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Frases de Arcise Câmara

652 frases

Sempre me presenteava generosamente, mas prestando mais atenção no amor. Já fiz meus pais passarem por poucas e boas. Já pedi perdão pelas birras e falta de consideração, a minha sorte é que eles têm a mente aberta. Qualquer que seja a opção da vida do filho ela precisa ser resp…
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Sempre me presenteava generosamente, mas prestando mais atenção no amor. Já fiz meus pais passarem por poucas e boas. Já pedi perdão pelas birras e falta de consideração, a minha sorte é que eles têm a mente aberta. Qualquer que seja a opção da vida do filho ela precisa ser respeitada, mas isso não significa que os pais não devem ter controle. Como dizia a minha mãe: Criança não tem que querer. Tem pais que passam tempo demais concentrados em si mesmos, preferem que o celular cuide de seus filhos, outros não pensam em educação alimentar e uma vida mais ativa, com prática regular de atividade física. Perdoa se isso soa arrogante, não tenho filhos, mas a geração de hoje está cada dia mais intolerante e frágil. Faltam fidelidade e compromisso no cuidado com os filhos. Eles merecem. Tem um provérbio que diz: Quando dais vós próprios é quando realmente dais. Acho que poderia ser lição para tudo, além das gentilezas mútuas e a distância entre as coisas e nós como pessoas. Pensando no “e se” não leva ninguém para frente, nem pais, nem filhos, recomeçar é o caminho, desenterrar a autoestima, amar sempre. Um drinque ao nosso futuro feliz! O poder da relação ficou o tempo todo na mão dos pais, com imposições e sem diálogos por isso as gerações possuem feridas mal cicatrizadas, rebeldias para fazer o que quiser na fase adulta e o preço da falsa liberdade. Presencio força oculta e juventude parada, o ser humano não continua o mesmo, vejo sorriso doido dos que sofrem a tempo, o tempo correndo a conta- gotas, alunos bons, inteligentes, espertos, bonitos e egoístas. Decidi comprar um diário porque tem coisas que a gente não pode dizer em voz alta, escrevi sobre dias de chuva, tédio eufórico, falsas ilusões e refleti: Que diabos estou fazendo com a minha vida. A verdade é neutra e não tendenciosa, fico obcecada pelos meus questionamentos, de vez em quando me belisco, outras vezes me acordo, acredito que para os pais a alegria é a recompensa do dar e ver suas criar felizes.

A responsabilidade por uma vida saudável é nossa Estou me encorajando a desenvolver meus projetos de uma vida mais saudável, à medida que vou ficando velha, o desespero por comida danificou meu nível de exigência, como qualquer coisa que me engorde, até coisas não gostosas. Nun…
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A responsabilidade por uma vida saudável é nossa Estou me encorajando a desenvolver meus projetos de uma vida mais saudável, à medida que vou ficando velha, o desespero por comida danificou meu nível de exigência, como qualquer coisa que me engorde, até coisas não gostosas. Nunca me deixei perturbar pelas provocações, nunca me senti ofendida por estar acima do peso, nem mesmo com as vendedoras que diziam, não tem seu número. Eu sempre achava que quem perdia era a loja de não me ver como cliente. Relações pautadas na verdade e no respeito à diferença sempre foi o mundo do qual quero pertencer. Meu rosto estava conformado, meu corpo dava sinais de excessos. Dificultava o processo da busca pelo sentido da vida, estando tão desalinhada e desequilibrada de nutrientes, enchia meu corpo com coisas que não faziam bem nem para o corpo, muito menos para a alma. Existem outros caminhos para atingirmos a paz interior, o equilíbrio, o desenvolvimento da nossa espiritualidade, a consciência do que nos faz bem, já li aos montes que o bom senso é à base de tudo. Sou contrária às verdades absolutas, a excluir itens, a tornar a vida chata e sem graça, comendo coisas que não nos faz felizes, sou a favor da possível compreensão e do que podemos realizar com a mudança de mentalidade. O que me deixava doida de um jeito estável era achar que minhas atitudes não trariam consequências para minha saúde, precisava dar um voto de confiança a mim mesma. Embora eu saiba que a comida está apenas querendo me provocar, querendo me dizer quem é que manda, descobri que eu tenho todo o poder sobre meus sentimentos. Eu preferia que a obesidade não fizesse parte da minha família, eu preferia ser mais dócil e menos arrependida, eu preferia esquecer algumas pessoas, eu preferia ser a fofa de carteirinha, capaz de levantar uma alma triste. Comer com equilíbrio tem a ver com A-cei-ta-ção. Não consigo me conformar com a perda desses anos sem me amar de verdade, sem cuidar do meu corpo da forma como ele merece. Agora me sinto responsável.

Uma beleza interior que nos faz repensar Eu estava tranquila, mesmo que meu medo já tivesse diminuído àquela altura, eu ainda tinha muito medo de avião. Disse que o hábito não passa de uma longa prática e assim consegui domar meus medos. A melhor solução era entender que a únic…
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Uma beleza interior que nos faz repensar Eu estava tranquila, mesmo que meu medo já tivesse diminuído àquela altura, eu ainda tinha muito medo de avião. Disse que o hábito não passa de uma longa prática e assim consegui domar meus medos. A melhor solução era entender que a única coisa a ser feita seria ter consciência de minhas atitudes diante do medo. Lembrei-me de nunca me tornar uma pessoa paralisada por meus receios. A vida moderna nos leva a comer rápido demais, sem mastigar direito e sem saborear a comida, no entanto, eu comia com prazer minhas refeições saudáveis e deliciosas. O amor basta-se a si mesmo, eu dizia a mim mesma, parafraseado grandes sábios, o meu relacionamento comigo mesma era evolutivo, poucas pessoas têm comportamentos tão equilibrados. Diante dele eu precisava fazer alguma coisa por mim própria para me sentir bem, precisava de avaliação e reflexão, precisava descobrir quem eu era de verdade, precisava pensar no belo e no sentido da vida. Eu não conto tudo que sofro, sou o oposto de equilíbrio, combino minha vida em altos e baixos, tenho desinteresse sexual passageiro, sou controladora e estou descontente com o rumo da minha vida. Aprendi a arte de planejar, o futuro daria conta, um passo de cada vez e eu mudaria. Comecei a por cada coisa em seu lugar, desordem no ambiente, desordem na mente. Ia ser uma tarefa bem mais complicada do que eu achava, a primeira mudança foi cortar o cabelo Chanel curto e desgrenhado, a segunda mudança foi aprender que eu não precisava mendigar atenção, sufocar o parceiro, me desvalorizar, mas minhas emoções me induziam a isso. O problema era eu. A amizade entre mim e ele não era igualitária, eu o sugava, mas ele agia com desprendimento e leveza, muitas vezes eu sentava sem pensar em nada, eu amava perder tempo olhando para a imensidão do céu. Eu fazia meu corpo e minha mente refletirem, tinha atalho para o caminho mais curto que saciava meus anseios. Fechei os olhos, relaxei os músculos, tranquilizei a respiração e agradeci por grande aprendizado.

