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Frases de AteopPensador

514 frases

►Esquecimento Árduo Eu a deixei, senhor Não estava mais suportando a dor
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►Esquecimento Árduo Eu a deixei, senhor Não estava mais suportando a dor Meu coração gritava diariamente por socorro Mas, ao tempo em que ele queria desistir, Ele criava motivos para persistir Não sei o que sua santidade planejou, Mas, ela fora a deusa que em meus sonhos deitou-se E, o senhor sabe bem das minhas lágrimas Sabe bem das noites claras, Que fiquei esperando suas mensagens. O senhor sabe o quanto chorei O quanto solucei para manter um semblante, Calmo, tranquilo, como um monge Mas, por dentro, me encontrava despedaçado, Visto somente em relance. Por que o senhor me fez assim? Escrevo dedicatórias quando por alguém estou afim Escrevo depressão quando estou sozinho O tempo passa diante de mim, e, Junto dele, as lembranças da amada Daquela que decorava minha imaginação mais adorada E que hoje, me maltrata em sonhos lúdicos Que me abraça em devaneios tão lindos e únicos Por que, senhor, eu continuei, mesmo em desconfiança? Por que, após a mágoa que sofri, desejei as alianças? Por que eu a desenhei em textos de vulgo “dama”? Por que ela não se desprende de meus pensamentos? Nem mesmo um dia sequer da semana?

►Cicatrize Estou acabado, olhando pela janela Esperando quem nunca irá chegar
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►Cicatrize Estou acabado, olhando pela janela Esperando quem nunca irá chegar Esperando pela doce e fofa donzela Não esperei que fôssemos ficar juntos O destino lutou contra mim, por muito O tempo me apunhalava a todo momento. Eu juro que tentei ficar junto dela Juro que fiz de tudo pela morena Mas, ela mesmo não tinha esperança Lutei, por meses a fio, sem conforto ou segurança O adeus enfim se desprendeu de meus lábios Choramos, nós dois, e continuo em lágrimas É difícil, está sendo difícil suportar o passado Pois, minhas dedicatórias para ela, estão nestas páginas Meu amor por ela está em canções, seu cheiro ficou no meu quarto. Queria dizer que a amo, que não irei desistir Mas não sei se o meu coração irá resistir Queria dizer que ficarei com ela Mas não sei se consigo aguentar mais sequelas As minhas cicatrizes ainda não fecharam Sinto sua falta, sinto muito a sua falta Talvez minha inspiração para escrever entre em férias Sinto sua falta, sinto vontade de chorar Apaguei nossas fotos, mas as letras e textos te tornarão eterna Mas eu te amei de mais, com todas as minhas forças E continuarei a sonhar, lembrar e chorar.

►Pobre Coração Em um dilúvio de ideias, Tudo o que me resta
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►Pobre Coração Em um dilúvio de ideias, Tudo o que me resta É pensar nela. Enquanto os dias passam, E as noites me solapam Busco refúgio, como um cãozinho assustado, Em memórias aconchegantes, esperando reparo. Exangue, diante a um sorriso vibrante, Enlouqueço-me, deslumbrando o vermelho brilhante Agonizada e desamparada, a triste saudade clama teu nome "Donzela, para onde fugiste? Cansou-se deste teu amante?". E, tal como Carolina Musa, pudera eu audaciosamente chamá-la de minha Transformaste na rainha de meu xadrez Em águas, longínquas, em escassez E, em olhos do vira-lata, preto e branco, Resumo meu mundo sem "você". Aguentei por horas a fio os gritos de solidão Mas, o meu coração se encontra sem guarnição Incapaz, pobre coitado, de se defender Incapaz, pobre coitado, de se compreender E, tudo o que ele consegue dizer, em desolação Confesso, em murmúrios, não conseguir escrever "Irei te amar em direção ao horizonte, E jamais haverei de te esquecer".

►Saudades Às vezes se torna um conto cômico Se lembrar de alguém que não irá voltar
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►Saudades Às vezes se torna um conto cômico Se lembrar de alguém que não irá voltar Acaba por se transformar em algo momentâneo Assim como um beijo que jamais voltarei a sentir Aqueles lábios macios que jamais irei usufruir Curvas que minhas mãos nunca mais poderão conduzir Tudo o que resta é um pobre coração infeliz. E, em demasiada expectativa O abandono me deixou em profunda agonia E, talvez sem um bilhete ou recado, Aquela tristeza que eu julgava ter superado Hoje está aqui, bem do meu lado Sussurrando palavras que provocam lágrimas Lágrimas em depressão, vazias, sem bela emoção Debulhando-me, recordo outros contos, que pensava serem eternos Assim como aquela frágil pétala, Que prometera ficar comigo em inverno, e que se fora bem antes Agora me vejo em péssimo semblante Implorando que, em misericórdia, eu tenha mais uma chance Peço apenas mais uma, desejando ardentemente um único romance. A caneta começará a se revoltar Em versos e páginas eu a abuso, sem parar Sem folga, sem férias, noites a madrugar Mas, ela sabe que, se eu a soltar Eu irei me afogar, em mares sem horizonte Mas deixarei no sótão este ser repugnante.

