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Frases de AteopPensador

514 frases

►Buquê de Rosas Às vezes sinto medo de te perder Na verdade, espero que eu vá te ter
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►Buquê de Rosas Às vezes sinto medo de te perder Na verdade, espero que eu vá te ter Mas sinto medo de alguém te afastar Alguém que conquiste você Alguém que seja melhor do que eu Alguém que te faça esquecer ao amanhecer Tudo o que aconteceu. Sou inseguro sim, e temo que não terá fim Sou inseguro sim, mas veja, estou tão afim De lhe proporcionar a mesma felicidade, Que em minha imaginação se instala Quando escuto a voz que me deixa com vontade, De te beijar, te abraçar, de te amar. Sei que escrever poesias é algo incomum, Algo que muitos irão rir, debochar, mas para mim nela fluem Sentimentos evoluem, como este que estou carregando Como este que estou me apaixonando Então entenda, por favor, este meu medo Essa minha incerteza que, outrora, acabou com a minha destreza Sinto medo, temo que você me deixe por outro, princesa Não sou muito sagaz, pouco esperto, mas, amo de mais Pudera eu te ver a todo momento, presentear um buquê Se eu lhe der um, não me pergunte por quê O amor não conseguiremos nunca entender Mas, estou aqui, a mercê novamente Implorando à Afrodite, que este seja o momento Que seja você quem eu estou procurando a tanto tempo. Só não quero ser enganado, ou traído, jogado fora Escrevi tantos, mais tantos textos sobre isto Só quero continuar escrevendo sobre a alegria, Que sinto quando te vejo sorrir, meio tímida De quando você desvia o olhar, tão linda. Não sou de mentir, pois não quero dar espaço a falsidade Você é bela, e me faz pensar se mereço ficar do seu lado Escrevo bastante, eu sei, devo estar "enchendo seu saco" Perdão, mas, palavras é o que tenho para oferecer Que você realmente faz cada verso valer a pena E, olha só, tudo começou com uma simples e boba conversa Nunca pensaria que eu acabaria conhecendo minha Madalena Que encontraria a paz, o calor, aquelas lembranças obscenas Desculpe minha linguagem leiga, sou apenas um idiota, Tentando agradar alguém da realeza, está sendo um problema Ah, nega, o meu desejo de te ver não me permiti adormecer, Sem sonhar contigo, ah, quanto quero te ver...

►Ciclo Estou com medo de voltar a amar E se tudo se repetir?
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►Ciclo Estou com medo de voltar a amar E se tudo se repetir? E se eu voltar a me machucar? Não quero reviver momentos tão sombrios Em que eu não conseguia expressar um simples sorriso Em que eu questionava repetidamente o sentido De continuar vivo, deprimido. Eu tenho medo de voltar a confiar E se tudo se repetir? E se eu voltar a me enganar? Não quero reviver lágrimas, dias a chorar Por uma pessoa que mentiu, que me deixou sem avisar. Tenho muitas memórias que justificam a minha desconfiança Mas, curiosamente, nunca cheguei a comprar alianças Hoje, entretanto, elas não contêm significância A traição se tornou tão padronizada, Tão bem orquestrada, utilizada, Que sei que eu acabarei participando do seu ato Sei disso, não por descaso, sim por ser um fato. Não quero beijar uma boca que não me anseia Não quero escrever dedicatórias para portadoras de impurezas Quero poetizar, mas para uma princesa Ou uma camponesa, fora da realeza Quero dizer que amo, atropelando o engano Quero olhar no fundo dos olhos sem medo do abandono.

►A Caminho Sozinho eu me pego pensativo Pensando se houve um momento
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►A Caminho Sozinho eu me pego pensativo Pensando se houve um momento Um pequeno momento, que passou despercebido Um pequenino momento, que se fora pelas curvas do vento Talvez uma faísca, que tivesse como intuito, prover alegria Não sei, temo também que nunca saberei Porém, hoje vivo em despedida para com a minha própria vida Já não sou mais feliz e creio que assim, morrerei Talvez permanecerei vivo por conta de uma mentira Dizendo que terei amor, terei uma chance, uma companhia Mas, ah, como está sendo enlouquecedor, quanta dor estou sentindo Muitas vezes sinto que acabarei desistindo Testemunhos alegarão que despenquei do mais alto precipício, Que eu estava perdido, "pobre do pequeno menino Desiludido, coitado, pensou que todos eram seus amigos Pensou que poderia confiar em todos, pobre do jovenzinho". Meus dedos, trêmulos, me alertam que estou a caminho Partirei, escrevendo sobre o carinho Aquele que nunca haverei de conhecer Aquele que jamais poderei prover ou manter Se me perguntarem por que penso de tal maneira, Não saberei como responder, sinto meu corpo perecer Em um lugar, tão distante, mas ao meu alcance Um lugar sombrio, gélido, mas que sou bem conhecido. Escalando rochedos, morros e serras Busco conforto, busco incansavelmente uma peça Para encaixar e me fazer entender o quebra-cabeça Antes que eu enlouqueça.

