheres daquela terra.
Continuar lendo

Gênesis 34 Dina e Siquem 1 Certa vez, Diná, a filha que Lia dera a Jacó, saiu para conhecer as mulheres daquela terra. 2 Si­quém, filho de Hamor, o heveu, gover­nador daquela região, viu-a, agarrou-a e a violentou. 3 Mas o seu cora­ção foi atraído por Diná, filha de Jacó, e ele amou a moça e falou-lhe com ternura. 4 Por isso Siquém foi dizer a Hamor, seu pai: "Consiga-me aquela moça para que seja minha mulher".5 Quando Jacó soube que sua filha Diná tinha sido desonrada, seus filhos estavam no campo, com os rebanhos; por isso esperou cala­do até que ­regressassem. 6 Então Hamor, pai de Siquém, foi conver­sar com Jacó. 7 Quando os filhos de Jacó volta­ram do campo e souberam ­de tudo, ficaram pro­fundamente entristecidos e irados, porque Si­quém tinha cometido um ato vergonhoso em Israel, ao deitar-se com a filha de Jacó - coisa que não se faz. 8 Mas Hamor lhes disse: "Meu filho Si­quém apaixonou-se pela filha de vocês. Por fa­vor, entreguem-na a ele para que seja sua mu­lher. 9 Casem-se entre nós; deem-nos suas fi­lhas e tomem para vocês as nossas. 10 Estabeleçam-se entre nós. A terra está aberta para vocês: habitem-na, façam comércio nela e adquiram propriedades". 11 Então Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: "Concedam-me este favor, ­e eu lhes darei o que me pedirem. 12 Aumentem quan­to quiserem o preço e o presente pela noiva, e pa­garei o que me pedi­rem. Tão somente me deem a moça por mulher". 13 Os filhos de Jacó, porém, respon­deram com falsidade a Siquém e a seu pai, Hamor, por ter Siquém desonrado Diná, a irmã deles. 14 Dis­seram: "Não podemos fazer isso; jamais entrega­remos nossa irmã a um homem que não seja circuncidado. Seria uma vergonha para nós. 15 Da­remos nosso consentimento a vocês com uma condição: que vocês se tornem como nós, circuncidando todos os do sexo masculino. 16 Só então lhes daremos as nossas filhas e poderemos casar-nos com as suas. Nós nos estabeleceremos entre vocês e seremos um só povo. 17 Mas, se não aceitarem circuncidar-se, tomaremos nossa irmã e partire­mos". 18 A proposta deles pareceu boa a Hamor e a seu filho Si­quém. 19 O jovem, que era o mais respeitado de todos os da casa de seu pai, não demorou em cumprir o que pediram, porque realmente gostava da filha de Jacó. 20 Assim Hamor e seu filho Siquém dirigiram-se à porta da cidade para conversar com os seus concidadãos. E disseram: 21 "Esses homens são de paz. Permitam que eles habitem em nossa terra e façam comércio entre nós; a terra tem bastante lugar para eles. Poderemos casar com as suas filhas, e eles com as nossas. 22 Mas eles só consentirão em viver conosco co­mo um só povo sob a condi­ção de que todos os nossos homens sejam circuncidados, como eles. 23 Lembrem-se de que os seus rebanhos, os seus bens e todos os seus outros animais passarão a ser nossos. Aceitemos então a condição para que se estabeleçam em nosso meio". 24 Todos os que saíram para reunir-se à porta da cidade concordaram com Hamor e com seu filho Siquém, e todos os homens e meninos da cidade foram circuncidados. 25 Três dias depois, quando ainda sofriam do­res, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, pegaram suas espadas e atacaram a cidade despreven­ida, matando todos os ho­mens. 26 Mataram ao fio da espada Hamor e seu filho Siquém, tiraram Diná da casa de Siquém e parti­ram. 27 Vieram então os outros filhos de Jacó e, passando pelos corpos, saquearam a cidade onde sua irmã tinha sido deson­rada. 28 Apoderaram-se das ovelhas, dos bois e dos jumentos, e de tudo o que havia na cidade e no campo. 29 Le­varam as mulhe­res e as cri­anças, e saquearam todos os bens e tudo o que havia nas casas. 30 Então Jacó disse a Simeão e a Levi: "Vo­cês me puseram em grandes apuros, atrain­do sobre mim o ódio dos cananeus e dos fere­zeus, habitantes desta terra. Somos poucos, e, se eles juntarem suas forças e nos atacarem, eu e a minha família seremos des­truídos". 31 Mas eles responderam: "Está certo ele tratar nossa irmã como uma prostituta?"

