Andarilho Perambulo sem rumo como vaga-lume
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Andarilho Perambulo sem rumo como vaga-lume Às vezes vou,às vezes volto Corpo que arde sofrimento invade Choro que corrói,entorpece Vazio que nefasta,enfada,ofusca Elevo o olhar Lá está a nuvem a me procurar Fico calado,sem graça acanhado,inquieto,em lágrimas Sei lá,vou retornar Na obscuridade não a vejo Olho para mim, estou só,no relento Exausto, embatido, esvaído, adormeço Em sobressalto,quase num tropeço, emudeço É ela,que entre choro e soluço vem me abraçar Revigorado, me liberto como orvalho na planta a desabrochar