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Frases de Arcise Câmara

652 frases

Discutindo um ideal Cada pessoa é dona da própria sorte, sem pânico e com coração acelerado após sofrer terríveis ataques de ansiedade, consegui rechaçar sentimentos ruins que me acachapavam. Não me fiz ouvir, mas era uma questão de tempo mudar o foco das tristezas. Tornei-me o…
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Discutindo um ideal Cada pessoa é dona da própria sorte, sem pânico e com coração acelerado após sofrer terríveis ataques de ansiedade, consegui rechaçar sentimentos ruins que me acachapavam. Não me fiz ouvir, mas era uma questão de tempo mudar o foco das tristezas. Tornei-me o que sou, conquistei a liberdade, fui rabugenta o suficiente para espantar brutamontes, uma loucura sábia. Coloquei o uniforme de combate, nele não tinha egoísmo, era um amor à Pátria, dentre tantos ideais eu sempre fui patriota. Também tinha cravado na cabeça a vontade de educar bem os 4 filhos que tive, nunca gostei que meus filhos dormissem na casa dos outros, por mais amigos e íntimos que fossem. Cada pessoa deve ter seu próprio espaço, quem não consegue tomar decisões não tem confiança em si próprio, eu fui uma mocinha traumatizada! Pelo amor de Deus! Aquilo eu não queria para meus filhos, filhos são pátrias que deixamos de legado para o mundo. A alegria muda a vida para sempre, a alegria fala direito ao meu coração, o dia de hoje não importa amanhã. Faça tudo hoje para que não tenha arrependimentos. Receber a notícia da morte de um filho prematuramente te faz desacreditar de tudo que um dia você acreditou. Gabriel sempre povoará meus doces pensamentos, nunca perdi tempo com ele, fomos preenchidos por tudo que a vida nos coube contemplar, seus pertences não eram seus e eu não tive dificuldade em jogar fora ou doar, tudo que ele representava foi com ele para o cemitério. A partida dele me fez refletir sobre nunca mais ter a vida bagunçada, precisava viver num espaço limpo e bem arrumado, melhora minha autoimagem automaticamente, eu precisava dar orgulho aos céus. Meu outro ideal de vida era não permitir que a saudade se apagasse, mas isso era fácil, eu pensava nele de forma espontânea todo santo dia, minha vida ainda está fora dos trilhos, mas ainda tenho um coração cheio de ideais, mas o principal é a minha evolução como ser humano.

Não posso ser filha de mais ninguém, ninguém vai me amar como meu pai e minha mãe me amam Houve um revés no planeta e nem todos os pais e mães são maravilhosos quanto os meus, nem todos os pais são dignos de terem tido filhos, muitos não tem noção do mal que fazem para sua cria…
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Não posso ser filha de mais ninguém, ninguém vai me amar como meu pai e minha mãe me amam Houve um revés no planeta e nem todos os pais e mães são maravilhosos quanto os meus, nem todos os pais são dignos de terem tido filhos, muitos não tem noção do mal que fazem para sua cria e para a sociedade. O olhar de quem não estava prestando atenção era do Paulinho, um menino de cinco anos que convivia com gritos e surras desde que estava na barriga de sua mãe, mãe omissa e doente. O pai se casou com uma mulher gostando de outra e não cansa de repetir isso aos quatro cantos do planeta, a mãe uma pessoa estudada que acredita em cada choro de arrependimento, mesmo que apanhe novamente dez minutos depois. Paulinho nunca sorrir, nunca soube o que é autoestima elevada e na cabeça dessa criança todas as família são assim, ter família é chato, talvez uma prova de tolerância ele pensava, lógico que com a cabeça de uma criança não com essas frase de uma escritora que não consegue traduzir a confusão contida na cabeça dele. Os vizinhos começaram a violar a privacidade daquela família por causa de gritos constantes pedindo socorro pelos maus-tratos, os vínculos sociais livremente aceitos pelo machismo não imperava naquela rua e ninguém tinha o pensamento mesquinho de que aquela mulher e aquele filho mereciam apanhar. Em meio aos próprios preconceitos e cheia de condicionamentos que aquela era a única família que a mãe de Paulinho poderia ter, com uma agravante que ela era proibida de trabalhar, dificultava que ela saísse de casa. Apesar do clima fora de controle, havia paz e serenidade naquela mulher que acreditava no ser interior daquele homem nojento, asqueroso, imbecil, ok, sem ofensas, mas a mulher achava que tinha chance de salvar aquele homem, achava que o mundo deles (família) poderia ser feliz e harmônico. Foi difícil estancar o sentimento de culpa daquela mulher que se achava digna de cada bofetada, de cada empurrão, de cada soco, chutes, murro, nunca foi saudável essas agressividades e eu não acredito que ela mereça passar por isso e que é mulher de malandro, essa senhora está completamente doente psiquicamente e precisa de ajuda e não de julgamentos e o Paulinho precisa entender que esse mundo não é para ele.

