Pular para o conteúdo

Frases de Bíblia

595 frases

Gênesis 47 1 José foi dar as notícias ao faraó: "Meu pai e meus irmãos chegaram de Canaã com suas ovelhas, seus bois e tudo o que lhes pertence, e estão agora em Gósen". 2 Depois escolheu cinco de seus irmãos e os apresentou ao faraó.
Continuar lendo

Gênesis 47 1 José foi dar as notícias ao faraó: "Meu pai e meus irmãos chegaram de Canaã com suas ovelhas, seus bois e tudo o que lhes pertence, e estão agora em Gósen". 2 Depois escolheu cinco de seus irmãos e os apresentou ao faraó. 3 Perguntou-lhes o faraó: "Em que vocês trabalham?" Eles lhe responderam: "Teus servos são pastores, como os nossos antepassados". 4 Disseram-lhe ainda: "Vie­mos morar aqui por uns tempos, porque a fome é rigorosa em Ca­naã, e os rebanhos de teus servos não têm pasta­gem. Agora, por favor, permite que teus servos se estabeleçam em Gósen". 5 Então o faraó disse a José: "Seu pai e seus irmãos vieram a você, 6 e a terra do Egito está a sua disposição; faça com que seu pai e seus irmãos habitem na melhor parte da terra. Deixe-os morar em Gósen. E, se você vê que alguns deles são competentes, ponha-os como responsáveis por meu reba­nho". 7 Então José levou seu pai Jacó ao faraó e o apresentou a ele. Depois Jacó abençoou o faraó, 8 e este lhe perguntou: "Quantos anos o senhor tem?" 9 Jacó respondeu ao faraó: "São cento e trinta os anos da minha peregrina­ção. Foram poucos e difíceis e não chegam aos anos da pe­regrinação dos meus antepassados". 10 Então, Jacó abençoou o faraó e retirou-se. 11 José instalou seu pai e seus irmãos e deu-lhes propriedade na melhor parte das terras do Egito, na região de Ramessés, conforme a or­dem do faraó. 12 Providenciou também sustento para seu pai, para seus irmãos e para toda a sua família, de acordo com o número de filhos de cada um. José e a fome 13 Não havia mantimento em toda a região, pois a fome era rigorosa; tanto o Egito como Canaã desfaleciam por causa da fome. 14 José recolheu toda a prata que circulava no Egito e em Canaã, dada como pagamento do trigo que o povo comprava, e levou-a ao palácio do faraó. 15 Quan­do toda a prata do Egito e de Canaã se esgotou, todos os egípcios foram suplicar a José­: "Dá-nos comida! Não nos deixes morrer só porque a nossa ­prata acabou". 16 E José lhes disse: "Tragam então os seus rebanhos, e em troca lhes darei trigo, uma vez que a prata de vocês acabou". 17 E trouxeram a José os rebanhos, e ele deu-lhes trigo ­em troca de cavalos, ovelhas, bois e jumentos. Durante aquele ano inteiro ele os sustentou em troca de todos os seus rebanhos. 18 O ano passou, e no ano seguinte volta­ram a José, dizendo: "Não temos como esconder de ti, meu senhor, que uma vez que a nossa pra­ta acabou e os nossos reba­nhos lhe pertencem, nada mais nos resta para oferecer, a não ser os nossos próprios corpos e as nossas terras. 19 Não deixes que morramos­ e que as nossas terras pe­reçam diante dos teus olhos! Compra-nos, e compra as nossas terras, em troca de ­trigo, e nós, com as nossas terras, se­remos escravos do faraó. Dá-nos sementes para que sobrevivamos e não morramos de fome, a fim de que a terra não fique desola­da". 20 Assim, José comprou todas as terras do Egito para o faraó. Todos os egípcios tiveram que vender os seus campos, pois a fome os obri­gou a isso. A terra tornou-se propriedade do faraó. 21 Quanto ao povo, José o reduziu à servi­dão, de uma à outra extremidade do Egito. 22 Somen­te as terras dos sacerdotes não foram compradas, porque, por lei, esses recebiam sustento regular do faraó, e disso viviam. Por isso não tiveram que vender as suas terras. 23 Então José disse ao povo: "Ouçam! Hoje comprei vocês e suas terras para o faraó; aqui estão as sementes para que cultivem a terra. 24 Mas vocês darão a quinta parte das suas colheitas ao faraó. Os outros quatro quintos ficarão para vocês como sementes para os cam­pos e como alimento para vocês, seus filhos e os que vivem em suas casas". 25 Eles disseram: "Meu senhor, tu nos sal­vaste a vida. Visto que ­nos favoreceste, seremos escravos do faraó". 26 Assim, quanto à terra, José estabeleceu o seguinte decreto no Egito, que permanece até hoje: um quinto da produção pertence ao faraó. So­mente as terras dos sacerdo­tes não se torna­ram propriedade do faraó. 27 Os israelitas se estabeleceram no Egito, na região de Gósen. Lá adqui­riram proprieda­des, foram prolíferos e multiplicaram-se muito. 28 Jacó viveu dezessete anos no Egito, e os anos da sua vida chegaram a cento e quarenta e sete. 29 Aproximando-se a hora da sua morte, Israel chamou seu filho José e lhe disse: "Se quer agradar-me, ponha a mão debaixo da minha coxa e prometa que será bondoso e fiel comigo: Não me sepulte no Egito. 30 Quando eu descan­sar com meus pais, leve-me daqui do Egito e sepulte-me junto a eles". José respondeu: "Farei como o senhor me pede". 31 Mas Jacó insistiu: "Jure-me". E José lhe ju­rou, e Israel curvou-se apoia­do em seu bor­dão.

Gênesis 19 Sodoma e Gomorra destruídas 1 Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e Ló estava sentado à porta da cidade. Quando os avistou, levantou-se e foi recebê-los. Prostrou-se com o rosto em terra
Continuar lendo

Gênesis 19 Sodoma e Gomorra destruídas 1 Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e Ló estava sentado à porta da cidade. Quando os avistou, levantou-se e foi recebê-los. Prostrou-se com o rosto em terra 2 e disse: "Meus senho­res, por favor, acompanhem-me à casa do seu servo. Lá poderão lavar os pés, passar a noite e, pela manhã, seguir caminho". "Não, passaremos a noite na praça", res­ponderam. 3 Mas ele insistiu tanto com eles que, final­mente, o acompanharam e entraram em sua ca­sa. Ló mandou preparar-lhes uma refeição e assar pão sem fermento, e eles comeram. 4 Ainda não tinham ido deitar-se, quando todos os homens de toda parte da cidade de Sodoma, dos mais jovens aos mais velhos, cer­caram a casa.5 Cha­maram Ló e lhe disseram: "Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos rela­ções com eles". 6 Ló saiu da casa, fechou a porta atrás de si 7 e lhes disse: "Não, meus ­amigos! Não façam essa perversidade! 8 Olhem, tenho duas filhas que ainda são virgens. Vou trazê-las para que vocês façam com elas o que bem entenderem. Mas não façam nada a estes homens, porque se acham debaixo da proteção do meu teto". 9 "Saia da frente!", gritaram. E disseram: "Este homem chegou aqui como estrangeiro, e agora quer ser o juiz! Faremos a você pior do que a eles". Então empurraram Ló com violên­cia e ­avançaram para arrombar a porta. 10 Nisso, os dois visitantes agarraram Ló, puxaram-no para dentro e fecharam a porta. 11 De­pois feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa, dos mais jovens aos mais velhos, de manei­ra que não conse­guiam encontrar a porta. 12 Os dois homens perguntaram a Ló: "Vo­cê tem mais alguém na cidade - genros, filhos ou filhas, ou qualquer outro parente? Tire-os daqui, 13 porque estamos para destruir este lugar. As acusações feitas ao Senhor contra este povo são tantas ­que ele nos enviou para destruir a ci­dade". 14 Então Ló foi falar com seus genros, os quais iam casar-se com suas filhas, e lhes disse: "Saiam imediatamente deste lugar, porque o Senhor está para destruir a cidade!" Mas pensaram que ele estava brincando. 15 Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: "Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mor­tos quando a cidade for casti­gada". 16 Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o Senhor teve misericór­dia deles. 17 Assim que os tiraram da cidade, um deles disse a Ló: "Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum da planície! Fuja para as montanhas, ou você será mor­to!" 18 Ló, porém, lhes disse: "Não, meu se­nhor! 19 Seu servo foi favorecido por sua benevo­lência, pois o senhor foi bondoso comigo, poupan­do-me a vida. Não posso fugir para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei. 20 Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá. Deixe-me ir para lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo". 21 "Está bem", respondeu ele. "Também lhe aten­derei esse pedido; não destruirei a cidade da qual você fala. 22 Fuja depressa, porque nada poderei fazer enquanto você não chegar lá". Por isso a cidade foi chamada Zoar. 23 Quando Ló chegou a Zoar, o sol já havia nascido sobre a terra. 24 Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e en­xofre sobre Sodoma e Gomorra. 25 Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação. 26 Mas a mulher de Ló olhou para trás e se trans­formou numa coluna de sal. 27 Na manhã seguinte, Abraão se levantou e voltou ao lugar onde tinha estado diante do Senhor. 28 E olhou para Sodoma e Go­morra, para toda a planície, e viu uma densa fumaça subindo da terra, como fumaça de uma fornalha. 29 Quando Deus arrasou as cidades da pla­nície, lembrou-se de Abraão e tirou Ló do meio da catástrofe que destruiu as cidades onde Ló vivia. Lot e as suas filhas 30 Ló partiu de Zoar com suas duas filhas e passou a viver nas montanhas, porque tinha me­do de permanecer em Zoar. Ele e suas duas fi­lhas ficaram morando numa caverna. 31 Um dia, a filha mais velha disse à mais jovem: "Nosso pai já está velho, e não há ho­mens nas redondezas que nos possuam, segundo o costume de toda a terra. 32 Vamos dar vinho a nosso pai e então nos deitaremos com ele para preservar a sua linhagem". 33 Naquela noite, deram vinho ao pai, e a filha mais velha entrou e se deitou com ele. E ele não percebeu quando ela se deitou nem quan­do se levantou. 34 No dia seguinte a filha mais velha disse à mais nova: "Ontem à noite deitei-me com meu pai. Vamos dar-lhe vinho também esta noite, e você se deitará com ele, para que preservemos a linhagem de nosso pai". 35 Então, outra vez deram vinho ao pai naquela noite, e a mais nova foi e se deitou com ele. E ele não percebeu quan­do ela se deitou nem quan­do se levantou. 36 Assim, as duas filhas de Ló engravidaram do próprio pai. 37 A mais velha teve um filho e deu-lhe o nome de Moabe; este é o pai dos moabitas de hoje. 38 A mais nova também teve um filho e deu-lhe o nome de Ben-Ami; este é o pai dos amonitas de hoje.

Gênesis 40 O chefe de vinhos e o padeiro 1 Algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito fizeram uma ofensa ao seu senhor, o rei do Egito.
Continuar lendo

Gênesis 40 O chefe de vinhos e o padeiro 1 Algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito fizeram uma ofensa ao seu senhor, o rei do Egito. 2 O faraó irou-se com os dois oficiais, o chefe dos copeiros e o chefe dos padei­ros, 3 e mandou prendê-los na casa do capitão da guarda, na pri­são em que José estava. 4 O capitão da guarda os deixou aos cuidados de José, que os servia. Depois de certo tempo,5 o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam na prisão, sonharam. Cada um teve um sonho, ambos na mesma noite, e cada sonho tinha a sua própria interpretação. 6 Quando José foi vê-los na manhã seguin­te, notou que estavam abati­dos. 7 Por isso per­guntou aos oficiais do faraó, que também esta­vam presos na casa do seu senhor: "Por que hoje vocês estão com o semblante triste?" 8 Eles responderam: "Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete". Disse-lhes José: "Não são de Deus as interpre­tações? Contem-me os sonhos". 9 Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: "Em meu sonho vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ela brotou, flo­resceu e deu uvas que amadureciam em cachos. 11 A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entre­guei em sua mão". 12 Disse-lhe José: "Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posi­ção, e você servirá a taça na mão dele, como costu­mava fazer quando era seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço". 16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa inter­pretação favorável, disse a José: "Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na ca­beça". 18 E disse José: "Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Den­tro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore. E as aves comerão a sua carne". 20 Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um ban­quete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresen­tou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 res­taurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar, como José lhes dissera em sua interpretação. 23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esque­ceu-se dele.

