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Frases de Arremedos Poéticos

188 frases

⁠Não tente (Circulo das hipoteses) sempre o que me veio através da vida, fiz o melhor possível, não era o "primeiro", o lugar mais alto do pódium, mas me destacava, estudo, trabalho, relações fora as relações, nunca, nunca tive ânimo para continuar, ir até o fim, prosseguir, in…
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⁠Não tente (Circulo das hipoteses) sempre o que me veio através da vida, fiz o melhor possível, não era o "primeiro", o lugar mais alto do pódium, mas me destacava, estudo, trabalho, relações fora as relações, nunca, nunca tive ânimo para continuar, ir até o fim, prosseguir, insistir, acho que é um lance sentimental, se tu não tem um sentimento pelo que está fazendo, por mais que dê seu melhor, você acaba ficando pelo meio do caminho, se distraindo com outras estradas, ou cansando da caminhada, ou desistindo por não ver motivação para continuar já em amizades e no Amor, é quase incontrolável o acordar naquela típica embriaguez de esperanças, mesmo sabendo que em menos de 24 horas irei adormecer no mais completo e solitário vazio de mim mesmo durmo solitário e vazio lá pelas 3, 4, 5 horas da madrugada e lá pelas 7 da manhã acordo passar um café, me sirvo de um gole, puro e forte, me sento na janela degustar enquanto fumo um cigarro ou um charuto, muitas vezes depois de uns dois ou três cafés passo pra cerveja dia desses o locutor no rádio disse que todos os dias Deus nos dá uma oportunidade, uma folha em branco para escrevermos nossa própria história, faz muito tempo que eu só tiro uma xerox, uma cópia cada vez mais apagada do dia anterior meu fígado defeca a cirrose, o estômago cospe em sangue a úlcera do pior dos moribundos de qualquer forma, vai ser uma boa morte o vôo 19 perdido para sempre no Triângulo das Bermudas, círculo das hipóteses meu olfato busca um sentido no labirinto dos lábios da Poesia selado no silêncio sepulcral dos seus ouvidos líricos deixei para trás muitas coisas, sinto falta da cocaína e jogar "21" a dinheiro online, mas não tenho ânimo pra fazer nada disto "don't try" círculo das hipóteses, cíclico, minha psiquiatra me disse que sou um suicida em potencial que não puxa o gatilho, envena-se dia após dia em doses cavalares o quanto pode de todos os venenos que tem acesso morreu mais um, está nos jornais, penso em escrever algo, encontrei apenas um verso roto, duas virgulas, uma reticência de dois pontos e um ponto final, o meu os psicotrópicos tem nomes de blasfêmias imperdoáveis e não existem orações que possam curar a loucura que me assola um cacto é ceifado e lentamente tomba sobre as areias do deserto são 3:47 da madrugada e estou imprimindo outra cópia mal feita do dia anterior na minha eterna insuficiência, encaro com toda suficiência mais um adormecer solitário e vazio..

Looping temporal o medo afugenta a coragem a razão abafa o coração
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Looping temporal o medo afugenta a coragem a razão abafa o coração vê, um verso trazido pelo vento em forma de canção o que ela nos diz? o que ela lhe diz? em algum lugar no tempo, nesse tempo, um ponto específico, um reencontro, agora distante o inferno engole o céu, vivemos sob os mesmos tormentos uma porta, uma saída? uma lembrança, uma saudade, um passo, uma atitude a loucura da razão pisa jardins inteiros antes que estes floresçam entre a semente e a flor existe o tempo, é fato, tempo de cultivar, cuidar, dar atenção, não enterrar-se no profundo da terra em direção contrária ao nascer da flor o mergulho que escorre nas entranhas da escuridão profunda que desagua no magma das chamas purgatoriais da tristeza eu deveria aprender a me despedir de quem se despediu de mim, todavia acredito que se eu sobrevivesse, com 87 anos, daria um jeito de me dizer de forma irônica que "desisti", mesmo você tendo desistido primeiro cantos de pássaros multiplicam sabedoria nos ares buscando guarida em nosso peito te falo sobre a sabedoria do canto dos pássaros? rasgar minha voz outra vez para lhe dizer o que se recusas ouvir? coração partido, recuso partir, recuso dizer adeus em breve, contra minha vontade meu corpo partirá, lembrarás então de canções que deverias ter cantado no tempo entre a semente e a Flor cantarás para mim, enfim, sem se importar com a razão, embora a razão lhe diga não ser possível meu corpo morto ressuscitar buscará minhas palavras, estarão vivas para sempre, aquecerão seu coração para em seguida debulhar-se em lágrimas pela minha voz morta que não poderá mais lhe dizer ao pé do ouvido que te Amo entre a semente e a Flor, o tempo, onde se morre por falta de cultivo, cuidado e atenção ouve, canções e prenúncios, canções de luto, canções por quem vive ouço minhas próprias canções fúnebres [...] canções sobre o tempo que deveria ser um fazer-se presente canções sobre o tempo que é um fazer-se "ausente"..