Existem muitas sociedades em que as pessoas não são felizes A gente não é feliz por tantos motivos, falta de princípio ético, efeito sanfona e briga com a balança, ou porque moramos em países com a cultura dos casamentos de fachada (desrespeitosos com a cultura do até que a mort…
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Existem muitas sociedades em que as pessoas não são felizes A gente não é feliz por tantos motivos, falta de princípio ético, efeito sanfona e briga com a balança, ou porque moramos em países com a cultura dos casamentos de fachada (desrespeitosos com a cultura do até que a morte os separe) ou arranjados. A gente não é feliz quando a morte e o sofrimento nos cercam, quando a gente quer o que não pode ter (isso serve para objetos e/ou pessoas), quando somos desinteressados em mudar. A gente não é feliz quando fala tudo que acha que deve e se arrepende, quando fica indecisa, quando não tem um bom convívio dentro de casa, quando se cobra demais. A gente não é feliz em cerimônia fúnebre, quando a expressão distante é saudade de quem já partiu, quando fomos pilantras e não tivemos tempo de pedir perdão de quem se foi para sempre. A gente não é feliz quando perde a coragem para mudar a vida, quando emagrece, engorda, volta a emagrecer e fica nesse ciclo eternamente, quando não nos relacionamos de um jeito simples. A gente não é feliz quando curte a vida, os filmes, os chocolates com pessoas falsas ao redor, quando poucas coisas falam sobre nós, quando não sabemos lidar com o dinheiro. A gente não é feliz quando faltam sólidas amizades, quando nossas atitudes precisam ser repensadas a cada cinco minutos, quando se apaixona por qualquer relacionamento. A gente não é feliz quando coloca panos quentes e deixa as divergências para lá, quando deixa de cuidar da casa ou quando deitados na areia fria e olhando o por do sol pensamos em quem não deveria. A gente não é feliz quando não exerce a tolerância e a cooperação, quando brigamos com nossa mãe, quando enojamos de mais uma campanha eleitoral, quando as lágrimas dos olhos secaram. Mas a gente pode e deve ser feliz, a gente pode e deve ser bom, a gente pode reverter qualquer sentimento negativo em positivo, a gente pode ser melhor a cada dia, só por hoje ser melhor e assim a felicidade adormecida volta fortalecida.