►Campos Floridos Estou sentindo aquele vazio Estou escutando os meus suspiros
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►Campos Floridos Estou sentindo aquele vazio Estou escutando os meus suspiros Aquele medo que antes eu sentia, Está retornando, mais intenso, quem diria? Aquela solidão que outrora me tinha, Hoje está voltando mais forte do que eu lembrava Adeus à alegria, autoestima ou estima Estou em afogando em depressão, em dilúvio Queria escrever uma canção de amor Porém, estou mudo, em total desuso. Todos esses versos voariam ao vento, Se ela estivesse aqui, mas, faz tanto tempo Não consigo me lembrar de nossos momentos Arrancados e destroçados pelo tempo violento Minhas lágrimas fazem serenas ao se recordarem dela Minhas palavras se dedicam descrevendo minhas sequelas Deixadas por aquela que sempre me fazia sorrir Deixadas por aquela que fazia eu me sentir feliz Aquela, que hoje não está mais aqui. Deus, me diga, para onde o senhor a levou? Por que, senhor, ela se foi e me abandonou? Não me deixou uma simples carta em despedida Não me deixou um só fio em minha coberta macia O que farei agora? Se amá-la era o que eu mais adorava Se amá-la era o que eu sabia e apreciava em minha vida? Como continuarei esse conto romântico sem a atriz preferida?

►Versos em Chamas Comemore, saltitante sobre meu corpo Não me resta mais nada
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►Versos em Chamas Comemore, saltitante sobre meu corpo Não me resta mais nada Os versos que fiz quando estava afoito, Agora estão chorando, me cortando como uma adaga Acabe logo com isso, me mate, dê um jeito Estou morrendo enquanto me arrependo Arrependo do dia que escrevi para você Arrependo de ter me deixado viciar em seu beijo Choro agora, implorando para que Deus me ajude Faça-me esquecer, te esquecer, me cure Não sei mais qual a diferença entre medo e desespero Apenas me mate de uma vez, não me torture. Aquela tal Dama nunca existira A criei, apenas para romantizar em sinfonia Mas, agora penso em queimar página por página E soprá-las, em cinzas, para longe, cada palavra Cada verso que dediquei e talhei por todos esses anos, Foram para uma musa imaginária, quanta fantasia Uma verdadeira ninfa, linda, mas, em volta de enganos Chorar é a única passagem visível no momento, pobre caderno Pobrezinha da caneta, fora usada tantos dias Enfim descansará eternamente, pois de ti me despeço. Talvez esta ilusão consiga me derrubar Mas, não se preocupe, caderno meu Pois, deixo dentro de ti, meus sentimentos ilusórios Para que talvez, verdadeiros amantes te devorem, caderno meu. Quem sabe um dia eu o leia novamente Ou talvez, você se torne uma lembrança, Para que eu não me esqueça dos erros Posso não ter amado aquele amor de aliança, Mas, eu imaginei romances, por isso não me culpe Caderno meu, as lágrimas impedem que eu lute E, já estou cansado, cansado de romantizar o inexistente Cansado de poetizar sem uma luz no túnel a me guiar Caderno meu, lembre-se de como eu era, sorridente Não grave meu rosto molhado, não me veja chorar. Dama, quem um dia criei como utopia Como a amada, como a prometida Mas que, ao ser dada ao tempo, tornara-se Dalila Poesias, rimas, tudo para ela, todos os meus dias Mentiras, farsas, tragédias em sincronia Cada texto meu fora um engano, mais quantos terei este ano? Estou aqui, cinco da manhã, sustentado pelo energético Sem dormir, querendo conversar contigo, caderno meu Empurre-me de um prédio, talvez assim eu enxergue uma nova miragem Necessito de algum remédio, chega de donzelas nulas de sinceridade Se eu queimasse essas folhas, o fogo viveria poucas horas Quatro anos reduzidos a horas, que tristeza Devo ter deixado a felicidade ancorada em um porto longínquo Talvez eu me perdi, levado pela correnteza, E acabei parando em um hospício, para aqueles que acreditam Amor, cumplicidade, confiança, um vínculo eterno Mas, tudo que eu encontrei foi o gélido término.