Gênesis 25 A morte de Abraão 1 Abraão casou-se com outra mulher, cha­mada Que­tura.
Continuar lendo

Gênesis 25 A morte de Abraão 1 Abraão casou-se com outra mulher, cha­mada Que­tura. 2 Ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. 3 Joc­sã gerou Sabá e Dedã; os descenden­tes de Dedã foram os assuritas, os le­tusitas e os leumitas. 4 Os filhos de Midiã foram Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos esses foram descendentes de Que­tura.5 Abraão deixou tudo o que tinha para Isa­que. 6 Mas para os filhos de suas concubinas deu presentes; e, ainda em vida, enviou-os para lon­ge de Isaque, para a terra do oriente. 7 Abraão viveu cento e setenta e cinco anos. 8 Morreu em boa velhice, em idade bem avançada, e foi reunido aos seus antepassados. 9 Seus filhos, Isaque e Ismael, o sepultaram na caverna de Mac­pela, perto de Manre, no campo de Efrom, filho de Zoar, o hitita, 10 campo que Abra­ão comprara dos hiti­tas. Foi ali que Abraão e Sara, sua mulher, foram sepultados. 11 Depois da morte de Abraão, Deus abençoou seu filho Isaque. Isaque morava próximo a Beer-Laai-Roi. Os filhos de Ismael 12 Este é o registro da descendência de Ismael, o filho de Abraão que Hagar, a serva egíp­cia de Sara, deu a ele. 13 São estes os nomes dos filhos de Ismael, alistados por ordem de nascimen­to: Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, Quedar, Adbeel, Mibsão, 14 Misma, Dumá, Massá, 15 Hadade, Te­má, Jetur, Nafis e Quedemá. 16 Foram esses os doze filhos de Ismael, que se tornaram os líderes de suas tribos; ­os seus povoados e acampamen­tos receberam os seus nomes. 17 Ismael viveu cento e trinta e sete anos. Morreu e foi reunido aos seus antepassados. 18 Seus descendentes se estabeleceram na região que vai de Havilá a Sur, próximo à fronteira com o Egito, na direção de quem vai para Assur. E viveram em hostilidade contra todos os seus irmãos. Jacob e Esaú 19 Esta é a história da família de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou Isaque, 20 o qual aos quaren­ta anos se casou com Rebeca, filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, também arameu. 21 Isaque orou ao Senhor em favor de sua mulher, porque era estéril. O Senhor respon­deu à sua oração, e Rebeca, sua mulher, engra­vidou. 22 Os meninos se empurravam dentro dela, pelo que disse: "Por que está me aconte­cendo isso?" Foi então consultar o Senhor. 23 Disse-lhe o Senhor: "Duas nações estão em seu ventre; já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo". 24 Ao chegar a época de dar à luz, confirmou-se que havia gêmeos em seu ventre. 25 O pri­meiro a sair era ruivo, e todo o seu corpo era como um manto de pelos; por isso lhe deram o nome de Esaú. 26 Depois saiu seu irmão, com a mão agarrada no calcanhar de Esaú; pelo que lhe deram o nome de Jacó. Tinha Isaque sessen­ta anos de idade quando Rebeca os deu à luz. 27 Os meninos cresceram. Esaú tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os cam­pos, ao passo que Jacó cuidava do rebanho e vivia nas tendas. 28 Isaque preferia Esaú, porque gostava de comer de suas caças; Rebeca preferia Jacó. 29 Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou famin­to, voltando do cam­po, 30 e pediu-lhe: "Dê-me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!" Por isso também foi chamado Edom. 31 Respondeu-lhe Jacó: "Venda-me primei­ro o seu direito de filho mais velho". 32 Disse Esaú: "Estou quase morrendo. De que me vale esse direito?" 33 Jacó, porém, insistiu: "Jure primeiro". Ele fez um juramento, ven­dendo o seu direito de filho mais velho a Jacó. 34 Então Jacó serviu a Esaú pão com enso­pado de lenti­lhas. Ele comeu e bebeu, levantou-se e se foi. Assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho.

Gênesis 36 Os descendentes de Esaú 1 Esta é a história da família de Esaú, que é Edom.
Continuar lendo

Gênesis 36 Os descendentes de Esaú 1 Esta é a história da família de Esaú, que é Edom. 2 Esaú casou-se com mulheres de Canaã: com Ada, filha de Elom, o hitita, e com Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão, o heveu; 3 e também com Basemate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote. 4 Ada deu a Esaú um filho chamado Elifaz; Basemate deu-lhe Reuel;5 e Ooli­bama deu-lhe Jeús, Jalão e Corá. Esses foram os filhos de Esaú que lhe nasceram em Canaã. 6 Esaú tomou suas mulheres, seus filhos e filhas e todos os de sua casa, assim como os seus rebanhos, todos os outros animais e todos os bens que havia adquirido em Canaã, e foi para outra região, para longe do seu irmão Jacó. 7 Os seus bens eram tantos que eles já não podiam morar juntos; a terra onde estavam vi­vendo não podia sustentá-los, por causa dos seus rebanhos. 8 Por isso Esaú, que é Edom, fixou-se nos montes de Seir. 9 Este é o registro da descendência de Esaú, pai dos edomitas, nos montes de Seir. 10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; e Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú. 11 Estes foram os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz. 12 Elifaz, filho de Esaú, tinha uma concubi­na chamada Timna, que lhe deu um filho chama­do Amaleque. Foram esses os netos de Ada, mulher de Esaú. 13 Estes foram os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá. Foram esses os netos de Basemate, mulher de Esaú. 14 Estes foram os filhos de Oolibama, mu­lher de Esaú, filha de Aná e neta de Zibeão, os quais ela deu a Esaú: Jeús, Jalão e Corá. 15 Foram estes os chefes dentre os descen­dentes de Esaú: Os filhos de Elifaz, filho mais velho de Esaú: Temã, Omar, Zefô, Quenaz, 16 Corá, Gae­tã e Amaleque. Foram esses os chefes descen­dentes de Elifaz em Edom; eram netos de Ada. 17 Foram estes os filhos de Reuel, filho de Esaú: Os chefes Naate, Zerá, Samá e Mizá. Fo­ram esses os chefes descendentes de Reuel em Edom; netos de Basemate, mulher de Esaú. 18 Foram estes os filhos de Oolibama, mu­lher de Esaú: Os chefes Jeús, Jalão e Corá. Foram esses os chefes descendentes de Oolibama, mulher de Esaú, filha de Aná. 19 Foram esses os filhos de Esaú, que é Edom, e esses foram os seus chefes. 20 Estes foram os filhos de Seir, o horeu, que estavam habitando aquela região: Lotã, So­bal, Zibeão e Aná, 21 Disom, Ézer e Disã. Esses filhos de Seir foram chefes dos horeus no terri­tório de Edom. 22 Estes foram os filhos de Lotã: Hori e Hemã. Timna era irmã de Lotã. 23 Estes foram os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã. 24 Estes foram os filhos de Zibeão: Aiá e Aná. Foi esse Aná que descobriu as fontes de águas quentes no deserto, quan­do levava para pastar os jumentos de Zibeão, seu pai. 25 Estes foram os filhos de Aná: Disom e Oolibama, a filha de Aná. 26 Estes foram os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã. 27 Estes foram os filhos de Ézer: Bilã, Zaavã e Acã. 28 Estes foram os filhos de Disã: Uz e Arã. 29 Estes foram os chefes dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, 30 Disom, Ézer e Disã. Esses foram os chefes dos horeus, de acor­do com as suas divisões tribais na região de Seir. Os chefes de Edom 31 Estes foram os reis que reinaram no território de Edom antes de haver rei entre os israelitas: 32 Belá, filho de Beor, reinou em Edom. Sua cidade chamava-se Dinabá. 33 Quando Belá morreu, foi sucedido por Jobabe, filho de Zerá, de Bozra. 34 Jobabe morreu, e Husã, da terra dos temanitas, foi o seu sucessor. 35 Husã morreu, e Hadade, filho de Bedade, que tinha derrotado os midianitas na terra de Moabe, foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se Avite. 36 Hadade morreu, e Samlá de Masreca foi o seu sucessor. 37 Samlá morreu, e Saul, de Reobote, pró­xima ao Eufrates, foi o seu sucessor. 38 Saul morreu, e Baal-Hanã, filho de Acbor, foi o seu sucessor. 39 Baal-Hanã, filho de Acbor, morreu, e Hadade foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se Paú, e o nome de sua mulher era Meeta­bel, filha de Matrede, neta de Mezaabe. 40 Estes foram os chefes descendentes de Esaú, conforme os seus nomes, clãs e re­giões: 41 Oolibama, Elá, Pi­nom, 42 Quenaz, Temã, Mibzar, 43 Timna, Alva, Jetete, Mag­diel e Irã. Foram esses os chefes de Edom; cada um deles fixou-se numa região da terra que ocuparam. Os edomitas eram descendentes de Esaú.

Gênesis 21 O nascimento de Isaque 1 O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que prometera.
Continuar lendo

Gênesis 21 O nascimento de Isaque 1 O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que prometera. 2 Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice, na época fixada por Deus em sua promessa. 3 Abraão deu o nome de Isaque ao filho que Sara lhe dera. 4 Quando seu filho Isaque tinha oito dias de vida, Abraão o circuncidou, conforme Deus lhe havia ordenado. 5 Estava ele com cem anos de idade quando lhe nasceu Isa­que, seu filho. 6 E Sara disse: "Deus me encheu de riso, e todos os que souberem disso rirão comigo". 7 E acrescentou: "Quem diria a Abraão que Sara amamentaria filhos? Contudo eu lhe dei um filho em sua velhice!" Agar e Ismael mandados embora 8 O menino cresceu e foi desmamado. No dia em que Isaque foi desma­mado, Abraão deu uma grande festa. 9 Sara, porém, viu que o filho que Hagar, a egípcia, dera a Abraão estava rindo de Isaque, 10 e disse a Abra­ão: "Livre-se daquela escrava e do seu filho, porque ele jamais será herdeiro com o meu filho Isaque". 11 Isso perturbou demais Abraão, pois en­volvia um filho seu. 12 Mas Deus lhe disse: "Não se perturbe por causa do menino e da escrava. Atenda a tudo o que Sara lhe pedir, porque será por meio de Isaque que a sua descendência há de ser consider­ada. 13 Mas também do filho da escra­va farei um povo; pois ele é seu descen­dente". 14 Na manhã seguinte, Abraão pegou al­guns pães e uma vasilha de couro cheia d'água, entregou-os a Hagar e, tendo-os colocado nos ombros dela, despediu-a com o menino. Ela se pôs a caminho e ficou vagando pelo deserto de Berseba. 15 Quando acabou a água da vasilha, ela deixou o menino debaixo de um arbusto 16 e foi sentar-se perto dali, à distância de um tiro de flecha, porque pensou: "Não posso ver o menino morrer". Sentada ali perto, começou a chorar. 17 Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: "O que a aflige, Hagar? Não tenha medo; Deus ou­viu o menino chorar, lá onde você o deixou. 18 Le­vante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo". 19 Então Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte. Foi até lá, encheu de água a vasilha e deu de beber ao menino. 20 Deus estava com o menino. Ele cresceu, viveu no deserto e tornou-se flecheiro. 21 Vivia no deserto de Parã, e sua mãe conseguiu-lhe uma mulher da terra do Egito. O acordo em Berseba 22 Naquela ocasião, Abimeleque, acompa­nhado de Ficol, comandante do seu exército, disse a Abraão: "Deus está contigo em tudo o que fazes. 23 Agora, jura-me, diante de Deus, que não vais enganar-me, nem a mim nem a meus filhos e descendentes. Trata ­a nação que te aco­lheu como estrangeiro com a mesma bondade com que te tratei". 24 Respondeu Abraão: "Eu juro!" 25 Todavia Abraão reclamou com Abimele­que a respeito de um poço que os servos de Abime­leque lhe tinham tomado à força. 26 Mas Abimeleque lhe respondeu: "Não sei quem fez isso. Nunca me disseste nada, e só fiquei saben­do disso hoje". 27 Então Abraão trouxe ovelhas e bois, deu-os a Abimeleque, e os dois firmaram um acordo. 28 Abraão separou sete ovelhas do reba­nho, 29 pelo que Abimeleque lhe perguntou: "Que signi­ficam estas sete ovelhas que separaste das demais?" 30 Ele respondeu: "Aceita estas sete ovelhas de minhas mãos como testemu­nho de que eu cavei este poço". 31 Por isso aquele lugar foi chamado Berse­ba, porque ali os dois fizeram um juramento. 32 Firmado esse acordo em Berseba, Abimeleque e Ficol, comandante das suas tropas, voltaram para a terra dos filisteus. 33 Abraão, por sua vez, plan­tou uma tamargueira em Berseba e ali invocou o nome do Senhor, o Deus Eterno. 34 E morou Abraão na terra dos filisteus por lon­go tempo.

