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Frases de Autora Desconhecida

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O LUXO DA MORTE LETAL Subi ao topo de um belo lugar, o luxo brilhava, tentava enganar.
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O LUXO DA MORTE LETAL Subi ao topo de um belo lugar, o luxo brilhava, tentava enganar. Piscina serena, mulher a nadar, mas algo escondido tentava avisar. O céu era escuro, a noite calada, por trás da beleza, eu via a cilada. Sentia no corpo, pulsava no ar: a cobra me via, queria chegar. Do nada, um grito cortou o sossego, senti que era tarde, cedi ao meu medo. Olhei novamente, um sangue vermelho, flutuava na água, cruel pesadelo. Sem uma perna, a moça jazia, enquanto algo no teto se escondia. Não tinha um rosto, nem forma exata, mas sua presença era fria e ingrata. A cena mudou, fui ao jardim, duas torres brilhavam no fundo de mim. Fontes, sorrisos, descanso aparente, mas a paz mentia, era só de repente. Segurava um bebê no meu colo cansado, tão puro, tão doce, tão despreparado. Minha amiga, aflita, queria saber de algo que o mundo tentava esconder. Um homem subiu, com olhar vazio, parecia humano, mas era sombrio. Seguiu um casal até o elevador, e o que veio depois foi puro terror. Os gritos vieram, som rasgado e cruel, um chamado da morte sem gosto de mel. Quis descer correndo, fugir da visão, mas lá no térreo: apenas vermelho escarlate e destruição. O jardim virado em sangue e ruína, rastros enormes em cada esquina. E eu com um bebê, sentindo o final, com o peito em brasa e um medo mortal. A cobra cresceu, tornou-se gigante, sorrateira, escura, sempre distante. Não a vejo, mas sei — ela sabe também, que volto ao seu mundo, vez ou outra, além. Acordo ofegante, suor na mão, com a sensação presa no coração. A cobra me observa — ainda me quer, espreita no escuro... e sabe quem é.