Essa é das minhas Que saudade de gente como eu, gente que pensa no outro, que se coloca no lugar do outro, gente como a gente. Fico feliz em me ver nas pessoas, fico feliz em ver o lado que me reconheço bom nos outros que estão ao meu redor. Quando a pessoa morre você perde o a…
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Essa é das minhas Que saudade de gente como eu, gente que pensa no outro, que se coloca no lugar do outro, gente como a gente. Fico feliz em me ver nas pessoas, fico feliz em ver o lado que me reconheço bom nos outros que estão ao meu redor. Quando a pessoa morre você perde o amor que elas tinham por você na prática, minha vó não me mimará mais, mas sei que através dos exemplos que ela me deixou posso eternizá-la aqui. Isso ninguém substitui, a herança dos gestos e atos, a lembrança do carinho e do afago, o amor concreto que abranda o vazio que toma conta. O dia fica lindo só de lembrar-se dela. O encantamento pela outra pessoa e o desejo de agradar está presente nos relacionamentos, no campo da felicidade é muito bom a sintonia. O que eu falo sempre sobre a gente conhecer outras pessoas, sobre liberdade, continua valendo. O amor não precisa se fechar em si. Quanto mais amamos mais felizes somos. Aliás esse e o único jeito que sei amar. Preciso de estímulos, eu vivo pra te ver sorrindo seria o meu lema, gosto da leveza da vida, da simplicidade dos atos, da melodia do viver. Muitas pessoas têm entrado no relacionamento com amor e saído com ódio, eu sempre vou ter carinho por quem amei. Sempre exercerei minha liberdade de ir e vir, sempre saírem de relacionamentos insustentáveis, sempre verei o dinheiro como meio e não como fim. Inicio uma nova era com muita facilidade, sou de ciclos. No começo ficava injuriada com poucas atitudes de certas mulheres, outras vezes notava bastante que é bem comum se anular a qualquer custo em troca de qualquer coisa. Nunca fui digna do amor, achava eu. Levava foras por ser eu mesma, levava foras por não fazer joguinhos, levava foras por não ter ciúmes e confiar na relação, levava foras por dar liberdade que era confundida. Pensei que eu deveria mudar, até que conheci pessoas que pertenciam a esta comunidade, pessoas que pensam parecidos e me senti parte dos que amam transparência e lealdade.

A grande maioria posta tudo sem nenhuma reflexão O mundo das Fake News, o que acaba com a vida de muita gente, o que mostra ao mundo relacionamentos intoleráveis em que quem ler toma partido do certo e do errado. A notícia que deve ser noticiada primeira, sem nenhuma fonte conf…
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A grande maioria posta tudo sem nenhuma reflexão O mundo das Fake News, o que acaba com a vida de muita gente, o que mostra ao mundo relacionamentos intoleráveis em que quem ler toma partido do certo e do errado. A notícia que deve ser noticiada primeira, sem nenhuma fonte confiável, sem a credibilidade dos amigos, cheia de preconceitos e pressões, sem lucidez e com muita coragem e ousadia para destruir ou manipular. A tua história pode mudar o mundo se for verídica, mas enganar as pessoas mesmo que seja com boa conversa e bom humor não é nada ético, essas matérias sem roteiros, só querendo likes. Já existe até a estática das pessoas afetadas por falsas notícias e o impacto que causam em suas vidas, amizades destruídas, milhares de pessoas sendo juízes das “histórias”. A única garantia é que é um caminho sem volta, depois que a verdade vem à tona não atinge o mesmo número da mentira contada, o número de compartilhamentos são menores. Eu aproveito para dizer, na dúvida não compartilhe, não julgue, não perca a elegância e nem seu autocontrole, você pode estar sendo usado para massa de manobra, para interesses ruins e ordinários. É difícil acordar do pesadelo de ter sua imagem íntima vazada, ou virar meme por ser “feia” ou “sem graça”, fazer humor em cima da desgraça dos outros não é engraçado. Tome distância disso. Tente ficar atento, até que o bom senso fale mais alto, você não é bobo, não é perdido nos próprios pensamentos, você saberá identificar uma falsa notícia, geralmente não é noticiada em outros lugares. A internet pode e deve se reinventar, mas sem confundir, sem tolher a expressão da liberdade e da verdade, deve ser notada por coisas positivas, por respeito ao jornalismo de verdade, tão raro e escasso hoje em dia.