Gênesis 3 1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: "Foi isto mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?" 2 Respondeu a mulher à serpente: "Pode­mos comer do fruto das…
Continuar lendo

Gênesis 3 1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: "Foi isto mesmo que Deus disse: 'Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?" 2 Respondeu a mulher à serpente: "Pode­mos comer do fruto das árvores do jardim, 3 mas Deus disse: 'Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão' ". 4 Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão! 5 Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal". 6 Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e ­o deu a seu ma­rido, que comeu também. 7 Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobri­r-se. 8 Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. 9 Mas o Senhor Deus chamou o ho­mem, perguntando: "Onde está você?" 10 E ele respondeu: "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi". 11 E Deus perguntou: "Quem disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual o proibi de comer?" 12 Disse o homem: "Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". 13 O Senhor Deus perguntou então à mu­lher: "Que foi que você fez?" Respondeu a mulher: "A serpente me en­ganou, e eu comi". 14 Então o Senhor Deus declarou à ser­pente: "Uma vez que você fez isso, maldita é você entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre você rastejará, e pó comerá todos os dias da sua vida. 15 Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este ferirá a sua cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar". 16 À mulher, ele declarou: "Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará". 17 E ao homem declarou: "Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual ordenei a você que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. 18 Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. 19 Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará". 20 Adão deu à sua mulher o nome de Eva, pois ela seria mãe de toda a humanidade. 21 O Senhor Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher. 22 Então disse o Senhor Deus: "Agora o homem se tornou como um de nós, conhe­cendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sem­pre". 23 Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. 24 Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movi­a, guar­dando o caminho para a árvore da vida.

Gênesis 45 José dá-se a conhecer 1 A essa altura, José já não podia mais conter-se diante de todos os que ali estavam, e gritou: "Façam sair a todos!" Assim, ninguém mais estava presente quando José se revelou a seus irmãos.
Continuar lendo

Gênesis 45 José dá-se a conhecer 1 A essa altura, José já não podia mais conter-se diante de todos os que ali estavam, e gritou: "Façam sair a todos!" Assim, ninguém mais estava presente quando José se revelou a seus irmãos. 2 E ele se pôs a chorar tão alto que os egípcios o ouvi­ram, e a notícia chegou ao palácio do faraó. 3 Então disse José a seus irmãos: "Eu sou José! Meu pai ainda está vivo?" Mas os seus irmãos ficaram tão pas­mados diante dele que não conseguiam responder-lhe. 4 "Cheguem mais perto", disse José a seus ir­mãos. Quando eles se aproximaram, disse-lhes: "Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês ven­deram ao Egito!5 Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês. 6 Já houve dois anos de fome na terra, e nos próximos cinco anos não haverá cultivo nem colheita. 7 Mas Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nes­ta terra e para salvar-lhes a vida com gran­de livra­mento. 8 "Assim, não foram vocês que me manda­ram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó, e me fez administra­dor de todo o palácio e governador de todo o Egito. 9 Vol­tem depressa a meu pai e digam-lhe: Assim diz o seu filho José: 'Deus me fez senhor de todo o Egito. Vem para cá, não te demores. 10 Tu viverás na região de Gósen e ficarás perto de mim - tu, os teus filhos, os teus netos, as tuas ovelhas, os teus bois e todos os teus bens. 11 Eu te sustentarei ali, porque ainda haverá cinco anos de fome. Do contrário, tu, a tua família e todos os teus rebanhos acabarão na miséria'. 12 "Vocês estão vendo com os seus próprios olhos, e meu irmão Benjamim também, que realmente sou eu que estou falando com vocês. 13 Con­tem a meu pai quanta honra me prestam no Egito e tudo o que vocês mesmos testemunharam. E tragam meu pai para cá de­pressa". 14 Então ele se lançou chorando sobre o seu irmão Benjamim e o abraçou, e Benjamim também o abraçou, chorando. 15 Em seguida, bei­jou todos os seus irmãos e chorou com eles. E só depois os seus irmãos conseguiram conversar com ele. 16 Quando se ouviu no palácio do faraó que os irmãos de José haviam chegado, o faraó e todos os seus conselheiros se alegraram. 17 Disse então o faraó a José: "Diga a seus irmãos que ponham as cargas nos seus animais, voltem para a terra de Canaã 18 e retornem para cá, trazendo seu pai e suas famílias. Eu lhes darei o melhor da terra do Egito e vocês poderão desfrutar a fartu­ra desta terra. 19 "Mande-os também levar carrua­gens do Egito para trazerem as suas mulheres, os seus filhos e seu pai. 20 Não se preocupem com os seus bens, pois o melhor de todo o Egito será de vocês". 21 Assim fizeram os filhos de Israel. José lhes providenciou carruagens, como o faraó tinha ordenado, e também mantimentos para a viagem. 22 A cada um deu uma muda de roupa nova, mas a Benjamim deu trezentas peças de prata e cinco mudas de roupa nova. 23 E a seu pai enviou dez jumentos carregados com o melhor do que havia no Egito e dez jumen­tas carregadas de trigo, pão e outras provisões para a viagem. 24 Depois despediu-se dos seus irmãos e, ao par­tirem, disse-lhes: "Não bri­guem pelo caminho!" 25 Assim partiram do Egito e voltaram a seu pai Jacó, na terra de Canaã, 26 e lhe deram a notícia: "José ainda está vivo! Na verdade ele é o gover­nador de todo o Egito". O coração de Jacó quase parou! Não podia acreditar neles. 27 Mas, quando lhe relataram tudo o que José lhes dissera, e, vendo Jacó, seu pai, as carruagens que José enviara para buscá-lo, seu espírito reviveu. 28 E Israel disse: "Basta! Meu filho José ainda está vivo. Irei vê-lo antes que eu morra".