Voo do perdido o coração em calamidade, ao longe contemplo seu olhar ainda a devastar as ruínas que sobraram
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Voo do perdido o coração em calamidade, ao longe contemplo seu olhar ainda a devastar as ruínas que sobraram a agonia é uma espera do que nunca chega tento entender a beleza de uma alma que rasgou minhas palavras e silenciou em ruínas o sonho de um coração escritos rotos, tropegos e tolos, desprovidos de emoção frutos das dores inefaveis de uma alma que procrastina sua sentença desde sempre, quando descobriu o pra sempre nunca minha alma contemplou o abismo almas ali aos gritos se lançavam eu quis voar, enquanto ouvia gritos que pediam terra firme o bater de minhas asas no vôo por sobre o abismo eram gemidos assustadores à ouvidos incautos no solo contemplei versos mentirosos e afáveis entendi porque tantos gritavam por terra firme o tenebroso é preferível para quem busca o afago do próprio ego assim como é espantoso que o voo do perdido ame a ilusão da terra firme espantei-me novamente por não encontrar palavras que expressassem o que é o sentir de verdade a isto resolvi não dizer nada, nada que console porém, digos-lhe tudo o que consome nada que lhes afague o ego, mas digo-lhes de graça palavras que lhe cortem a alma nada que lhes levante a cabeça, ou lhes faça sentir um ser humano melhor mas lhes ofereço gratuitamente a aflição de espírito não soube nunca vender a ilusão de lhes dar pronto aquilo que só você mesmo pode encontrar na divisão de sua alma e espírito não traço mapas astrais, não arroto horóscopos poéticos eu não sei vomitar ilusões apenas sangro palavras em busca de mim mesmo, e não peço que me sigam.. #Amor #DasHorasEmQueMorri #

⁠Insuficiência de palavras te condenaria por haver um dia desistido de ler-me? minha bagunça enlouqueceu-me, minha alma só produziu gemidos, o coração desaprendeu a escrever
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⁠Insuficiência de palavras te condenaria por haver um dia desistido de ler-me? minha bagunça enlouqueceu-me, minha alma só produziu gemidos, o coração desaprendeu a escrever insuficiência de palavras [...] é a vida? e o que é a vida? um milagre que busca a morte, o Amor, sentimento que trás tristeza, as palavras, gritos para almas surdas isto a poesia quem me segredou [...] a calmaria veio com teu Amor, a tempestade veio com sua partida, choviam lágrimas no seu adeus encharcando-me de sentimentos remorsos [...] ainda hoje busco palavras não as encontro o vento as levou lhe dedico então todas as palavras, que habitam no meu silêncio..

⁠Alquimia olhei o céu escuro
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⁠Alquimia olhei o céu escuro coberto de nuvens negras desejei transformá-lo lembrei de sua alquimia que me transformou que transformou o metal enegrecido da minha tristeza em nobre e puro ouro de Amor em minha Alma eu estava embriagado sempre acontecia isso essa embriagues de lembranças era corriqueira até te reencontrar nessas lembranças balancei-me na velha rede dos sonhos um encanto um encontro um reencontro até que, súbito um nunca dois nuncas... adormeci ali naquela noite e mergulhei em sonhos de esperanças dos quais recuso-me em acordar onde um amanhecer não desminta com uma ressaca de desilusões, que não um em vão sentir que insiste em existir..