Gênesis 14 Abrão salva Lot 1 Naquela época, Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorla­omer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,
Continuar lendo

Gênesis 14 Abrão salva Lot 1 Naquela época, Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorla­omer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2 foram à guerra con­tra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Seme­ber, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá, que é Zoar. 3 Todos esses últimos juntaram suas tropas no vale de Sidim, onde fica o mar Salga­do. 4 Doze anos estiveram sujei­tos a Que­dorlao­mer, mas no décimo terceiro ano se rebelaram.5 No décimo quarto ano, Quedorlaomer e os reis que a ele tinham-se aliado derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, os zuzins em Hã, os emins em Savé-Quiriataim 6 e os horeus desde os montes de Seir até El-Parã, próximo ao deserto. 7 Depois, voltaram e foram para En-Mispate, que é Cades, e conquistaram todo o território dos amalequitas e dos amorreus que viviam em Hazazom-Tamar. 8 Então os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Belá, que é Zoar, mar­charam e tomaram posição de combate no vale de Sidim 9 contra Quedorlaomer, rei de Elão, contra Tidal, rei de Goim, contra Anrafel, rei de Sinear, e contra Ario­que, rei de Elasar. Eram quatro reis contra cinco. 10 Ora, o vale de Sidim era cheio de poços de betume e, quando os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram, alguns dos seus homens caíram nos poços e o restante es­capou para os montes. 11 Os vencedores saquea­ram todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento, e partiram. 12 Levaram também Ló, sobrinho de Abrão, e os bens que ele possuía, visto que morava em Sodoma. 13 Mas alguém que tinha escapado veio e relatou tudo a Abrão, o hebreu, que vivia próximo aos carvalhos de Manre, o amorreu. Manre e os seus irmãos Escol e Aner eram aliados de Abrão. 14 Quan­do Abrão ouviu que seu parente fora levado prisioneiro, mandou convocar os trezen­tos e dezoito homens treinados, nascidos em sua casa, e saiu em perseguição aos inimigos até Dã. 15 Atacou-os durante a noite em grupos, e assim os derrotou, perse­guindo-os até Hobá, ao norte de Damasco. 16 Recuperou todos os bens e trouxe de volta seu parente Ló com tudo o que possuía, com as mulheres e o restan­te dos prisioneiros. 17 Voltando Abrão da vitória sobre Que­dorlaomer e sobre os reis que a ele se haviam aliado, o rei de Sodoma foi ao seu encontro no vale de Savé, isto é, o vale do Rei. 18 Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho 19 e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. 20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos". E Abrão lhe deu o dízimo de tudo. 21 O rei de Sodoma disse a Abrão: "Dê-me as pessoas e pode ficar com os bens". 22 Mas Abrão respondeu ao rei de Sodoma: "De mãos levantadas ao Senhor, o Deus Altíssi­mo, Criador dos céus e da terra, juro 23 que não acei­tarei nada do que pertence a você, nem mesmo um cordão ou uma correia de sandália, para que você jamais venha a dizer: 'Eu enriqueci A­brão'. 24 Nada aceita­rei, a não ser o que os meus servos comeram e a porção pertencente a Aner, Escol e Man­re, os quais me acompanharam. Que eles recebam a sua porção".

Gênesis 42 Os irmãos de José vão ao Egito 1 Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos: "Por que estão aí olhando uns para os outros?"
Continuar lendo

Gênesis 42 Os irmãos de José vão ao Egito 1 Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos: "Por que estão aí olhando uns para os outros?" 2 Disse ainda: "Ouvi dizer que há trigo no Egito. Desçam até lá e comprem trigo para nós, para que possamos continuar vivos e não morramos de fome". 3 Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo. 4 Jacó não deixou que Benjamim, irmão de José, fosse com eles, temendo que algum mal lhe acontecesse. 5 Os filhos de Israel estavam entre outros que tam­bém foram comprar trigo, por causa da fome na terra de Canaã. 6 José era o governador do Egito e era ele que ven­dia trigo a todo o povo da terra. Por isso, quan­do os irmãos de José chegaram, cur­varam-se diante dele com o rosto em terra. 7 José reco­nheceu os seus irmãos logo que os viu, mas agiu como se não os conhecesse, e lhes falou aspera­mente: "De onde vocês vêm?" Responderam eles: "Da terra de Canaã, para comprar comida". 8 José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram. 9 Lembrou-se então dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: "Vocês são espiões! Vieram para ver onde a nossa terra está desprotegida". 10 Eles responderam: "Não, meu senhor. Teus servos vieram comprar comida. 11 Todos nós somos filhos do mesmo pai. Teus servos são homens honestos, e não espiões". 12 Mas José insistiu: "Não! Vocês vieram ver onde a nossa terra está desprotegida". 13 E eles disseram: "Teus servos eram doze irmãos, todos filhos do mesmo pai, na terra de Canaã. O caçula está agora em casa com o pai, e o outro já morreu". 14 José tornou a afirmar: "É como lhes fa­lei: Vocês são espiões! 15 Vocês serão postos à prova. Juro pela vida do faraó que vocês não sairão daqui, enquanto o seu irmão caçula não vier para cá. 16 Man­dem algum de vocês buscar o seu irmão enquanto os demais aguardam pre­sos. Assim ficará provado se as suas palavras são verdadeiras ou não. Se não forem, juro pela vida do faraó que ficará confirmado que vocês são espiões!" 17 E os deixou presos três dias. 18 No terceiro dia, José lhes disse: "Eu te­nho temor de Deus. Se querem salvar sua vi­da, façam o seguinte: 19 se vocês são homens honestos, deixem um dos seus irmãos aqui na prisão, enquanto os demais voltam, levando trigo para matar a fome das suas famílias. 20 Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que se comprovem as suas palavras e vocês não tenham que mor­rer". 21 Eles se prontificaram a fazer isso e disse­ram uns aos outros: "Cer­tamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implo­rava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia". 22 Rúben respondeu: "Eu não lhes disse que não maltratassem o menino? Mas vocês não quiseram me ouvir! Agora teremos que prestar contas do seu sangue". 23 Eles, porém, não sabiam que José podia compreendê-los, pois ele lhes falava por meio de um intérprete. 24 Nisso José retirou-se e começou a cho­rar, mas logo depois voltou e conversou de no­vo com eles. Então escolheu Simeão e mandou acor­rentá-lo dian­te deles. 25 Em seguida, José deu ordem para que enchessem de trigo suas bagagens, devolvessem a prata de cada um deles, colocando-a nas baga­gens, e lhes dessem mantimentos para a viagem. E assim foi feito. 26 Eles puseram a carga de trigo sobre os seus jumentos e partiram. 27 No lugar onde pararam para pernoitar, um deles abriu a bagagem para pegar forragem para o seu jumento e viu a prata na boca da ba­gagem. 28 E disse a seus irmãos: "Devolveram a minha prata. Está aqui em minha ba­gagem". Tomados de pavor em seu coração e tremendo, disseram uns aos outros­: "Que é isto que Deus fez conosco?" 29 Ao chegarem à casa de seu pai Jacó, na terra de Canaã, relataram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo: 30 "O homem que governa aquele país falou asperamente conosco e nos tratou como espiões. 31 Mas nós lhe as­seguramos que somos homens honestos e não espiões. 32 Dissemos também que éramos doze irmãos, filhos do mesmo pai, e que um já havia morrido e que o caçula estava com o nosso pai, em Canaã. 33 "Então o homem que governa aquele país nos disse: 'Vejamos se vocês são honestos: um dos seus ir­mãos ficará aqui comigo, e os outros poderão voltar e levar mantimentos para matar a fome das suas famílias. 34 Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que eu compro­ve que vocês não são espiões, mas sim, homens honestos. Então lhes devolverei o irmão e os autorizarei a fazer negócios nesta terra' ". 35 Ao esvaziarem as bagagens, dentro da bagagem de cada um estava a sua bolsa cheia de prata. Quando eles e seu pai viram as bolsas cheias de prata, ficaram com medo. 36 E disse-lhes seu pai Jacó: "Vocês estão tirando meus filhos de mim! Já fiquei sem José, agora sem Simeão e ainda querem levar Benjamim. Tudo está contra mim!" 37 Então Rúben disse ao pai: "Podes matar meus dois filhos se eu não o trouxer de volta. Deixa-o aos meus cuidados, e eu o trarei". 38 Mas o pai respondeu: "Meu filho não descerá com vocês; seu irmão está morto, e ele é o único que resta. Se qualquer mal lhe aconte­cer na viagem que estão por fazer, vocês farão estes meus cabelos brancos descer à sepultu­ra com tristeza".

Gênesis 31 Jacob foge de Labão 1 Jacó, porém, ouviu falar que os filhos de Labão es­tavam dizendo: "Jacó tomou tudo que o nosso pai tinha e juntou toda a sua riqueza à custa do nosso pai".
Continuar lendo

