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Frases de Augusto Matos

37 frases

Sementes Sementes singelas semeadas; Sutileza e continuidade;
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Sementes Sementes singelas semeadas; Sutileza e continuidade; Germinada nova verdade; Brotos vitimados por geadas. Sobrevivência vil ameaçada; Galhos teimosos podados; Seiva e tronco judiados; Sentenciada atrofia forçada. Milagres: pródiga natureza! Cuidados à persistente planta; Reduzidas aridez e aspereza. Folhas e flores admiráveis: Pólen, frutos, sementes. Solo e raízes formidáveis.

Poéticas pinturas Sílabas em abstração vivem no poeta em átimos de tempo Visão num espectro de frequências luminosas da luz
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Poéticas pinturas Sílabas em abstração vivem no poeta em átimos de tempo Visão num espectro de frequências luminosas da luz Há muito mais que isso: O ultravioleta, o infravermelho, os raios x e gama Quiçá a astronômica matéria escura Num prisma espiritual decanta-se o que o visual mostra O poeta enxerga tudo diferente, emana singularidade Tem a licença poética para captar o que lhe é necessário Uma mulher pode ser matéria poética sem saber, sem notar Sem se dar conta, pode ser-lhe o único bem num dia ruim Quando tudo são flores, dentre elas é a musa a mais bela E o poema pode ter uma paleta de manifestações sensoriais Matizes, nuances, gradações, luminosidade, temperatura Aromas, sonoridade, delineios na plasticidade verbal O pincel das letras, a tintura semântica, a tela semiótica As curvas da mulher se desenvolvem no manejo frasal Estrofes se seguem, como a alternar o foco anatômico Os maneirismos dela evocam interpretação literária Transformação da contemplação pela versificação Cai um véu, despe-se o manancial da inspiração As mãos imaginadas ganham amplitude de ação Face a face, já os olhos são insuficientes Um ser tão vasto e misterioso, tateado em Poesia Flertando mutuamente, num instante quase hipnótico Pode um poema já ser lido enquanto é gerado Sem papel, formatação, tinta, ou mesmo esboço prévio Mas corpo, alma e coração convertidos instantaneamente São relativos a extensão e o tamanho, densidade é tudo E nessas percepções poéticas, tudo é intensidade.

Dia das Mães Parabéns às mães, especialmente à minha. Vocês são pilares familiares/sociais cruciais.
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Dia das Mães Parabéns às mães, especialmente à minha. Vocês são pilares familiares/sociais cruciais. Coração de mãe é vazante de amor desprendido, incondicional, fiel, generoso, compreensivo, acolhedor, guerreiro, resignado, fortalecedor, consolador, educador, E por esses e outros atributos, tanto se aproxima do amor de Deus. Após ter filho, toda mulher se transforma, é investida do dom da maternidade, da missão que transcende. Ganha misteriosa intuição, vence tempo e espaço, tem seu canal comunicativo com a prole, pressente... Sofre e se regozija aonde quer que estejam os filhos, derramam lágrimas se por perto, ainda mais se longe, acabrunham-se repentinamente pela saudade sentida. Abnegadamente suportam toda sorte de provações, se isso for em prol dos filhos, esquecendo-se de si mesmas em favor deles. Mãe atravessa deserto, toma chuva, passa frio, é escudo poderoso a despeito da fragilidade feminina, uma imensidão ultrapassando os limites humanos. Sua boca pode privar-se, para que a de um filho abunde. Altiva e orgulhosa pela realização nas conquistas dos filhos. Não cabe em si, transborda para que o mundo saiba que mãe, É mãe!