►Queridas Minhas Minha querida Carolina Hoje acordei pensando em você, fiquei tão feliz
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►Queridas Minhas Minha querida Carolina Hoje acordei pensando em você, fiquei tão feliz Hoje senti que viveria um dia maravilhoso Querida Carolina, já está se aproximando o ano novo Comecei a pensar se nós nos veremos de novo, Ou se a verei apenas em meus sonhos à noite. Minha querida Ana Vitória Hoje eu escrevo um pouco mais sobre a nossa história Ana minha, minha vida, já estou ficando sem palavras Estou caçando, no dicionário, mais apelidos para a minha amada. Minha querida Rosângela Escrevo em segundos nossas doces semanas Como um garoto miúdo, lembro-me de suas lindas tranças Ah, Rosângela, quem me dera chamá-la em dança Quem me dera vê-la se requebrar ao samba Oh, Rosângela. Minha querida Amélia Neste pedacinho rasurado escrevo que és a mais bela Aquela, que em meus sonhos me congela Sempre serás ela, amada donzela, estou enamorado Minha timidez me deixa todo desconcertado Mas, escute, Amélia, por ti, somente para ti Estou apaixonado.

►Queridas Minhas Minha querida Carolina Hoje acordei pensando em você, fiquei tão feliz
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►Queridas Minhas Minha querida Carolina Hoje acordei pensando em você, fiquei tão feliz Hoje senti que viveria um dia maravilhoso Querida Carolina, já está se aproximando o ano novo Comecei a pensar se nós nos veremos de novo, Ou se a verei apenas em meus sonhos à noite. Minha querida Ana Vitória Hoje eu escrevo um pouco mais sobre a nossa história Ana minha, minha vida, já estou ficando sem palavras Estou caçando, no dicionário, mais apelidos para a minha amada. Minha querida Rosângela Escrevo em segundos nossas doces semanas Como um garoto miúdo, lembro-me de suas lindas tranças Ah, Rosângela, quem me dera chamá-la em dança Quem me dera vê-la se requebrar ao samba Oh, Rosângela. Minha querida Amélia Neste pedacinho rasurado escrevo que és a mais bela Aquela, que em meus sonhos me congela Sempre serás ela, amada donzela, estou enamorado Minha timidez me deixa todo desconcertado Mas, escute, Amélia, por ti, somente para ti Estou apaixonado.

►Meu Interior Oi, me desculpe por ontem Eu estava com raiva, estava com medo
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►Meu Interior Oi, me desculpe por ontem Eu estava com raiva, estava com medo Medo de me envolver como antes, Medo de me abrir e ser deixado no relento. Escrevi tantos textos, tantas histórias Tantos muros foram erguidos ao passar do tempo, Que, agora não consigo mais destruí-los Fazem parte de minha trajetória, de meus momentos Mas, quero me desculpar, me desculpe Sei que te culpei, sem razão, sei que sou o vilão. Já compus tantas letras de amor, tantas de depressão Tantas fictícias, tantas sobre a solidão Que acabei deixando de lado o meu coração Esqueça tudo o que eu já lhe disse Estou aqui, permitindo, raramente, que alguém me leia A tristeza em mim existe, persiste em me ferir Tenho medo de sair da minha aldeia Tenho medo de expor meus sentimentos. Peço perdão, não estou conseguindo rimar Estou apenas conversando, sem me importar Parte de mim, ninfa, se arrependeu da dedicatória Aquela que te fiz, em melodia, aquela, melosa Parte de mim me disse, linda, que fui tolo Que serei enganado, como antes, que serei alvejado Mas, sei que não devo te culpar, pois você é inocente, sou um bobo. Sabe, fiquei triste contigo, Quando descobri que você mantinha conversas com alguém, Que jurava de pé junto ser meu amigo, acreditei, triste Magoei-me profundamente e, sinceramente, ainda penso nisso Triste às vezes reflito, aflito, se não sou ninguém Chorei, morena, há muito tempo chorei, quando dediquei A suposta musa, um poema, pequeno, simples, sereno Chorei, morena, há pouco tempo chorei, sem querer Quando li todas as serenatas que fiz, todas as poesias que escrevi Chorei, morena, quando vi, em reflexo, o que me tornei Sem conseguir decifrar quem sou, se de fato sou alguém. Em crise, caminho por um bosque apagado, querida Escrevo textos para cicatrizar o passado, feridas Deixo em papéis listrados, romances nunca realizados Deixo em papéis rasurados, amores nunca amados. Desculpe, escrevo sempre de mais, escrevo sempre vazio Tentei mudar, acredite nisso, tentei ser mais inexpressivo Tentei, morena, mas falhei, miseravelmente Mas cá estou, escrevo de todo peito, sinceramente. Gosto de ti, mas tenho medo Falo asneiras para ti, mas tenho medo Cantei para ti, mas tenho medo Medo que seja tudo fruto de minha doce imaginação Que na verdade você não goste de mim Inseguro, sei que sou, mas sou assim Tenho falhas, minha linda joaninha, tenho falhas Falhas essas que me assombram ao soar a madrugada. Perdão, mas, permita-me lhe apresentar meu mundo Espero que em minha mente, você desfrute De perversões, de ondas e ondas de estações Minha primavera se assemelha ao beijo em fervor O meu outono se identifica com as minhas emoções. Penso tanto em como te agradar, que enlouqueço Mas, o medo, ah, o medo, ele me aprisiona Sou um canário, preso, sem fuga, sem glória Quero que saibas que não a odeio, mas, tenho tantos receios Que atropelo meus desejos, meus anseios, minhas provas Desejo repousar, sonhar, sobre seus seios Acredite em mim, pois, estou às cinco da manhã sem dormir Apenas para dedicar, sem saber qual será o meu fim. Morena, o meu medo não será levado pelas ondas A desconfiança se tornou meu porto seguro indesejado As águas em meu pensamento não estão mansas Mas desejo, aguardo, prezo, que eu consiga me libertar E voar, para seus braços, ou você para os meus Aqui eu me despeço, enfim, depois de todo este texto, De nada singelo, e sim, lido com tédio Beijos, virtuais, invisíveis, mas reais Até logo... assinado, um garoto simples, Com problemas mentais.

