Encena teu beijo em meus lábios, como se fosse a primeira vez, quem sabe assim, insensatez, eu acredite novamente em seus ensaios.
Frases de Aroldo Arantes
107 frases
Prefiro os desusos, as texturas e os excessos, do que a mesmice; Prefiro os parafusos, as ranhuras e os restos, do que a superfície.
Rimas avessas, que não param em minha cabeça, façam-me o favor, de não remar pra longe, pois o amor anda revolto, e o mar não me responde.
Gira a vida nesse eterno abrir e fechar de portas. Vira a rima
Continuar lendo
Gira a vida nesse eterno abrir e fechar de portas. Vira a rima e o avesso que ri de suas próprias respostas. Vira o verso nesse eterno abrir e fechar de pernas. Gira o resto nas gotas de suor e verbo de suas mentiras sinceras.
O desejo que habita o meu viver, é tão forte que desafia o então. A vontade que invade o meu ser, não cabe apenas em algum refrão.
Se me despir dos seus versos não existirei além do beijo, simplesmente me esfacelarei com a falta de sonho, me desintegrarei eternamente.
De repente me vi de joelhos, meio deprimido. Desliguei os meus aparelhos. Câmbio, desligo!
O amor não enxerga muito bem e invariavelmente age sem razão alguma! O amor entende tão bem o que para a mente são coisas absurdas.
Haviam passados e haviam futuros. E eu parado no mesmo lugar. Passados que nunca tinham passado e futuros que nunca iam chegar. Haviam erros e haviam certezas. Aquilo tudo a me calar. Erros que não haviam curado e certezas que nunca iam ficar.
Hoje sei, que se houve algo, foi apenas posse. Até no vazio, há quem se encoste.
Nem tudo que eu ouço é voz, nem tudo que esqueço é fim. Nem tudo que eu vejo é nós, nem tudo que eu quero é sim. Nem tudo que acabou é foz, seu beijo não foi de festim. Seu verbo me foi um algoz, destruindo o então e o assim.
O amor não resta. Nada mais me interessa! Mas a dor se insinua, dói, triste a dor que não cessa, não passa, não cura!
Nem foi tão de leve, que você passou por mim. Quase à flor da pele, seus porquês parecem um estopim. E as perguntas queimam o não e o sim.
Quem não se entende, não se compra e nem se vende. Fica ali inerte, e de inércia o nada está repleto. E de nada, ninguém quer ficar perto.
Ah, o amor! Esse sofrimento eterno, que engole a calma, que envolve a alma e engana o cego, o fazendo achar que enxergou.
Espera-te um beijo, assombra-te esperar, e os sussurros me aspiram, me descrevem, me dominam, em teu consumar.
Não sei precisar o quanto te preciso. Esse triste olhar completa o que não digo. Não sei calcular o tanto que me assalta, esse não falar que vem da sua falta. E o nó que cega e seca o encanto, vem da dor que cerca e aperta o meu pranto. E a gota que escorre e morre no tempo, vem…
Continuar lendo
Não sei precisar o quanto te preciso. Esse triste olhar completa o que não digo. Não sei calcular o tanto que me assalta, esse não falar que vem da sua falta. E o nó que cega e seca o encanto, vem da dor que cerca e aperta o meu pranto. E a gota que escorre e morre no tempo, vem da rima que corre e mora aqui dentro.
Meu tédio, não tem remédio! Não tem começo, nem fim! Por isso, tem horas, que me dá vontade de ir embora de mim.
Sons e tons me traduzem. Por que os acordes ouvem meus silêncios mais ocultos e me ecoam no vento, livre, na eternidade de alguns segundos.
Me ame assim, bem de vagar, antes que o tempo se acabe assim. Me ame assim só por lembrar que o amor que vale não sabe o que é fim.
A rima deseja que você se acerte. A vida enseja que você a desconcerte.
Beijos amargos de uma amarga vida, dizem à boca pequena, que não existe poema, que dê jeito em sua rima.
O instinto humano é traiçoeiro, pois anseia o que lhe é proibido.Nada que seja certeiro, aguça o seu sentido. Buscamos o verso corrompido.
Sou de lá, sou de cá, sou de qualquer lugar, não tenho parada, nem paradeiro, gosto de céu, de sol, de mar, de amar sem travesseiro.