Gênesis 31 Jacob foge de Labão 1 Jacó, porém, ouviu falar que os filhos de Labão es­tavam dizendo: "Jacó tomou tudo que o nosso pai tinha e juntou toda a sua riqueza à custa do nosso pai". 2 E Jacó percebeu que a atitude de Labão para com ele já não era a mes­ma de antes. 3 E o Senhor disse a Jacó: "Volte para a terra de seus pais e de seus paren­tes, e eu estarei com você". 4 Então Jacó mandou chamar Raquel e Lia para virem ao campo onde estavam os seus re­banhos, 5 e lhes disse: "Vejo que a atitude do seu pai para comigo não é mais a mesma, mas o Deus de meu pai tem estado comigo. 6 Vocês sabem que trabalhei para seu pai com todo o empenho, 7 mas ele tem me feito de tolo, mudan­do o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse. 8 Se ele dizia: 'As crias salpicadas serão o seu salário', todos os rebanhos geravam filhotes salpicados; e, se ele dizia: 'As que têm listras serão o seu salário', todos os rebanhos geravam filhotes com ­listras. 9 Foi assim que Deus tirou os rebanhos de seu pai e os deu a mim. 10 "Na época do acasalamento, tive um sonho em que olhei e vi que os machos que fe­cundavam o rebanho tinham listras, eram salpi­cados e ma­lhados. 11 O Anjo de Deus me disse no sonho: 'Ja­có!' Eu respondi: 'Eis-me aqui!' 12 En­tão ele disse: 'Olhe e veja que todos os machos que fecundam o rebanho têm listras, são salpica­dos e ma­lhados, porque tenho visto tudo o que Labão lhe fez. 13 Sou o Deus de Betel, onde você ungiu uma coluna e me fez um voto. Saia agora desta terra e volte para a sua terra na­tal' ". 14 Raquel e Lia disseram a Jacó: "Temos ainda parte na herança dos bens de nosso pai? 15 Não nos trata ele como estrangeiras? Não ape­nas nos vendeu como também gastou tudo o que foi pago por nós! 16 Toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos. Portanto, faça tudo quanto Deus lhe orde­nou". 17 Então Jacó ajudou seus filhos e suas mulheres a montar nos camelos, 18 e conduziu todo o seu rebanho, junto com todos os bens que havia acumulado em Padã-Arã, para ir à terra de Canaã, à casa de seu pai, Isaque. 19 Enquanto Labão tinha saído para tosquiar suas ovelhas, Raquel roubou de seu pai os ídolos do clã. 20 Foi assim que Jacó enganou a Labão, o arameu, fugindo sem lhe dizer nada. 21 Ele­ fugiu com tudo o que tinha e, atraves­sando o Eufrates, foi para os montes de Gileade. Labão persegue Jacob 22 Três dias depois, Labão foi informado de que Jacó tinha fugido. 23 To­mando consigo os homens de sua família, perseguiu Jacó por sete dias e o alcançou nos montes de Gileade. 24 En­tão, de noite, Deus veio em sonho a Labão, o arameu, e o advertiu: "Cuidado! Não diga nada a Jacó, não lhe faça promessas nem ameaças". 25 Labão alcançou Jacó, que estava acam­pado nos montes de Gileade. Então Labão e os homens se acamparam ali também. 26 Ele pergun­tou a Jacó: "Que foi que você fez? Não só me enganou como também raptou minhas filhas como se fossem prisioneiras de guer­ra. 27 Por que você me enganou, fugindo em segredo, sem avisar-me? Eu teria celebrado a sua partida ­com alegria e cantos, ao som dos tambo­rins e das harpas. 28 Vo­cê nem sequer me deixou beijar meus netos e minhas filhas para despedir-me deles. Você foi insensa­to. 29 Te­nho poder para prejudicá-los; mas, na noite pas­sada, o Deus do pai de vocês me advertiu: 'Cuidado! Não diga nada a Jacó, não lhe faça promessas nem ameaças'. 30 Agora, se você partiu porque tinha saudade da casa de seu pai, por que roubou meus deuses?" 31 Jacó respondeu a Labão: "Tive medo, pois pensei que você tiraria suas filhas de mim à força. 32 Quanto aos seus deuses, quem for en­contrado com eles não ficará vivo. Na presença dos nossos parentes, veja você mesmo se está aqui comigo qualquer coisa que lhe pertença, e, se estiver, leve-a de volta". Ora, Jacó não sabia que Raquel os havia roubado. 33 Então Labão entrou na tenda de Jacó, e nas tendas de Lia e de suas duas servas, mas nada encontrou. Depois de sair da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. 34 Raquel tinha colo­cado os ídolos dentro da sela do seu camelo e estava sentada em cima. Labão vasculhou toda a tenda, mas nada encontrou. 35 Raquel disse ao pai: "Não se irrite, meu se­nhor, por não poder me levantar em sua pre­sença, pois estou com o fluxo das mulhe­res". Ele procurou os ídolos, mas não os encontrou. 36 Jacó ficou irado e queixou-se a Labão­: "Qual foi meu crime? Que pecado cometi para que você me persiga furiosamente? 37 Você já vasculhou tudo o que me pertence. Encontrou algo que lhe pertença? Então coloque tudo aqui na frente dos meus paren­tes e dos seus, e que eles julguem entre nós dois. 38 "Vinte anos estive com você. Suas ove­lhas e cabras nunca abortaram, e jamais comi um só carneiro do seu rebanho. 39 Eu nunca levava a você os animais despedaçados por feras; eu mes­mo assumia o prejuízo. E você pedia contas de todo animal roubado de dia ou de noite. 40 O calor me consumia de dia, e o frio de noite, e o sono fugia dos meus olhos. 41 Foi assim nos vinte anos em que fiquei em sua casa. Traba­lhei para você catorze anos em troca de suas duas filhas e seis anos por seus reba­nhos, e dez vezes você alterou o meu salário. 42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, o Temor de Isaque, não esti­vesse comigo, certa­mente você me despediria de mãos vazias. Mas Deus viu o meu sofrimento e o trabalho das minhas mãos e, na noite passada, ele manifestou a sua decisão". 43 Labão respondeu a Jacó: "As mulheres são minhas filhas, os filhos são meus, os reba­nhos são meus. Tudo o que você vê é meu. Que posso fazer por essas minhas filhas ou pelos filhos que delas nasceram? 44 Façamos agora, eu e você, um acordo que sirva de testemunho en­tre nós dois". 45 Então Jacó tomou uma pedra e a colo­cou em pé como coluna. 46 E disse aos seus pa­rentes: "Juntem algumas pedras". Eles apanha­ram pedras e as amontoaram. Depois comeram ali, ao lado do monte de pedras. 47 Labão o cha­mou Jegar-Saaduta, e Jacó o chamou Galeede. 48 Labão disse: "Este monte de pedras é uma testemu­nha entre mim e você, no dia de hoje". Por isso foi chamado Galeede. 49 Foi tam­bém chamado Mispá, por­que ele declarou: "Que o Senhor nos vigie, a mim e a você, quan­do estivermos separados um do outro. 50 Se você mal­tratar minhas filhas ou menosprezá-las, to­mando outras mulheres além delas, ainda que ninguém saiba, lembre-se de que Deus é teste­munha entre mim e você". 51 Disse ainda Labão a Jacó: "Aqui estão este monte de pedras e esta coluna que coloquei entre mim e você. Então Jacó fez um juramento em nome do Temor de seu pai, Isaque. 52 S­ão testemunhas de que não passarei para o lado de lá para prejudicá-lo, nem você passará para o lado de cá para preju­dicar-me. 53 Que o Deus de Abraão, o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós". 54 Ofereceu um sacrifí­cio no monte e chamou os parentes que lá esta­vam para uma refeição. Depois de comerem, passaram a noite ali. 55 Na manhã seguinte, Labão beijou seus netos e suas filhas e os abençoou, e depois vol­tou para a sua terra.

Gênesis 6 O dilúvio 1 Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nas­ceram filhas,
Continuar lendo

Gênesis 6 O dilúvio 1 Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nas­ceram filhas, 2 os fi­lhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas, e escolheram para si aquelas que lhes agradaram. 3 Então disse o Senhor: "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contende­rá com ele para sem­pre; ele só viverá cento e vinte a­nos". 4 Naqueles dias, havia nefilins na terra, e também posterior­mente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos. 5 O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. 6 Então o ­Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a ter­ra, e isso cortou-lhe o coração. 7 Dis­se o Se­nhor: "Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, os homens e também os ani­mais, grandes e pequenos, e as aves do céu. Arrependo-me de havê-los feito". 8 A Noé, porém, o Senhor mostrou bene­volência. 9 Esta é a história da família de Noé: Noé era homem justo, íntegro entre o po­vo da sua época; ele andava com Deus. 10 Noé gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. 11 Ora, a terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência. 12 Ao ver como a terra se corrompera, pois toda a humanidade havia corrompido a sua conduta, 13 Deus disse a Noé: "Da­rei fim a todos os seres humanos, por­que a terra encheu-se de violên­cia por causa deles. Eu os destruirei com a terra. 14 Você, porém, fará uma arca de madeira de cipreste; divida-a em compartimentos e revista-a de piche por dentro e por fora. 15 Faça-a com cento e trinta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura. 16 Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e o corpo da arca. Coloque uma porta lateral na arca e faça um andar superior, um médio e um inferior. 17 "Eis que vou trazer águas sobre a terra, o Dilúvio, para destruir debaixo do céu toda criatura que tem fôlego de vida. Tudo o que há na terra perecerá. 18 Mas com você estabelecerei a minha aliança, e você entrará na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos. 19 Faça entrar na arca um casal de cada um dos seres vivos, macho e fêmea, para conser­vá-los vivos com você. 20 De cada espécie de ave, de cada espécie de animal grande e de cada espécie de animal pequeno que se move rente ao chão virá um casal a você para que sejam conservados vivos. 21 E armazene todo tipo de alimento, ­para que você e eles tenham mantimento". 22 Noé fez tudo exatamente como Deus lhe tinha ordenado.

Gênesis 15 A aliança de Deus com Abrão 1 Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: "Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!"
Continuar lendo

Gênesis 15 A aliança de Deus com Abrão 1 Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: "Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!" 2 Mas Abrão perguntou: "Ó Soberano Se­nhor, que me darás, se con­tinuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco?" 3 E acrescentou: "Tu não me deste filho algum! Um servo da minha casa será o meu herdei­ro!" 4 Então o Senhor deu-lhe a seguinte res­posta: "Seu herdei­ro não será esse. Um filho gerado por você mesmo será o seu herdeiro".5 Le­van­do-o para fora da tenda, disse-lhe: "Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode contá-las". E prosseguiu: "Assim será a sua des­cendência". 6 Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça. 7 Disse-lhe ainda: "Eu sou o Senhor, que o tirei de Ur dos caldeus para dar a você esta terra como herança". 8 Perguntou-lhe Abrão: "Ó Soberano Senhor­, como posso saber que tomarei posse de­la?" 9 Respondeu-lhe o Senhor: "Traga-me uma novilha, uma cabra e um car­neiro, todos com três anos de vida, e também uma rolinha e um pombi­nho". 10 Abrão trouxe todos esses animais, cortou-os ao meio e colocou cada metade em frente à outra; as aves, porém, ele não cortou. 11 Nisso, aves de rapina começaram a descer so­bre os cadáveres, mas Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, Abrão foi tomado de sono profundo, e eis que vieram sobre ele trevas densas e apavorantes. 13 Então o Senhor lhe disse: "Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatro­centos anos. 14 Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens. 15 Você, porém, irá em paz a seus antepassados e será sepultado em boa velhice. 16 Na quarta geração, os seus descen­dentes voltarão para cá, porque a malda­de dos amor­reus ainda não atingiu a medida completa". 17 Depois que o sol se pôs e veio a escuri­dão, eis que um fogareiro esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os peda­ços dos animais. 18 Naquele dia, o Senhor fez a se­guinte alian­ça com Abrão: "Aos seus descenden­tes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufra­tes: 19 a terra dos queneus, dos quenezeus, dos cadmo­neus, 20 dos hititas, dos ferezeus, dos refains, 21 dos amorreus, dos cananeus, dos girga­seus e dos jebuseus".

Gênesis 43 A segunda viagem ao Egipto 1 A fome continuava rigorosa na terra.
Continuar lendo

Gênesis 43 A segunda viagem ao Egipto 1 A fome continuava rigorosa na terra. 2 Assim, quando acabou todo o trigo que os fi­lhos de Jacó tinham tra­zido do Egito, seu pai lhes disse: "Voltem e comprem um pouco mais de comida para nós". 3 Mas Judá lhe disse: "O homem nos adver­tiu s­everamente: 'Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu ir­mão'. 4 Se enviares o nosso irmão conosco, desceremos e comprare­mos comida para ti.5 Mas, se não o enviares conosco, não iremos, porque foi assim que o ho­mem falou: 'Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão' ". 6 Israel perguntou: "Por que me causaram esse mal, contando àquele homem que tinham outro ir­mão?" 7 E lhe responderam: "Ele nos interrogou sobre nós e sobre nossa família. E também nos perguntou: 'O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm outro irmão?' Nós simplesmente respondemos ao que ele nos perguntou. Como poderíamos saber que ele exigiria que levásse­mos o nosso irmão­?" 8 Então disse Judá a Israel, seu pai: "Deixa o jovem ir comigo e partiremos imediatamente, a fim de que tu, nós e nossas crianças sobre­viva­mos e não venhamos a morrer. 9 Eu me compro­meto pessoalmente pela segurança dele; podes me considerar responsável por ele. Se eu não o trouxer de volta e não o colocar bem aqui na tua presença, serei culpado diante de ti pelo resto da minha vida. 10 Como se vê, se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes". 11 Então Israel, seu pai, lhes disse: "Se tem que ser assim, que seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amên­doas. 12 Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta na boca da bagagem de vocês. Talvez isso tenha acontecido por engano. 13 Pe­guem também o seu irmão e voltem àque­le homem. 14 Que o Deus todo-po­deroso lhes conceda miseri­cór­dia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quan­to a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei". 15 Então os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em dobro e Ben­jamim, ­e foram à presença de José. 16 Quando José viu Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: "Leve estes homens à minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoçarão comigo ao meio-dia". 17 Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os à casa de José. 18 Eles ficaram com medo, quan­do foram levados à casa de José, e pensa­ram: "Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida às nossas bagagens na primei­ra vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos escravos e tomar de nós os nossos ju­mentos". 19 Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de José e lhe disseram à entrada da casa: 20 "Ouça, senhor! A primeira vez que viemos aqui foi realmente para comprar comida. 21 Mas, no lugar em que paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de nós encon­trou a prata que tinha trazido, na quantia exata. Por isso a trou­xemos de volta conosco, 22 além de mais prata, para comprar comida. Não sabemos quem pôs a prata em nossa bagagem". 23 "Fiquem tranquilos", disse o administra­dor. "Não tenham medo. O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas bagagens, porque a prata de vocês eu recebi." Então soltou ­Simeão e o levou à presença deles. 24 Em seguida, os levou à casa de José, deu-lhes água para lavarem os pés e forragem para os seus jumentos. 25 Eles então prepararam o pre­sente para a chegada de José ao meio-dia, por­que ficaram sabendo que iriam almoçar ali. 26 Quando José chegou, eles o presentea­ram com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão. 27 Ele então lhes pergun­tou como passavam e disse em seguida: "Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo?" 28 Eles responderam: "Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa bem". E se curvaram para prestar-lhe honra. 29 Olhando ao redor e vendo seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, José perguntou: "É este o irmão caçula de quem me falaram?" E acrescen­tou: "Deus lhe conceda graça, meu fi­lho". 30 Profundamente emocionado por causa de seu irmão, José apressou-se em sair à procura de um lugar para chorar, e, entrando em seu quarto, chorou. 31 Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: "Sirvam a comida". 32 Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles. 33 Se­us irmãos foram colocados à mesa perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moço, e olhavam perplexos uns para os outros. 34 Então ­lhes serviram da comida da mesa de José, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros. E eles festejaram e be­beram à vontade.