Garimpo dos Sentimentos Joias formosas manifestadas na significação de palavras singulares. Pessoas diferenciadas são capazes de bem utilizar a bateia da percepção.
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Garimpo dos Sentimentos Joias formosas manifestadas na significação de palavras singulares. Pessoas diferenciadas são capazes de bem utilizar a bateia da percepção. Distinguir virtuosamente os cascalhos das preciosidades. Reunir um mosaico frasal, lapidar em si a matéria bruta abstraída. A expressividade reluzente de um ser manifesto pelo rastro poético Encantando e causando brilho nos olhos: diamantes, safiras, esmeraldas... Com uma sedutora participação no processo de lapidação. Mas por ironia, joias nem sempre são vistas como deveriam... Ao extrair o limo, o barro, os pedregulhos, chega-se ao âmago. Melhor saber a respeito do material com o qual se lida! Ourives incautos, em suas inabilidades eventuais, podem colocar tudo a perder... Garimpo não! Arte e virtude de sentir, perceber, interagir. A solidão das joias embaçadas pela névoa dos sentimentos machucados: perturbadora. Analogias com relações humanas... desencontros. Namoros deixam de ocorrer por falta da arte mútua de garimpar amores... Diamantes fragmentados, partidos como corações desiludidos... Olhos tristes e lágrimas cristalizando resignação. E balanças pendendo por falta de compreensão. Maravilhas amorosas não ocorrem sem dedicação, perícia, esmero... Principalmente lapidação, criação de preciosidades imateriais. Emanadas as virtudes, passa-se pela vivência. Quem já não encontrou pessoas preciosas? Brilhantes por natureza, douradas na essência. Que dedos estão à altura de receber tal ornamento metafísico?

Poema acróstico - Camila Ramos Como é bom recordar aqueles nossos momentos! Amada minha desde os olhares ante a fogueira
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Poema acróstico - Camila Ramos Como é bom recordar aqueles nossos momentos! Amada minha desde os olhares ante a fogueira Magia e encantamentos, brilhos nos olhares... Iluminados sob a luz da lua e defronte à chama Luar, brando cintilando teu rosto junto ao meu Aquela festa junina jamais ficará para trás! Realização mútua a partir dali, paramos o tempo Ambos os sentimentos no íntimo abrasados, fumegantes Mãos, braços e abraços, fusão originada no coração Olhos nos olhos, corpos palpitantes, extasiados Sublimação à distância, diferentes localidades... Vencemos a concepção tempo-espaço, serenamente Intuitivamente nos comunicamos, mesmo com hiatos Enternecidos, abrandamos os ímpetos de fugacidade Irmanados pela amizade construtora do nosso elo Raro, marcante, que está predestinado a ser longevo Anjo teu sou, e como me revelaste: teu eternamente!

Sempre amanhecer Amanhecer, o sol adornando o céu com seus fios de ouro;
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Sempre amanhecer Amanhecer, o sol adornando o céu com seus fios de ouro; contornando nuvens anunciando: resplandece o tempo vindouro. Alvorada, na explosão e poder da luz pelas cores em união; força que reluz e conduz. Essência na presença; magnífica coroada simplicidade; inspiração na Renascença. Desde o princípio luz intensa; círculo revelando eternidade, imbuído de força imensa.

Poema acróstico - Andreia Caroline Galeano Alfa como símbolo de uma mulher que lidera pelo gentil coração Namorada que um bom homem sonha para terem mútua realização
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Poema acróstico - Andreia Caroline Galeano Alfa como símbolo de uma mulher que lidera pelo gentil coração Namorada que um bom homem sonha para terem mútua realização Deus te faz imensamente abençoada, seja como mãe, filha, amiga... Rainha em beleza coroada de simplicidade, ternura, educação... Elegante no vestir-se e no portar-se, um referencial de ação Inspiradora musa, que se destaca em uma feminina multidão Afável, receptiva e atenciosa dama, tu procedes com retidão. Cada verso é ode, uma busca poética pela sublime descrição Acima da literatura, estão anseios dos recônditos do homem Resplandecente rosto é o teu, dotado de uma beleza grega Onde estiveres encantarás a todos, como a mim me encantou Luminoso sorriso, feições delicadas, olhar esplendoroso Inerente carisma propagado como sol em radiante dourado Nuvem branda, brisa leve; um céu pelas mãos e voz suaves Elevam-se meus pensamentos em ti, transponho o tempo. Gostos refinados e afinidades observáveis me causam fascinação Alma pura, assim te conservas com virtudes acima do transitório Leveza e paz são atributos do teu ser e reverberam tanta doçura Eternamente estarás em mim e na poesia, tem-se o elo perene Acalento a gratificante arte de dar vida a palavras oníricas Nenhuma barreira contém a glória de uma poesia extasiada Omega no desfecho da escrita como chave de material nobre.