►Ajude-me, Senhor Doutor, me diga, o que eu tenho? Às vezes estou sorrindo em devaneio
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►Ajude-me, Senhor Doutor, me diga, o que eu tenho? Às vezes estou sorrindo em devaneio Outrora, lágrimas cortam o meu peito Estou cansado, doutor, não aguento Com tão pouco tempo de trilha, Já fui apunhalado e jogado ao relento Certos erros que cometi, ganharam vida, E me assombram, oh, que tormento. Doutor, por que sofro desse jeito? O que fiz? O que esqueci de fazer? Sei que não sou perfeito, eu sei, doutor Mas, será que mereço? Quanto mais irei sofrer? Doutor, cuide do meu filho Oriente-o, para que ele não siga o caminho do pai Que seja, carnívoro ou onívoro Mas, que ele seja, além de tudo, sagaz Pois, o que me faltou, eu quero que ele tenha por demais. Doutor, eu confiei em tantas Dalilas Que a minha vida para sempre estará em ruinas Confiei a algumas, meu amor, meu calor, os meus versos Em recompensa, fui arremessado, isolado, ao deserto Chorei demais, doutor, e como chorei Pedi demais, doutor, e ainda pedirei Para mudar, me tornar um animal, Com apenas desejos carnais e nada mais. Doutor, quero não mais argumentar perante o espelho Não quero mais discutir comigo mesmo Quero viajar lábios a lábios, sem me apegar Quero velejar em curvas que não irão me devorar Estou cansado, doutor, de me entregar e me enganar Tudo que faço é pensar no próximo Por que, então, doutor, me desprezam com tamanho ódio? Doutor, o senhor não sabe, Mas, já escrevi serenatas de bela vontade Acredite ou duvide, foram ridicularizadas, doutor Elas foram esculachadas, enojadas Diga então, se estou doente Por que ainda continuo escrevendo-as diariamente? Até quando estarei na reciclagem? Até quando serei usado? Ou isso tudo faz parte? Não, doutor, não tenho orgulho de quem sou Não me adoro ao reflexo, ah, o rancor Não sei mais o que fazer, preciso do senhor Acho que estou doente, sinto tanta dor Faça ela passar, bom doutor, por favor Estou à deriva e tenho medo de me afogar Não tenho ninguém para me salvar Nem mesmo aquelas pessoas que me pus a ajudar Abandonaram-me, caro doutor, todas elas se foram Viver um outro amor, foram se aproveitar de outro Sofredor, doutor, como eu, ah, quanto desamor. Estou cansado de sempre tentar, Falhar, me recusar em desistir, e levantar Quero paz, doutor, mas, não sei se sou digno Talvez eu tenha cometido algum delito Talvez eu esteja mentindo para o meu espírito Talvez eu mereça estar ao pé deste precipício Caro doutor, diga-me, o que eu devo fazer? Devo ceder? Cair, para esquecer de tudo? Tenho medo de, quando sol nascer, Eu ainda esteja só, no escuro. Doutor, às vezes eu fico pensando sobre a minha postura Fico pensando se eu deveria ser mais agressivo Ter menos "jogo de cintura", mais instinto, ser menos pensativo Doutor, quero ser comum, normal, apenas um indivíduo Com desejos, com medos, pensamentos reprimidos Não quero me preocupar com o bem-estar alheio Não quero ajudar pessoas e relacionamentos passageiros Quero ser um Don Juan, doutor, mas, não consigo Não consigo visualizar damas como simples objeto, estou perdido. Doutor, desculpe este meu monólogo Obrigado por me escutar, me sinto melhor Espero vê-lo logo, tenho tanto mais para dizer, Desabafar, tenho muito para falar Obrigado novamente, doutor Devo ser o paciente mais problemático do senhor.