Se você quer um tiquinho de felicidade... leia! A leitura nos ensina a não ficar tão zangados, te apresenta o grande amor da sua vida, investe toda a tua energia em algo que faz pensar. Nunca desista! É cada dia mais apaixonante! Numa sociedade tão complexa quanto a nossa, onde…
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Se você quer um tiquinho de felicidade... leia! A leitura nos ensina a não ficar tão zangados, te apresenta o grande amor da sua vida, investe toda a tua energia em algo que faz pensar. Nunca desista! É cada dia mais apaixonante! Numa sociedade tão complexa quanto a nossa, onde poucos gostam de ler, poucos saem de sua zona de conforto, por pura acomodação. Consola-me saber que agrado alguns. Aprendo com a pratica e restrinjo os erros. Gosto de ler sobre tudo: mal hábito alimentar e a falta de atividade física estão na minha lista de conscientização, as maldades do capitalismo estão na minha luta para salvar o meio ambiente. Escrevo para encher o mundo de esperança, escrevo para reatar a dignidade, para falar de amor, escrevo para compartilhar que não me sinto sozinha nem como última possibilidade. Meus escritos são regrados pela sinceridade, não há nada que roube a minha personalidade ou me deixe sem controle, falo de rompimentos e reconciliações, falo de apoio e confiança, falo do mundo real. Também conto daquela areia fria que decidi deitar, das coisas que já fiz por migalhas de atenção, da psicoterapia por anos a fio para amenizar o peso do passado. Escrever e Ler são as melhores coisas que eu conheço. Eu acabo interferindo de forma positiva na vida das pessoas, talvez por um único momento do dia. Que rufem os tambores dum dum dum dum, lá vem o Livro, o despertar, o amor em prosa. Quantos de nós já tatuamos textos budistas nas costas tirados de livros, quantos de nós nos sentimos sufocados pela intimidade, quantos de nós tivemos brigas insustentáveis e de repente fomos irrigadas de sabedoria por um bom conselho vindo de bons livros. Ler livros é não ter medo da verdade, nunca desencoraje ninguém a ler, a leitura é uma coisa tão barata, às vezes nem precisamos comprar, outras vezes é mais barato que veneno de rato. Se desprenda, perca o fôlego, vá ser feliz depois me conta a história ou estória que te encantou. Combinado?

Isso é algo que eu já queria ter feito há muito tempo Um erro não justifica o outro, o meu ressentimento era uma pontada de irritação constante, eu tinha entrado no relacionamento por questões superficiais, eu tinha mudado meu comportamento, não estava mais tão perto da natureza…
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Isso é algo que eu já queria ter feito há muito tempo Um erro não justifica o outro, o meu ressentimento era uma pontada de irritação constante, eu tinha entrado no relacionamento por questões superficiais, eu tinha mudado meu comportamento, não estava mais tão perto da natureza, e havia abandonado a comida saudável. Quem é você? Eu me perguntava o tempo todo, eu me magoava pelo desinteresse dele, eu queria um amor pegajoso, nojento feito dois sapos grudados. Ele sumiu por 22 dias, foram dias de solidão. O amor vos coroa e vos sacrifica eu tinha lido em algum lugar, eu achava que tudo isso era certo, quantas vezes já me queixei do mundo injusto e estava sendo injusta comigo mesma. Querer salvar o outro tem a ver com você, com quem você é, com as melhorias que você quer para o mundo, porém ele não presta e eu não sabia lidar com isso. Ele não era organizado, tratava a mãe como capacho e eu o aturava de maneira péssima, fazendo com que as coisas só piorassem. Meu marido me maltratava e eu achava que um pedaço de papel definia a nossa relação para sempre. Eu não arriscava pensar nem por um segundo me desfazer do elo, talvez eu desperdiçasse a minha vida inteira tentando salvá-lo, mas jamais o abandonaria. Toda minha frustração afetava minha escolha alimentar, era uma vida maluca, uma vida de arrependimentos e crises, um sentimento raro de autopiedade uma parcimônia fora do normal e um cuidado excessivo. Ultrapassei os limites da previsibilidade denunciando-o na Lei Maria da Penha, o que me levou a tomar essa decisão foram algumas mensagens de redes sociais. Ele me implorou para retirar a queixa, passou 4 meses me pedindo perdão, ele disse que ia se prejudicar no emprego, disse outras coisas que me comoveriam em outra época. Tinha uma queda por ele, mas a recíproca não era verdadeira, continuei em silêncio e ele começou a me ameaçar de morte, começou a dizer muitas histórias reais e fictícias a meu respeito, começou a me dar medo, e foi com pavor de morrer que terminei um casamento tóxico.

Se vives juntos não grudeis em demasia Todos nós somos muito diferentes, precisamos de espaço, estar grudado o tempo todo, sem deixar o outro respirar é uma situação ruim e o preço a pagar é muito alto. Não estou nem um pouco a fim de falar de regras e tal, nem quero passar a im…
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Se vives juntos não grudeis em demasia Todos nós somos muito diferentes, precisamos de espaço, estar grudado o tempo todo, sem deixar o outro respirar é uma situação ruim e o preço a pagar é muito alto. Não estou nem um pouco a fim de falar de regras e tal, nem quero passar a impressão que há pingos em todos os is. Quando se termina um namoro grudento as chances de dar certo são mínimas mesmo que haja uma volta, esse estilo de vida faz afastar os amigos, os dias demoram a passar com pouco entrosamento com o mundo ao redor. O sentimento de alívio é enorme, a impressão que se tem é que a pessoa não sabe fazer nada separado, fica perdida, aumenta os riscos de voltar com o velho relacionamento. Diante dos meus conselhos inaudíveis, resolvi falar da minha necessidade de transplante, eu me recusava a pensar que a morte chegaria antes da chance de ter um novo rim. Nesse processo todo, existem os que ajudam e os que não ajudam, vamos chama-los de curiosos. A regra do momento é focar na vida, no alívio que a medicação traz, reduzir a pó o sofrimento contido na memória. Minhas necessidades mínimas não eram satisfeitas pelo Estado, ganhar um órgão de alguém que já morreu não era prioridade para as famílias. Eu não tinha medo de encarar os fatos ruins da própria vida. Com base na minha experiência é que percebo que as colunas erguem-se separadamente, uma coisa de cada vez, um problema de cada vez e nas histórias de amor também é assim. Quando não se é um ser único, começa o problema, sei que são percepções de uma pessoa próxima da morte, não estou desembuchando um sermão, só que depois de tantos desmaios tenho algumas convicções absolutas: O caminho a seguir é só seu. Tem espaço para momentos importantes da sua vida, tem espaço para viver bem o momento presente, tem espaço para fazer dar certo. É justo tudo que me beneficia? Não. É justo tudo que me prejudica? Também não. Eu me perguntava se devia me despedir da vida, era por isso que pregava o desapego das relações, não achava saudável esses grudes sem sentidos, assim como não queria cancelar minha vida em plena juventude.