►Ametista Ametista, disse que eu daria um jeito Sabes que não sou perfeito, Ametista
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►Ametista Ametista, disse que eu daria um jeito Sabes que não sou perfeito, Ametista Mas, caso necessite, doarei meu aconchego Não sei como espantar a tristeza, Mas, prometo que darei um jeito Tudo que peço, é o seu beijo Ametista. Como em uma janela após a chuva Vê-la, distante, deixa minha visão turva Como não ficaria? Você é a grande musa Odalisca, medusa, uma ninfa, Luna. Pedidos e mais pedidos eu fiz E de longe, bem longe Uma estrela gritou, em sussurro, "Entendi" Assim, te conheci, assim me apaixonei por ti Ametista, é tão bom vê-la sorrir Vê-la se divertir, de modo infante, simples Inquietante. Tenho um abraço com o seu destinatário Quando eu voltar a vê-la irei entregá-lo Não se esqueça então, Ametista Que, daqui a pouco será o meu aniversário Venha, por favor, quero você ao meu lado Ametista, dias sem ti são agonias sem fim Ametista, diga, gosta tanto assim de mim?

►Hortênsia Perdido em seu olhar, Sinto um conforto, difícil de explicar
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►Hortênsia Perdido em seu olhar, Sinto um conforto, difícil de explicar O amor deixado com o seu passar, Me traz tanta paz Em prazer desejo me afogar, em te ver Sinto uma vontade de te procurar, Quando vejo sua foto e a chuva vem me visitar Mas, cadê você? Pelas calçadas eu me envolvo Entre miragens e paisagens me emociono Lembrando da sua felicidade, como te amo Seu sorriso, tão saturado em elogios Mas que, mesmo agora, continua lindo Confesso que não sei como defini-lo, Apenas sei que é justamente o que preciso. Ah, Marina, Margarida, Hortênsia Quem sabe um dia, numa quinta, eu te abrace Em ofensa, logo grito, distância ingrata Por que me maltrata? Deixe-me trocar palavras Paixão, afeto, com uma sonoridade em graças Uma ou duas cartas, para a amada Deus há de perdoar, mas, não consigo parar de cobiçar Meu amor se tornou um carma, que me faz chorar Saudade, querida, não se preocupe, sinto apenas saudade Choro, molhando as folhas com lágrimas de verdade Mas, quem sabe um dia, numa quinta, Eu encontre novamente a minha metade.

►Velas de Janeiro À luz de uma vela simples, Eu escrevo, para ti, acredite
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►Velas de Janeiro À luz de uma vela simples, Eu escrevo, para ti, acredite Ainda penso em nós, ao arco-íris Ah, mal sabes o tempo, o quanto queria Que o infinito desse graças aos momentos Como uma bênção, afastando assim, o medo Medo de esquecer, medo do vento soprar e levar Para longe, e nunca mais retornar ao lar. Em pouquíssimas palavras, lacrimejo Uma dor desfere golpes sobre o meu peito Como se desejasse meus gritos em desespero, Como se almejasse me despir ao relento Enquanto a chama se contorce, E a vela, aos poucos, morre. Amada minha, minha estrela, guia-me Para seus braços, para longe deste corpo em pedaços Afaste-me destes espasmos, leve-os ao espaço Dama, como desejo vê-la, fervorosa é minha vontade Vontade de correr, pular o penhasco, e te encontrar De corpo e alma, alma fogosa, em pura prosa, por horas Senhora, dai-me a permissão, deixe-me vê-la, mais uma vez Deixe-me senti-la, beijá-la, só mais uma vez. Enquanto a vela falece, O meu coração não mais se aquece, Enquanto o tempo desaparece.