Emagrecer para chegarmos ao peso ideal Eu não sou uma mulher religiosa, mas me arrependo da ausência de tradições em minha vida, uma delas a disciplina. Para justificar isso informo que pela milésima vez voltei ao pior peso da vida. Menina inquieta, que não sente fome, isso mes…
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Emagrecer para chegarmos ao peso ideal Eu não sou uma mulher religiosa, mas me arrependo da ausência de tradições em minha vida, uma delas a disciplina. Para justificar isso informo que pela milésima vez voltei ao pior peso da vida. Menina inquieta, que não sente fome, isso mesmo que você leu, eu deveria ser magrinha-palito porque não sinto fome, mas como com os olhos, como com o coração, como com a vontade, como porque tem comida em volta, como por prazer. Não precisa, não precisa dessa quantidade toda, mas eu gosto, gosto de pratos cheios, gosto de repetir, gosto da sensação de barriga tufada, às vezes vomito e passo mal involuntariamente. Nada disso deveria ter acontecido, mas aconteceu, o efeito sanfona novamente me pegou, faltou consciência, faltou educação, faltou bom senso, posso rever na minha memória todos os meus acertos e todos os meus deslizes conscientes. Infelicidade afetiva, bora comer, alegria, bora comer, ajudar os animais, bora comer, se sentir a melhor pessoa, bora comer... Lembro das coisas que fui capaz antes de adquirir consciência, remédios, shakes, neurose com a balança. Eu comia alguma coisa e já me culpava, precisava de tempo para absorver a minha jaca, a vida era cheia de sacrifícios pessoais e nada fiz para expandir a consciência. O equilíbrio não tinha importância. Aprendi a tirar vantagem, fazer as substituições de maneira esperada, me controlar no casamento deste fim de semana e aprender a não ser tão inconveniente comigo mesma. Magra feita um varapau não é meu propósito de vida, nunca vou desistir de mudar a mim mesma, de me adequarem prol da qualidade de vida, de parar com as justificativas de agir e de escolher. Meu corpo deveria ser meu jardim tranquilo, meu mundo maduro, preciso ser tolerante e rígida ao mesmo tempo para as minhas escolhas sensatas, preciso sentir prazer em admirar o ceú e contemplar as estrelas, não num prato de comida. Preciso me imunizar de tudo que me faz mal, principalmente das escolhas alimentares erradas.

Uma criança que nasceu do amor Parecia que eu estava tentando impor as minhas próprias necessidades, a minha filha precisava de balé, inglês, piano e vôlei, era um inferno ter que conciliar tudo isso, mas era um bem necessário. Não me permitia enxergar que tudo aquilo era o fru…
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Uma criança que nasceu do amor Parecia que eu estava tentando impor as minhas próprias necessidades, a minha filha precisava de balé, inglês, piano e vôlei, era um inferno ter que conciliar tudo isso, mas era um bem necessário. Não me permitia enxergar que tudo aquilo era o fruto das minhas expectativas, nada abatia meu ânimo, nada me fazia desistir, nunca me exigi de verdade como eu exigia dela. Eu estava sem rumo e sem sentido e achando que estava na estrada certa, isolei-me de familiares e amigos que davam pitacos na nossa vida, disse o que não queria, demonstrei o meu pior lado, perdi a paciência, aprontei de tudo. Fui à leoa em forma de gente. Amor era lealdade irrestrita e tolerância ilimitada, eu tinha um plano, minha filha nasceu para ter sucesso e nenhum esforço era em vão. Basta um primeiro contato divertido para perceber que viveríamos felizes para sempre, uma seria a completude da outra. Tomei a decisão de assumir meu destino como mãe, você provavelmente já viu outras pessoas negarem uma situação óbvia a todo mundo, uma dessas pessoas era eu, nunca transformei lições em aprendizados, estava cega pelas chances de sucesso. Está acontecendo alguma coisa que me deixa maluca por dentro, eu era elegante, livre por dentro e não escrava das respostas, a gente nunca ia se separar, mãe e filha tem laços eternos. Nós ficamos tantos anos juntas que quando ela começou a namorar eu levei um choque, quem poderia me ajudar? Ela não tinha mais tempo livre, meu coração desfalece. O excesso paira sobre sua vida, as prioridades dela não são as minhas, ela deve ter sentido alívio em viver a própria vida, quando um se dá demais no relacionamento e o outro só recebe a balança fica desigual. Absolutamente foi difícil resistir, revisei o que deveria dizer e acordei tempo mínimo para mim, alegando abandono, instalou entre nós um muro do consumismo. Como eu sempre a quis a melhor, na concepção dela que sempre recebeu tudo do bom e do melhor era necessário estabelecer os padrões das grandes grifes. A sala estava cheia de gente, aguardando a terapeuta, e eu mentalizando tudo que ia dizer: graduada na escola da vida, infantil, qualidades comportamentais de generosidade e de temperamento forte, achei que o amor só fazia o bem e acho que fracassei, não sei se é o verdadeiro fracasso ou é a certeza das expectativas frustradas.