Quando as coisas existem, dê boas razões para existir Eu estava à procura do silêncio, depois de ganhar olheiras por falta de sono, resultado de um longo prazo sem dormir, cujo nenhum sentimento prevalecia o bom senso. Sei que eu não podia extravasar meus descontentamentos toda…
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Quando as coisas existem, dê boas razões para existir Eu estava à procura do silêncio, depois de ganhar olheiras por falta de sono, resultado de um longo prazo sem dormir, cujo nenhum sentimento prevalecia o bom senso. Sei que eu não podia extravasar meus descontentamentos toda hora, sei que era um problema que eu tinha que resolver e que ia passar, sei que os beijinhos da minha mãe me ajudaram nesse processo. Guardei minhas forças para investir no que realmente vale a pena, não quero ser a chorona, a reclamona, a que só conta desgraças, não quero parar nos obstáculos ruins nem para o amor da minha vida. Tenho um sentimento raro em não querer dividir preocupações, eu já fui o tipo de pessoa que briga por absolutamente tudo, carregando revoltas, mágoas, ressentimentos e até pitadas de ódio na mochila. A vida também não é só viagens e festas, é uma caixa de pandora que muitas vezes sei abrir, mas não sei fechar. Às vezes é só pegá-la para me sentir zangada e cheia de exigências. Eu não pertenço a este lugar é algo que sempre me vem à cabeça, tenho amigos dos quais não se percebe afeto verdadeiro, parece uma corrida de quem pode mais, sinto vontade de me isolar. Amo atos do coração, fazer tudo que a consciência pedir, mudar de ideia se precisar, afinal, o segredo da felicidade não está nas coisas materiais, nem no sentimento de indignação de querer mudar o mundo, mudei o meu mundo. Li e reli atentamente cada despertar da consciência, poderia ajudar a tia com hipertensão, a vizinha com diabetes e o tio com artrite, poderia parar de ser tímida e reprimida, poderia alinhar meus pensamentos para que a minha mente não sujasse com tanta frequência. Muitas coisas permanecem inexpressivas no meus coração, não mudei da água pro vinho, não tem como ser livre de todos os vícios como num passe de mágica, é aos poucos que a gente vai se livrando das coisas constrangedoras ou inaceitáveis. Parece piada se sentir vazia quando esqueço o celular em casa, eu não conseguia enxergar como estava sendo ridícula, colocando toda a alegria de um dia num aparelhinho. Quero ter o controle do meu destino e fazer valer cada minuto que passei aqui.

Cresci feliz e o povo dizendo coisas A discriminação fazia parte da rotina social, às vezes de forma banal. Passamos a vida inteira perdoando, era brincadeirinhas aqui, disse me disse ali. Não esperava o mundo vir até mim. Eu deveria ir ao encontro do mundo. Ser negra era difíci…
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Cresci feliz e o povo dizendo coisas A discriminação fazia parte da rotina social, às vezes de forma banal. Passamos a vida inteira perdoando, era brincadeirinhas aqui, disse me disse ali. Não esperava o mundo vir até mim. Eu deveria ir ao encontro do mundo. Ser negra era difícil. Dois anos ou mais para se curar e construir uma nova vida e todas as feridas abertas pelos palpites para um cabelo melhor, clareadores de pele. Vivia esperando a ocasião propícia para revidar, mas nunca conseguia. Tudo de bom e de ruim que consiste em minha existência era fruto do meu tom de pele, ou eu era a representatividade das negras (sim, eu tinha dinheiro), ou era uma pena eu ter nascido dessa cor. Vós sois bons quando vos identificais com vós mesmos era meu lema, tinha aflição em estar desarrumada, tinha medo de não ter amor e me sentir um nada. Comecei a ter cansaço, ardência nos olhos, ansiedade, déficit de atenção e problemas de memória. Ser mulher negra te faz ter dificuldades em arrumar marido, quero muito contar... Não eram os carinhas, era a tia, a irmã, a sogra ou qualquer outra pessoa que exercesse influência e fosse completamente preconceituosa. As crianças são boas observadoras, uma vez uma me disse: tia, não tem bonecas da sua cor. Expus meu coração para todo mundo ver, um dia aqui outro ali, eu ia sobrevivendo, me fortalecendo e me amando. Um desafio de todo dia, não era fácil saber que muitas coisas respingam em ti, o medo faz com que tenhamos vergonha de mostrar nosso afeto, de pegar na mão, de beijar o rosto. Coisas passivamente ofensivas eram relevadas, parecia tudo naturalmente comum, eu não fazia nada porque tudo era tão comum. A felicidade está sempre ao nosso alcance pois depende de nós, mas não era bem assim. Sempre tive facilidade em me expressar, mas a gente só percebe certos racismos quando aprofundamos reflexões, quando percebemos que fomos constrangidas. Existe uma falta de compensações e pouca consciência de raça. A pressão é grande para termos padrões brancos, cabelos lisos, maquiagens mais claras. O nosso universo era esquecido por todas as indústrias, até pouco tempo atrás. Pessoas de fibra, confesso que me sinto irritada com a lista de coisas que tenho que fazer para fugir do estereótipo de bandido, empregada, faxineira. Hoje me imponho.

Não é que eu esteja planejando mudar minha vida inteira Tenho muitos sonhos, não sou presa a pessoas ou coisas, tem coisas que não tem como fazer, mas sempre faço um inventário mental de tudo que falavam sobre ele. Como meninas grande, eu chorava. Há pessoas que não sabem ser a…
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Não é que eu esteja planejando mudar minha vida inteira Tenho muitos sonhos, não sou presa a pessoas ou coisas, tem coisas que não tem como fazer, mas sempre faço um inventário mental de tudo que falavam sobre ele. Como meninas grande, eu chorava. Há pessoas que não sabem ser aprendizes, gostam sempre de ser professoras, quantas horas de sono já perdi pensando nas coisas que me preocupava, sem desistir eu tinha que vencer a mim mesma. Quando ganha algum dinheiro ele volta a atenção para gastá-lo, não tem reserva de emergência, ah, péra! A reserva dele sou eu. O tempo que passo em silêncio me alimenta e me faz tomar coragem. Sempre me dizia coisas que eu nunca tinha deixado ninguém dizer, me ofendia no fundo da minha alma. As pessoas que se casaram com o primeiro amor, dizem que perderam algo importante, não viveram tudo que tinham para viver, eu tinha sempre essa sensação. A esposa, em particular, vive a morte do casamento dela tentando ressuscitá-lo a qualquer custo. Sou mais forte do que supus mesmo perdida em mim mesma, não imaginava que fosse me importar com o amor saindo pelo ralo. Somos carne do pai que nos sonhou, levava a vida reclusa, acho que a decisão mais sábia é manter-me serena apesar dos pesares. Sempre dizia isso porque achava interessante. Vivi feliz por muito tempo. Pensava que era uma coisa e era outra, não dava para entender o meu mundo emocional, sempre estava achando uma desculpa para não assumir a responsabilidade pelos meus atos, principalmente pela minha omissão. Eu me esqueci completamente de como eu era, não consegui resistir ao impulso de ficar como estava, simplificava minha vida. Não tinha uma forma de vida feliz, mas não tinha resistência para mudar tudo. Não demonstra empolgação que eu esperava ao me ver, nem eu. Tudo é como precisa ser, para crescimento e evolução, às vezes somos incapazes de dar valor ao que de fato temos, somos humanos. Legal mesmo é valorizar o que temos, construir uma relação leve, não mentir para si mesma, nem para os outros, aprimorar a paciência e evitar papo-furado ou fingimento. A gente promete mudar nosso comportamento em certas coisas e não em outras. É um divisor de águas nos conhecer, saber que o mundo existe e está nos olhando, evitar levar as coisas para o lado pessoal. Vamos mudar aos pouquinhos, de degrau a degrau até a felicidade chegar.