►Nega Oi, estou escrevendo mais uma carta Peço que a guarde, junto com as minhas palavras
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►Nega Oi, estou escrevendo mais uma carta Peço que a guarde, junto com as minhas palavras Não posso te prometer a qualidade, Nem mesmo a beleza, ou uma demonstração de sagacidade Tudo o que tenho é a simples sinceridade e ingenuidade genuína Veja bem, não sou Juan, tão pouco Ricardo Assemelho-me mais a Romeu, que engraçado, não? Escrevi tantos textos, já este será dedicado Guarde-o em seu armário, para que se lembra, Que um dia, alguém lhe fez uma poesia Feia? Mal escrita? Talvez sim, mas não de mentira. Caminho, e sempre caminharei junto à desconfiança Não se zangue, a tenho desde a infância Claro, a juventude não a remediou, mas encontrarei esperança Enquanto isso, vou talhando com a caneta, buscando a semelhança Tornar essas palavras tão belas quanto ti, morena, dama. Estou enferrujado, a última dedicatória fora escrita no passado Passado aquele que tento deletar, ou apenas atrasá-lo Humilhado pelas supostas "musas", fui afastado, apedrejado Criei, como fuga, a tal personalidade de palhaço Com um sorriso vazio e o coração flagelado Mas agora, e apenas agora, o deixarei um pouco de lado Por alguns minutos deixarei minhas cicatrizes mudas E te dedicarei um romance, vermelho como o tom de minha blusa Não vou escutar minha consciência que insistir em dizer que, Estou cometendo um erro recorrente, mas não creio Mas também, nunca a escuto bem. Você uma vez me perguntou, Receio que já tenha esquecido, O que eu havia visto em você Aquela típica pergunta, "O que você gostou em mim?" Dúvida essa difícil de sanar Assim como ficar frente ao mar Não há se quer uma palavra que ouse decifrar, A beleza do horizonte Mas, sei que você irá duvidar, tudo bem. Apesar das brincadeiras, das bobeiras Meu pensamento me recorda, feito uma tormenta De seus olhos, seus cabelos sobre a minha coberta Sei que brinco, em refrão, mas não minto, Quando digo que, naquele momento, com aquele sorriso, Eu quase corri o perigo de me apaixonar novamente E, só com isso já lhe parabenizo, a elogio Pois, muitas vezes já fui chamado de frio. Talvez não saiba, talvez rie aos quatro cantos de sua casa Mas, eu não busco uma mulher devassa, sem a graça Eu não busco curvas, seios avantajados, ou uma "gata" Tudo o que anseio eu tive contigo, e não me custou nada Foi indescritível a sensação de abraçá-la, Enquanto, com os seus olhos fechados, eu lhe beijava A cena, essa sim foi única, contigo deitada em minha cama Sem malícia, sem perversão, apenas uma linda e pequena ninfa De pele escura, cachos macios, e uma aconchegante cintura. Como não me asseguro que sou especial para você Rego minha imaginação, sabe por quê? Porque talvez eu não volte a te ver Mas o momento especial, nega, eu guardei E para sempre o terei. Conforme as horas vão passando, eu vou me lembrando Não das minhas "mãos bobas" sobre a sua pele macia Tão pouco de minhas tolas tentativas de tê-la Me lembro de você me abraçando, dizendo que deveria partir Me lembro bem que eu não queria você longe de mim E, nesta frígida madrugada sem lua, estou aqui Escrevendo, esperando que você comece a sorrir. Talvez, como Peter Pan, você me esqueça Mas, hoje e agora, você é a única Na minha lista de futuras proezas "Carregar e me deitar junto a uma linda princesa" Se conseguirei cumprir tal desejo meu, já não sei Mas, em três páginas de um caderno simples, dediquei Não seu se acreditará, mas, tudo bem Tudo o que me resta dizer é que, naquele instante Naquele pequenino momento, que já deve ter deixado seus pensamentos Eu te amei como nunca recordo ter amado alguém Dito isso, não desconfie de mim, senhorita Todos os textos que te mandei foram para agradar o seu dia Quero apenas sua alegria, mesmo que a distância, Larianne Eis que aqui fala, declara, um reles amante.

►Teu Escudo Oh, minha querida flor que tanto me inspira Hoje pensei em você, consegue acreditar?
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►Teu Escudo Oh, minha querida flor que tanto me inspira Hoje pensei em você, consegue acreditar? Pudera eu ter o dom de controlar minha vida Quisera eu ser capaz de me separar, Desprender deste sentimento que tanto me apavora Esta sensação, medo, de que você talvez vá embora Como, amada minha, espera que eu suporte? Sem ti eu provavelmente aguardaria, em silêncio, a morte Mas, vida minha, estou buscando amizade com a sorte Temo não ser forte o bastante para conquistá-la Tomá-la em meus braços, encantá-la. Veja, cá estou, choramingando sentimentos Acordado, para evitar meus pesadelos De vê-la partir sem um beijo, somente o vento Murmurando em meus ouvidos em pleno tormento. Jamais serei Hércules, tão pouco te prometo Aquiles Um camponês já me serve, almejando aqui O caminho correto para o arco-íris Não posso e não irei, te prometer o mundo Não devo e não irei arriscá-la em apuros Minha linda prometida, ofereço-te, então, o escudo Um amor, talvez não mútuo, incerto, inseguro, mudo Talvez sem futuro, obscuro ou bruto Mas que, apesar de tudo, transparece Reflete o que sinto, muito me agrada seu sorriso Juro, sem rodeios, que és o meu porto, então, te seguro Meu mundo, confuso, imaturo Meu mundo, nosso, que prezo, que cuido.

►Estou Cansado Eu pensei que finalmente largaria a caneta Que finalmente encerraria essa tal "carreira"
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►Estou Cansado Eu pensei que finalmente largaria a caneta Que finalmente encerraria essa tal "carreira" Que não escreveria mais essas poesias malfeitas Estava enganado. Meu querido caderno, eu confesso ter lhe abandonado Por um certo tempo quis parar, estava desmotivado E você se engana em pensar que agora estou excitado, Pois não estou, fui novamente enganado Não estou fragilizado ou chocado, apenas... cansado Porque isso acontece sempre? Me responda Já escrevi dedicatória, canções melosas Já construí sonhos com musas majestosas Então, porque, meu caderno? Por quê? Talvez, no excesso de fúria, eu lhe queime Para que as cinzas não me lembrem do tormento, Lamento pelos tristes acontecimentos. Eu quero te trair, mas não consigo Meu corpo não me permiti Quero esquecer de todos os textos que em ti gravei Eu quero, mas não consigo A loucura sussurra em meus ouvidos, Que sou ridículo, um lixo não recolhido Um menino que busca melodia onde não há Que busca sinceridade onde não há Que busca o amor para se agarrar e nunca mais soltar.