Gênesis 27 Jacob recebe a bênção de Isaque 1 Tendo Isaque envelhecido, seus olhos ficaram tão fracos que ele já não podia enxergar. Certo dia chamou Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: "Meu filho!"
Continuar lendo

Gênesis 27 Jacob recebe a bênção de Isaque 1 Tendo Isaque envelhecido, seus olhos ficaram tão fracos que ele já não podia enxergar. Certo dia chamou Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: "Meu filho!" Ele respondeu: "Estou aqui". 2 Disse-lhe Isaque: "Já estou velho e não sei o dia da minha morte. 3 Pegue agora suas armas, o arco e a aljava, e vá ao campo caçar alguma coisa para mim. 4 Prepare-me aque­la co­mida saborosa que tanto aprecio e traga-me, para que eu a coma e o abençoe antes de mor­rer". 5 Ora, Rebeca estava ouvindo o que Isaque dizia a seu filho Esaú. Quando Esaú saiu ao campo para caçar, 6 Rebeca disse a seu filho Jacó: "Ouvi seu pai dizer a seu irmão Esaú: 7 'Traga-me alguma caça e prepare-me aquela comida saborosa, para que eu a coma e o aben­çoe na presença do Senhor antes de morrer'. 8 Agora, meu filho, ouça bem e faça o que lhe ordeno: 9 Vá ao rebanho e traga-me dois cabritos esco­lhi­dos, para que eu prepare uma comida saborosa para seu pai, como ele aprecia. 10 Leve-a então a seu pai, para que ele a coma e o aben­çoe antes de morrer". 11 Disse Jacó a Rebeca, sua mãe: "Mas o meu irmão Esaú é homem peludo, e eu tenho a pele lisa. 12 E se meu pai me apalpar? Vai parecer que estou tentando enganá-lo, fazendo-o de tolo e, em vez de bênção, trarei sobre mim maldição". 13 Disse-lhe sua mãe: "Caia sobre mim a maldição, meu filho. Faça apenas o que eu digo: Vá e traga-os para mim". 14 Então ele foi, apanhou-os e os trouxe à sua mãe, que preparou uma comida saborosa, como seu pai apreciava. 15 Rebeca pegou as me­lhores roupas de Esaú, seu filho mais velho, roupas que tinha em casa, e colocou-as em Jacó, seu filho mais novo. 16 Depois cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com as peles dos cabri­tos, 17 e por fim entregou a Jacó a refeição sabo­rosa e o pão que tinha feito. 18 Ele se dirigiu ao pai e disse: "Meu pai". Respondeu ele: "Sim, meu filho. Quem é você?" 19 Jacó disse a seu pai: "Sou Esaú, seu filho mais velho. Fiz como o senhor me disse. Agora, assente-se e coma do que cacei para que me aben­çoe". 20 Isaque perguntou ao filho: "Como en­controu a caça tão depressa, meu filho?" Ele respondeu: "O Senhor, o seu Deus, a colocou no meu caminho". 21 Então Isaque disse a Jacó: "Chegue mais perto, meu filho, para que eu possa apalpá-lo e saber se você é realmente meu filho E­saú". 22 Jacó aproximou-se do seu pai, Isaque, que o apalpou e disse: "A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú". 23 Não o reconheceu, pois seus braços estavam peludos como os de Esaú, seu irmão; e o abençoou. 24 Isaque perguntou-lhe outra vez: "Você é mesmo meu filho Esaú?" E ele respondeu: "Sou". 25 Então lhe disse: "Meu filho, traga-me da sua caça para que eu coma e o abençoe". Jacó a trouxe, e seu pai comeu; também trou­xe vinho, e ele bebeu. 26 Então Isaque, seu pai, lhe dis­se: "Venha cá, meu filho, dê-me um bei­jo". 27 Ele se aproximou e o beijou. Quando sentiu o cheiro de suas roupas, Isaque o abençoou, dizendo: "Ah, o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo que o Senhor abençoou. 28 Que Deus lhe conceda do céu o orvalho e da terra a riqueza, com muito cereal e muito vinho. 29 Que as nações o sirvam e os povos se curvem diante de você. Seja senhor dos seus irmãos, e curvem-se diante de você os filhos de sua mãe. Malditos sejam os que o amaldiçoarem e benditos sejam os que o ­abençoarem". 30 Quando Isaque acabou de abençoar Jacó, mal tendo ele saído da presença do pai, seu ir­mão, Esaú, chegou da caçada. 31 Ele também preparou uma comida saborosa e a trou­xe a seu pai. E lhe disse: "Meu pai, levante-se e coma da mi­nha caça, para que o senhor me dê sua bênção". 32 Perguntou-lhe seu pai, Isaque: "Quem é você?" Ele respondeu: "Sou Esaú, seu filho mais velho". 33 Profundamente abalado, Isaque começou a tremer muito e disse: "Quem então apanhou a caça e a trou­xe para mim? Acabei de comê-la antes de você entrar e a ele abençoei; e abençoa­do ele será!" 34 Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: "Aben­çoe também a mim, meu pai!" 35 Mas ele respondeu: "Seu irmão chegou astutamente e recebeu a bênção que pertencia a você". 36 E disse Esaú: "Não é com razão que o seu nome é Jacó? Já é a segunda vez que ele me en­gana! Primeiro tomou o meu direito de filho mais velho, e agora recebeu a minha bênção!" Então perguntou ao pai: "O senhor não reservou nenhuma bênção para mim?" 37 Isaque respondeu a Esaú: "Eu o cons­tituí senhor sobre você, e a todos os seus parentes tornei servos dele; a ele supri de cereal e de vi­nho. Que é que eu poderia fazer por você, meu filho?" 38 Esaú pediu ao pai: "Meu pai, o senhor tem apenas uma bênção? Abençoe-me também, meu pai!" Então chorou Esaú em alta voz. 39 Isaque, seu pai, respondeu-lhe: "Sua habitação será longe das terras férteis, distante do orvalho que desce do alto céu. 40 Você viverá por sua espada e servirá a seu irmão. Mas, quando você não suportar mais, arrancará do pescoço o jugo". Jacob foge para Labão 41 Esaú guardou rancor contra Jacó por causa da bênção que seu pai lhe dera. E disse a si mesmo: "Os dias de luto pela morte de meu pai estão próximos; então matarei meu irmão Jacó". 42 Quando contaram a Rebeca o que seu filho Esaú dissera, ela mandou chamar Jacó, seu filho mais novo, e lhe disse: "Esaú está se con­solando com a ideia de matá-lo. 43 Ouça, pois, o que lhe digo, meu filho: Fuja imediatamente para a casa de meu irmão Labão, em Harã. 44 Fique com ele algum tempo, até que passe o furor de seu irmão. 45 Quando seu irmão não esti­ver mais irado contra você e esquecer o que você lhe fez, mandarei buscá-lo. Por que perderia eu vocês dois num só dia?" 46 Então Rebeca disse a Isaque: "Estou desgostosa da vida, por causa destas mulheres hititas. Se Jacó escolher esposa entre as mulhe­res desta terra, entre mulhe­res hititas como es­tas, perderei a razão de viver".

