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Frases de Beto Acioli

220 frases

Evos de solidão És como águas mortas de um bruto solipsismo...
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Evos de solidão És como águas mortas de um bruto solipsismo... que nasce do egocentrismo nos teus diques e comportas e impede-nos navegar nos teus rasos oceanos... reflui desse imo insano ardis de cunho vulgar e lastra em teu caminhar vislumbres de escuridão de juízos inumanos porto que ninguém aporta... dédalo de tantas portas sendas a comuns engano contemplações do ser ufano sugerem indefinição... viajor de histórias tortas em teu destino há respostas pros evos de solidão...

Das contrições Entre o gostar e o querer há um mal sofrível:
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Das contrições Entre o gostar e o querer há um mal sofrível: o se arrepender... vem a tristezas atônita e o peito vazio vem sentimentos de noites sem amanhecer e as vísceras sangram, aflitas à cruciação não existe o que mais fazer... toda dor traz suas sementes nem todo céu é de encantos nem todo rio é de encontros nem todo verso quer rimas nem todo chão dá poesia nem há amor que se plante em terreno baldio.

O amor O amor é indefinível, tem nele todo indizível,
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O amor O amor é indefinível, tem nele todo indizível, difícil de se entender... Tudo que dele se diga, é, certamente, plausível, mas não passa de clichê... O amor vem de alma pura, não veste-se de fuga ou medo é forte tal qual um rochedo não é doença, ele é cura. Perene, pra sempre dura, não divide, multiplica; não se traduz nem se explica, em palavras, sua essência, mas se expressa na evidência dos gestos de quem o sente... A cor dos olhos não mente quando irradia o seu lume; no amor não cabe o ciúme, mas sim respeito e lealdade. O amor traz felicidades, não a dor nem o sofrimento, insegurança e tormento, sentimentos doentios... Se é amor tem que ser sadio, ser livre e sem vencimento...

Troféu Soo a pulsão estancada sentimentos de robô
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Troféu Soo a pulsão estancada sentimentos de robô de flamas mortas, sem ardor d'água salobra parada do tudo que se fez nada do azedo que já foi mel do doce que fez-se em fel deixaste de ser poesia e o prêmio à tu'alma fria é o desdém qual troféu.

Enquanto houver lucidez Enquanto houver um mínimo de lucidez nem tudo estará perdido
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Enquanto houver lucidez Enquanto houver um mínimo de lucidez nem tudo estará perdido contraditório ou não todo equilíbrio é possível... toda loucura é cabível... visto que tudo passa viver não chega a ser insofrível pois toda a vida é ilusão a dor pode ser aprazível pois todo martírio é vão todo delírio é são e a morte é iniludível.

Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência (II) Espalho minhas sementes pra que o mundo floresça
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Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência (II) Espalho minhas sementes pra que o mundo floresça pra quando aqui pereça meu nome não esteja ausente... Deixo meu ar de presente pra qu'exalem em permanência e busquem a florescência nos germens, de mim, aspersos... deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência.

Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência Cultivo frutos de agoras, de horizontes e devenir
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Deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência Cultivo frutos de agoras, de horizontes e devenir sóis nascentes no porvir sementes de justa aurora... no presente de minhas horas rastros d'intensas vivências vem n'alma a efervescência de sentimentos abstersos... deixo pro mundo em meus versos provas da minha existência.

Invernal Nas chuvas que caem sem horas vêm vontades de lhe ter...
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Invernal Nas chuvas que caem sem horas vêm vontades de lhe ter... sentindo o viver doer gradeado lá no passado... brotam em meus olhos molhados saudades mil de você e o tempo a voar não passa porque ainda há o querer... são d'águas as tuas lembranças torrentes balança o peito e o efeito que à alma lança é de aflições perecer...

Vinho que venha o sangue tinto das vinhas
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Vinho que venha o sangue tinto das vinhas num cálice de bom espírito pra que dores sejam breves pra que fardos sejam leves... e a cada trago tomado que nos traga cores aromas, tatos, sabores... sorrisos & brisas, calma um afago lá nos refolhos da alma também para que nos leve e nos retome de volta à essência incorpórea que faz-nos sentir-se ser... e termos vicissitude de amores na sensatez de torpores preamares de prazer...