►Melancolia Minha linda sereia de sonhos encantados Hoje lembrei-me de tuas caricias
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►Melancolia Minha linda sereia de sonhos encantados Hoje lembrei-me de tuas caricias Hoje lembrei-me e contemplei o nosso belo passado Adoeci, minha linda sereia, adoeci Talvez eu não conseguirei terminar esta carta Escrevi tantas, doces como o tocar em uma pétala Tantas, que me fogem, com a pressa De encontrar tua dona, linda sereia, minha dama. Os meus dedos, outrora combatentes ávidos da solidão Hoje estremecem perante o vazio dos anos sem ti Em meu coração, sereia, ficara à vontade e, logo, se fora Linda sereia, entristeço-me, sem limites Às vezes acordo quando estou prestes a sorrir, Por vê-la, linda sereia, em minha preciosa imaginação. Lágrimas, fora tudo o que meu caderno recebera de mim Borrões escondem dedicatórias, escondem minha aflição Espero, linda sereia, que esteja à minha espera Oh, minha linda sereia, quero senti-la Assim como naquela breve primavera, que lhe fiz a promessa Promessa aquela que se rompera com a tua partida Ah, que desejo incontrolável de gritar o teu nome, em desespero Envelheço abatido, triste, com apenas versos sofridos Almejando reencontrar contigo, linda sereia, me condeno Em te apreciar em devaneios, em ilusões feitas pelo tempo Linda sereia, poeta não sou e jamais serei Pois, sem o teu amor, me torno um ninguém Linda sereia, sereia minha, espero que ainda me ame, Pois te amo tanto, que consigo vê-la em quaisquer cantos. Ontem presenciei uma cena tão bela, nostálgica Dois jovens apreciando os campos floridos da praça Prática essa esquecida, e levada pelo vento, uma lenda mística Mas, minha alegria deu lugar a lembranças de uma vida perdida Ah, se tu ao menos me enviasse cartas, Como aquelas que outrora me alegravam, simples e descuidadas Não se preocupando com erros e com as palavras. Amarei você até que a última rosa toque o caixão Paixão, deixarei para traz uma vida sem direção Pois minha musa, minha sereia, se despedira sem prévia comunicação. Escrevo, como sempre o fizera E, em solo fértil, quebrarei minhas algemas Meu amor, que saudade de suas peripécias Que saudade de nossas conversas. Escrevo, como sempre o fizera Esperando abraçá-la novamente, minha doce donzela Esperando abandonar este mundo de trevas, E retornar aos braços de minha Bela Despeço-me, por hora, de ti Venha me visitar algum dia, sim? Estarei aqui, na cadeira que grita sua velhice Estarei aqui, assim como um dia você dissera, como um "cãozinho" Querendo mais que tudo o carinho e, tenho certeza, Que voltarei para ti Minha doce e linda sereia.

►Arco-íris Às vezes é difícil acreditar em alguém que diz que me ama Às vezes é difícil acreditar em alguém que me engana
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►Arco-íris Às vezes é difícil acreditar em alguém que diz que me ama Às vezes é difícil acreditar em alguém que me engana Às vezes é difícil acreditar na personificação de uma dama Eu procurei por tanto, tanto tempo, e nunca a encontrei Eu lamentei por tanto, tanto tempo, e nunca a alcancei Será que ela existe mesmo? Ou tudo fora fruto de minha imaginação? Será tudo apenas uma ilusão? Uma miragem, feita para acalmar o meu coração? Pudera eu ter uma resposta para todas essas perguntas Pudera eu amenizar o peso que se acomodou sobre minhas costas. Textos românticos preenchem as linhas de meus cadernos Canções ocupam horas e contam vários momentos Momentos estes que se foram, e encalharam na encosta Sem jamais velejarem para o grande mar, tornando-se prosas Melosas fora as palavras que usei para construí-los Tediosas fora as manhãs vividas sem possuí-los E, hoje, me vejo aqui, perdido, em busca de um arco-íris Em busca do pote de ouro, de outro conto, de uma moça e de um moço Um novo conto, pomposo, de um louco para outro. Continuarei amando às cegas, com nulas promessas Continuarei me dedicando, em frases singelas Estarei aguardando a tal princesa, Para me completar e apaziguar minhas terras Minha mente está tempestuosa, me trata de forma impiedosa Alívio, busco o alívio, já não mais respiro Busco o arco-íris, só isso.