Gênesis 2 1 Assim foram concluídos os céus e a terra, e ­tudo o que neles há. 2 No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou.
Continuar lendo

Gênesis 2 1 Assim foram concluídos os céus e a terra, e ­tudo o que neles há. 2 No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. 3 A­bençoou Deus o sétimo dia e o santificou, por­que nele descansou de toda a obra que realizara na criação. Adão e Eva 4 Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados: Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus, 5 ainda não tinha brotado nenhum arbusto no campo, e nenhuma plan­ta havia germinado, porque o ­Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e tam­bém não havia ho­mem para cultivar o solo. 6 Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo. 7 Então o Senhor Deus for­mou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. 8 Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste, e ali co­locou o homem que formara. 9 Então o Senhor Deus fez nascer do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10 No Éden nascia um rio que irrigava o jardim, e depois se dividia em quatro. 11 O nome do primeiro é Pisom. Ele percorre toda a terra de Havilá, onde existe ouro. 12 O ouro daquela terra é excelente; lá também existem o bdélio e a pedra de ônix. 13 O segundo, que percorre toda a terra de Cuxe, é o Giom. 14 O terceiro, que corre pelo lado leste da Assíria, é o Tigre. E o quar­to rio é o Eufrates. 15 O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livre­mente de qual­quer árvore do jardim, 17 mas não coma da árvore do conheci­mento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certa­mente você morrerá". 18 Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele al­guém que o auxilie e lhe corresponda". 19 De­pois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome. 20 As­sim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse. 21 Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. 22 Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele. 23 Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada". 24 Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. 25 O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.

Gênesis 17 A aliança da circuncisão 1 Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade ­e seja íntegro.
Continuar lendo

Gênesis 17 A aliança da circuncisão 1 Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade ­e seja íntegro. 2 Esta­belecerei a minha aliança entre mim e você e multiplicarei muitíssimo a sua descendência". 3 Abrão prostrou-se com o rosto em terra, e Deus lhe disse: 4 "De minha parte, esta é a minha alian­ça com você. Você será o pai de muitas nações.5 Não será mais cha­mado Abrão; seu nome será Abraão, porque eu o constituí pai de muitas nações. 6 Eu o tornarei extremamente prolífero; de você farei nações e de você procederão reis. 7 Estabelecerei a minha aliança como aliança eter­na entre mim e você e os seus futuros descendentes­, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descenden­tes. 8 Toda a terra de Canaã, onde agora você é estrangeiro, darei como proprieda­de perpétua a você e a seus descen­dentes; e serei o Deus deles. 9 "De sua parte", disse Deus a Abraão, "guarde a minha ali­ança, tanto você como os seus futuros descendentes. 10 Es­ta é a minha alian­ça com você e com os seus descendentes, aliança que terá que ser guardada: Todos os do sexo masculino entre vocês serão circun­cidados na carne. 11 T­erão que fazer essa marca, que será o sinal da aliança entre mim e vocês. 12 Da sua geração em diante, todo menino de oito dias de idade entre vocês terá que ser circuncidado, tanto os nasci­dos em sua casa quanto os que forem comprados de estrangeiros e que não forem descen­dentes de vocês. 13 Sejam nascidos em sua casa, sejam com­prados, terão que ser circuncidados. Minha alian­ça, marcada no corpo de vocês, será uma aliança perpétua. 14 Qualquer do sexo masculino que for incircunciso, que não tiver sido circuncidado, será eliminado do meio do seu povo; quebrou a minha aliança". 15 Disse também Deus a Abraão: "De agora em diante sua mulher já não se chamará Sarai; seu nome será Sara. 16 Eu a abençoarei e tam­bém por meio dela darei a você um filho. Sim, eu a abençoarei e dela procederão na­ções e reis de povos". 17 Abraão prostrou-se com o rosto em terra; riu-se e disse a si mes­mo: "Poderá um homem de cem anos de idade gerar um filho? Poderá Sara dar à luz aos noventa anos?" 18 E Abraão disse a Deus: "Permite que Ismael ­seja o meu her­dei­ro!" 19 Então Deus respondeu: "Na verdade Sara, sua mulher, lhe dará um filho, e você lhe chamará Isaque. Com ele estabelecerei a minha aliança, que será aliança eterna para os seus fu­turos descendentes. 20 E, no caso de Ismael, leva­rei em conta o seu pedido. Também o abençoa­rei; eu o farei prolífero e multiplicarei muito a sua descendên­cia. Ele será pai de doze príncipes e dele farei um grande povo. 21 Mas a minha ali­ança, eu a estabelecerei com Isaque, filho que Sara dará a você no ano que vem, por esta época". 22 Quan­do terminou de falar com Abraão, Deus subiu e retirou-se da presença dele. 23 Naquele mesmo dia, Abraão tomou seu filho Ismael, todos os nascidos em sua casa e os que foram comprados, todos os do sexo mascu­lino de sua casa, e os circunci­dou, como Deus lhe ordenara. 24 Abraão tinha noventa e nove anos quando foi circuncidado, 25 e seu filho Ismael tinha treze; 26 Abraão e seu filho Ismael foram circuncidados naquele mesmo dia. 27 E com Abraão foram circunci­dados todos os de sua casa, tanto os nascidos em casa como os com­prados de estrangeiros.

