Vale da Solidão Olá, solidão… como te chamas no vale do amor?
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Vale da Solidão Olá, solidão… como te chamas no vale do amor? Sei que teu nome é vaio, sussurro antigo que ninguém ouve mais, um sopro frio que caiu do céu. É tão difícil dizer essas palavras, porque amar — ah, amar — é caminhar descalço em chão quebrado, é dar esperança a quem só quer partir. Quem quer apenas ser feliz, não entende a dor de ficar. Ser amado… de que serve, se a ausência pesa mais? Meus sonhos eram teus, meu corpo, tua casa. Mas partiste. E deixaste em mim os escombros do que fomos. No vale da solidão, teu nome ainda me chama. E eu respondo, com a voz trêmula de quem perdeu tudo.