►Recaída Algumas pessoas que se foram da minha vida, Não me deram tempo para despedida
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►Recaída Algumas pessoas que se foram da minha vida, Não me deram tempo para despedida Por tanto tempo eu pensei que fosse tudo mentira, Que eu estava me acomodando a uma ilusão mal escrita. Sonhei com alguém que não visita meu imaginário a tanto tempo, Que a saudade me cortou como o próprio vento Veloz, sutil, feroz, viril e intenso. Por quê? Por que eu tive que me lembrar? De quem, um dia, eu havia ter esquecido? De quem tinha a capacidade de me machucar? Tudo estava tão tranquilo, tão sereno E agora, a dor que sinto, arranca-me do templo Minha paz agora se tornou apenas uma curta palavra, Nula, sem significado, nada. Como ela deve estar indo? Ela possui agora motivos para sorrir? Minha vida não está em harmonia, Foram tantas recaídas, tantas derrotas Que, às vezes é tão difícil me levantar... Preciso de uma pacífica folga. Estou perdido, sou um cavaleiro sem o brilho Sem um motivo, sem uma donzela em perigo Estou a esmo, em segredo, à procura de um abrigo.

►O Que é a Ilusão O que é a ilusão, Se não um sofrimento tardio?
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►O Que é a Ilusão O que é a ilusão, Se não um sofrimento tardio? Que chega em momento agradável E o transforma em algo depressível, Em uma dor sem limites. O que é a ilusão, Se não a miragem de algo bom? Que se revela, sem piedade Com exatidão, violência, inquietação. O que é a ilusão, Se não um boa noite, repudiado pelo coração? Ou até mesmo um bom dia, sem amor Talvez, quem sabe, até mesmo uma oração Que não se realizará, mesmo ao se impor Um pássaro com asas, sem jamais poder voar Um pequeno urso sem nunca conseguir andar, Uma mamãe urso, sem jamais poder abraçá-lo O que é a ilusão, Se não algo feito para enganar?

►Cartas Minha mesa está repleta de cartas Cartas que não tive coragem de enviar
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►Cartas Minha mesa está repleta de cartas Cartas que não tive coragem de enviar Cartas que não irão te alcançar, cartas Aqui escrevo mais uma, estou juntando a coragem Não sei se você irá sorrir ou me odiar Leia ela com carinho, por favor, nela está o meu amor. Meus cadernos guardam meus sentimentos Meus arrependimentos, e nossos momentos Como um cata-vento, leio eles para me refrescar Para me lembrar que tenho a quem amar A quem dedicar meus versos, você, dama, para você Escrevo aqui pensando no seu beijo Tão doce que permanece em meus lábios Macio como uma pétala, uma flor. Não sei se a verei novamente Sinto-me estranho esses últimos dias Gostaria de te abraçar, admirar seu sorriso cativante Gostaria de caminhar de braços dados no parque, Mas, ultimamente tenho me sentindo cansado Quero te ver, Meu coração implora para que ele seja acariciado. O doutor disse que eu deveria realizar todos os meus desejos Por favor, leia essa carta, a escrevi do fundo do meu peito Se você a colocar em seus seios, sentirá meu calor Quando eu partir, lembre-se de mim, guarde-a para si Que estarei sempre em seu coração, meu arco-íris, meu serafim Fim.

►Ausente Por que você não visualiza minhas mensagens? Meus sentimentos estão dizendo que você é covarde
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►Ausente Por que você não visualiza minhas mensagens? Meus sentimentos estão dizendo que você é covarde Sabe que eu quero te ver Sabe que eu tenho frequentemente sonhado com você Diga o que eu preciso fazer. Sua pele morena faz falta Sinto-me preso a algemas, por sua causa Diga apenas que irá me ver hoje, Que imediatamente farei minha barba, Para te sentir em meus braços a noite. Apesar da carteira denunciar minha idade Ainda sou um moleque, na mentalidade Quero sentir de novo aquele beijo doce Sei que sonharei com você, isso virou rotina Acho que vou sonhar com você dizendo que és minha, para vida. Mas, assumo, eu não queria me tornar tão cativo Mas, o seu amor eu realmente necessito Urgente, acho que estou em estado crítico. Nossa, acabei me apaixonando por ti Não sei dizer o que você fez para me deixar assim Ontem eu escrevi uma letra, depois sorri Um riso bobo e inocente De um sentimento crescente.

►Janela na Tempestade Dia vinte e seis de outubro de noventa e seis Sob uma árvore, me protejo da chuva
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►Janela na Tempestade Dia vinte e seis de outubro de noventa e seis Sob uma árvore, me protejo da chuva Mesmo que eu tenha o guarda-chuva, molho minha blusa Da janela do outro lado da rua, vive a musa Mal sabes que estou aqui, vendo-a tocar seu violão Notas que, em meio a fria tempestade, aquece meu coração Não sei diferenciar minhas lágrimas das várias gotas Acho que irei gripar se continuar com essas roupas Mas, não quero me mover, quero vê-la, só mais uma vez Quero abraçá-la em minha imaginação, mesmo que passageira. A força do vento a obriga a fechar aquela janela A janela que de longe tanto admiro, que de longe vejo aquele sorriso Do outro lado da rua, com a janela fechada, está ela Bela, por quem me apaixonei naquele dia de céu aquarela Naquela janela está a minha porta para a felicidade Joana, abra a sua janela, diga que me ama Assim como já fizeste em meus lindos sonhos, doce dama. Não se importe comigo, não estou com frio Só me deixe ficar te admirando, apenas para saciar meu vício Espero que você leia a carta que deixei à sua porta Espero que a rosa junto a ela não seque Espero que a tempestade não acabe, e que você continue aí Tocando meu peito com o violão. Joana, creio estar um pouco tonto, minhas mãos estão pálidas Já amanheceu, meus olhos lacrimejam por não a vê-la da janela de sua casa Joana, aceite minha carta, ela é tudo o que restou de mim Com amor, o Tolo, fim.