⁠Outra noite (que seja eterno enquanto durmo) meus lábios sussuravam nos seus ouvidos desciam com a língua e mordidas pelo seu pescoço
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⁠Outra noite (que seja eterno enquanto durmo) meus lábios sussuravam nos seus ouvidos desciam com a língua e mordidas pelo seu pescoço percorreram seu decote desenhando seus seios tirei sua blusa e os beijei, mordi, suguei desci suave seu ventre pra não te provocar cócegas vi em cada poro de sua pele arrepiada o desejo fluindo arranquei suas calças suave, mas com pegada beijei seus pés com verdadeira veneração subi devagar degustando cada centímetro do gosto do teu corpo uma preliminar para depois degustar o gosto do teu prazer lembrei então que há pouco nessa mesma cama deitei abraçado a um travesseiro e adormeci pensando em você concluí que era mais um sonho concebido do exagero do meu desejo que seja eterno enquanto durmo..

A facada ​ontem a tarde foi otima, taças de vinho e brindes entre conversas por vezes descontraídas e as vezes sérias sentados em um lençol na grama sob o sol de inverno, passarinhos caminhando entre nós, como se pertencessemos à uma mesma convivência diária... a vida fica muito…
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A facada ​ontem a tarde foi otima, taças de vinho e brindes entre conversas por vezes descontraídas e as vezes sérias sentados em um lençol na grama sob o sol de inverno, passarinhos caminhando entre nós, como se pertencessemos à uma mesma convivência diária... a vida fica muito boa as vezes, a gente abre uma garrafa, se senta e espera pelo que pode acontecer... hoje lembro de ontem e pela janela olho lá fora um céu azul louco, tento fazer um círculo com a fumaça azulada do meu charuto barato, sem sucesso... ergo minha cerveja num brinde silencioso ao que restou de mim, bebo mais um gole dos oceanos da minha dor enquanto lembro que independente do que eu pudesse dizer ou sentir, alguem de fora do nosso céu passou a faca nas asas do pássaro azul do meu peito, ferindo-o mortalmente..

O penetra o céu escuro escondeu o baile a fantasia a Lua era rainha do baile deslumbrante e expledorosa
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O penetra o céu escuro escondeu o baile a fantasia a Lua era rainha do baile deslumbrante e expledorosa estrelas das mais variadas e belas fantasias invejavam as vestes brilhantes da lua esta sorria e dançava com o Sol em movimentos suaves e delicados sem ser convidado e recolhido a um canto escuro qualquer fiquei a beber coquetéis de angústias temperados com desejos e saudades de sonhos não vividos que eram servidos junto a petiscos de agonias exclusivos para os penetras como eu que por ali se aventuravam busquei morrer no meu coração os desamores e os amores ausentes para renascer talvez onde nada se cria e feridas sangram abertas mas as melodias entoadas por anjos, demônios e cupidos não me permitiam concentração meus sonhos que sabiam transbordar dores inefaveis gritavam para o tempo em tom mórbido para que esse corresse para longe o mais depressa possível por vezes gritavam para que ele morresse de uma vez a lua e o sol acompanhados das estrelas bailavam num ritmo frenético nem sequer notaram minha presença ali apenas os anjos e os demônios perceberam pois sentiram o cheiro da agonia e o desespero nos meus escritos que exalavam de mim odor impossível de passar despercebido me assistiam como se fosse um espetáculo shakespeariano em versos sem rimas exalei aromas de dores e frustrações a dor reluzia em mim quase tão resplandescente quanto as vestes da lua e minha alma se derramava em escritos rotos excluso, sem ser notado, sem ser convidado, resolvi me retirar pedi a conta a um cupido garçom metade anjo, metade demônio este logo disse não aceitar cartão, nem cheque, nem dinheiro e nem moedas de ouro paguei com alguns versos para ela feitos na hora e em palavras que ainda não havia escrito e saí daquele ambiente ao qual não fora bem recebido e nem convidado lá fora achei um convite jogado ao chão tinha o nome dela escrito embaixo de letras garrafais que diziam: Baile do Amor tem a honra de convidar..