Gênesis 11 A torre de Babel 1 No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar.
Continuar lendo

Gênesis 11 A torre de Babel 1 No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. 2 Saindo os homens do Oriente, encontra­ram uma pla­nície em Sine­ar e ali se fixaram. 3 Disseram uns aos outros: "Vamos fazer tijolos e queimá-los bem". Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. 4 Depois disseram: "Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso ­e não seremos espalhados pela face da terra". 5 O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6 E disse o Senhor: "Eles são um só povo e falam uma só língua, e come­çaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer­. 7 Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros". 8 Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. 9 Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mun­do. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra. Desde Sem a Abrão 10 Este é o registro da descendência de Sem: Dois anos depois do Dilúvio, aos 100 anos de idade, Sem gerou Arfaxade. 11 E depois de ter gerado Arfaxade, Sem viveu 500 anos e ge­rou outros filhos e filhas. 12 Aos 35 anos, Arfaxade gerou Salá. 13 De­pois que gerou Salá, Arfaxade viveu 403 anos e gerou outros filhos e filhas. 14 Aos 30 anos, Salá gerou Héber. 15 Depois que gerou Héber, Salá viveu 403 anos e gerou outros filhos e filhas. 16 Aos 34 anos, Héber gerou Pelegue. 17 De­pois que gerou Pele­gue, Héber viveu 430 anos e gerou outros filhos e filhas. 18 Aos 30 anos, Pelegue gerou Reú. 19 De­pois que gerou Reú, Pelegue viveu 209 anos e gerou outros filhos e filhas. 20 Aos 32 anos, Reú gerou Serugue. 21 De­pois que gerou Seru­gue, Reú viveu 207 anos e gerou outros filhos e filhas. 22 Aos 30 anos, Serugue gerou Naor. 23 De­pois que gerou Naor, Serugue viveu 200 anos e gerou outros filhos e filhas. 24 Aos 29 anos, Naor gerou Terá. 25 Depois que gerou Terá, Naor viveu 119 anos e gerou outros filhos e filhas. 26 Aos 70 anos, Terá havia gerado Abrão, Naor e Harã. 27 Esta é a história da família de Terá: Terá gerou Abrão, Naor e Harã. E Harã gerou Ló. 28 Harã morreu em Ur dos caldeus, sua terra natal, quando ainda vivia Terá, seu pai. 29 Tan­to Abrão como Naor casaram-se. O nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mu­lher de Naor era Milca; esta era filha de Harã, pai de Milca e de Iscá. 30 Ora, Sarai era estéril; não tinha filhos. 31 Terá tomou seu filho Abrão, seu neto Ló, filho de Harã, e sua nora Sarai, mulher de seu filho Abrão, e juntos partiram de Ur dos caldeus para Canaã. Mas, ao chegarem a Harã, estabeleceram-se ali. 32 Terá viveu 205 anos e morreu em Harã.

Gênesis 33 Jacob encontra-se com Esaú 1 Quando Jacó olhou e viu que Esaú estava se aproximando com quatrocen­tos ho­mens, dividiu as crianças entre Lia, Raquel e as duas servas.
Continuar lendo