►Novamente Coração, me desculpe Acho que te machuquei de novo
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►Novamente Coração, me desculpe Acho que te machuquei de novo Sinceramente, eu sinto muito Deixei minha desconfiança predominar Abandonei minha emoção, quanto descuido Não sei se magoei uma pessoa que disse me amar Ah, coração, talvez eu seja mesmo bruto Talvez não consiga me entregar, Pois sempre que encontro uma dama, me iludo. Voltei a me isolar, cercado pelas paredes Estou perdendo aquela imaginação Quero respirar sem chorar, lágrimas caem às vezes Sim, caminho em direção a comadre, Solidão. Coração, sabes bem o que tenho feito Dos lábios que beijei em desespero Buscando aquela paz no peito, Que pareço ter perdido, e não tem jeito Ah, se fosse tão fácil assim curar, Daquele sentimento de nunca se encaixar Ah, se eu pudesse no passado voltar, Várias e várias fotos de recordação eu iria tirar e guardar Hoje o que me resta é sonhar e não vivenciar Romantizar em textos sem sequer me entregar, Aos momentos, a brisa do vento, aos seios do tempo Estou velejando para uma ilha já visitada, que sofrimento.

►Horizonte Estou chorando, pensando em você O telefone está tocando, mas não irei atender
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►Horizonte Estou chorando, pensando em você O telefone está tocando, mas não irei atender Não consigo me reerguer, me sinto fraco Não sei o que fazer, me sinto a mercê da dor As memórias não cessam o fogo As minhas lembranças me deixam afoito. No esquecimento eu reservei um assento Um lugarzinho, para que você possa descansar Um vazio, que jamais poderei silenciar Não tema, digo aqui, em um tolo poema incompleto Que sempre a amarei, pergunte ao horizonte Ele sabe bem o quanto sinto sua falta, daquele campo florido O quanto sinto saudade de nós dois sorrindo Do seu beijo me causando arrepios Do meu abraço segurando forte o meu mundinho Mas, como uma brisa suave, esse tempo se foi Se foi, para sempre e não voltará, não mais Hoje vivo a solidão, que sempre te traz de volta Como uma miragem em revolta, me atacando. Estou chorando, não sei quando terminarei Mas sei que contigo sempre sonharei Prometo que guardarei você nestas minhas rimas Frases líricas, sofridas, para ti, linda Guardarei o desejo que eu tento arduamente calar O desejo de te carregar, te beijar sem parar Me afogar em seu mar, como um dia eu fiz Como no dia em que eu fui realmente feliz.

Girassol Boa noite, sei que não deseja me ver Não se irrite, já estou indo embora
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Girassol Boa noite, sei que não deseja me ver Não se irrite, já estou indo embora Mas, antes que eu desapareça, queria te dizer Que o meu coração por ti chora Sei que você não irá me atender Já estou indo, chegou minha hora Mas, antes que eu saia de perto da sua porta, Poderia apenas prometer que irá ler? Por favor, só peço alguns segundos Não te ofereço o mundo, pois ele está de luto Coitado, perdera seu sol, perdera seu tudo Por favor, leia esta carta, de um menino sujo Que tocou sua campainha sem nem pensar no futuro Prometo que não irei mais incomodá-la, girassol Prometo, ao fim destas palavras, que ficarei só. Fui tolo, confesso, cobicei uma presença real Fui bobo, sonhei que seríamos um casal Deixei minhas desilusões carinhosas me levarem E, cá estou, chorando sem conseguir aguentar, A falta que me faz te olhar, te ver gargalhar Gostaria tanto de poder vê-la suplicar, "Só mais um abraço, amor, venha cá" Gostaria tanto de te abraçar, dizer te amar Me perdoe se eu mudei, me perdoe Deixo aqui, com várias dores, meu adeus Eu te amei, ele sabe tanto quanto eu Eu te amei, girassol, e agora, O campo não mais floresce, apodreceu.

►Morrendo de Amor Maria, avisa mainha que eu estou namorando Como ela é? Ah, Maria
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►Morrendo de Amor Maria, avisa mainha que eu estou namorando Como ela é? Ah, Maria Juntinho dela parece até que eu estou sonhando Não sei explicar, ela melhora meu dia Ela me faz bem, Maria, aumenta minha autoestima. Maria, não diga para o pai não, viu? Sabe como ele é, não quero confusão E também não diga nada para o nosso tio Se painho perguntar, finja que não me viu. Ela é linda, Maria, cheirosa, maravilhosa Agorinha mesmo estou pensando nela Seus lábios desenhados, sua pele sedosa Suas curvas impiedosas, as suas belas pernas Maria, ela é tudo isso e um pouco mais Ela me traz a paz, Maria, mesmo estando tão longe Perto dela, fico manso, calmo como um monge. Quero que ela partilhe da sua vida comigo, Maria Quero ajudá-la, abraçá-la, beijá-la Confortá-la quando a tristeza chegar Acalmá-la, afirmando ser bela, sem parar Impedir que a infelicidade lhe faça uma visita Impedir que ela seja ferida. Maria, quero tanto que você a conheça Ela é o reflexo da lua sobre o mais limpo rio Tolo sou eu ao tentar descrever tamanha beleza Maria, ela é como um solstício Sua pele é tão fria, mas seu beijo é tão quentinho Suas pernas são tão esbeltas, que induzem ao vício Mal consigo montar versos, para desenhar tamanha obra Folga o meu coração desconhece Afoba minha respiração quando ela me aquece Pois então, Maria, ela é uma coisinha, viu? Beldade como ela, arrisco dizer que nunca existiu. Veja o presente que comprei pensando em seu nome Maria, será que ela irá gostar? Diga e não me engane Quero que isso diga claramente "Eu te amo". Maria, espero vê-la ainda sexta Ela disse que está um pouco com enxaqueca Que talvez seja o estresse da rotina Maria, ela acabou se tornando minha própria vida Espero vê-la logo, em um lindo dia E, em um lindo dia eu a pedirei Maria, eu farei o pedido enquanto seguro sua pequena mão Ainda algum dia, eu a pedirei, em total paixão. Maria, eu a amo muito Aquela que sempre me encontra no portão No cemitério, ao anoitecer, ao cair da escuridão.

