É curioso pensar que hoje eu posso ler algo escrito por alguém que viveu dois séculos atrás e me reconhecer ali, como se aquela pessoa ainda respirasse no mesmo tempo que eu. Há uma comunhão invisível entre quem escreve e quem lê, uma ponte que desafia a distância do tempo. Esc…
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É curioso pensar que hoje eu posso ler algo escrito por alguém que viveu dois séculos atrás e me reconhecer ali, como se aquela pessoa ainda respirasse no mesmo tempo que eu. Há uma comunhão invisível entre quem escreve e quem lê, uma ponte que desafia a distância do tempo. Escrever é, de certa forma, se eternizar no efêmero.