►Céu Azul Não se preocupe, querida Mesmo que eu vá embora e não volte
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►Céu Azul Não se preocupe, querida Mesmo que eu vá embora e não volte Ainda estarei contigo, andorinha Para sempre estarei, pois então, não se afobe. Nosso amor quebrou tantas barreiras Tantos muros desabaram Guerreamos e conquistamos, nas trincheiras, O nosso amor, recém liberto Pois então, não chore, não se desespere, sereia Sinta essas palavras, deixe que ecoem Em direção ao seu coração, princesa. Mesmo que eu desapareça, Deixarei, como presente, seus poemas Poemas que dediquei por anos a fio Invernos se passaram e nunca os deixei ao frio Deite-se sobre meus braços, em paz Sorria, e assim como um menino, pedirei por mais Seu amor eu nunca poderei silenciar, Os ventos vindos do Norte me farão recordar Me farão chorar ao escutar, longe, seu nome Sei que odiará, sei que irá me insultar Mas, sei também que continuará a me amar Assim como eu, independente de onde esteja Tal carma, tão doce, mas por vezes doloroso Que nos induz a sentir falta de quem não nos pertence, Que nos causa lágrimas, em um dia de verão impiedoso. Por vezes, querida, me perguntei Se não loucura, escrever sem te ver Mas, confesso que uma resposta não encontrei Então segui em devaneios, criei sonhos e pesadelos Sonhos em que me encontrava contigo Pesadelos acordados, quando notava que estava sozinho. Por vezes, querida, eu sentia Dores invisíveis, representantes da saudade Pela solidão, pelo vazio, pela monotonia do dia A antiga felicidade fora trocada, pelas manhãs repetidas Te procurei tanto, pelas costas, rios, até pântanos Qualquer lugar que pudesse indicar seu paradeiro Sereia, ninfa das águas, eu te amo, ano após ano. Sinto que minhas forças estão se exaurindo Queria, como dito, te ver mais uma vez sorrindo Aquele sorrisinho lindo, puro, envolto a brilho Como uma estrela, me chamando de bobo Apenas mais uma vez, ser teu louco Te carregar pelas ruas a fora, pedra após pedra Pelas ruas de terra, até o paraíso, as cobertas. Não se preocupe, querida Mesmo que eu vá embora e não volte Ainda estarei contigo, tulipa Apenas feche seus olhos.

►Cético Este ano novo infelizmente será como os outros Estarei apenas remoendo meus erros
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►Cético Este ano novo infelizmente será como os outros Estarei apenas remoendo meus erros Enraivecido pelos tantos enganos Pelos "eu te amo" ditos com afeto, mas Que acabaram morrendo no intenso deserto E, me vi apaixonando novamente O meu coração, tolo como só, se feriu gravemente Se entregou, com caixa e tudo, tão inocente Mas, na espreita daquele lindo jardim, se encontrava A hedionda, repugnante falsidade, junto à ilusão E, acabaram dilacerando o que pensava ser a tal paixão. Este ano eu naveguei, sem encontrar terra Beijei várias sereias, mas não encontrei a "certa" Meus lábios se aqueceram no calor dos devaneios Nas curvas e nos seios, em anseio Mas, passarão a virada, em desespero. Não espero um novo rumo, mudanças Nunca conseguirei ser diferente do que sou hoje Continuarei carregando a tristeza que tanto me cansa Mas, talvez, só talvez, eu me torne um monge Que eu passe a formar meus próprios planos Sem que sofram mutações a favor de outros Cansado eu me encontro, tantos desamores Tantos desencontros, tantos abandonos Tão cético ao ponto de esperar algo novo Um amor, um conforto, até mesmo um sopro.

►Ilusão O que é a ilusão Se não um sofrimento atrasado?
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►Ilusão O que é a ilusão Se não um sofrimento atrasado? Que chega no momento mais frágil Trazendo um falso sentimento satisfatório Acarretando em um fim trágico? O que é a ilusão, Se não a miragem de algo bom Que se revela sem piedade, Com exatidão, violência, inquietação. O que é a ilusão, Se não um boa noite, Sem interferência do coração Ou até mesmo um bom dia rancoroso Talvez quem sabe uma oração, Que pode ou não se realizar Um pássaro, com asas, mas que nunca irá voar O que é a ilusão, Se não algo feito para se acreditar Se enraizar, e enganar?

►Moça Se soubesse como te prezo Se soubesse como rezo
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►Moça Se soubesse como te prezo Se soubesse como rezo Para que fiquemos juntos, Sentir teus lábios de caramelos Tuas curvas, como um deserto Causando-me, a cada olhar, Uma miragem em delírios perversos. Moça, eis que te peço Um pedacinho de tua harmonia Apenas para cultivar a tal alegria Aquela que outrora, outro ano, Eu sentia, sem pesar, em boemia Amo o teu sorriso ao luar As pequenas mãos a me tocar, Pequenas, mas imponentes Afastando a solidão que tanto me almeja Devorar. Adormeça, em prol de sonhos belos Enquanto aqui, eu remanejo versos Eternos ao seu olhar castanho pinho Não se perca, suplico, quando chorar Eis aqui meu ombro, o chame de amigo Busco silenciar minha luxúria Um beijo, um abraço, uma ganância suja Uma súplica, um beijo, à musa. Sempre que admiro seu retrato, Confesso, sem a necessidade, Que meu coração palpita desenfreado Grita em antiga e vivida felicidade Desculpe-me, mas sinto tanta, tanta Vontade de beijá-la, vontade tamanha Que a razão implica, zangada, insônia Resmunga em favor de meu, afastamento. Esta cama aqui, pequena e solteira, chama Afim de aquecê-la nas noites tristes Os fios encaracolados que minha visão tanta ama, Espalhados sobre o travesseiro, Desta pequena e solteira cama. Moça, como és linda, por Deus Um pedido a mais para ele, Para que eu seja somente teu Mal sabes como meu mundo sofreu, Quando partires sem uma carta Mas, as malas estão intocadas Nossas memórias, nossas palavras E cá estou, te desejando ardentemente, Enquanto busco uma tática inusitada, Para fazê-la repousar em minha casa Tolo, iludido, ou quem sabe louco Mas o que sinto por ti nunca será pouco Pois então, termino dizendo isto, Que meu amor por ti, Moça, é um tesouro E que eu jamais o perca, Eu te amo.