⁠o tempo é mais carrasco que amigo, ou pode muito bem o ser lembro de ti, de sua voz, quando tinhas voz angustio-me por não mais ouvir o som do sorriso dos seus passos, tristeza melancólica habita em meus olhos
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⁠o tempo é mais carrasco que amigo, ou pode muito bem o ser lembro de ti, de sua voz, quando tinhas voz angustio-me por não mais ouvir o som do sorriso dos seus passos, tristeza melancólica habita em meus olhos não, não esqueci, nada neste mundo nem ninguém me fariam algo que não escolher-te como Amor o que teria capacidade de desencantar um coração disposto em recíprocidade à busca da felicidade? que ilusões avassaladoras tem de nos devorar para que coloquemos o livro da Poesia debaixo do braço nos auto iludindo em achar que vale algo o estar carregendo, mas tendo o deixado de ler? mentiria se dissesse que ha paz na minha alma, tenho poetizado contra o tempo no sentir das carnes que rasgam-se atraves de cortes de navalhas cegas tenho rimado sobre o beijo perdido no espaço de tempo onde sua voz desaparece e balbucias repetitivos ecos de outras vozes que não as suas e até o perfume sereno da noite, através de seus cabelos tenta gritar pela tua voz que calas deliberadamente e ainda te orgulhas de ser, optar ser um reles eco ecoa tuas palavras desprovidas de alma a escorrer no ventre batendo-se nas paredes das tuas certezas de lógicas que só sendo o eco de outra voz empresta algum sentido, facilmente desconstruído por negar a viver o Amor recuperarás sua voz um dia? ou atravessará o tempo a ecoar palavras opostas a alma? dos tempos que atravessamos, éramos nós, ate tu trazeres ecos que ainda que possam estar travestidos das melhores intenções, apenas nos distanciaram, afastaram, separaram.. mas tu prefere ouvir os ecos, por terem sido somente o que restou de ti, desconstruiram-na a molde, remoldaram-na a ferro, programada para ecoar, não decepcionar, não errar, seguir a cartilha, o manual de instruções, a risca.. busco-te, mas encontro somente sua sombra, um arremedo de alma ecoando exaustivamente o que seus senhores determinam procuro tua voz, não ouço nada alem de ecos..

Saciar de um pequeno
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Saciar de um pequeno rasgo na alma verte banhada em sangue uma letra depois um grito de dor da alma e nasce um verso após infinitos gemidos aflições de espírito uma leitura antes de publicar uma mentira no sorriso do rosto cansado nasce um escrito missão cumprida pode agora morrer o arremedo de poeta no suspiro do leitor que consumiu seu escrito e se saciou..

⁠Como é... nunca é o abraço... são as sensações de segurança e acolhimento que este proporciona...
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⁠Como é... nunca é o abraço... são as sensações de segurança e acolhimento que este proporciona... nunca é a pessoa fazer parte de sua vida... é como ela te trata, te considera, demonstra afeto, se importa e te respeita... nunca é a forma como a pessoa entrou em sua vida... é como ela se comporta enquanto está na sua vida e como decide sair de sua vida... nunca é sobre ela te afastar de si, mas como e por quais motivos te afastou dela te deixando com mil perguntas na cabeça... nunca é sobre ela partir, mas sim o que a levou a partir... nunca é sobre o que ela deixou antes de partir... é sobre o que ela leva de ti qurando te deixa perdido e em mil pedaços..

⁠Pedra sem asas (queda) embargado em abismal medo de ser lançado das alturas da rejeição
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⁠Pedra sem asas (queda) embargado em abismal medo de ser lançado das alturas da rejeição pedra sem asas, despencar olhos cegos à vista surdo ao canto dos pássaros o planar da águia agitado insuficiente como sempre queda alturas de ilusões por mim criadas pedra sem asas, queda as horas espancam a eternidade pedra sem asas de meteoros centenários de âmago desbotado melodias de angústias alma atormentada pedra melódica sem asas tristes canções canções que não mandam embora os demônios..

