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Frases de Augusto César da Silva

4 frases

Affectueux amigo Não há advérbios ambíguos Nem mesmo adjetivos
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Affectueux amigo Não há advérbios ambíguos Nem mesmo adjetivos Que definam acariciativos Abraços nossos, exíguos. Sua sensualidade exorbitante Exaspera-me em “thoughts” venenosos O sangue inunda-me os corpos cavernosos O chão fecunda o líquido megapotencializante. Oh! Deus. Perdoe-me... Meus poros expelem desejos Quando mencionam aquele nome Usa-me ‘seu’, possessivo pronome Amor proibido... desesperados cortejos.

Labirinto Nunca me disseram que a vida é fácil Eu também nunca quis esse “é” da coisa
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Labirinto Nunca me disseram que a vida é fácil Eu também nunca quis esse “é” da coisa Ser por ser me limita demais! Prefiro não ser a ser eternamente “a coisa”. O verbo “estar” é mais livre. Ensinaram-me a entender o mundo Ensinaram-me com detalhes a estrutura atômica E o que eu mais queria era me entender. Minha mente é um turbilhão de informações Raras pessoas apontaram-me caminhos Rumo ao meu próprio entendimento Mas... para cada direção há sentidos opostos. Errei o caminho... Perdi-me em mim mesmo A trajetória foi calidamente dolorosa, disforme As lágrimas entraram em calefação Enveredei por caminhos desconhecidos Farejei minha felicidade como o cão fareja o caminho de volta a casa depois de um triste abandono Farejei por mim e aspirei minha essência Tenho momentos felizes Controlo-me para não me perder... em um simples espirro Eu vivo! É só isso!

Fenda Eis-me aqui petrificado Diante de tua presença
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Fenda Eis-me aqui petrificado Diante de tua presença Olho-te com olhos de menino Carregados de desejo de homem Teu corpo é meu oásis tenro e improvável Estou à mercê da civilidade Meus sonhos abrigam-se debaixo de um guarda-chuva cor-de-rosa Chove-se ódio! Dentro de mim fede a mágoas Resta-me uma fenda pequena Por onde me perpassa um feixe de luz Que se decompõe em um arco-íris preto e branco.