Tens sogra? Então, você é a única que me entende. Você me entende quando me chateio com as pequenas alfinetadas, com as overdoses de conselhos, quando ela diz que aquela comida estava gordurosa. Quando diz que pareço doente, quando soterra meu talento, quando reclama do meu coc…
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Tens sogra? Então, você é a única que me entende. Você me entende quando me chateio com as pequenas alfinetadas, com as overdoses de conselhos, quando ela diz que aquela comida estava gordurosa. Quando diz que pareço doente, quando soterra meu talento, quando reclama do meu cochilo a tarde, quando diz que minha prece não é forte e que minha vida é um mamão com açúcar. Tinha o dever de pensar da mesma forma que os humanos da casa dela, essas implicâncias atingia meu estado mental. Decidi cortar relações para sempre. Enquadrei-me na vida espiritual. Comecei a fazer atividades física durante o dia, me livrei de histórias de família terrivelmente decepcionantes. Vinte e nove anos de casamento e muitas lições aprendidas e decoradas, inclusive a de se desviar da sogra. As crianças não eram bem-vindas em sua casa, eu me esforçava para boa convivência, mas quando mexem com os nossos filhos, fica bem difícil. Estava sem força, sem alegria, desanimada, sem vida e sem solução. Um beliscão me fez despertar, eu não precisava conviver, precisava estar sã, esperei o tempo passar para poder se desvencilhar da sogra. Sempre tive um gênio ruim, mas sou adaptável, sei reconhecer meus erros e pedir perdão quando necessário. Ela sempre falava com o objetivo de me deixar sempre ciente que ele merecia mulheres mais bonitas do que eu, não posso perder tempo tentando mudá-la, na fase do namoro ela me achava o máximo. Talvez tenha se decepcionado porque não sou empregada do filho dela. Somos parceiros. Eu nunca me senti superior aos outros, mas me tornei forte e preparada para conseguir o melhor da vida, para lutar por mim e pelos meus. Tenho uma vida interior complexa, tenho questionamentos exagerados.eu e meu marido estabelecemos as regras da casa e nelas não contêm palpites de sogra. Voltei às nossas vidas sem as intromissões, continuo respeitando a minha sogra, acho trágico e cômico não reconhecer o próprio destino, não saber ficar no seu lugar. Sou de perdão, busco a eternidade, mas não me misturo mais. Eu fui capaz de viver a vida como eu nunca consegui, minha vida estava um barato, brigas não existiam mais. Antes quando tínhamos algum desentendimento ele simplesmente sumia, não dizia onde estava e se limitava a dizer que foi arejar a cabeça, tudo por influência da mãe. Resolvi não reclamar e agir.

Nunca houve nenhum ato prepotente por eu ser mulher É no presente que vivemos, não dá para ficar olhando para trás e pensando no que pode acontecer lá na frente, isso engessa a minha capacidade de pensar. O médico proibiu qualquer emoção, eu estava me controlando por dentro. Mas…
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Nunca houve nenhum ato prepotente por eu ser mulher É no presente que vivemos, não dá para ficar olhando para trás e pensando no que pode acontecer lá na frente, isso engessa a minha capacidade de pensar. O médico proibiu qualquer emoção, eu estava me controlando por dentro. Mas sou observadora e nunca deixei homem nenhum achar que era meu dono. Ser eu mesma é a coisa mais importante do mundo, sempre pensei assim e por isso picotava fotos que não gostava. Eu nunca tive dificuldades para me defender, eu sabia o que queria até na escolha de mudas, quando o vendedor queria me empurra algo diferente, plantinhas que não me agradavam. Impossível era eu não passar o dia inteiro falando sobre mim mesma, não tinha nem método, nem freio nenhum, a gente fala muito para internalizar algumas coisas, como descobri que Casamento não realiza totalmente e que eu passei a vida na sombra dos outros. Só faça o que você tiver de fazer, era meu lema, exponha seu potencial, era minha meta de vida. Ontem estava pensando no amor instantâneo que todas as mães sentem pelos filhos, tomo susto com essas ondas de sentimentos que invadem as mães, mas não podemos confundir amor incondicional com amor marital. Sempre haverá no mundo quem trabalhe no mesmo serviço por metade do salário, isso é uma afronta, a quem merece cada centavo que ganha. Assim também é o fato de ter sempre alguém capaz de casar com alguém medíocre. O papel do AMOR é encher a nossa necessidade e não o nosso vazio. Minha certeza era que se desse brecha para homens machistas, isso ia acabar bem, minha intuição gritava quando algo assim aparecia. Sempre quis caminhar junto com alguém e juntos agradecer a Deus. Comecei a preparar meu espírito para nunca me aproximar de gente que põe a minha vida em risco. Sou capaz de me manter lúcida e coerente em momentos de ira, viver a meu lado tem suas vantagens, sou compreensiva e entendo que é necessário deixar o outro brigar sozinho, até a raiva esfriar. Um passo de cada vez, e o silêncio soa como um trato. É necessário ser honesto um com o outro.

Não posso repensar a gente junto É o interior que contamina ou embeleza a pessoa, eu tinha certeza absoluta que ele não foi feito para mim e mais certeza ainda que eu não era para ele. Eu precisava ter saúde e comer regularmente. Procure se casar com uma pessoa que possa te ofe…
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Não posso repensar a gente junto É o interior que contamina ou embeleza a pessoa, eu tinha certeza absoluta que ele não foi feito para mim e mais certeza ainda que eu não era para ele. Eu precisava ter saúde e comer regularmente. Procure se casar com uma pessoa que possa te oferecer muitas chances de ser feliz e seja essa pessoa também. Está estranho isso, Livre-se de algo que você não precisa mais, algo que está minando o seu eu interior, Sempre tive orgulho de ser forte, segura e independente, preciso me desligar completamente de algumas emoções. Já fui escrava dos desejos, por vezes era preciso sepultar o meu eu, estar bem comigo é o primeiro passo para estar bem com meu marido, mas isso nunca acontecia porque ele não estava bem consigo. Às vezes demoro um pouco para perceber as coisas, a adaptação a essa transição, embora difícil, poderá ser um tanto ou quanto suavizada quando você se sente bem sozinha. Continuava aparentando muita insatisfação com muitas coisas, tentei me imaginar cometendo suicídio, mas eu voltei a me ver como sou e fiquei feliz com o resultado. Quase ninguém que eu conheço se casou com o primeiro amor da vida e isso era um bálsamo. Por muitas vezes, ganhava para bancar meus luxos, sonhava com amor, mesmo que meu lembrete de geladeira me lembrasse que ele nunca foi bom o suficiente. No desafio de tocar a alma fui ensinada a voar. Qualquer inferioridade minha era culpa da permissão que dei a ele, vivo repetindo isto para todos, sempre chegou em casa com seu olhar superior, nunca me desejou de verdade. Dependia de mim convencer as pessoas que isso me magoava, planos não faltavam para fugir de tudo aquilo. Encontrei reflexos em mim de minha mãe, estava me vendo submissa como ela. Não conseguia imaginar minha vida sem tudo isso, tinha estabilidade financeira, era feliz com a grana do meu marido e minha, sabia que a perda financeira me afetaria também. Nunca fui de ir acompanhada ao banheiro, sempre achei que Liberdade de expressão resulta em muita confusão, eu filosofava achando que cada estação envolva todas as outras estações. Eu me livrei, mas não foi fácil.