Gênesis 7 1 Então o Senhor disse a Noé: "Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração. 2 Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea,
Continuar lendo

Gênesis 7 1 Então o Senhor disse a Noé: "Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração. 2 Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea, 3 e leve tam­bém sete casais de aves de cada espécie, macho e fêmea, a fim de preservá-los em toda a terra. 4 Daqui a sete dias farei chover sobre a terra qua­renta dias e quarenta noites, e farei desaparecer da face da terra todos os seres vivos que fiz".5 E Noé fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado. 6 Noé tinha seiscentos anos de idade quan­do as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. 7 Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio. 8 Casais de animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos que se movem rente ao chão 9 vieram a Noé e entraram na arca, como Deus tinha ordenado a Noé. 10 E, depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. 11 No dia em que Noé completou seiscen­tos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jor­raram, e as comportas do céu se abriram. 12 E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. 13 Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mu­lheres de seus três filhos, entraram na arca. 14 Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selva­gens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão ­e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam. 15 Casais de todas as criaturas que tinham fôlego de vida vieram a Noé e entraram na arca. 16 Os animais que entraram foram um macho e uma fêmea de cada ser vivo, conforme Deus ordenara a Noé. Então o Senhor fechou a porta. 17 Quarenta dias durou o Dilúvio, e as águas aumentaram e elevaram a arca acima da terra. 18 As águas prevaleceram, aumen­tando muito sobre a terra, e a arca flutuava na superfície das águas. 19 As águas dominavam cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu. 20 As águas su­biram até quase sete metros acima das montanhas. 21 Todos os seres vivos que se movem so­bre a terra pereceram: aves, rebanhos domésti­cos, animais selvagens, todas as pequenas criatu­ras que povoam a terra e toda a humanidade. 22 Tu­do o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu. 23 Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só resta­ram Noé e aqueles que com ele estavam na arca. 24 E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinquenta dias.

Gênesis 46 Jacob vai para o Egipto 1 Israel partiu com tudo o que lhe per­tencia. Ao chegar a Ber­seba, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai.
Continuar lendo

Gênesis 46 Jacob vai para o Egipto 1 Israel partiu com tudo o que lhe per­tencia. Ao chegar a Ber­seba, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai. 2 E Deus falou a Israel por meio de uma visão noturna: "Jacó! Jacó!" "Eis-me aqui", respondeu ele. 3 "Eu sou Deus, o Deus de seu pai", disse ele. "Não tenha medo de descer ao Egito, por­que lá farei de você uma grande nação. 4 Eu mes­mo descerei ao Egito com você e certamente o trarei de volta. E a mão de José fecha­rá os seus olhos." 5 Então Jacó partiu de Berseba. Os filhos de Israel levaram seu pai, Jacó, seus filhos e as suas mulheres nas carruagens que o faraó tinha envia­do. 6 Também levaram os seus rebanhos e os bens que tinham adqui­rido em Canaã. Assim Jacó foi para o Egito com toda a sua descendên­cia. 7 Levou consigo para o Egito seus filhos, seus netos, suas filhas e suas netas, isto é, todos os seus descenden­tes. 8 Estes são os nomes dos israelitas, Jacó e seus descendentes, que foram para o Egito: Rúben, o filho mais velho de Jacó. 9 Estes foram os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. 10 Estes foram os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananeia. 11 Estes foram os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari. 12 Estes foram os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Perez e Zerá. Er e Onã morreram na terra de Canaã. Estes foram os filhos de Perez: Hezrom e Hamul. 13 Estes foram os filhos de Issacar: Tolá, Puá, Jasube e Sinrom. 14 Estes foram os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel. 15 Foram esses os filhos que Lia deu a Jacó em Padã-Arã, além de Diná, sua filha. Seus des­cendentes eram ao todo trinta e três. 16 Estes foram os filhos de Gade: Zefom, Hagi, Suni, Esbom, Eri, Arodi e Areli. 17 Estes foram os filhos de Aser: Imna, Isvá, Isvi e Berias, e a irmã deles, Sera. Estes foram os filhos de Berias: Héber e Malquiel. 18 Foram esses os dezesseis descendentes que Zil­pa, serva que Labão tinha dado à sua filha Lia, deu a Jacó. 19 Estes foram os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim. 20 Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu dois filhos a José no Egito: Manassés e Efraim. 21 Estes foram os filhos de Benjamim: Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. 22 Foram esses os ca­torze descendentes que Raquel deu a Jacó. 23 O filho de Dã foi Husim. 24 Estes foram os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém. 25 Foram esses os sete descendentes que Bila, serva que Labão tinha dado à sua filha Ra­quel, deu a Jacó. 26 Todos os que foram para o Egito com Jacó, todos os ­seus descendentes, sem contar as mulheres de seus filhos, totalizaram sessenta e seis pessoas. 27 Com mais os dois filhos que nas­ceram a José no Egito, os mem­bros da família de Jacó que foram para o Egito chegaram a seten­ta. 28 Ora, Jacó enviou Judá à sua frente a Jo­sé, para saber como ir a Gósen. Quando lá che­garam, 29 José, de carruagem pronta, partiu para Gósen para encontrar-se com seu pai, Israel. Assim que o viu, correu para abraçá-lo e, abra­çado a ele, chorou longamente. 30 Israel disse a José: "Agora já posso mor­rer, pois vi o seu rosto e sei que você ainda está vivo". 31 Então José disse aos seus irmãos e a toda a família de seu pai: "Vou partir e informar ao faraó que os meus irmãos e toda a família de meu pai, que viviam em Canaã, vieram para cá. 32 Direi que os homens são pastores, cuidam de rebanhos, e trouxeram consigo suas ovelhas, seus bois e tudo quanto lhes pertence. 33 Quando o faraó mandar chamá-los e perguntar: 'Em que vocês trabalham?', 34 respondam-lhe assim: 'Teus servos criam rebanhos desde pequenos, como o fizeram nossos antepassados'. Assim lhes será per­mitido habitar na região de Gósen, pois todos os pastores são desprezados pelos egípcios".

Gênesis 24 Isaque e Rebeca 1 Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o ­Senhor em tudo o aben­çoara.
Continuar lendo

Gênesis 24 Isaque e Rebeca 1 Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o ­Senhor em tudo o aben­çoara. 2 Dis­se ele ao servo mais velho de sua casa, que era o responsável por tudo quanto tinha: "Ponha a mão debaixo da minha coxa 3 e jure pelo Se­nhor, o Deus dos céus e o Deus da terra, que não buscará mulher para meu filho entre as filhas dos cana­neus, no meio dos quais estou vivendo, 4 mas irá à minha terra e buscará entre os meus parentes uma mulher para meu filho Isaque". 5 O servo lhe perguntou: "E se a mulher não quiser vir comigo a esta terra? Devo então levar teu filho de volta à terra de onde vieste?" 6 "Cuidado!", disse Abraão, "Não deixe o meu filho voltar para lá. 7 "O Senhor, o Deus dos céus, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal e que me prometeu sob juramento ­que à minha descendência daria esta terra, enviará o seu anjo adian­te de você para que de lá traga uma mulher para meu filho. 8 Se a mulher não quiser vir, você estará livre do jura­mento. Mas não leve o meu filho de volta para lá." 9 Então o servo pôs a mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou cumprir aque­la palavra. 10 O servo partiu, com dez camelos do seu senhor, levando também do que o seu senhor tinha de melhor. Partiu para a Mesopotâmia, em direção à cidade onde Naor tinha morado. 11 Ao cair da tarde, quando as mulheres costumam sair para buscar água, ele fez os camelos se ajoelha­rem junto ao poço que ficava fora da cidade. 12 Então orou: "Senhor, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito e seja bondoso com o ­meu senhor Abraão. 13 Co­mo vês, estou aqui ao lado desta fonte, e as jovens do povo desta cidade estão vindo para tirar água. 14 Concede que a jovem a quem eu disser: Por favor, incline o seu cântaro e dê-me de be­ber, e ela me responder: 'Bebe. Também darei água aos teus camelos', seja essa a que escolhes­te para teu servo Isaque. Saberei assim que ­foste bondoso com o meu senhor". 15 Antes que ele terminasse de orar, surgiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo no ombro o seu cântaro. 16 A jovem era muito bonita e vir­gem; nenhum homem tivera relações com ela. Rebeca desceu à fonte, encheu seu cântaro e voltou. 17 O servo apressou-se ao encontro dela e disse: "Por favor, dê-me um pouco de água do seu cântaro". 18 "Beba, meu senhor", disse ela, e tirou rapidamente dos ombros o cântaro e o serviu. 19 Depois que lhe deu de beber, disse: "Ti­rarei água também para os seus camelos até saciá-los". 20 Assim ela esvaziou depressa seu cântaro no bebedouro e correu de volta ao poço para tirar mais água para todos os camelos. 21 Sem dizer nada, o homem a observava atenta­mente para saber se o Senhor tinha ou não co­roado de êxito a sua missão. 22 Quando os camelos acabaram de beber, o homem deu à jovem um pen­dente de ouro de seis gramas e duas pulseiras de ouro de cento e vinte gramas, 23 e perguntou: "De quem você é filha? Diga-me, por favor, se há lugar na casa de seu pai para eu e meus companhei­ros passarmos a noite". 24 "Sou filha de Betuel, o filho que Milca deu a Naor", respondeu ela; 25 e acrescen­tou: "Temos bastante palha e forragem, e também temos lugar para vocês passarem a noite". 26 Então o homem curvou-se em adoração ao Senhor, 27 dizendo: "Bendito seja o Senhor, o Deus do meu senhor Abraão, que não retirou sua bondade e sua fidelidade do meu senhor. Quanto a mim, o Senhor me conduziu na jorna­da até a casa dos parentes do meu senhor". 28 A jovem correu para casa e contou tudo à família de sua mãe. 29 Rebeca tinha um irmão chamado Labão. Ele saiu apressado à fonte para conhecer o homem, 30 pois tinha visto o penden­te e as pulseiras no braço de sua irmã, e ouvira Rebeca contar o que o homem lhe dissera. Saiu, pois, e foi encontrá-lo parado junto à fonte, ao lado dos camelos. 31 E disse: "Venha, bendito do Senhor! Por que ficar aí fora? Já arrumei a casa e um lugar para os camelos". 32 Assim o homem dirigiu-se à casa, e os camelos foram descarrega­dos. Deram palha e forragem aos camelos, e água ao homem e aos que estavam com ele para lavarem os pés. 33 De­pois lhe trouxeram comida, mas ele disse: "Não comerei enquanto não disser o que tenho para dizer". Disse Labão: "Então fale". 34 E ele disse: "Sou servo de Abraão. 35 O Senhor o abençoou muito, e ele se tornou mui­to rico. Deu-lhe ovelhas e bois, prata e ouro, servos e servas, camelos e jumentos. 36 Sara, mulher do meu senhor, na velhice lhe deu um filho, que é o herdeiro de tudo o que Abra­ão possui. 37 E meu senhor fez-me jurar, dizendo: 'Você não buscará mulher para meu filho entre as filhas dos cana­neus, em cuja terra estou vi­vendo, 38 mas irá à família de meu pai, ao meu pró­prio clã, buscar uma mulher para meu filho'. 39 "Então perguntei a meu senhor: E se a mulher não quiser me acompa­nhar? 40 "Ele respondeu: 'O Senhor, a quem tenho servido, enviará seu anjo com você e coroará de êxito a sua missão, para que você traga para meu filho uma mulher do meu próprio clã, da família de meu pai. 41 Quando chegar aos meus parentes, você estará livre do juramento se eles se recusarem a entregá-la a você. Só então você estará livre do juramento'. 42 "Hoje, quando cheguei à fonte, eu disse: Ó Senhor, Deus do meu senhor Abraão, se assim desejares, dá êxito à missão de que fui incumbido. 43 Aqui estou em pé diante desta fon­te; se uma moça vier tirar água e eu lhe disser: Por favor, dê-me de beber um pouco de seu cântaro, 44 e ela me responder: 'Bebe. Também darei água aos teus came­los', seja essa a que o Senhor escolheu para o filho do meu senhor. 45 "Antes de terminar de orar em meu cora­ção, surgiu Rebeca, com o cântaro ao ombro. Dirigiu-se à fonte e tirou água, e eu lhe disse: Por favor, dê-me de beber. 46 "Ela se apressou a tirar o cântaro do ombro e disse: 'Bebe. Também darei água aos teus camelos'. Eu bebi, e ela deu de beber tam­bém aos camelos. 47 "Depois lhe perguntei: De quem você é filha? "Ela me respondeu: 'De Betuel, filho de Naor e Milca'. "Então coloquei o pendente em seu nariz e as pulseiras em seus braços, 48 e curvei-me em adoração ao Senhor. Bendisse ao ­Senhor, o Deus do meu senhor Abraão, que me guiou pelo caminho certo para buscar para o filho dele a neta do irmão do meu senhor. 49 Agora, se quise­rem mos­trar fidelidade e bondade a meu senhor, digam-me; e, se não quiserem, digam-me tam­bém, para que eu decida o que fazer". 50 Labão e Betuel responderam: "Isso vem do Senhor; nada lhe po­demos dizer, nem a favor, nem contra. 51 Aqui está Rebeca; leve-a com você e que ela se torne a mulher do filho do seu senhor, como disse o Senhor". 52 Quando o servo de Abraão ouviu o que disseram, curvou-se até o chão diante do Se­nhor. 53 Então o servo deu joias de ouro e de prata e vestidos a Rebeca; deu também presentes valiosos ao irmão dela e à sua mãe. 54 Depois ele e os homens que o acompanhavam comeram, beberam e ali passaram a noite. Ao se levantarem na manhã seguinte, ele disse: "Deixem-me voltar ao meu senhor". 55 Mas o irmão e a mãe dela responderam: "Deixe a jovem ficar mais uns dez dias conosco; então você poderá partir". 56 Mas ele disse: "Não me detenham, agora que o Senhor coroou de êxito a minha missão. Vamos despedir-nos, e voltarei ao meu senhor". 57 Então lhe disseram: "Vamos chamar a jovem e ver o que ela diz". 58 Chamaram Rebeca e lhe perguntaram: "Você quer ir com este homem?" "Sim, quero", respondeu ela. 59 Despediram-se, pois, de sua irmã Rebeca, de sua ama, do servo de Abraão e ­dos que o acom­panhavam. 60 E abençoaram Rebeca, dizendo-lhe: "Que você cresça, nossa irmã, até ser milhares de milhares; e que a sua descendência conquiste as cidades dos seus inimigos". 61 Então Rebeca e suas servas se apronta­ram, montaram seus camelos e partiram com o homem. E assim o servo partiu levando Rebeca. 62 Isaque tinha voltado de Beer-Laai-Roi, pois habitava no Neguebe. 63 Certa tarde, saiu ao campo para meditar. Ao erguer os olhos, viu que se aproximavam camelos. 64 Rebeca também ergueu os olhos e viu Isaque. Ela desceu do camelo 65 e perguntou ao servo: "Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encon­tro?" "É meu senhor", respondeu o servo. Então ela se cobriu com o véu. 66 Depois o servo contou a Isaque tudo o que havia feito. 67 Isaque levou Rebeca para a tenda de sua mãe, Sara; fez dela sua mulher, e a amou; assim Isaque foi consolado após a morte de sua mãe.