Das consumições No solo à lágrima caída e fecunda
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Das consumições No solo à lágrima caída e fecunda espinhos de um filho em subversão partir no desleixo é que, à parte, sangra esfarelam sonhos e a alma parte não é só no puxo de mãe que se sente dor... também por amor sofre um viajor em seus flutuantes dias vão-se luas vêm destempos e à luz dos silêncios desaparição... na busca tardia é que se torna fria tal conexão ao voo ingrato desdéns, rebeldia fenece-se às chamas o que noutrora havia...

Tal tempo são poças de remorsos à natureza prima de sangue estagnado por dissipações
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Tal tempo são poças de remorsos à natureza prima de sangue estagnado por dissipações e sonhos esvoaçados de sujos vestígios tristezas recorrentes à luz de involuções... é o eterno que morre malsão entre os dedos escolhas que convergem à insana escravidão são dores, desencantos d'infeliz desejo nos olhos que se atêm à própria escuridão... e, de toda verdade, o cultivo insosso dos muitos pesadelos qu'inda hão de vir são pedras pequeninas por entre destroços... medos que não dão trela d'alguém arguir soluçam no vazio dum tal alvoroço diz ser suma certeza que é chegado o fim.

Subversões Dias instáveis qual mar em subversões
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Subversões Dias instáveis qual mar em subversões é tudo que não queria... seguir quase insuportável por ser lobo solitário em ocasos inconfessáveis... poluto e lotado de detritos confuso perdido em seus labirintos no escuro de seu rude imaginário contrito com a alma em total conflito viver ocluso em seus sentimentos morrer escuso em seus marasmos...

Blandífluo Como se fosse gotas de sorrisos a garoar sobre os meus ramos secos
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Blandífluo Como se fosse gotas de sorrisos a garoar sobre os meus ramos secos fez florescer poesias em meus becos frutificar no peito regozijos... fez dos abismos um lugar sereno e dos venenos antídoto preciso fez da loucura alicerces do siso e dos meus gritos bulícios amenos trouxe vigor ao que era sacrifício deu mais valor aos encargos pequenos menos assombros ao devir difícil como um repuxo e de viço pleno varri balouços encontrando o alívio e pra tristura fiz somente um aceno.

Alma forra Antes da delicada frieza era devotado
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Alma forra Antes da delicada frieza era devotado também de atitudes arrojadas com a deia em forma de mulher que me arrebatou... me fez, do mundo, declinado um servo, aos seus pés, inclinado de raios desembestados que por fim surtou... fui amante fiel endiabrado de corpo, dessossegado fui o louco mais apaixonado e cativo do amor... mas hoje sou barco imbicado dali fui desacorrentado co'as fenestras do ceticismo que me alforriou...

Um grito em silêncio Não há nada que aponte um recomeço nem que aporte as cinzas a ressuscitar
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Um grito em silêncio Não há nada que aponte um recomeço nem que aporte as cinzas a ressuscitar se o agora é de cruz a carregar qual pecado possui mais justo preço? lavar as mãos ora não é o que ofereço os meus pés andam cegos em desamor sou tão caça quanto fui caçador sem valor, sem nome nem endereço... qual druida vestido pelo avesso enfurnado em lamúrias colossais ao furor dos arcanjos imparciais singro à dor de um passado não travesso... entre mortes & vida vingo os tropeços e os arfantes estridores dos meus ais.

Conspirações (É inútil toda peçonha porque o bem vem aos bons) Inda que te finquem as garras
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Conspirações (É inútil toda peçonha porque o bem vem aos bons) Inda que te finquem as garras com todo ódio e furor que te interrompam o labor e que disto façam farra que ostentem de toda marra com ranços de dissabor que exalem n'alma o fedor d'egos sujos n'algazarra que tentem meter-te amarras d'infernos te interpor e imputem a ti dor de suas asserções bizarras sairás por fim vencedor inda que te finquem as garras e mesmo com toda barra só urdirão a teu favor...