Eu decido o que quero dar e receber Meu interior parecia um circo sem alma, aparentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu parecia bem, mas algo me incomodava, o reino da confusão interior nascia aqui dentro de mim. Tive que deixar minha alma conversar comigo, eu me…
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Eu decido o que quero dar e receber Meu interior parecia um circo sem alma, aparentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu parecia bem, mas algo me incomodava, o reino da confusão interior nascia aqui dentro de mim. Tive que deixar minha alma conversar comigo, eu me perguntava quem eu sou quando ninguém está olhando. Parecia que tudo era bom, bonito, útil, embora não seja a opinião do temperamento da maioria. Não guardei mágoa e nem rancor de ninguém, eu não era uma garota passiva, tudo que eu contemplava ao meu redor é o reflexo materializado do meu desejo como indivíduo, como dizem por aí “O homem não empresta suas asas a outro homem”. Nós somos os únicos mamíferos que bebe leite depois de adulto e isso faz com que eu pense que a gente faz muitas coisas por convenções, sem ao menos se questionar o porquê. Não tenho dívidas do quanto tentei mudar, me encaixar, estar bonita apesar de todo esforço para não ser, queria pelo menos ser melhor daqui há dez anos. Quando eu me olhava no espelho, eu enxergava a minha alma. Como tudo que está no prato, sempre fui assim, mesmo que o olho fosse maior que a barriga, sei lá, não sinto só sabor de comida, sinto sabor de amor, de amizade. Eu comecei a me sentir livre, aceitei que as coisas acontecem como ela acontece. Sempre tinha uma carta na manga, a ideia de recomeçar é esmagadora, a gente tem dificuldade em mudar, mudanças doem, a natureza vai copiando o homem e se transformando cada vez mais lentamente. Emagreci e fiquei esquelética, alguns caras insistentes que querem dar em cima de você mesmo com alguns nãos e ainda nos responsabiliza por aquilo que eles fazem, cheios de referências diretas e indiretas. Eu precisava gostar de ficar sozinha, eu ansiava por analisar aqueles papéis que guardava a sete chaves desde a juventude, meus diários me ressuscitavam como ser humano. Minhas palavras tinham sido difíceis de ouvir, conhecer a nós mesmos é algo de muita profundidade. Eu não parecia ficar emocionalmente próxima de nenhuma das duas mulheres que me amavam: minha mãe e minha filha. Saudade desse ofício de dar e receber amor.

Deixei minha amargura e meu rancor para trás Alguém quis que eu terminasse com ele, eu não queria. Sei que existe muita gente sincera e ele era um desses. Pensando nos amores que tive, ele me parecia uma pessoa incrível. Minha raiva não afetava o meu amor por ele, apesar dele t…
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Deixei minha amargura e meu rancor para trás Alguém quis que eu terminasse com ele, eu não queria. Sei que existe muita gente sincera e ele era um desses. Pensando nos amores que tive, ele me parecia uma pessoa incrível. Minha raiva não afetava o meu amor por ele, apesar dele ter me traído, revelou o amor que estava adormecido. Ele alterou o comportamento por minha causa, posso sentir o esforço que ele fez depois que se arrependeu. O novo sempre me assusta, então o perdão foi uma possibilidade, um mecanismo social e não foi à toa, estava satisfeita por estarmos nos unindo ainda mais, grilaram mil coisas na minha cabeça, mas a qualidade do relacionamento saltou aos olhos. Segurei a onda das crianças, elas ficaram muito tristes com nossas crises familiares, mas erámos uma família que brincava e nos fazíamos rir. O difícil é acreditar em mim depois de tantas decepções. A autoestima elevada vai lá pra baixo. Mesmo e nas pessoas ao meu redor julgando e criticando eu ainda tinha a confiança que vem do meu interior. Eu não falei nada, não fiz exigências, não gritei, não impus posições. Os tempos mudaram e eu percebi seu arrependimento. É claro que não terá terceira chance. Várias vezes ele disse uma coisa e fez outra, então não é por esse caminho. Sei o poder que eu tenho, sei que alguém parceira como eu ele jamais encontrará, alguém que lute por ele e com ele. O que de melhor os miolos pensaram eu tentei internalizar, usufruir a beleza que estava todo dia ao meu alcance, a beleza interior. Precisávamos transformar juntos o nosso relacionamento chinfrim. A primeira opção era terminar um relacionamento e a segunda era modifica-lo, optei pela segunda por ser a mais trabalhosa para mim, percebi que se fosse jogar fora qualquer relacionamento por deslizes, ficaria sozinha para sempre. Dá para sentir a tempestade se formando por dentro, eu não era assim, nunca fui de perdoar fácil, às vezes eu acho que sempre me preocupei um pouco demais com a opinião alheia. Era um relacionamento bom, intenso, alegre, feliz. Temos uma filha de seis anos, não sei porque eu me abri a possibilidade do perdão e acredite, acho que fiz a melhor escolha.

A ignorância às vezes é uma bênção Os canais de diálogos entre nós haviam se rompido, os desaforos não desaforam mais, tive de fazer escolhas, estava pasma com a preguiça do meu corpo, a vontade necessita da constância, mas eu não tinha vontade nenhuma. Por muito tempo fui gent…
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A ignorância às vezes é uma bênção Os canais de diálogos entre nós haviam se rompido, os desaforos não desaforam mais, tive de fazer escolhas, estava pasma com a preguiça do meu corpo, a vontade necessita da constância, mas eu não tinha vontade nenhuma. Por muito tempo fui gente fina, invadida de paz e feliz em viver. Cresci carente e ansiosa por intimidade, meus limites nunca nasceram de uma relação madura, no entanto, eu me sentia ótima. A ausência do amor transforma ricos em miseráveis, a vida é o resumo do amor que a gente faz, a alma não marcha numa linha reta, não vibra como foguetes, não é o mundo encantado. Meus pecados me entristecem, erro sempre pelos mesmos motivos, sou de decisões e gosto de cumpri-las. Eu não precisava de muito consumo para viver, às vezes é difícil expressar o amor que sentimos por alguém. Esperar dói, esquecer dói, disse foda-se e merda a torto e a direito, não desperdiçava mais energia escondendo sentimentos ou fingindo ser o que não era. Fui morar sozinha. Minha sedução pelo proibido sempre esteve presente em minha vida, eu era e sou aquele tipo de pessoa que fala alto demais, e nisso e juntamente com um momento de fraqueza confundi minha imensa solidão com um mero tesão inconsequente. Minha vida é influência do pensamento ocidental, um vai e vem amoroso sem limites, as pessoas falam comigo e nem percebem o quanto sou carente, o quanto preciso me afirmar como mulher. Não fui incorporada a sociedade moderna, sou influenciada pela raiva, nunca fui sedutora, era movida a recomeços e tropeços, jurava sobre seis bíblias, mesmo que estivesse mentindo. Consegui me libertar disso, isso me ensinou a olhar a vida com outra perspectiva, fico mais confortável nua do que vestida, gostava de me exibir, muita coisa não fazia sentido, nem planejo que tenha. Frequentar os mesmos lugares por décadas, dei passos para trás, precisei perder dez quilos, adotei uma dieta vegetariana e leve, mudar o corpo fez eu mudar a mente, palavras vinham da alma, sem sentido lógico. Sou aquela pessoa que assumiu a própria vida em meio a ignorância, só entendi mais tarde o propósito do Amor que não se deu ao pecado.