Gênesis 8 1 Então Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. 2 As fontes das profundezas e as comportas do céu se fecharam, e a chuva parou.
Continuar lendo

Gênesis 8 1 Então Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. 2 As fontes das profundezas e as comportas do céu se fecharam, e a chuva parou. 3 As águas foram baixando pouco a pouco sobre a terra. Ao fim de cento e cinquenta dias, as águas tinham diminuído, 4 e, no décimo sétimo dia do sétimo mês, a arca pousou nas montanhas de Ararate. 5 As águas continuaram a baixar até o décimo mês, e no primeiro dia do décimo mês aparece­ram os topos das montanhas. 6 Passados quarenta dias, Noé abriu a jane­la que fizera na arca. 7 Esperando que a terra já tivesse aparecido, Noé soltou um corvo, mas este ficou dando voltas. 8 Depois­ soltou uma pomba para ver se as águas tinham diminuído na superfície da terra. 9 Mas a pomba não encontrou lugar onde pousar os pés porque as águas ainda cobriam toda a superfície da terra e, por isso, voltou para a arca, a Noé. Ele estendeu a mão para fora, apanhou a pomba e a trouxe de volta para dentro da arca. 10 Noé esperou mais sete dias e soltou nova­mente a pomba. 11 Quando voltou ao entardecer, a pomba trouxe em seu bico uma folha nova de oliveira. Noé então ficou sabendo que as águas tinham diminuído sobre a terra. 12 Esperou ainda outros sete dias e de novo soltou a pomba, mas dessa vez ela não voltou. 13 No primeiro dia do primeiro mês do ano seiscentos e um da vida de Noé, secaram-se as águas na terra. Noé então removeu o teto da arca e viu que a super­fície da terra estava seca. 14 No vigésimo sétimo dia do segundo mês, a terra estava completamente seca. 15 Então Deus disse a Noé: 16 "Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles. 17 Faça que saiam também todos os anima­is que estão com você: as aves, os grandes animais e os pequenos que se movem rente ao chão. Faça-os sair para que se espalhem pela terra, sejam férteis e se multipliquem". 18 Então Noé saiu da arca com sua mulher e seus filhos e as mulheres deles, 19 e com todos os grandes animais e os pequenos que se movem rente ao chão ­e todas as aves. Tudo o que se move sobre a terra saiu da arca, uma espécie após outra. 20 Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto, queimando-os sobre o altar. 21 O Senhor sentiu o aroma agradável e disse a si mes­mo: "Nun­ca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância. E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz desta vez. 22 "Enquanto durar a terra, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais cessarão".

Gênesis 4 Caim e Abel 1 Adão teve relações com Eva, sua mu­lher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: "Com o auxílio do Senhor tive um filho ho­mem".
Continuar lendo

Gênesis 4 Caim e Abel 1 Adão teve relações com Eva, sua mu­lher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: "Com o auxílio do Senhor tive um filho ho­mem". 2 Voltou a dar à luz, desta vez a Abel, irmão dele. Abel tornou-se pastor de ovelhas, e Caim, agricultor. 3 Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao ­Senhor. 4 Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primei­ras crias do seu reba­nho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, 5 mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou. 6 O Senhor disse a Caim: "Por que você está furioso? Por que se transtornou o seu ros­to? 7 Se você fizer o bem, não será aceito? Mas, se não o fizer, saiba que o pecado o ame­aça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". 8 Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: "Vamos para o campo". Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou. 9 Então o Senhor perguntou a Caim: "On­de está seu irmão Abel?" Respondeu ele: "Não sei; sou eu o respon­sável por meu irmão?" 10 Disse o Senhor: "O que foi que você fez? Escute! Da terra o sangue do seu irmão está clamando. 11 Agora amaldiçoado é você pela terra, que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 12 Quan­do você cultivar a terra, esta não lhe dará mais da sua força. Vo­cê será um fugitivo errante pelo mundo". 13 Disse Caim ao Senhor: "Meu castigo é maior do que posso supor­tar. 14 Hoje me expul­sas desta terra, e terei que me esconder da tua face; serei um fugitivo errante pelo mundo, e qualquer que me encontrar me matará". 15 Mas o Senhor lhe respondeu: "Não será assim; se alguém matar Caim, sofrerá sete vezes a vingança". E o Senhor colocou em Caim um sinal, para que ninguém que viesse a encontrá-lo o matasse. 16 Então Caim afastou-se da presença do Senhor e foi viver na terra de Node, a leste do Éden. 17 Caim teve relações com sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Eno­que. 18 A Enoque nasceu Irade, Ira­de gerou a Meujael, Meujael a Metusael, e Metusael a Lameque. 19 Lameque tomou duas mulheres: uma chamava-se Ada; a outra, Zilá. 20 Ada deu à luz Jabal, que foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos. 21 O nome do irmão dele era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. 22 Zilá também deu à luz um filho, chamado Tubalcaim, que fabri­cava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro. Tubalcaim teve uma irmã chamada Naamá. 23 Disse Lameque às suas mulheres: "Ada e Zilá, ouçam-me; mulheres de Lameque, escutem minhas palavras: Eu matei um homem porque me feriu, e um menino, porque me machucou. 24 Se Caim é vingado sete vezes, Lameque o será setenta e sete". 25 Novamente Adão teve relações com sua mulher, e ela deu à luz outro filho, a quem cha­mou Sete, dizendo: "Deus me concedeu um filho ­no lugar de Abel, visto que Caim o matou". 26 Tam­bém a Sete nasceu um filho, a quem deu o nome de Enos. Nessa época começou-se a invocar o no­me do Senhor.

Gênesis 50 1 José atirou-se sobre seu pai, chorou sobre ele e o beijou. 2 Em seguida, deu ordens aos médicos, que estavam ao seu serviço, que embalsa­massem seu pai Israel. E eles o embalsa­maram.
Continuar lendo

Gênesis 50 1 José atirou-se sobre seu pai, chorou sobre ele e o beijou. 2 Em seguida, deu ordens aos médicos, que estavam ao seu serviço, que embalsa­massem seu pai Israel. E eles o embalsa­maram. 3 Leva­ram qua­renta dias completos, pois esse era o tempo para o embalsamamen­to. E os egípcios choraram sua morte setenta dias. 4 Passados os dias de luto, José disse à corte do faraó: "Se posso contar com a bondade de vocês, falem com o faraó em meu favor. Digam-lhe que 5 meu pai fez-me prestar-lhe o seguinte juramento: 'Estou à beira da morte; sepulte-me no túmulo que preparei para mim na terra de Canaã'. Agora, pois, peçam-lhe que me permita partir e sepultar meu pai; logo depois voltarei". 6 Respondeu o faraó: "Vá e faça o sepulta­mento de seu pai como este o fez jurar". 7 Então José partiu para sepultar seu pai. Com ele foram todos os conselheiros do faraó, as autoridades da sua corte e todas as autorida­des do Egito, 8 e, além deles, todos os da família de José, os seus irmãos e todos os da casa de seu pai. Somente as crianças, as ovelhas ­e os bois foram deixados em Gósen. 9 Carruagens e cava­leiros também o acompanharam. A comiti­va era imen­sa. 10 Chegando à eira de Atade, perto do Jor­dão, lamentaram-se em alta voz, com grande amar­gura; e ali José guardou sete dias de pranto pela morte do seu pai. 11 Quando os cananeus que lá habitavam viram aquele pranto na eira de Atade, disseram: "Os egípcios estão celebrando uma cerimônia de luto solene". Por essa razão, aque­le lugar, próximo ao Jordão, foi chamado Abel-Mizraim. 12 Assim fizeram os filhos de Jacó o que este lhes havia ordenado: 13 Levaram-no à terra de Canaã e o sepultaram na caverna do campo de Macpela, perto de Manre, que, com o campo, Abraão tinha comprado de Efrom, o hitita, para que lhe ser­visse de propriedade para sepultura. 14 Depois de sepultar seu pai, José voltou ao Egito, com os seus irmãos e com to­dos os demais que o tinham acompanhado. 15 Vendo os irmãos de José que seu pai havia morrido, disseram: "E se José tiver rancor contra nós e resolver retribuir todo o mal que lhe causamos?" 16 Então mandaram um recado a José, dizendo: "Antes de morrer, teu pai nos ordenou 17 que te disséssemos o seguinte: 'Peço-lhe que perdoe os erros e pecados de seus ir­mãos que o trataram com tanta maldade!' Agora, pois, perdoa os pecados dos servos do Deus do teu pai". Quan­do recebeu o recado, José chorou. 18 Depois vieram seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: "Aqui estamos. Somos teus escravos!" 19 José, porém, lhes disse: "Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus? 20 Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tor­nou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. 21 Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos". E assim os tranqui­lizou e lhes falou ama­velmente. A morte de José 22 José permaneceu no Egito, com toda a família de seu pai. Viveu cento e dez anos 23 e viu a terceira geração dos filhos de Efraim. Além disso, recebeu como seus os filhos de Maquir, filho de Manassés. 24 Antes de morrer José disse a seus ir­mãos: "Estou à beira da morte. Mas Deus certamente virá em auxílio de vocês e os tirará desta terra, levando-os para a terra que prometeu com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó". 25 E José fez que os filhos de Israel lhe prestassem um juramento, dizen­do-lhes: "Quando Deus intervier em favor de vocês, levem os meus ossos da­qui". 26 Morreu José com a idade de cento e dez anos. E, depois de embalsamado, foi colocado num sarcófago no Egito.

