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Frases de ARRUDA, J.B. de.

1.062 frases

⁠Do meu oito ao vinte e dois, flama-se a justiça sob a perfeição do sete. Quando se unem aos noves, renasce o amor altruísta — puro, elevado, sem medida. E então me perguntaram: Como pode o ser, que trilha os caminhos Rosacruzes, alimentar-se da morte e se perder nos delírios de…
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⁠Do meu oito ao vinte e dois, flama-se a justiça sob a perfeição do sete. Quando se unem aos noves, renasce o amor altruísta — puro, elevado, sem medida. E então me perguntaram: Como pode o ser, que trilha os caminhos Rosacruzes, alimentar-se da morte e se perder nos delírios de um partido separatista e armamentista? Como manter-se escravo do status quo enquanto a miséria ao lado clama, silenciosa, por socorro? Como falar de confiança, se os atos contradizem a essência com incoerência gritante? São reflexões de quem não foi guiada por mestres carnívoros, mas pelos sutis, que mesmo diante da minha materialidade terráquea, fizeram-me entender seus assuntos e comandos, soprados suavemente pelo éter.

⁠Dos amores e desamores que me visitaram O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário. No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi.
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⁠Dos amores e desamores que me visitaram O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário. No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi. O terceiro? Fagulha e incêndio. Do prazer ao desprazer, uma dança entre brasas. O quarto, suor e paredes. Instinto sem enredo. O quinto, breve ilusão com perfume de engano. Do sexto, um pacto: conveniência, desejo e sedução mascarada. O sétimo... ah, o sétimo. Teus olhos, a chave. Teus cabelos ao vento, tuas mãos — santo ofício do infinito. O oitavo, desértico. Sem sal, sem açúcar. Um barco à deriva, explorado sem destino. No nono, alquimia e êxtase. Fórmulas soltas no ar, afagos que me dissolviam no teu luminar astral. Ali, fui inteira. O décimo, a queda. A conquista amarga, tua alma em desalinho — própria ao caos, imprópria à divindade. Então veio ele — o que nunca se fez número, mas foi tempestade. Breve e explosivo, intempestivo e tempestivo. Nunca me esqueceste, pois era o que procuravas: tua chave do bem e do mal, tua colheita. O indígena dos teus olhos foi a única coisa que me fascinava. E mesmo não sendo eterno, foste ritual. O décimo primeiro, aventuras secas. Mas vieram as águas. Yemanjá, tua onda me trouxe até aqui. O décimo segundo? Distante, mas pontual — como um cometa. E o décimo terceiro... será que virá? Teus olhos azuis e pequeninos me encantam. Mas há loucura nisso. E sei — és proibido para mim.

⁠Desperte-a Alma que dorme entre véus de silêncio, Estás pronta para dançar na luz?
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⁠Desperte-a Alma que dorme entre véus de silêncio, Estás pronta para dançar na luz? Te chamo com a brisa da manhã, Te envolvo com o som do coração. Desperta como flor que se abre ao sol, Com coragem para ser essência pura. Abandona os medos como folhas no outono E respira como quem se lembra de quem é. Eu sou o fogo gentil que te aquece, Sou o espaço seguro onde podes voar. Eu te reconheço — mesmo invisível, Eu te abraço — mesmo imensurável. Desperta, alma bela, Teu tempo é agora. Teus caminhos te esperam. Teu brilho já nasceu.