Mais se peca no amor que não se deu Não havia razão para homenagens, não demonstrei amor, meu calcanhar de Aquiles era medo de amar, não tinha uma necessidade de me expor, mais um capricho em estar acompanhada. Ofereço conselho quando não solicitado, todos os meus problemas de…
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Mais se peca no amor que não se deu Não havia razão para homenagens, não demonstrei amor, meu calcanhar de Aquiles era medo de amar, não tinha uma necessidade de me expor, mais um capricho em estar acompanhada. Ofereço conselho quando não solicitado, todos os meus problemas de saúde se resumiam a gordura, minha alma desabrocha igual lótus, mas sou focada em muitas coisas e desfocada no amor. Meus sentimentos me faziam tropeçar, cair, machucar, é claro que eram só acidentes, fui ferida pelo amor, mas vivo sobrevivendo e desistindo de outros prazeres, como comida por exemplo. O amor que permeava tudo, anos de formação, uma carreira de sucesso, as conversas institucionais, as irritações da carreira, as negligencias com a saúde, evitei aquela conversa zero interessante. Tudo começa e termina dentro de mim, minha responsabilidade é responder de forma gigantesca aos estímulos do meu coração e suportar o desfecho de minha história. Estava lenta, não sobra energia nem para amar nós mesmos, o homem da minha vida era um estranho, não consigo expressar a profundidade dos sentimentos, não tenho entusiasmo, uma verdadeira metamorfose de sentimentos. Jurei pelos manes de Buda que ia me abrir para o amor, ia tirar a melhor da situação da conquista, ia ser como as pessoas que sentem e escrevem sobre as emoções. Havia um tigre sobre este exterior comportado de autossuficiência. Eu não suportava papo-furado, mas tinha a gentileza de me envolver em alguns bons debates, sempre achei que fiz por merecer aquilo que recebi. Depois de casada fui para lua de mel e gostei da experiência. Ironia mansa é a gente se acostumar sem amor, se acostumar a viver como se a morte precoce e repentina, não pudesse aparecer, sem possibilidades de fazer as pazes com o criador, sempre preocupada com os nossos interesses. Rastreei o problema até suas raízes, fingi empolgação pela oportunidade de solucionar tudo que me envolvia, eu me achava antiga e fora de moda, eu não me achava num relacionamento abusivo, no entanto, quando me abri para o amor, achava que podia perdoar qualquer coisa.

O universo inteiro cravava os olhos em mim Não tinha tempo para cuidar de mim mesma, uma pessoa muito perto de mim me deu essa dica valiosa, como se isso fosse motivo de orgulho, eu me achava atarefada demais para cuidar de mim. A vida nunca vai me unir a vaidade, não combina c…
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O universo inteiro cravava os olhos em mim Não tinha tempo para cuidar de mim mesma, uma pessoa muito perto de mim me deu essa dica valiosa, como se isso fosse motivo de orgulho, eu me achava atarefada demais para cuidar de mim. A vida nunca vai me unir a vaidade, não combina comigo banhos demorados, salão de beleza e unhas feitas. Eu sempre pensava no que fazer quando coisas ruins acontecem às pessoas boas. Sabia como cuidar de mim mesma, eu nunca mais podia viver sem mim, não sou plateia de ninguém, era um ser humano dividido e não conseguia enfrentar a vida com dignidade. Minha vida estava sem voz, eu precisava enxotar coisas ruins da minha casa, cuidar dos outros é algo natural em mim, porém, coisas ditas consideradas imperdoáveis eu não tolero. Enxotei pessoas. Sem regras, sem limites, encontrei a alma andando pelo caminho, a felicidade dela me deixa envergonhada, a vida era muito boa com os outros, as repercussões são sentidas em todas as direções, estava infeliz. Não exija de mim, o que não pode dar, essa confusão toda era apenas eu mesma tentando entender dentro. Não gosto de conversar correndo, não sei tudo que você sabe. No final de um momento percebi que as coisas estavam estranhas, eu era uma mulher forte e gentil, não resta dúvida que eu me amargurei, um mal ambiente que derruba até os mais fortes. Estava com preguiça de ser eu e como compensei tal atitude? Com alternativas naturais, aprendi as lições necessárias e joguei fora o que não me serve mais. Não era para eu ter ido em frente se eu não tivesse agido dessa forma. A vida sempre será incompleta, um aperto agridoce no peito, eu como para viver e não vivo para comer, isso mudou a minha vida. E se não houver ninguém além de vocês na história, lute por um final feliz para você. Esperei muito a mão do destino, aguardava com orgulho mais um filho doutor, eles só me exploravam, dei meu sangue para cada um ganhar um rumo na vida, nada do que eu ouvia sobre Deus me contemplava. E foi assim que descobri que estava doente.

Faz jus ao seu destino Viva a paciência como uma arte, o céu desabrocha para mim quando acordo motivada a exercer esse hábito. Também exerço o hábito de ser eu mesma ou de não ser coisa nenhuma. Depende se o hábito está ativo ou não. A realidade me acertou em cheio, não era fác…
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Faz jus ao seu destino Viva a paciência como uma arte, o céu desabrocha para mim quando acordo motivada a exercer esse hábito. Também exerço o hábito de ser eu mesma ou de não ser coisa nenhuma. Depende se o hábito está ativo ou não. A realidade me acertou em cheio, não era fácil conviver com ele, mas eu me esforçava ao máximo com a minha paciência adquirida, posso ser uma alma dentro de um corpo, pensava eu. Tudo felicidadezinhas momentâneas, não havia nada de bom naquelas lembranças, mas eu era positiva. Tive que me explicar por necessidade porque estava sentada num bar, tomando vinho com outro homem, 3 meses após o falecimento do meu esposo. Eu comemorava inconscientemente. Uma vez que nos decidimos, podemos nos manter firmes na certeza de que escolhemos o melhor caminho, mas nunca me decidi, a vida foi tomando decisões por mim e eu fui aceitando. Não gostei de ter sido colocada nessa situação, mas me permiti passar por tudo isso. Mudar de hábito exige esforço e eu não me esforçava, mudar a cabeça é mais difícil ainda. Para a mulher, o amor não basta. Tem que ter paciência e companheirismo acoplados, tem que se sentir importante, tem que ter uma vida satisfatória. Eu me balancei várias vezes e tive que correr, me esconder e até me acalmar para não trair. Não era amadurecida, não melhorei como pessoa e não curei minhas feridas, a vida continuou monótona, meu olhar não tinha nenhuma expressão, a grande vantagem é que eu tinha muita imaginação e conseguia burlar meu sofrimento. Às vezes a minha cabeça pegava fogo, não consegui acreditar em como fui descaradamente submissa, eu não era classe detentora da força, não tinha o mecanismo social da sobrevivência. Foquei em outra direção, o mal não está nas coisas que nos acontece, o mal está em não enxergar que podemos mudar o curso de tudo isso, a gente não precisa aceitar o frisson assim, não sem questionar. O destino me livrou, mas eu não me libertei. Senti a abismável e inexplicável sensação de vazio, tinha saudade de uma vida atordoada e infeliz, a gente se acostuma até com desgraças. Depois refleti que tudo não passa de um lembrete para seguir em frente agradecida a Deus.