Gênesis 37 O sonho de José 1 Jacó habitou na terra de Canaã, onde seu pai tinha vivido como estrangeiro.
Continuar lendo

Gênesis 37 O sonho de José 1 Jacó habitou na terra de Canaã, onde seu pai tinha vivido como estrangeiro. 2 Esta é a história da família de Jacó: Quando José tinha dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os seus irmãos. Ajudava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e contava ao pai a má fama deles. 3 Ora, Israel gostava mais de José do que de qual­quer outro filho, porque lhe havia nasci­do em sua velhice; por isso mandou fazer para ele uma túnica longa. 4 Quando os seus irmãos viram que o pai gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e não conse­guiam falar com ele amigavelmente.5 Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais. 6 "Ouçam o sonho que tive", disse-lhes. 7 "Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele." 8 Seus irmãos lhe disseram: "Então você vai reinar sobre nós? Quer dizer que você vai nos gover­nar?" E o odiaram ainda mais, por causa do sonho e do que tinha dito. 9 Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: "Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim". 10 Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: "Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?" 11 Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo. José é vendido pelos irmãos 12 Os irmãos de José tinham ido cuidar dos rebanhos do pai, perto de Siquém, 13 e Israel disse a José: "Como você sabe, seus irmãos es­tão apas­centando os rebanhos perto de Siquém. Quero que você vá até lá". "Sim, senhor", respondeu ele. 14 Disse-lhe o pai: "Vá ver se está tudo bem com os seus irmãos e com os rebanhos, e traga-me notícias". Jacó o enviou quando estava no vale de He­brom. Mas José se perdeu quando se aproximava de Si­quém; 15 um homem o encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: "Que é que você está procurando?" 16 Ele respondeu: "Procuro meus ir­mãos. Pode me dizer onde eles estão apascentando os rebanhos?" 17 Respondeu o homem: "Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: 'Vamos para Dotã' ". Assim José foi em busca dos seus irmãos e os encontrou perto de Dotã. 18 Mas eles o vi­ram de longe e, antes que chegasse, planejaram matá-lo. 19 "Lá vem aquele sonhador!", diziam uns aos outros. 20 "É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus so­nhos." 21 Quando Rúben ouviu isso, tentou livrá-lo das mãos deles, dizendo: "Não lhe tiremos a vi­da!" 22 E acrescentou: "Não derramem sangue. Joguem-no naquele poço no deserto, mas não toquem nele". Rúben propôs isso com a inten­ção de livrá-lo e levá-lo de volta ao pai. 23 Chegando José, seus irmãos lhe arranca­ram a túnica longa, 24 agarra­ram-no e o jogaram no poço, que estava vazio e sem água. 25 Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma cara­vana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de especiarias, bálsamo e mirra, que eles levavam para o Egito. 26 Judá disse então a seus irmãos: "Que ganharemos se matarmos o nosso irmão e escon­dermos o seu sangue? 27 Vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não tocaremos nele, afinal é nosso irmão, é nosso próprio sangue". E seus irmãos concordaram. 28 Quando os mercadores ismaelitas de Midiã se aproximaram, seus irmãos tiraram José do poço e o venderam por vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito. 29 Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes 30 e, vol­tando a seus irmãos, disse: "O jovem não está lá! Para onde irei agora?" 31 Então eles mataram um bode, mergu­lha­ram no sangue a túnica de José 32 e a mandaram ao pai com este recado: "Achamos isto. Veja se é a túnica de teu filho". 33 Ele a reconheceu e disse: "É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!" 34 Então Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou muitos dias por seu filho. 35 Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele recusou ser consolado, dizendo: "Não! Chorando descerei à sepultura para junto de meu filho". E continuou a chorar por ele. 36 Nesse meio-tempo, no Egito, os midiani­tas venderam José a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda.

Gênesis 38 Judá e Tamar 1 Por essa época, Judá deixou seus ir­mãos e passou a viver na casa de um homem de Adulão, chamado Hira.
Continuar lendo

Gênesis 38 Judá e Tamar 1 Por essa época, Judá deixou seus ir­mãos e passou a viver na casa de um homem de Adulão, chamado Hira. 2 Ali Judá encontrou a filha de um cananeu cha­mado Suá e casou-se com ela. Ele a possuiu, 3 ela engravidou e deu à luz um filho, ao qual ele deu o nome de Er. 4 Tor­nou a engravidar, teve um filho e deu-lhe o nome de Onã. 5 Quando estava em Quezibe, ela teve ainda outro filho e chamou-o Selá. 6 Judá escolheu uma mulher chamada Ta­mar para Er, seu filho mais velho. 7 Mas o Senhor reprovou a conduta perversa de Er, filho mais velho de Judá, e por isso o matou. 8 Então Judá disse a Onã: "Case-se com a mulher do seu irmão, cumpra as suas obri­gações de cunhado para com ela e dê uma descen­dência a seu ir­mão". 9 Mas Onã sabia que a descendên­cia não seria sua; assim, toda vez que possuía a mulher do seu irmão, derramava o sêmen no chão para evitar que seu irmão tivesse descen­dência. 10 O Senhor reprovou o que ele fazia, e por isso o matou também. 11 Disse então Judá à sua nora Tamar: "More como viúva na casa de seu pai até que o meu filho Selá cresça", porque temia que ele viesse a morrer, como os seus irmãos. Assim Tamar foi morar na casa do pai. 12 Tempos depois morreu a mulher de Judá, filha de Suá. Passado o luto, Judá foi ver os tosquiadores do seu rebanho em Timna com o seu amigo Hira, o adulamita. 13 Quando foi dito a Tamar: "Seu sogro está a caminho de Timna para tosquiar suas ove­lhas", 14 ela trocou suas roupas de viúva, cobriu-se com um véu para se disfarçar e foi sentar-se à entrada de Enaim, que fica no caminho de Tim­na. Ela fez isso porque viu que, embora Selá já fosse crescido, ela não lhe tinha sido dada em casamento. 15 Quando a viu, Judá pensou que fosse uma pros­tituta, porque ela havia encoberto o rosto. 16 Não sabendo que era a sua nora, dirigiu-se a ela, à beira da estrada, e disse: "Venha cá, quero deitar-me com você". 17 Ela lhe perguntou: "O que você me dará para deitar-se comigo?" Disse ele: "Eu lhe man­darei um cabritinho do meu rebanho". E ela perguntou: "Você me deixará algu­ma coisa como garantia até que o mande?" 18 Disse Judá: "Que garantia devo dar-lhe?" Respondeu ela: "O seu selo com o cordão, e o cajado que você tem na mão". Ele os entre­gou e a possuiu, e Tamar engravidou dele. 19 Ela se foi, tirou o véu e tornou a vestir as roupas de viúva. 20 Judá mandou o cabritinho por meio de seu amigo adulamita, a fim de reaver da mulher sua garantia, mas ele não a encon­trou, 21 e per­guntou aos homens do lugar: "Onde está a pros­tituta cultual que costuma ficar à beira do cami­nho de Enaim?" Eles responderam: "Aqui não há nenhuma prostituta cultual". 22 Assim ele voltou a Judá e disse: "Não a encontrei. Além disso, os homens do lugar dis­seram que lá não há nenhuma prostituta cul­tual". 23 Disse Judá: "Fique ela com o que lhe dei. Não quero que nos tornemos objeto de zomba­ria. Afinal de contas, mandei a ela este cabriti­nho, mas você não a encontrou". 24 Cerca de três meses mais tarde, disseram a Judá: "Sua nora Tamar prostituiu-se, e na sua prostituição ficou grávida". Disse Judá: "Tragam-na para fora e queimem-na viva!" 25 Quando ela estava sendo levada para fora, mandou o seguinte recado ao sogro: "Es­tou grávida do homem que é dono destas coi­sas". E acrescentou: "Veja se o senhor reconhe­ce a quem pertencem este selo, este cordão e este cajado". 26 Judá os reconheceu e disse: "Ela é mais justa do que eu, pois eu devia tê-la entregue a meu filho Selá". E não voltou a ter relações com ela. 27 Quando lhe chegou a época de dar à luz, havia gêmeos em seu ventre. 28 Enquanto ela dava à luz, um deles pôs a mão para fora; então a parteira pegou um fio vermelho e amar­rou o pulso do menino, dizendo: "Este saiu primeiro". 29 Mas, quando ele recolheu a mão, seu irmão saiu, e ela disse: "Então você conseguiu uma brecha para sair!" E deu-lhe o nome de Perez. 30 Depois saiu seu irmão que estava com o fio vermelho no pulso, e foi-lhe dado o nome de Zerá.

Gênesis 41 O sonho de Faraó 1 Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho. Ele estava em pé junto ao rio Nilo,
Continuar lendo

Gênesis 41 O sonho de Faraó 1 Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho. Ele estava em pé junto ao rio Nilo, 2 quan­do saíram do rio sete vacas belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 3 Depois saíram do rio mais sete vacas, feias e ma­gras, que foram para junto das outras, à beira do Nilo. 4 Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou.5 Tornou a adormecer e teve outro sonho. Sete espigas de trigo, graúdas e boas, cresciam no mesmo pé. 6 Depois brotaram outras sete es­pigas, mirradas e ressequidas pelo vento leste. 7 As espigas mir­radas engoliram as sete espigas graúdas e cheias. Então o faraó acordou; era um sonho. 8 Pela manhã, perturbado, mandou chamar todos os magos e sábios do Egito e lhes contou os sonhos, mas ninguém foi capaz de interpretá-los. 9 Então o chefe dos copeiros disse ao fa­raó: "Hoje me lembro de minhas faltas. 10 Certa vez o faraó ficou irado com dois dos seus servos e man­dou prender-me junto com o chefe dos padeiros, na casa do capitão da guarda. 11 Certa noite cada um de nós teve um sonho, e cada sonho tinha uma interpretação. 12 Pois bem, havia lá conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele os inter­pretou, dando a cada um de nós a interpretação do seu próprio sonho. 13 E tudo aconteceu conforme ele nos dissera: eu fui restau­rado à minha posição, e o outro foi enforcado". 14 O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do cala­bouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó. 15 O faraó disse a José: "Tive um sonho que ninguém consegue interpre­tar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo". 16 Respondeu-lhe José: "Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável". 17 Então o faraó contou o sonho a José: "Sonhei que estava em pé, à beira do Nilo, 18 quan­do saíram do rio sete vacas, belas e gor­das, que começaram a pastar entre os juncos. 19 De­pois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. 20 As vacas magras e feias co­meram as sete vacas gordas que tinham apareci­do primeiro. 21 Mes­mo depois de havê-las comi­do, não parecia que o tivessem feito, pois conti­nuavam tão magras como antes. Então acordei. 22 "Depois tive outro sonho. Vi sete espi­gas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. 23 Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento les­te. 24 As espigas magras engoliram as sete espi­gas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo". 25 "O faraó teve um único sonho", disse-lhe José. "Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. 26 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. 27 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, quei­madas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome. 28 "É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. 29 Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, 30 mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. 31 A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. 32 O sonho veio ao faraó duas vezes porque a ques­tão já foi decidida por Deus, que se apres­sa em realizá-la. 33 "Procure agora o faraó um homem crite­rioso e sábio e ponha-o no comando da terra do Egito. 34 O faraó também deve estabelecer supervisores para recolher um quin­to da colheita do Egito durante os sete anos de fartura. 35 Eles deverão recolher o que puderem nos anos bons que virão e fazer estoques de trigo que, sob o controle do faraó, serão armazenados nas cida­des. 36 Esse estoque servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome." 37 O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros. 38 Por isso o faraó lhes per­guntou: "Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino?" 39 Disse, pois, o faraó a José: "Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. 40 Vo­cê terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você". José, governador do Egipto 41 E o faraó prosseguiu: "Entrego a você agora o co­mando de toda a terra do Egito". 42 Em seguida, o faraó tirou do dedo o seu anel-selo e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. 43 Tam­bém o fez subir em sua segunda carruagem real, e à frente os arautos iam gritan­do: "Abram caminho!" Assim José foi posto no comando de toda a terra do Egito. 44 Disse ainda o faraó a José: "Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito". 45 O fa­raó deu a José o nome de Zafenate-Paneia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito. 46 José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Ele se ausentou da presença do faraó e foi percorrer todo o Egito. 47 Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção. 48 José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas. 49 Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, ­porque ia além de toda medida. 50 Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos. 51 Ao primeiro, José deu o nome de Ma­nassés, dizendo: "Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai". 52 Ao segundo filho, chamou Efraim, dizen­do: "Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido". 53 Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito, 54 e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia ali­mento. 55 Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comi­da, e este respondeu a todos os egípcios: "Dirijam-se a José e façam o que ele disser". 56 Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de ar­mazenamento e começou a vender trigo aos egíp­cios, pois a fome se agravava em todo o Egito. 57 E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte.