Gênesis 33 Jacob encontra-se com Esaú 1 Quando Jacó olhou e viu que Esaú estava se aproximando com quatrocen­tos ho­mens, dividiu as crianças entre Lia, Raquel e as duas servas. 2 Colocou as servas e os seus filhos à frente; Lia e seus filhos, de­pois; e Raquel com José, por último. 3 Ele mesmo pas­sou à frente e, ao aproxi­mar-se do seu irmão, curvou-se até o chão sete vezes. 4 Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram.5 Então Esaú ergueu o olhar e viu as mulheres e as crianças. E perguntou: "Quem são estes?" Jacó respondeu: "São os filhos que Deus concedeu ao teu servo". 6 Então as servas e os seus filhos se aproxi­maram e se curvaram. 7 Depois, Lia e os seus filhos vieram e se curvaram. Por último, chega­ram José e Raquel, e também se curvaram. 8 Esaú perguntou: "O que você pretende com todos os reba­nhos que encon­trei pelo cami­nho?" "Ser bem recebido por ti, meu senhor", respondeu Jacó. 9 Disse, porém, Esaú: "Eu já tenho muito, meu irmão. Guarde para você o que é seu". 10 Mas Jacó insistiu: "Não! Se te agradaste de mim, aceita este presente de minha parte, porque ver a tua face é como contemplar a face de Deus; além disso, tu me recebeste tão bem! 11 Aceita, pois, o presente que te foi trazido, pois Deus tem sido favorável para comigo, e eu já tenho tudo o que necessito". Jacó tanto insistiu que Esaú acabou aceitando. 12 Então disse Esaú: "Vamos seguir em frente. Eu o acompanharei". 13 Jacó, porém, lhe disse: "Meu senhor sabe que as crian­ças são frágeis e que estão sob os meus cuidados ovelhas e vacas que ama­men­tam suas crias. Se forçá-las demais na caminhada, um só dia que seja, todo o rebanho morrerá. 14 Por isso, meu senhor, vai à frente do teu servo, e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças, até que eu chegue ao meu senhor em Seir". 15 Esaú sugeriu: "Permita-me, então, deixar alguns homens com você". Jacó perguntou: "Mas para quê, meu se­nhor? Ter sido bem recebido já me foi sufi­cien­te!" 16 Naquele dia, Esaú voltou para Seir. 17 Ja­có, todavia, foi para Sucote, onde construiu uma casa para si e abrigos para o seu gado. Foi por isso que o lugar recebeu o nome de Sucote. 18 Tendo voltado de Padã-Arã, Jacó che­gou a sal­vo à cidade de Si­quém, em Canaã, e acampou próximo da cidade. 19 Por cem peças de prata comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, a parte do campo onde tinha armado acampamento. 20 Ali edificou um altar e lhe cha­mou El Elohe Israel.

Gênesis 22 Abraão é provado 1 Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: "Abraão!"
Continuar lendo

Gênesis 22 Abraão é provado 1 Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: "Abraão!" Ele respondeu: "Eis-me aqui". 2 Então disse Deus: "Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei". 3 Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque, seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. 4 No terceiro dia de viagem, Abraão olhou e viu o lugar ao longe.5 Dis­se ele a seus servos: "Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorar, voltare­mos". 6 Abraão pegou a lenha para o holocausto e a colocou nos ombros de seu filho Isaque, e ele mesmo levou as brasas para o fogo, e a faca. E, caminhando os dois juntos, 7 Isaque disse a seu pai, Abraão: "Meu pai!" "Sim, meu filho", respondeu Abraão. Isaque perguntou: "As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holo­causto?" 8 Respondeu Abraão: "Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho". E os dois continuaram a caminhar juntos. 9 Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão construiu um altar e so­bre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isa­que e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. 10 Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho. 11 Mas o Anjo do Senhor o chamou do céu: "Abraão! Abraão!" "Eis-me aqui", respondeu ele. 12 "Não toque no rapaz", disse o Anjo. "Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho." 13 Abraão ergueu os olhos e viu um carnei­ro preso pelos chifres num arbusto. Foi lá pegá-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu filho. 14 Abraão deu àquele lugar o nome de "O ­Senhor Proverá". Por isso até hoje se diz: "No monte do Senhor se proverá". 15 Pela segunda vez o Anjo do Senhor chamou do céu a Abraão 16 e disse: "Juro por mim mesmo", declara o Senhor, "que, por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho, 17 esteja certo de que o aben­çoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos 18 e, por meio dela, todos os povos da terra serão abençoados, por­que você me obedeceu". 19 Então voltou Abraão a seus servos, e juntos partiram para Berseba, onde passou a viver.­ Os filhos de Naor 20 Passado algum tempo, disseram a Abraão que Milca dera filhos a seu irmão Naor: 21 Uz, o mais velho, Buz, seu irmão, Quemuel, pai de Arã, 22 Quésede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel, 23 pai de Rebeca. Estes foram os oito filhos que Milca deu a Naor, irmão de Abraão. 24 E sua concubina, chamada Reumá, teve os seguintes filhos: Tebá, Gaã, Taás e Maaca.

Gênesis 28 1 Então Isaque chamou Jacó, deu-lhe sua bên­ção e lhe ordenou: "Não se case com mulher cananeia. 2 Vá a Padã-Arã, à casa de Be­tuel, seu avô materno, e case-se com uma das filhas de Labão, irmão de sua mãe.
Continuar lendo