Moça Bela Moça bela, que sutilmente gesticula doçura e elegância Coloca-se discreta no ambiente, simples e pura margarida
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Moça Bela Moça bela, que sutilmente gesticula doçura e elegância Coloca-se discreta no ambiente, simples e pura margarida Sorriso espontâneo, algo de luminoso em alma transparente Sua melódica voz exalta meiga composição, que diverte e instrui Cruza formosas pernas sem vulgaridade, apresentam-se pés delicados Suavidade das mãos, no outro extremo corpóreo, em atraente harmonia Implícita sedução rege o olhar e induz imantados desejos cavalheiros Sua roupa resguarda conteúdo tal como pétalas de um formoso botão Sabe que o momento de abrir-se pertence à sabedoria e à dignidade Fonte de apreciação quase hipnótica e um magnífico deleite visual Promissora mulher de personalidade e esperançoso futuro à sociedade De sólido caráter, resplandece virtuosa e exemplar cidadã Fruto abençoado, opõe-se às decaídas atuais mulheres-frutas A modernidade não invalida consagrados modos de uma dama Educada, sabe acrescentar conhecimentos à luz da cultura Escreve seu cotidiano em múltiplos tons de Lápis Lazúli Caligrafia e gestos benevolentes advindos do ingênuo coração Vida como livro de romance amadurecido na ternura juvenil Decodificada no poema, manifestação por versos de encantamento.

Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, E=mc². Consagrou-se Albert Einstein na história da humanidade por meio dessa simples mas retumbante descrição matemática do que há de intrínseco ao cosmo. Partindo-se dessa equação que rege o campo da energia, englob…
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Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, E=mc². Consagrou-se Albert Einstein na história da humanidade por meio dessa simples mas retumbante descrição matemática do que há de intrínseco ao cosmo. Partindo-se dessa equação que rege o campo da energia, englobando as leis do eletromagnetismo e da conservação da massa, respectivamente de autoria de Michael Faraday e Antoine Lavoisier, passo a discorrer sobre os desdobramentos de um artigo outrora publicado por mim e que abordava a geração individualizada de energia elétrica. A energia solar é massa, como tal pode ser transformada em energia elétrica em igual quantidade de matéria, portanto, o Sol é uma reserva energética astronomicamente colossal, algo como uma bateria absurdamente carregada, mas que nos concede a cada dia apenas uma cota, aliás imensa, de energia, a qual já é transformada na natureza e se expressa nas formas de vegetais, que são biomassa, servem de alimento aos demais integrantes de uma cadeia alimentar e, por consequência, propiciam os ciclos das matérias. Em outras palavras, a luz solar, por induzir a fotossíntese, manifesta-se a nós metamorfoseada por clorofilas, propicia energia térmica, síntese da vitamina D por intermédio da nossa pele, enfim, a energia do astro rei é uma mantenedora da vida do planeta Terra. Após a singela apresentação de algumas das facetas da aplicação prática da célebre equação de Einstein, trago-a ao contexto da matriz energética brasileira, que tem sua base assentada sobre a larga utilização da água para gerar energia elétrica, ou seja, a água convertida em força mecânica que aciona turbinas e, pelo trabalho exercido, a transforma em energia elétrica. As usinas termoelétricas transformam os altamente poluentes carvões em energia elétrica, já as usinas nucleares de Angra o fazem utilizando energia atômica... Pondero, diante de calamitosa escassez de água para consumo da população brasileira, em especial daqueles cidadãos dependentes do sistema Cantareira de abastecimento, por que não se pensar em investir no futuro sustentável no sentido da migração da matriz energética por hidrelétricas para o uso de sistemas fotovoltaicos, tal como fez a Alemanha, ao desativar usinas nucleares concomitantemente aos pesados investimentos em instalação de geradores fotovoltaicos, tornando-se o maior produtor mundial de eletricidade por tal matriz? Como se sabe, a configuração geográfica alemã é restritiva no tocante à recepção de luz solar em seu território, todavia, a aproveita com tecnologia, empreendorismo, consciência cidadã, eficiência e visão política harmônica com os anseios da população para construir um futuro mais sustentável com ações concretas no presente. Ora, o Brasil, com elevadíssima taxa de luminosidade projetada sobre seu espaço geográfico, sem termo de comparação com a Alemanha, pode e deve aproveitar esse recurso natural por demais preponderante para o futuro do fornecimento de energia elétrica, com repercussão na menor dependência do uso de água para tal finalidade, exaurindo menos os ecossistemas e revertendo a mesma água para consumo da população. Não posso deixar de abrir um parêntese para mencionar o portentoso e gigantesco manancial Aquífero Guarani, que carece de zelo e resguardo, em especial nos seus afloramentos, para que não sejam poluídos e inviabilizem a água alocada na área subterrânea, mas, sobretudo, o escopo está no seu uso racional, mais ainda em períodos de calamidade pública por desabastecimento em determinadas cidades. Essa reserva estratégica, concedida pela natureza, requer o imperativo moral da conservação e do efetivo uso equacionado. Em um projeto intitulado Refluxo Migratório, idealizado por mim em 2002, já mencionava o referido e precioso aquífero como reserva estratégica. O paradigma climático global está mudando dramaticamente, mas, por outro lado, enxergo futuristicamente que os empreendedores visionários se dedicarão a dois negócios que os tornará prósperos: produção de água e de energia elétrica. Sim, isso mesmo, produção de água em escala industrial, mas atuando na natureza também. Água potável valerá ouro! Retomando a equação de Einstein, luz solar e água são preciosas mantenedoras da vida no nosso planeta, a água em seu ciclo tem vasta presença nos organismos e biomas, já a luz solar é tão importante quanto, visto que se transforma sob as leis de conservação de massa, estando presente em toda forma de vida, direta ou indiretamente. Posto isso, em comparativo por escala de magnitude, considando-se a redução progressiva de cada recurso e as projeções em linguagem científica no paradigma atual, posso afirmar que as reservas de água doce potável estão sendo reduzidas ano após ano, já a energia abarcada pelo sol levará milhões de anos para sofrer uma significativa diminuição. Pois bem, se carvão mineral, petróleo, água doce potável e energia solar têm se exaurido em ritmos peculiares, está mais do que evidente que de todas a energia solar é a que se expressa mais longeva... além de suas reservas demandarem algarismos astronômicos para serem aferidas, tal a desproporcionalidade das magnitudes. Outra questão é a gratuidade com que o sol resplandece no céu brasileiro, em sua majestosa potência e com generosa abundância. Ora, os recursos renováveis, via de regra, são o mote da sustentabilidade preconizada pelos ambientalistas e demais engajados nesse idealismo, então, constata-se que em um futuro de veículos não poluentes, vão se requerer eletricidade e infraestrutura para a implantação e difusão dos meios de transporte efetivamente ecológicos, inclusive defendo a ideia de os carros serem abastecidos nas casas, evitando-se as perdas nas extensas linhas de transmissão, pois leis da física asseguram que há dissipação elétrica proporcionalmente ao comprimento dessas linhas, portanto, tais residências contariam com equipamentos fotovoltaicos e soluções arquitetônicas para otimização da energia produzida localmente, além de dispositivos de captação da água da chuva para reuso, estruturas que aproveitem a luminosidade natural e materiais de construção recicláveis. Nas universidades há verdadeiros gênios, e outra quantidade de brilhantes mentes que se dispõem a contribuir com suas ideias e dedicações em favor do universo acadêmico, repercutindo na sociedade de formas poderosas se lhes forem aproveitadas amplamente as aptidões e produções acadêmicas. Os projetos e as soluções existem e existirão se as universidades de ponta forem cada vez mais requisitadas a apresentarem seus prestigiosos frutos à sociedade. O "jeitinho" brasileiro pode ser substituído pelo "estudinho" brasileiro, na ideologia e na praxis cidadã, pois criatividade sem idoneidade é perniciosa... E o povo tem padecido, se autovitimado e ainda masoquistamente sido conduzido por estruturas de poder criativas nos projetos de lesa-pátria... Augusto Matos