Não compre de forma alienada Quando alguém tem uma meta clara é capaz de superar os próprios limites, eu sou tua amiga e posso dizer que as consequências de gastar sem consciência é desastroso. Os altos e baixos emocionais não devem levar ninguém aos shoppings, não deve ser a e…
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Não compre de forma alienada Quando alguém tem uma meta clara é capaz de superar os próprios limites, eu sou tua amiga e posso dizer que as consequências de gastar sem consciência é desastroso. Os altos e baixos emocionais não devem levar ninguém aos shoppings, não deve ser a explicação coerente para as compras compulsivas, a vida anda caótica demais, atribulada demais para fazer do dinheiro o simbolismo da vida. Vou viajar daqui a poucos dias, gosto de gastar com viagens planejadas, conhecer pessoas gracinhas de vinte e poucos anos ou de sessenta e cinco, gosto de me sentir dona de mim mesma e isso eu consigo viajando. Revivo cada viagem desde o começo, parece histórias de filhos que posso contar uma a uma. Eu olho para frente e só me vejo viajando mais e mais, dentro das minhas possibilidades é claro. Fui educada sem sensibilidade, a pobreza foi me apresentada logo cedo, os meus pais queriam me ver felizes com pouco, não me muniam de “tudo que eles não tiveram”, a exceção era a educação. O dia mais incrível de todos, foi o dia que encontrei pessoas hansenianas, sorrindo para a vida, sem precisar de apetrechos tecnológicos, sem contemplar a música romântica, o fato de existir em meio ao caos e ao preconceito fazia de cada um vitorioso. Eu me deixei escolher por essa vida mais simples, pela necessidade de partir para o essencial, para desenvolver a arte da tolerância e da solidariedade, o resgate da confiança, o ficar calada sem revidar, era isso que eu estava acrescentando no meu carrinho de compras. Gosto de falar de assuntos que não envolvem dinheiro, que não atraem novidades da hora, mas que impulsionam a vida, gosto de falar de essência, do ser, do existir, do sentir, do absorver, da gentileza, da simplicidade da vida e dos sacrifícios que podem significar alguma coisa. Quero estar abastecida dessa pequenas lições.

Fazendo de você uma pessoa que ninguém quer para casar Você está diferente, disse ela, e minha amiga disse um dia antes, “se a relação não sai do lugar, então não é namoro”. Estava começando a ficar paranoico, era amor não correspondido? Fazia tanto tempo que não te via, será q…
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Fazendo de você uma pessoa que ninguém quer para casar Você está diferente, disse ela, e minha amiga disse um dia antes, “se a relação não sai do lugar, então não é namoro”. Estava começando a ficar paranoico, era amor não correspondido? Fazia tanto tempo que não te via, será que eu não correspondi as suas expectativas? Me senti entorpecido de tanto cansaço e ansiedade. Ela riu e até encolheu a barriga, sabe-se lá por que. Se a pessoa não me passa segurança eu já quero pular fora, refletia sobre o que estava acontecendo e aonde isso ia me levar. Preferi não contrariar a pessoa, talvez eu não seja uma boa pessoa para constituir família. Estava num lugar incrível, às memórias dela me vieram à cabeça, achei que ela estivesse interessada em alguém, isso me deixou ainda mais inseguro. Uma conversa que já deveria estar encerrada tem vida própria e recapitulei cada palavra que ela disse, sem sucesso, embaralhou minha cabeça mais e mais. Eu vivia de consumo sustentável, já tinha pensado em suicídio, ficava com garotas uma vez por semana e quase sempre o assunto acabava quando eu mais queria que tudo desse certo. Sempre fui muito seletivo, ficava com qualquer uma, mas nunca namorei quem me foi muito fácil. Não gostava de “Amor” em troca de nada. Eu precisava de um contexto, de um ponto de referência. Pensava antes de reagir e não reagia antes de pensar, estava na direção certa, relembrava os momentos vividos, algo mais substancial, sem me importar demais, sem relógio batendo desordenadamente, sem pressa. Me diverti às pampas, não me colocava no lugar de ninguém, não me desfiz dos meus sonhos, nunca fechei portas totalmente, amo ser homem e másculo, um sujeito difícil de aguentar. O sentido de viver é ir se adaptando, ser atento ao esforço, reconhecer a bondade e ser grato a Deus, Sem saber como me sentiria hoje. Tudo está mais intenso, guardava as coisas para mim, minha intenção é me divertir, dormir bem e perder peso. Não sou homem para casar, não agora.