Gênesis 28 1 Então Isaque chamou Jacó, deu-lhe sua bên­ção e lhe ordenou: "Não se case com mulher cananeia. 2 Vá a Padã-Arã, à casa de Be­tuel, seu avô materno, e case-se com uma das filhas de Labão, irmão de sua mãe. 3 Que o Deus todo-poderoso o abençoe, faça-o prolífero e multiplique os seus descen­dentes, para que você se torne uma co­munidade de povos. 4 Que ele dê a você e a seus descendentes a bênção de Abraão, para que você tome posse da terra na qual vive como estrangeiro, a terra dada por Deus a Abraão". 5 Então Isaque despediu Jacó e este foi a Padã-Arã, a Labão, filho do arameu Betuel, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú. 6 Esaú viu que Isaque havia abençoado a Jacó e o havia mandado a Padã-Arã para esco­lher ali uma mulher e que, ao abençoá-lo, dera-lhe a ordem de não se casar com mulher cananeia. 7 Também soube que Jacó obede­cera a seu pai e a sua mãe e fora para Padã-Arã. 8 Percebendo então Esaú que seu pai Isaque não aprovava as mulhe­res cananeias, 9 foi à casa de Ismael e to­mou a Maala­te, irmã de Nebaiote, filha de Ismael, filho de Abraão, além das outras mulheres que já tinha. O sonho de Jacob em Betel 10 Jacó partiu de Berseba e foi para Harã. 11 Chegando a determinado lugar, parou para pernoitar, porque o sol já se havia posto. To­mando uma das pedras dali, usou-a como traves­seiro ­e deitou-se. 12 E teve um sonho no qual viu uma escada apoiada na terra; o seu topo alcan­çava os céus, e os anjos de Deus subiam e des­ciam por ela. 13 Ao lado dele estava o Senhor, que lhe disse: "Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. 14 Seus descendentes serão como o pó da terra, e se espalharão para o Oeste e para o Leste, para o Norte e para o Sul. Todos os po­vos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descen­dência. 15 Estou com você e cui­darei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi". 16 Quando Jacó acordou do sono, disse: "Sem dúvida o ­Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!" 17 Teve medo e disse: "Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus". 18 Na manhã seguinte, Jacó pegou a pedra que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo. 19 E deu o nome de Betel àque­le lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz. 20 Então Jacó fez um voto, dizendo: "Se Deus estiver comigo, cuidar de mim nesta via­gem que estou fazendo, prover-me de comida e roupa, 21 e levar-me de volta em segurança à casa de meu pai, então o ­Senhor será o meu Deus. 22 E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo".

Gênesis 29 Jacob chega a Padan-Arã 1 Então Jacó seguiu viagem e chegou à Mesopotâmia.
Continuar lendo

Gênesis 29 Jacob chega a Padan-Arã 1 Então Jacó seguiu viagem e chegou à Mesopotâmia. 2 Certo dia, olhando ao redor, viu um poço no campo e três rebanhos de ovelhas deitadas por perto, pois os reba­nhos bebiam daquele poço, que era tapado por uma grande pedra. 3 Por isso, quando todos os rebanhos se reu­niam ali, os pas­tores rolavam a pedra da boca do poço e davam água às ovelhas. Depois reco­locavam a pedra em seu lugar, sobre o poço. 4 Jacó perguntou aos pastores: "Meus ami­gos, de onde são vocês?" "Somos de Harã", responderam.5 "Vocês conhecem Labão, neto de Naor?", perguntou-lhes Jacó. Eles responderam: "Sim, nós o conhece­mos". 6 Então Jacó perguntou: "Ele vai bem?" "Sim, vai bem", disseram eles, "e ali vem sua filha Raquel com as ovelhas." 7 Disse ele: "Olhem, o sol ainda vai alto e não é hora de recolher os rebanhos. Deem de beber às ovelhas e levem-nas de volta ao pasto". 8 Mas eles responderam: "Não podemos, enquanto os rebanhos não se agruparem e a pe­dra não for removida da boca do poço. Só então daremos de beber às ovelhas". 9 Ele ainda estava conversando, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai, pois ela era pastora. 10 Quando Jacó viu Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, aproximou-se, removeu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas de seu tio Labão. 11 Depois Jacó beijou Raquel e começou a chorar bem alto. 12 Então contou a Raquel que era pa­rente do pai dela e filho de Rebeca. E ela foi correndo contar tudo a seu pai. 13 Logo que Labão ouviu as notícias acerca de Jacó, seu sobrinho, correu ao seu encontro, abraçou-o e o beijou. Depois, levou-o para casa, e Jacó contou-lhe tudo o que havia ocorrido. 14 En­tão La­bão lhe disse: "Você é sangue do meu sangue". Já fazia um mês que Jacó estava na casa de Labão, 15 quando este lhe disse: "Só por ser meu parente você vai trabalhar de graça? Diga-me qual deve ser o seu salário". Jacob casa com Leia e Raquel 16 Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da mais nova, Raquel. 17 Lia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita e atraente. 18 Como Jacó gostava muito de Ra­quel, disse: "Tra­balharei sete anos em troca de Raquel, sua filha mais nova". 19 Labão respondeu: "Será melhor dá-la a você do que a algum outro homem. Fique aqui comigo". 20 Então Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a ama­va. 21 Então disse Jacó a Labão: "Entregue-me a minha mulher. Cumpri o prazo previsto e que­ro deitar-me com ela". 22 Então Labão reuniu todo o povo daquele lugar e deu uma festa. 23 Mas, quando a noite chegou, deu sua filha Lia a Jacó, e Jacó deitou-se com ela. 24 Labão também entregou sua serva Zilpa à sua filha, para que ficasse a serviço dela. 25 Quando chegou a manhã, lá estava Lia. Então Jacó disse a Labão: "Que foi que você me fez? Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?" 26 Labão respondeu: "Aqui não é costume entre­gar em casa­mento a filha mais nova antes da mais velha. 27 Deixe passar esta semana de núpcias e daremos a você também a mais nova, em troca de mais sete anos de traba­lho". 28 Jacó concordou. Passou aquela semana de núpcias com Lia, e Labão lhe deu sua filha Raquel por mulher. 29 Labão deu a Raquel sua serva Bila, para que ficasse a serviço dela. 30 Ja­có deitou-se também com Raquel, que era a sua preferida. E trabalhou para Labão outros sete anos. Os filhos de Jacob 31 Quando o Senhor viu que Lia era des­prezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém, era estéril. 32 Lia engra­vidou, deu à luz um filho e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: "O Senhor viu a minha in­felicid­ade. Ago­ra, certamen­te o meu marido me amará". 33 Lia engravidou de novo e, quando deu à luz outro filho, disse: "Porque o Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me também este". Pelo que o chamou Si­meão. 34 De novo engravidou e, quando deu à luz mais um filho, disse: "Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos". Por isso deu-lhe o nome de Levi. 35 Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: "Desta vez louvarei o Senhor". Assim deu-lhe o nome de Judá. Então parou de ter filhos.