►Devore-me, Tempo Tempo, eu não te odeio Também não tenho receios
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►Devore-me, Tempo Tempo, eu não te odeio Também não tenho receios Sei o quão brutal você consegue ser Também sei como é difícil te entender Mas, acho que eu estava precisando de você Estava precisando me reinventar, amadurecer. Tempo, se me ceder um pouco mais, Acho que as tristezas ficarão para trás E eu conseguirei ficar em paz Mas sei que irá me ajudar, Nesta minha recente jornada ao mar. Tudo o que escrevi nas nuvens, desapareceu Aquela serenata que escrevi, morreu O meu coração, tempo, se aborreceu comigo Estamos sem nos falar, sem palpitar Estou indo de lábios a lábios sem me importar Sem dizer amor, sem sentir calor, sem valor Estou afogando minhas desilusões debaixo do cobertor Sem me importar com quem estou. O vazio, tempo, o vazio Ele está, dia após dia, acabando comigo Não estou conseguindo destruí-lo Se tornou um detestável inquilino E ele está me persuadindo, A enxergar o amor como um inimigo. Tempo, ultimamente eu tenho refletido Pensado um pouco mais sobre o que sinto Pensado sobre a maneira que vivo Passei por uma crise mental e social Mas, agora estou melhor, retornei ao normal Porém, tempo, às vezes tenho pensamentos repetidos Aqueles que me deixam depressivo Não sei se conseguirei silenciá-los permanentemente Temo que ressuscitarei eles a qualquer momento. Meus textos decaíram, tempo No começo eu escrevia em passatempo Agora mal passo perto do caderno O que aconteceu comigo, tempo? Quero que você passe, para me curar Quero que você passe, para me ajudar A sarar este meu coração, que grita de dor Quero que seja meu amigo, que me ajude a deixar o amor O amor que doei e não recebi O amor que lutei e me iludi. Pois então, tempo, apenas passe Sei que de qualquer jeito irá, será saudável Apenas... passe, me dilacere Maltrate.

►Entardecer Querida pombinha, abra sua janela Estou aqui fora, na primavera
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►Entardecer Querida pombinha, abra sua janela Estou aqui fora, na primavera Veja, as flores estão voando, abra sua janela Quero contemplar o seu sorriso, abra ela Querida pombinha, que saudade que me deixou Por onde você esteve por toda a minha vida? Levou a minha tristeza embora Para dar lugar a sua alegria. Querida tulipa, desculpe pelas rosas Tentarei conquistar seu coração de outro jeito Mas tenho receio de me apaixonar mais, ora Você me enfeitiçou, tulipa, com certeza sonharei contigo Em navios titânicos me afundarei, em seu bel-prazer. Ah, mal sabe o quanto desejo sentir seu aroma Seu perfume, que minha mente tanto ama Pudera eu ser capaz de explicar, o quanto eu quero Como quero abraçá-la, beijá-la, torturá-la Com vários mimos, chamegos, em arrepios Sua pele vibrando e você sussurrando Chamando pelo meu nome, enquanto digo que te amo Enquanto assistimos, lá de longe, o sol se pondo.

►Linda Estrela Não estou conseguindo lidar Sua ausência está me devorando
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►Linda Estrela Não estou conseguindo lidar Sua ausência está me devorando Meus lábios desejam te beijar Meus pensamentos almejam te amar. Tenho escrito tão pouco, linda Tenho ficado tão cabisbaixo, sem vida As estrelas perderam o seu brilho Viver sem você perdeu o sentido Desculpe se pareço submisso, abatido Sinto apenas saudade de seu abraço, De como era a vida sobre seu doce sorriso. Linda, espero que esteja bem Não irei procurá-la em outro corpo Pois sei que jamais haverá alguém, Que consiga me beijar como você Que consiga invadir meus sonhos, apenas você Que dirá palavras belas quando eu estiver prestes a chorar Eu temo que nunca terei outra chance, De abraçar um anjo, sentir seu aconchego. Linda, viva feliz, pois é merecedora Tentarei viver sem ti, linda Olga Flora, Aurora, Amora Deixo neste pequeno papel, meu adeus Adeus, amor meu, Em te conhecer, agradecerei sempre a Deus.