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Frases de Ariana Manzoni

23 frases

⁠VERSOS DA HESITAÇÃO Não te aproximes de mim com temor ou hesitação, nem penses em me conquistar sem descer às profundezas. Aqui, tudo ressoa com a intensidade do mistério e do destino.
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⁠VERSOS DA HESITAÇÃO Não te aproximes de mim com temor ou hesitação, nem penses em me conquistar sem descer às profundezas. Aqui, tudo ressoa com a intensidade do mistério e do destino. Sou uma presença que irradia vida aos olhos que me veem, ou uma ausência que deixa a alma em gelo eterno.

⁠Decisão Hoje me decidi Optei por amadurecer, abandonar os achismos
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⁠Decisão Hoje me decidi Optei por amadurecer, abandonar os achismos Deixei para trás ilusões e máscaras de uma vida que não me pertencia É desafiador entre tantas opções, mas reconheço a dificuldade em abraçar uma escolha Decidi seguir o que faz meu coração vibrar e ao mesmo tempo, serenizar Senti um orgulho que há muito não conhecia Vislumbrei um futuro onde posso calçar minhas botas confortáveis, que antes carregava nos ombros E trilhar este caminho que agora sei, é verdadeiramente meu

⁠Plenitude Estou plena De um jeito suave
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⁠Plenitude Estou plena De um jeito suave Que sussurra certezas no silêncio, que agora sim é um silêncio audível A intuição, essa velha conhecida, Me apontou o caminho sem mapas, Só com a leveza dos instantes E o peso exato das decisões. Escolhi minha jornada Como quem escolhe o vento para guiar o barco Não sei onde vai dar, Mas sei que estou no rumo certo. Há uma paz que nasce da coragem, Daquela que não aparece nos grandes gestos Mas no simples aceitar. Aceitar que o caminho às vezes é escuro E, mesmo assim, seguir em frente. Estar bem é isso, É perceber que há força em cada escolha, Que há sentido em cada dúvida. E que a coragem, no fundo, É apenas um modo de estar em paz.

⁠Paralisia do Silêncio O silêncio, tão denso quanto a noite, não veio pela calma, mas pelo medo. Ele se instalou nas palavras que nunca foram ditas, nas mãos que não se tocam mais, nas promessas que ficaram no ar, suspensas entre o desejo de acertar e o temor de errar. Cada olha…
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⁠Paralisia do Silêncio O silêncio, tão denso quanto a noite, não veio pela calma, mas pelo medo. Ele se instalou nas palavras que nunca foram ditas, nas mãos que não se tocam mais, nas promessas que ficaram no ar, suspensas entre o desejo de acertar e o temor de errar. Cada olhar fugidio, cada suspiro contido, revela uma alma paralisada, sem direção, presa em um labirinto de incertezas. O silêncio é um campo minado, onde cada passo hesitante pode desencadear uma explosão de dores veladas. Ele é o eco da insegurança, uma muralha invisível que se ergueu entre dois corações que, outrora, pulsavam em uníssono. E agora, o amor que antes era um farol se perde na escuridão, sem saber para onde ir, sem ter para onde correr. Neste silêncio, há uma busca desesperada por segurança, por não errar mais, por não perder o que resta. Mas, ao mesmo tempo, há o receio de que, ao tentar se mover, tudo desmorone. O silêncio, então, se torna um refúgio doloroso, um esconderijo onde o coração se protege do que não pode controlar. E assim, paralisados, permanecemos em um espaço onde o medo de perder fala mais alto do que a vontade de encontrar o caminho.

⁠Strega Nas entranhas da noite, ecoa o murmúrio, Uma mulher de poder, bruxa, em seu retiro.
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⁠Strega Nas entranhas da noite, ecoa o murmúrio, Uma mulher de poder, bruxa, em seu retiro. Amante de si mesma e da natureza, Sua alma liberta, dança com a beleza. Entre véus de mistérios, ela se desenha, Palavras sussurradas, como folhas que se empenham. No silêncio, seus passos reverberam, Na dança da lua, seus encantos se aclaram. Autêntica, feito pássaro que rompe a gaiola, No coração da floresta, ela se encolhe e se desenrola. Em sombras, inspiraria a prosa, Dessa bruxa que se entrelaça com a neblina misteriosa. Na solitude, ela é sua própria amante, A teia de seu ser, um laço vibrante. Sua magia, um eco nos recantos da existência, Como em si, em palavras, sutilmente intensa. Nas sombras danço, bruxa poderosa, No manto da noite, misteriosa. Feitiços tecidos com fios de lua, Minha essência, uma chama nua. Olhos que refletem o breu estelar, Magia pulsante no ar a pairar. A noite, em sombras, inspiraria, A força que em mim se anuncia. No silêncio, sussurros de encanto, Mistérios entrelaçados, a quebrar o quebranto. Entre feitiços e segredos a esvoaçar, Sou a bruxa que a noite vem buscar. Sigo trilhas obscuras com passos firmes, Minha magia, como pássaro que voa sem rédeas. Minha alma, nas entrelinhas, desvendaria, A alma da bruxa que a escuridão guia.

⁠O Amor que Não Vingou Havia uma promessa em cada gesto, uma semente de eternidade
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⁠O Amor que Não Vingou Havia uma promessa em cada gesto, uma semente de eternidade plantada na distração dos dias. Uma certeza muda, que murmurava “será”, e, no peito, o eco respondia “quem sabe”. Ele veio como um presságio de primavera, mas trazia no olhar um rastro de outono. Eu, cega de esperança, pendurei flores no varal da alma, esperando que secassem ao sol e se transformassem em pétalas eternas. Mas cada pétala escorregou por entre os dedos, como se o amor fosse uma água impossível de segurar. O que restou? Rascunhos de promessas e o silêncio, que nunca pediu perdão. Tentei resgatar o brilho que imaginei ter visto, mas era um brilho que existia mais em mim do que no outro. Então descobri que a decepção nasce das sementes que regamos com sonhos maiores que a realidade. Fiquei diante do vazio. Percebi que o vazio também é espaço para a gente se preencher do que é nosso. Aos poucos, entendi que esse amor não cabia nas mãos, e talvez não coubesse em nenhum outro lugar. No fim, sobrou a lembrança de um quase, e, no entanto, ela se deitou em mim como uma certeza daquilo que não foi. Aprendi que, às vezes, o que não se cumpre deixa em nós uma força adormecida — que um dia acorda renovada, feita do que realmente é. Ariana Manzoni

⁠O tempo Carrego o passado como quem segura um objeto ainda quente, mas ele escorre pelos dedos quando me distraio do agora.
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⁠O tempo Carrego o passado como quem segura um objeto ainda quente, mas ele escorre pelos dedos quando me distraio do agora. No presente, sinto o pulsar de uma vida que não sei nomear e que, mesmo assim, me define num sopro íntimo que me desvela a cada instante. O futuro espreita como uma promessa que eu mesma não compreendo, mas desejo com a mesma intensidade com que temo o desconhecido de mim. Entre esses tempos que se tocam, vou me inventando e me perdendo, na frágil certeza de que existir é deixar rastros e apagá-los ao mesmo tempo.