Gênesis 32 Jacob prepara-se para se encontrar com Esaú 1 Jacó também seguiu o seu caminho, e anjos de Deus vieram ao encon­tro dele.
Continuar lendo

Gênesis 32 Jacob prepara-se para se encontrar com Esaú 1 Jacó também seguiu o seu caminho, e anjos de Deus vieram ao encon­tro dele. 2 Quan­do Jacó os avis­tou, disse: "Este é o exército ­de Deus!" Por isso deu àquele lugar o nome de Maanaim. 3 Jacó mandou mensageiros adiante dele a seu irmão Esaú, na região de Seir, território de Edom. 4 E lhes ordenou: "Vocês dirão o seguinte ao meu senhor Esaú: Assim diz teu servo Jacó: Morei na casa de Labão e com ele permaneci até agora­. 5 Tenho bois e jumentos, ovelhas e cabras, servos e servas. Envio agora esta mensagem ao meu senhor, para que me recebas bem". 6 Quando os mensageiros voltaram a Jacó, disseram-lhe: "Fomos até seu irmão Esaú, e ele está vindo ao seu encontro, com quatro­centos homens". 7 Jacó encheu-se de medo e foi tomado de angústia. Então dividiu em dois grupos todos os que estavam com ele, bem como as ovelhas, as cabras, os bois e os camelos, 8 pois assim pen­sou: "Se Esaú vier e atacar um dos grupos, o outro poderá es­capar". 9 Então Jacó orou: "Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: 'Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar'; 10 não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas. 11 Livra-me, rogo-te, das mãos de meu irmão Esaú, porque tenho medo que ele venha nos atacar, tanto a mim como às mães e às crianças. 12 Pois tu prometeste: 'Esteja certo de que eu o farei prosperar e farei os seus des­cendentes tão numerosos como a areia do mar, que não se pode contar' ". 13 Depois de passar ali a noite, escolheu entre os seus rebanhos um presente para o seu irmão Esaú: 14 duzen­tas cabras e vinte bodes, du­zentas ovelhas e vinte carneiros, 15 trinta fêmeas de camelo com seus filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos. 16 Designou cada rebanho sob o cuidado de um servo e disse-lhes: "Vão à minha fren­te e man­tenham certa distância entre um rebanho e outro". 17 Ao que ia à frente deu a seguinte instru­ção: "Qua­ndo meu irmão Esaú encontrar-se com você e lhe perguntar: 'A quem você pertence, para onde vai e de quem é todo este rebanho à sua frente?', 18 você responderá: É do teu servo Jacó. É um presente para o meu senhor Esaú; e ele mesmo está vindo atrás de nós". 19 Também instruiu o segundo, o terceiro e todos os outros que acompanhavam os reba­nhos: "Digam também a mesma coisa a Esaú quando o encontra­rem. 20 E acrescentem: Teu servo Jacó está vindo atrás de nós". Porque pen­sava: "Eu o apaziguarei com esses presentes que estou enviando antes de mim; mais tarde, quan­do eu o vir, talvez me receba". 21 Assim os pre­sentes de Jacó seguiram à sua frente; ele, porém, passou a noite no acampa­mento. Jacob luta com Deus 22 Naquela noite, Jacó levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus on­ze filhos para atravessar o lugar de passagem do Jaboque. 23 De­pois de havê-los feito atravessar o ribeiro, fez passar também tudo o que possuía. 24 E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhe­cer. 25 Quan­do o homem viu que não poderia dominar Jacó, tocou-lhe na articulação da coxa, de forma que a deslocou enquanto luta­vam. 26 Então o homem disse: "Deixe-me ir, pois o dia já despon­ta". Mas Jacó lhe respondeu: "Não te deixarei ir, a não ser que me aben­çoes". 27 O homem lhe perguntou: "Qual é o seu nome?" "Jacó", respondeu ele. 28 Então disse o homem: "Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu". 29 Prosseguiu Jacó: "Peço-te que digas o teu nome". Mas ele respondeu: "Por que pergunta o meu nome?" E o abençoou ali. 30 Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada". 31 Ao nascer do sol, atravessou Peniel, man­cando por causa da coxa. 32 Por isso, até o dia de hoje, os israelitas não comem o músculo ligado à articulação do quadril, porque nesse músculo Jacó foi ferido.