Formam-se os tédios Aguentei o sofrimento e as desgraças da vida com a mesma serenidade de um dia feliz e contente, o tamanho do meu desanimo não me afligia, com o tempo troquei remédio por alimentação. A vida de sonhos não existe, a vida de medo também não. Eu estava física e…
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Formam-se os tédios Aguentei o sofrimento e as desgraças da vida com a mesma serenidade de um dia feliz e contente, o tamanho do meu desanimo não me afligia, com o tempo troquei remédio por alimentação. A vida de sonhos não existe, a vida de medo também não. Eu estava física e mentalmente esgotada, cheia de mim, com sonhos supremos não realizados, tinha em mente que tanto o bem quanto o mal vinha da mesma fonte de Deus. Tinha que aceitar. Todos fazem filosofia amável, todos estão resolvidos interiormente, todos reagem de forma positiva diante de circunstâncias injustas e arbitrárias, todos, menos eu. Eu sou um poço de chateações. Estava sacrificando a autoestima, estava tentando encontrar o amor para suprir as frustrações, foi difícil entender que tudo no universo está em contínuo processo de caos e reorganização. Jamais converso com pessoas em avião, tenho medo de expor a minha vida como sempre faço, meus aspectos físicos, emocionais, mentais e espirituais são compartilhados com qualquer um. Não consigo olhar ninguém nos olhos por mais de dois segundos, parece que as pessoas gritam comigo quando me encaram, não tenho uma boa dose de maturidade e sabedoria, não sou uma pessoa legal. Um sonho da criatura seria não canalizar energia pensando em coisas ruins, tinha que ser uma vida mais leve, ninguém deixa de ser negativa de um dia para o outro. Berrei e depois me arrependi de não ter sido fofa e isso acontece o tempo todo. Anos de formação e não sou a pessoa incrível que eu gostaria de ser, comprei aquilo que necessitava, sei exatamente o que os outros pensam de mim, a única coisa que gostaria de realmente ter é a minha paz de espírito. Já lidei com o problema de infidelidade, já lidei com submissão, já busquei a verdade dentro de mim, e finalmente a encontrei. A gente poderia ensinar a si próprio como viver de verdade. A gente pode e deve despertar para a realidade mais profunda, a busca pelo que está perdido, a paz e completude interior.

Tudo que me acontece faz parte da vida Precisei lutar contra todos os meus impulsos e instintos deturpados para não aceitar qualquer tipo de amor. Mudei estilos, me adequei as tendências. Meu sonho desatou quando percebi que algumas coisas eu precisava passar por isso. Nada tir…
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Tudo que me acontece faz parte da vida Precisei lutar contra todos os meus impulsos e instintos deturpados para não aceitar qualquer tipo de amor. Mudei estilos, me adequei as tendências. Meu sonho desatou quando percebi que algumas coisas eu precisava passar por isso. Nada tirava a minha paz ou me fizesse questionar Deus, apesar de eu estar fora da vida dele faz muitos anos, na verdade só lembro dele quando preciso, na fase de pleno sentido existencial. Minha vida não é nada ambicionada, meus pensamentos filosóficos buscam expor minhas dúvidas ao universo. Sou do pensamento: “então é assim que vai ser”. Minha infância estava impregnada de coisas boas e eu me sentia merecedora de tudo isso. Por algum motivo eu me casei, mas o casamento nada tem a ver com a minha personalidade, existem sentimentos que não tem tempo que mude, minha falta de paciência para as questões além da minha orbita é um poço sem fundo. Mentiras ocasionais podem funcionar para manter o casamento perfeito, apesar de ver meus pais resolverem suas diferenças com amor e respeito, sei que no meu caso o cenário pode até mudar, mas o personagem é o mesmo. Eu preferi não dar atenção a essas peculiaridades, segui minha vida sendo feliz, parei um pouco de me imaginar como o centro das atenções, desanimei algumas vezes, mantive minhas amizades pessoais, tirava foto registrando a vida, olhava-me no espelho com a alegria das conquistas transformadas em rugas. Poderia viver assim para sempre. Se uma coisa eu tinha de sobra era o ofício da autoestima elevada. Nunca tive o objetivo de agradar aos outros, quando chegar a hora certa, o universo me avisava que as coisas mudariam de forma pacífica ou em forma de vendaval. Eu saberia viver desse jeito a vida toda, eu poderia amar sem limites e sem medidas nas próximas 20 reencarnações, eu me acho o máximo e acho fofo casais que malham juntos. Certas coisas levam tempo para serem absorvidas e essa coisa de que a vida traz desafios para que você aprenda, é muito a causa e efeito que eu acredito. Sem repulsa, mas com gratidão eu aceito tudo que é para um bem maior.

Somos água eterna O mistério da vida me fascinava e eu queria compreendê-lo melhor, busquei várias espiritualidades, algumas senti a energia. Eu estava tendo dificuldade para me adaptar à nova vida. O melhor dos seres nas redes sociais não existia, precisava de meditação, desco…
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Somos água eterna O mistério da vida me fascinava e eu queria compreendê-lo melhor, busquei várias espiritualidades, algumas senti a energia. Eu estava tendo dificuldade para me adaptar à nova vida. O melhor dos seres nas redes sociais não existia, precisava de meditação, descobri que o espelho mentia para mim. O ritmo de uma mulher é bem diferente do ritmo de homens. Eu gosto da ideia de ter um segredinho, de ficar na dúvida, de não ser vítima de um destino, eu também amo passados e curto situações intermediárias. Sou adepta da saúde em primeiro lugar Sou de insight, sou de convicções, sou um ser indisfarçável, sábia e indiferente, curto esportes modernos. Cada vez entendo menos os ciclos da vida. Eu não consigo descansar a cabeça. A minha busca mística foi a melhor coisa que já me aconteceu, eu não consigo explicar. Mudou até a minha casa que ficou mais limpa e bem arrumada. Quando as coisas estão arrumadas por dentro há uma necessidade de arrumação por fora. Convivi com crianças com dificuldades especiais desde sempre e não sei ao certo o que Deus quer nos mostrar, eu banco a garota paciente que não sou, eu me dava menos valor. A vida nos permite ser diferente, sou a voluntária impulsiva que se sente livre para sair dos projetos que não se identifica. Todo esse ritual de escolhas nem sempre são pautadas na verdade que nenhum de nós sabe qual é. Era preciso fazer uma escolha acertada, algo que me preenchesse por dentro. Precisava beber o remédio do silêncio e da tranquilidade, não me envolver em riscos no trabalho. Odiei instantaneamente ter que saber todas as respostas, fiz uma tremenda propaganda dos meus últimos trabalhos, apurei o meu eu em cada um deles, fui acadêmica e sonhadora. Nessas descobertas entendi que o amor vem de dentro para fora e que eu estava pronta para viver de forma confortável com o que eu acredito ser e minha responsabilidade perante o mundo.