Gênesis 39 José e a mulher de Potifar 1 José havia sido levado para o Egito, onde o egíp­cio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o ti­nham levado para lá.
Continuar lendo

Gênesis 39 José e a mulher de Potifar 1 José havia sido levado para o Egito, onde o egíp­cio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o ti­nham levado para lá. 2 O Senhor estava com José, de modo que este pros­perou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio. José era atraente e de boa aparência, 3 Quan­do este percebeu que o Senhor estava com ele e que o fazia prosperar em tudo o que realizava, 4 agradou-se de José e tornou-o administrador de seus bens. Potifar deixou a seu cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possuía.5 Desde que o deixou cui­dando de sua casa e de todos os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no cam­po. 6 Assim, deixou ele aos cuidados de José tudo o que tinha, e ­não se preocupava com coisa alguma, exceto com sua própria comida. 7 e, depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo e o convidou: "Venha, deite-se comigo!" 8 Mas ele se recusou e lhe dis­se: "Meu senhor não se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos meus cuidados. 9 Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, en­tão, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?" 10 Assim, em­bora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela. 11 Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos empregados ali se encon­trava. 12 Ela o agarrou pelo manto e voltou a convidá-lo: "Vamos, deite-se comigo!" Mas ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela. 13 Quando ela viu que, ao fugir, ele tinha deixado o manto em sua mão, 14 chamou os em­pregados e lhes disse: "Vejam, este hebreu nos foi trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas eu gritei. 15 Quan­do me ouviu gritar por socorro, largou seu manto ao meu lado e fugiu da casa". 16 Ela conservou o manto consigo até que o senhor de José che­gasse à casa. 17 En­tão repetiu-lhe a história: "Aquele escravo hebreu que você nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar. 18 Mas, quando gritei por socorro, ele largou seu manto ao meu lado e fugiu". 19 Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: "Foi assim que o seu escravo me tratou", ficou indignado. José ficou na prisão, 20 Mandou buscar José e lançou-o na prisão em que eram postos os prisioneiros do rei. 21 mas o Senhor esta­va com ele e o tratou com bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro. 22 Por isso ­o carcereiro encarregou José de todos os que esta­vam na prisão, e ele se tornou responsável por tudo o que lá sucedia. 23 O carce­reiro não se pre­ocupava com nada do que estava a cargo de José, porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava.

Gênesis 18 Os três visitantes 1 O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sen­tado à entrada de sua tenda, na hora mais quen­te do dia.
Continuar lendo

Gênesis 18 Os três visitantes 1 O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sen­tado à entrada de sua tenda, na hora mais quen­te do dia. 2 Abraão ergueu os olhos e viu três ho­mens em pé, a pouca distân­cia. Quan­do os viu, saiu da entrada de sua tenda, correu ao encontro deles e curvou-se até o chão. 3 Disse ele: "Meu senhor, se mereço o seu favor, não passe pelo seu servo sem fazer uma parada. 4 Mandarei buscar um pouco d'água para que lavem os pés e descansem debaixo desta árvore. 5 Vou trazer a vocês também o que comer, para que recuperem as forças e prossigam pelo cami­nho, agora que já chegaram até este seu servo". "Está bem; faça como está dizendo", res­ponderam. 6 Abraão foi apressadamente à tenda e dis­se a Sara: "Depressa, pegue três medidas da melhor farinha, amasse-a e faça uns pães". 7 Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um servo, que se apres­sou em prepará-lo. 8 Trouxe então coalha­da, leite e o novilho que havia sido prepa­rado, e os serviu. Enquanto comiam, ele ficou perto deles em pé, debaixo da árvore. 9 "Onde está Sara, sua mulher?", pergunta­ram. "Ali na tenda", respondeu ele. 10 Então disse o Senhor: "Voltarei a você na primavera, e Sara, sua mulher, terá um filho". Sara escutava à entrada da tenda, atrás dele. 11 Abra­ão e Sara já eram velhos, de idade bem avançada, e Sara já tinha passado da idade de ter filhos. 12 Por isso riu consigo mesma, quan­do pensou: "Depois de já estar velha e meu senhor já idoso, ainda terei esse prazer?" 13 Mas o Senhor disse a Abraão: "Por que Sara riu e disse: 'Poderei realmente dar à luz, agora que sou idosa?' 14 Existe alguma coisa impossível para o Senhor? Na primavera volta­rei a você, e Sara terá um filho". 15 Sara teve medo, e por isso men­tiu: "Eu não ri". Mas ele disse: "Não negue, você riu". 16 Quando os homens se levantaram para partir, avistaram lá embaixo Sodoma; e Abraão os acompanhou para despedir-se. Abraão intercede por Sodoma 17 Então o Senhor disse: "Esconderei de Abraão o que estou para fazer? 18 Abraão será o pai de uma nação grande e pode­rosa, e por meio dele todas as nações da terra serão abençoadas. 19 Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus filhos e aos seus descendentes que se conservem no caminho do Senhor, fazendo o que é justo e direito, para que o Senhor faça vir a Abraão o que lhe prometeu". 20 Disse-lhe, pois, o Senhor: "As acusa­ções contra Sodoma e Gomorra são tantas e o seu pecado é tão grave 21 que descerei para ver se o que eles têm feito corresponde ao que te­nho ouvido. Se não, eu saberei". 22 Os homens partiram dali e foram para Sodoma, mas Abraão per­maneceu diante do Senhor. 23 Abraão aproxi­mou-se dele e disse: "Exterminarás o justo com o ímpio? 24 E se hou­ver cinquenta justos na cidade? Ainda a destrui­rás e não pouparás­ o lugar por amor aos cin­quenta justos que nele estão? 25 Lon­ge de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?" 26 Respondeu o Senhor: "Se eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles". 27 Mas Abraão tornou a falar: "Sei que já fui muito ousado a ponto de falar ao Senhor, eu que não passo de pó e cinza. 28 Ainda assim per­gunto: E se faltarem cinco para completar os cinquenta justos? Destruirás a cidade por causa dos cinco?" Disse ele: "Se encontrar ali quarenta e cinco, não a destruirei". 29 "E se encontrares apenas quarenta?", insistiu Abraão. Ele respondeu: "Por amor aos quarenta não a destruirei". 30 Então continuou ele: "Não te ires, Se­nhor, mas permite-me falar. E se apenas trinta forem encontra­dos ali?" Ele respondeu: "Se encontrar trinta, não a destruirei". 31 Prosseguiu Abraão: "Agora que já fui tão ousado falando ao Senhor, pergunto: E se apenas vinte forem encontrados ali?" Ele respondeu: "Por amor aos vinte não a destruirei". 32 Então Abraão disse ainda: "Não te ires, Senhor, mas permite-me falar só mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados?" Ele respondeu: "Por amor aos dez não a destruirei". 33 Tendo acabado de falar com Abraão, o Senhor partiu, e Abraão voltou para casa.

Gênesis 49 Jacob abençoa os filhos 1 Então Jacó chamou seus filhos e dis­se: "Ajun­tem-se a meu lado para que eu lhes diga o que lhes acontecerá nos dias que virão.
Continuar lendo

Gênesis 49 Jacob abençoa os filhos 1 Então Jacó chamou seus filhos e dis­se: "Ajun­tem-se a meu lado para que eu lhes diga o que lhes acontecerá nos dias que virão. 2 "Reúnam-se para ouvir, filhos de Jacó; ouçam o que diz Israel, seu pai. 3 "Rúben, você é meu primogênito, minha força, o primeiro sinal do meu vigor, superior em honra, superior em poder. 4 Turbulento como as águas, já não será superior, porque você subiu à cama de seu pai, ao meu leito, e o desonrou. 5 Simeão e Levi são irmãos; suas espadas são armas de violência. 6 Que eu não entre no conselho deles, nem participe da sua assembleia, porque em sua ira mataram homens e a seu bel-prazer aleijaram bois, cortando-lhes o tendão. 7 Maldita seja a sua ira, tão tremenda, e a sua fúria, tão cruel! Eu os dividirei pelas terras de Jacó e os dispersarei em Israel. 8 Judá, seus irmãos o louvarão, sua mão estará sobre o pescoço dos seus inimigos; os filhos de seu pai se curvarão diante de você. 9 Judá é um leão novo. Você vem subindo, filho meu, depois de matar a presa. Como um leão, ele se assenta; e deita-se como uma leoa; quem tem coragem de acordá-lo? 10 O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, e a ele as nações obedecerão. 11 Ele amarrará seu jumento a uma videira; e o seu jumentinho, ao ramo mais seleto; lavará no vinho as suas roupas; no sangue das uvas, as suas vestimentas. 12 Seus olhos serão mais escuros que o vinho; seus dentes, mais brancos que o leite. 13 Zebulom morará à beira-mar e se tornará um porto para os navios; suas fronteiras se estenderão até Sidom. 14 Issacar é um jumento forte, deitado entre as suas cargas. 15 Quando ele perceber como é bom o seu lugar de repouso e como é aprazível a sua terra, curvará seus ombros ao fardo e se submeterá a trabalhos forçados. 16 Dã defenderá o direito do seu povo como qualquer das tribos de Israel. 17 Dã será uma serpente à beira da estrada, uma víbora à margem do caminho, que morde o calcanhar do cavalo e faz cair de costas o seu cavaleiro. 18 Ó Senhor, eu espero a tua libertação! 19 Gade será atacado por um bando, mas é ele que o atacará e o perseguirá. 20 A mesa de Aser será farta; ele oferecerá manjares de rei. 21 Naftali é uma gazela solta, que por isso faz festa. 22 José é uma árvore frutífera, árvore frutífera à beira de uma fonte, cujos galhos passam por cima do muro. 23 Com rancor arqueiros o atacaram, atirando-lhe flechas com hostilidade. 24 Mas o seu arco permaneceu firme; os seus braços continuaram fortes, ágeis para atirar, pela mão do Poderoso de Jacó, pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel, 25 pelo Deus de seu pai, que ajuda você, o Todo-poderoso, que o abençoa com bênçãos dos altos céus, bênçãos das profundezas, bênçãos da fertilidade e da fartura. 26 As bênçãos de seu pai são superiores às bênçãos dos montes antigos, às delícias das colinas eternas. Que todas essas bênçãos repousem sobre a cabeça de José, sobre a fronte daquele que foi separado de entre os seus irmãos. 27 Benjamim é um lobo predador; pela manhã devora a presa e à tarde divide o despojo". A morte de Jacob 28 São esses os que formaram as doze tri­bos de Israel, e foi isso que seu pai lhes disse, ao abençoá-los, dando a cada um a bênção que lhe pertencia. 29 A seguir, Jacó deu-lhes estas instruções: "Estou para ser reunido aos meus antepassados. Sepultem-me junto aos meus pais na caverna do campo de Efrom, o hitita, 30 na caverna do cam­po de Macpela, perto de Manre, em Canaã, campo que Abraão comprou de Efrom, o hitita, como propriedade para sepultura. 31 Ali foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, e Isaque e Rebeca, sua mulher; ali também sepultei Lia. 32 "Tanto o campo como a caverna que nele está foram comprados dos hititas". 33 Ao acabar de dar essas instruções a seus filhos, Jacó deitou-se, expirou e foi reunido aos seus antepassados.