Somos submetidos a um intenso foco de tensão Você não é esse tipo de pessoa que eu imaginei, você não é tudo que sonhei, eu me perguntava se poderia haver algo mais entre nós porque eu te achava maravilhoso e tinha tudo para me fazer feliz. Você ao invés, não perdeu oportunidad…
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Somos submetidos a um intenso foco de tensão Você não é esse tipo de pessoa que eu imaginei, você não é tudo que sonhei, eu me perguntava se poderia haver algo mais entre nós porque eu te achava maravilhoso e tinha tudo para me fazer feliz. Você ao invés, não perdeu oportunidade de me explorar, me amarrar numa situação que eu não queria, percebendo que eu vinha de um casamento fracassado me deu a sensação de proteção. Eu não vi os sinais, se vi, os ignorei, eu tinha muitos aborrecimentos frequentes e eu achava que era coisa de intimidade, que isso fazia parte do pacote. A comunicação era péssima estávamos mais preocupados com beijos e amassos. Vivia num mundo feito de aparências e não percebia, eu me sentia a celebridade em estar com alguém legal, gentil, bonito e que não usava nada por baixo, eu me sentias confortável nessa relação em que eu não conseguia impor nada a ele. Escolhi percorrer caminhos em harmonia, de vez em quando erguia as sobrancelhas, mas não dizia nada, estava me transformando num tipo de pessoa que não desejava ser. Ele tinha um filho, estava livre emocionalmente da mãe do garoto e isso não diminuiu em nada meu sentimento sobre ele, nunca mais precisei de dieta, ele não me elogiava, mas também não criticava. Sentia-me afogada no medo e na solidão mesmo estando acompanhada, eu era mandona e truculenta, isso afetava minha neutralidade até então assumida. Não era um segredo de estado, mas também não é um tema aberto para debates expor assim meus piores defeitos. Apesar de exausta, nem sequer pensei em me separar, coisa de mulher que tenta a até a última gota de água no deserto. A necessidade do relógio biológico e as exigências dos relógios sociais me fizeram tomar a decisão mais desgastante perante todos, a que eu não iria ser mãe, seria a mãe do filho dele, sem me importar que o filho já tinha mãe. Ele se sente mal por perceber que eu não estava inteira, que algo não encaixava e que eu preferi ir ao Rio de janeiro sem ele, precisava encerrar o ciclo, mas nunca fui acostumada a decidir muito com a razão, eu era movida pelo coração e pela vontade de dar certo.