Harmonia entre quantidade e qualidade Atitude para a posteridade é o equilíbrio. Atualmente os jovens não sabem lidar com suas limitações, a gente nota uma incapacidade emocional às suas vidas, experiências ruins e o ambiente social carregado de estupidez. Conseguem controlar s…
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Harmonia entre quantidade e qualidade Atitude para a posteridade é o equilíbrio. Atualmente os jovens não sabem lidar com suas limitações, a gente nota uma incapacidade emocional às suas vidas, experiências ruins e o ambiente social carregado de estupidez. Conseguem controlar seus comportamentos muito bem, mas as suas mentes piram algumas vezes. Primeira vez de coração partido, já vira um momento complicadíssimo. Na minha época fiquei mal por não corresponder a um amor bonito. Nunca têm a intenção de casar ou casam-se muito cedo, achando que a vida é diversão absoluta, sentem euforia e zero sentimento de culpa, sonham acordados, um constante tudo ou nada de emoções. Alguns escolhem viver com drogas, querem se matar depois de um término, dormem pouco ou quase nada, são nocauteados pela internet, possuem fé inoperante e sem comprometimentos, são dispersos. Os pais os amam de verdade, mas os protegem e o mal do protegido é o protetor. Em algumas fases, conselhos dos pais são somente abobrinhas. É tudo um exagero quando os pais percebem que algo está errado. Um vínculo que resiste a tudo e a todos são nossos pais, correr da conversa não combina. Deixar seguir adiante, sabendo que a vida ensina é dolorido e às vezes necessário. Representa a própria maturidade. Pressa em todos os campos, uma ordem mantida de ir para as redes sociais assim que abrem os olhos, vender tudo que não o agrada mais, doação é quase coisa do passado, a onda agora é brechó. É cheio do passado que escrevo, a juventude mudou. Não existe mais aquele adolescente que conta estrelas, há uma dimensão fora dos limites do tempo e do espaço chamado juventude. Quando alguém que a gente ama, morre dá vontade de morrer junto. A gente fica se lembrando das últimas vezes de tudo juntos. Somos da fase dos sem promessas e dos sem palavra. Os hormônios não disfarçam aquela conferida básica que nos deixou excitados. Porém a força do equilíbrio é que não conseguimos ser compelidos a fazer algo que contrarie nossas convicções e a isso chamo de qualidade de vida.

Sou sensível Telefono para meus amigos no aniversário deles, prefiro ouvir a voz, sentir a alma, olhar nos olhos, chorar junto e gargalhar das alegrias, sou poço preenchido, sou reações às injustiças. Posso falar de mim, nessas besteiras que escrevo, posso priorizar a mim, ness…
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Sou sensível Telefono para meus amigos no aniversário deles, prefiro ouvir a voz, sentir a alma, olhar nos olhos, chorar junto e gargalhar das alegrias, sou poço preenchido, sou reações às injustiças. Posso falar de mim, nessas besteiras que escrevo, posso priorizar a mim, nesse contexto de orgulho, não me julgue pelo que valorizo, sou insônia e sou medo, gosto de satisfazer minha curiosidade com energia, sou de encantos perdidos, não quero magoar ninguém. Dou importância as frustrações, aos rancores e aos ressentimentos, preciso conhecer minha personalidade. Eu prometo me amar para o resto da vida, comer o que quiser, com absoluta impunidade. Tenho os meus momentos de desprendimento, cinquenta porcento do tempo não sou assim, sou firme, mas não demonstro aos que me magoaram, não é uma capa, é só deixar passar. Eu sou uma artista, tenho alma leve, brigo comigo mesma para que continue pluma, acreditava que seria assim para sempre. Mudei, virei autoritária e exigente. Muitas pessoas são infelizes apesar de terem muitos motivos para serem alegres, eu me exigia felicidade. Se uma coisa aprendi com o Amor é que devo ser prática, dar importância ao que tem importância, a possibilidade de morrer deveria fazer brotar em nós o legado que queremos construir em cima da nossa imagem. Eu me perco dentro da relação comigo mesma, reeducação alimentar é tortura ou castigo, zero empolgação, passou de uma semana fico a um passo da desistência, nunca me senti esperta nesse campo. Talvez a palavra certa seja inteligência ou talvez o fato de eu me amar de qualquer maneira me deixa desnivelada nesse aspecto. Eu e a sensibilidade éramos almas gêmeas, tinha poucas horas para defender esta tese, por várias vezes me perdi por estar sensível, sou cortês e predisposta a ajudar, deixei de amar e não posso mais viver com alegria na tua presença, não sou de explicações, o que não me preenche, não me basta.

Em outra situação mais normal e menos romântica eu teria percebido o desinteresse. A vida vale a pena ser vivida, ela me dá o que preciso, amor romântico não alimenta muito a minha felicidade, sou feliz na solidão. Lá vai o meu eu superior falar da capacidade de amar. Simplesmen…
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Em outra situação mais normal e menos romântica eu teria percebido o desinteresse. A vida vale a pena ser vivida, ela me dá o que preciso, amor romântico não alimenta muito a minha felicidade, sou feliz na solidão. Lá vai o meu eu superior falar da capacidade de amar. Simplesmente aprendi a agradecer o que tenho, ser grata a minha mãe, que é a pessoa mais legal que alguém pode conhecer, ser grata ao universo. A relação não é abusiva, nunca foi, eu tenho medo de mudança drástica, porém acredito que respeito deve ser preservado sempre, não há nada menos sexy do que excesso de confiança e eu sou assim. Tento me perdoar no dia a dia, encho as mãos de alegria para perceber que me sinto completada sem par. Tudo está dando errado, não tenho mais esperanças, só transo com quem namoro, então vou deixando pra lá, aliás esse deixar pra lá me completa e afronta o senso comum. Quando estou com raiva, deixo claro, não sou do “tá tudo bem”, não vou agradar por medo de perder, me sinto igual a todo mundo. Por vezes destruí a autoestima dele, mas eu estou restabelecendo-a. Troco tudo que não me faz bem, quando o medo me consome é o momento de avaliar se isso é uma fase ou se se tornou a dinâmica dominante do relacionamento. Sou bastante amor, vivo essa epidemia, não é amor romântico, é amor concreto aquilo que prego sempre sem perder a coragem. Olho para dentro de mim sem pensar no altar. Sou engraçada! Eu fingia que a reciproca era verdadeira, queria entender muita coisa, qualquer pessoa com quem você tenha um relacionamento íntimo te leva a querer compreendê-lo. Não vendo o amor eterno, ele andava estranho ultimamente, eu me sentia um laboratório de sensações, eu estava perdendo todo mundo com minha rigidez, levaria algum tempo para que as coisas voltassem a parecer bem, demorei a perceber que precisava ser flexível. Não estava procurando os porquês da rejeição, eu também o rejeitei, estava atrás de entender o que era dito em palavras, gestos e atos. Quero olhar o amor e entendê-lo como uma convivência não monótona.