Velha lua de todos os poetas, sina tua, não ser tão correta. Pois nos induz sempre ao verso, sem deixar opção alguma.
Frases de Aroldo Arantes
107 frases
Poucas coisas são iguais, nada rima com saudade. Hoje o verso está lilás, pouca coisa é de verdade.
Se você não se basta só, não adiantará engolir o mundo, pois o seu vazio é infinito.
Teu amor me trata, me hidrata, me complica. Teu amor me mata, me retrata, me excita. Então vem por um momento e me dinamita, me manda pelos ares, me levita, me faz evaporar de mim, me faz ficar sem meio e sem sim, buscando meus pedaços em poucos traços de um verso surrado, de um…
Continuar lendo
Teu amor me trata, me hidrata, me complica. Teu amor me mata, me retrata, me excita. Então vem por um momento e me dinamita, me manda pelos ares, me levita, me faz evaporar de mim, me faz ficar sem meio e sem sim, buscando meus pedaços em poucos traços de um verso surrado, de um amor complicado, por palavras dispersas, por lágrimas confessas, de uma saudade que falta, de uma vontade que salta, de um triste enfim.
O que não existe é vago, e tudo que é vago é livre, e vive, pois ao se libertar do concreto, se despe da razão e passa a se alimentar do vão.
Amores certos nas horas erradas, amores errados nas horas certas. A vida é um eterno desencontro.
No Brasil, índices fictícios, criados como factóides, para tornar o inverossímel factível, são semeados com fartura!
A poesia está solta, vive... em cada gota que o vento transpire. A poesia está louca, livre... em cada boca que o verso respire.
Me aproximei de tuas cordas, tentando dedilhar os acordes de uma melodia perfeita, mas de repente notei que não precisavas de mim.
Tenho voltas que não se resolvem em mim. Um verso caído que nunca se desculpa. Um verbo perdido que não sente culpa. Uma dor que não tem fim.
Desalinhado é o amor que pulsa sem regra, que expulsa a mesmice pra longe e se alegra, pede bis, ao se ver completamente disforme, mas feliz.
Siga seu sonho, seja seu vento, viva sem dono, em qualquer tempo!
Amor, não é metade, é verbo decassílabo, conjugado em primeira pessoa. Amor, não é saudade, é verso infinitivo, consumado em poesia à toa.
Quem morre por dentro, finge-se ser o que te controla, inibe-se o ver e o que não te sobra, encenando vida pra quem vê de fora.
A gente recebe do universo aquilo que semeia. Que o seu semear frutifique harmonia e poesia em suas linhas e que o seu verbo conjugue a felicidade!
O amor é a dislexia do concreto e a surdez do composto. O amor é a miopia do afeto e a insensatez do bom gosto.
Rimas desafinadas, rumos imprecisos. O amor e seus improvisos!
O bem que espalhas ao vento, será o seu maior sustento, e a defesa mais justa quando o destino fizer seu julgamento.
Amor não rima com nada! Ele está sem nunca ter sido. Ele quer sem nunca ter estado. Ele é sem nunca ter sentido, e há sem nunca ter passado.
E pra que medir as palavras se não dá pra dosar o sentimento? E pra que metrificar o tempo se a sua falta ultrapassa qualquer comprimento?
Um livro é uma máquina diferente, sem engrenagens, porcas ou dormentes, produz sentido onde não tem, incita doido dormente a pirar de vez.
No seio do vento, que o tempo vagueia, o corpo desculpa a alma que é cheia.
O sorriso é a arma que desarma os olhos, abranda os argumentos, desarticula os verbos, despe a alma e acalma os adjetivos.
Se você tem uma semente de amor, cultive-a! Adube bem, com carinho e confiança! O amor é um ramo sagrado, que bem cultivado, floresce.