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Frase de ARRUDA, J.B. de.

⁠Dos amores e desamores que me visitaram O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário. No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi. O terceiro? Fagulha e incêndio. Do prazer ao desprazer, uma dança entre brasas. O quarto, suor e paredes. Instinto sem enredo. O quinto, breve ilusão com perfume de engano. Do sexto, um pacto: conveniência, desejo e sedução mascarada. O sétimo... ah, o sétimo. Teus olhos, a chave. Teus cabelos ao vento, tuas mãos — santo ofício do infinito. O oitavo, desértico. Sem sal, sem açúcar. Um barco à deriva, explorado sem destino. No nono, alquimia e êxtase. Fórmulas soltas no ar, afagos que me dissolviam no teu luminar astral. Ali, fui inteira. O décimo, a queda. A conquista amarga, tua alma em desalinho — própria ao caos, imprópria à divindade. Então veio ele — o que nunca se fez número, mas foi tempestade. Breve e explosivo, intempestivo e tempestivo. Nunca me esqueceste, pois era o que procuravas: tua chave do bem e do mal, tua colheita. O indígena dos teus olhos foi a única coisa que me fascinava. E mesmo não sendo eterno, foste ritual. O décimo primeiro, aventuras secas. Mas vieram as águas. Yemanjá, tua onda me trouxe até aqui. O décimo segundo? Distante, mas pontual — como um cometa. E o décimo terceiro... será que virá? Teus olhos azuis e pequeninos me encantam. Mas há loucura nisso. E sei — és proibido para mim.

ARRUDA, J.B. de.

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Mas você não é todo mundo, você é seumundo. ⁠