►Rosinha Como eu gostaria que o vento não soprasse, E te levasse para longe de mim
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►Rosinha Como eu gostaria que o vento não soprasse, E te levasse para longe de mim Que o tempo parasse e me deixasse sentir O calor da sua pele, a maciez de seus lábios, que me derretem. Como eu gostaria que a semana hibernasse, Para tê-la somente para mim, sem o estresse Minha vontade era te seduzir com lindas frases, Abraçá-la como este meu amor que tanto me amolece. Como seria, se a lua enfim me desse ouvido? Se as estrelas me guiassem para perto do seu sorriso? Bela tulipa, que tanto almejo apreciar pela janela, Meus sonhos, sem pedir, são seus, como as folhas da primavera. Como a minha imaginação me levou para tão longe? Perdi, desde o início, o controle sobre os meus planos Querida, Deus finalmente me acudiu e me trouxe um anjo Só queria que estivesse aqui, para que eu pudesse recitar em romance. Com todas as pedras em que caminhamos, Ainda guardo comigo, intacto, o desejo de dizer que te amo Não consigo expressar a alegria que sinto quando te encontro Mas, gostaria apenas de agradecer, por que, apesar de todos esses anos, Você dominou meu mundo, meu ar, meus sonhos.

►Rosas & Perfumes Meu coração frequentemente me pergunta Ele deseja saber se você está bem
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►Rosas & Perfumes Meu coração frequentemente me pergunta Ele deseja saber se você está bem Nunca consigo responder a sua dúvida Não sei dizer se você está feliz, ao lado de outro alguém Mas também, isso não importa Pois, lá no céu, aquela estrela possui a resposta Sei que você está sorrindo, pois ela ilumina Queria senti-la, talvez uma serenata à prometida? Não sei se gostaria, o mundo anda de forma tão esquisita O romance deu lugar a baixaria repetida Mas eu gostaria de escrevê-la uma simples poesia. Por muito tempo eu sonhei contigo Por muito tempo me senti deprimido, sozinho As noites em claro me deixaram em puro delírio As nuvens de março me torturaram, em sigilo Mas, agora, estou vivo, em brilho eu sorrio Escrevo, novamente, para o passado "Como você tem passado?" Não sei se ainda se lembra Talvez foi melhor me esquecer no porão Não sei se ainda condena Aquele amor sofrido, em miragem de decepção Como as rosas em jardim, eu a tinha em minhas mãos Triste foi o fim, triste foi a resolução Então volto agora, para dizer que sinto falta Sinto muito, sinto você em minha triste solidão. As constelações afastaram meus pensamentos As estrelas tão distantes silenciaram meu sofrimento Esquecer de você resultou em ensinamento Não tive escolha a não ser conter meu tormento. Meu coração simplesmente não entende Que você se foi e não voltará Ele simplesmente discute, inocente Queria poder chegar perto dele e falar, Que você voltará, mas isso seria imprudente Sei que ele chora, sei que continuará Mas sei também que uma hora o poço secará, E ele irá se recuperar, valente. Não sei se o cavaleiro que agora te acompanha, É amado como um dia eu fui Tão pouco sei se aquela que um dia chamei de dama, Ainda existe, ou se destruiu Mas, tudo bem, dizem que as pessoas mudam Meu coração continua com os seus surtos Meus lábios continuam vagando, entre cheiros e perfumes Procurando um novo porto, um novo lar, um cardume Crente que um dia encontrará uma sereia, que os afunde Quem sabe um dia, quem sabe um pulo? Talvez este seja apenas um momento obscuro Talvez haja um arco-íris no fim deste longo e nefasto túnel E que haja uma ninfa radiante, para acender meu mundo, E tirar meu coração deste beco escuro, sem futuro.