⁠Trapos e retalhos assustado com a luz cavei minha própria cova em frente aos portões do inferno o jardim de cristal iluminou-me por um breve tempo dando-me esperanças de redenção e ressurreição
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⁠Trapos e retalhos assustado com a luz cavei minha própria cova em frente aos portões do inferno o jardim de cristal iluminou-me por um breve tempo dando-me esperanças de redenção e ressurreição até que novamente entorpeci-me no adormecer das madrugadas mórbidas gritando dores solitárias minha alma geme sem causar comoção as Flores quando fugi de mim mesmo pus-te em fuga de si mesma, e, nos perdemos a não nos encontrarmos não há perdão no meu julgamento onde recebi condenação sem ser ouvido e minha pena mais dolorosa é saber seus gemidos por um partir que nunca houve a doce lembrança do sorriso de suas palavras de outrora embaçam em lagrimas a memória do caminho sonhado um dia percorrermos na minha morte almejo sua face, face a face um sussurro a dizer que te Amo e nunca sequer cogitei lhe deixar a lua ergue-se em meio a sombras sedutoras contemplando minhas dores em mil pedaços costurando-se em trapos e retalhos em decomposição daquilo que um dia fui gemidos anuciam uma dolorosa busca de um iminente e último suspiro..

⁠A redenção é a morte há alguns dias não tenho vontade de me levantar, permaneço deitado com os cobertores ate o queixo no escuro com minhas cortinas blackout puxadas a televisão ligada sem volume ou com o volume no minimo me sugere as horas, é ínicio de madrugada agora, ha alg…
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⁠A redenção é a morte há alguns dias não tenho vontade de me levantar, permaneço deitado com os cobertores ate o queixo no escuro com minhas cortinas blackout puxadas a televisão ligada sem volume ou com o volume no minimo me sugere as horas, é ínicio de madrugada agora, ha alguns dias foi meu aniversário, daqui ha alguns dias terá o feriado de 7 de setembro, através da internet não fico alheio completamente sobre os dias e meses a passagem do tempo no entanto se mostra morosa, rude e angustiante, algo dentro de mim se levanta em súplicas por dias de sol e aroma de flores da primavera, então lembro que essa sensação de súplicas tambem me acompanhava no verão passado e na primavera passada aa sendas escuras do meu quarto anunciam corpos mortos chovendo pelo teto e deitando-se nas feridas da minha cama empoçando jardins de flores pisoteadas tremulam versos rotos e sem rimas do sangrar dos meus labios queimados pelo sol de inverno que não encontra fresta alguma na alma deste quarto escuro suspiro, aspiro e respiro mendigando sonhos em clarões brancos de escuro desolação respiro um acreditar dentro do meu corpo morto, em algum lugar ela toma entre suas doces mãos sua xícara de café e suas duas fatias de pão, sim duas fatias no jazzer do meu cadáver ensurdece-me o pranto das paredes de olhos ardendo ante o odor fétido que exala do meu corpo morto ocasionalmente meu corpo morto sente o aroma de terra molhada onde dançam lembranças de uma infância vivida, uma vida Amada e de uma velhice abortada em algum lugar os mendigos tomam cachaça e consomem crack amortecendo suas vidas mortas, prostitutas em banheiros de motéis ajeitam a maquiagem para ir de encontro a seus proximos clientes mortos neve escura se espalha e congela o quarto preparando minha sepultura as ruas tossem vírus mortais, milhares caminham nestas mesmas ruas onde já não resta quase ninguém para morrer, estão mortos ha muitas luas, eu enfim junto-me a eles, não ha redenção, talvez nunca ouve..

⁠Desperdício da minha morte no Amor que agiganta o medo que me apequena
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⁠Desperdício da minha morte no Amor que agiganta o medo que me apequena na intensidade da liberdade a pureza que me aprisiona no caminho que traço perco-me onde me encontro Amo por mim, para mim por ela, para ela falo fluente linguagem do abandono e insuficiência anoiteço em permanecer amanhecido no desperdício da minha morte..