Uma coisa rápida e pouco considerada é o desamor Reconheci meu problema de raiva e aprendi a dominá-la, sim, não dava para viver o resto da vida com sentimentos negativos dentro de mim, ódio, raiva e rancor não eram sentimentos que eu queria ter na bagagem. Vocês dois nunca dev…
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Uma coisa rápida e pouco considerada é o desamor Reconheci meu problema de raiva e aprendi a dominá-la, sim, não dava para viver o resto da vida com sentimentos negativos dentro de mim, ódio, raiva e rancor não eram sentimentos que eu queria ter na bagagem. Vocês dois nunca deveriam ter se casado era a frase que eu mais escutava, talvez essa afirmação seja verdadeira, talvez não, apesar dos percalços eu aprendi bastante com essa experiência. Parei de ser educadas quando estava acompanhada, a energia não era boa, eu não me sentia feliz e era um saco tentar entender aqueles turbilhões de sentimentos confusos que nada tinha a ver com os meus propósitos iniciais. Gerações e gerações de gente que não trabalha era uma realidade tão diferente, gente que se acomodou e deixou de buscar emprego, gente que se escora em outra pessoa para ter vida boa, gente que acha que o universo gira em torno do umbigo. Ótimos retoques foram se moldando nos meus pensamentos, eu pensava em tudo ao mesmo tempo e sentia tudo com muito mais intensidade, eu agia com naturalidade, mas ao mesmo tempo ficava chocada em perceber algumas coisas. Parecia julgamento. As roupas de gorda já estavam apertadas, fiquei no meu maior peso, descobri nessa fase que gosto de elogios, me definir como pessoa significava simplesmente tomar o controle do meu corpo. Às vezes não me importo com as histórias ou necessidade das pessoas, parece que a minha é mais importante, sei lá, é tudo estranho, acho que dava impostância exagerada, talvez seja a nossa cultura de ser feliz com par. Tentei assumir o grande sentimento que os unia: o respeito, tentei que fôssemos independentes, que cada um pudesse seguir sua vida com admiração ao outro, tentei primeiro salvar o casamento para mais tarde não ficar com sentimento de culpa, mas isso não funcionou. Por fim, todos os resquícios de ex-marido foram “cirurgicamente” removidos pela psicóloga, que levou para longe os meus pensamentos, que me fez parar de me manifestar cada vez que discordo de algo, eu achava isso salutar e ela acreditava que não levava a lugar nenhum. A paz que sinto hoje é mais potente que a força do raio de sol.

Adotei uma postura observadora inocente com relação à problemática família do marido Era a paranoia da estética, eu era magricela, pele e osso, ele ia me quebrar ao meio, muitas razões me fizeram concluir que não dava mais, no entanto, existe vida inteligente por trás de um casa…
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Adotei uma postura observadora inocente com relação à problemática família do marido Era a paranoia da estética, eu era magricela, pele e osso, ele ia me quebrar ao meio, muitas razões me fizeram concluir que não dava mais, no entanto, existe vida inteligente por trás de um casamento, eu não ia me separar por causa dos outros. Quando estávamos na praia, ao invés de observarem a natureza viva, ficavam falando o quanto eu estava feia de biquíni, como era possível ele se apegar a mim daquele jeito. E a pergunta que não quer calar, que diacho a família de origem dele vai à praia com vocês? Essa pergunta era uma das minhas prioridades e a resposta é a seguinte: ele divulgava para a família dele até os nossos pensamentos e quando a turma se convidava ele não sabia dizer não e nem via maldades em suas ações. Com o tempo minha autoestima estava associada à opinião dele a meu respeito, de tanto a família falar, ele também achava que eu merecia uns quilos a mais. Eu tentava disfarçar meus erros, minha dor, meu riso. Eu combinava internamente que só ia falar do tempo, da novela, do galã, do vídeo show, e algumas indiretinhas como: Não se cresce a sombra do outro. Sem querer ser repetitiva cada um é único e deve cuidar da sua própria vida, eu falava. Eu procurava me manter serena, concentrada, pensativa, mas eles me tiravam dos trilhos, era como se eu tivesse diabetes ou câncer, era um come isso, come aquilo, come mais, precisa engordar, assim o vento te leva. Os palpites eram a ostentação e o luxo imaginável de se meter na minha vida, que a essa altura do campeonato não estava mais feliz. Convidei as dificuldades para entrar e me permiti um momento a sós comigo mesma. Nunca fui de fazer birra, éramos ratos de praia e a sombra dele (família sempre ia junto). Porque era tão difícil simplesmente dizer não, eu me questionava, não queria afastar meu esposo de ninguém, muito menos da família, curto a família e acredito que esse vínculo nos pertence eternamente, mas a segunda família precisa de espaço para crescer e desenvolver. A minha tática é, olhar para eles como quem olha para um filme na tv, transformar todas as ofensas e disse-me-disse em sessão da tarde e o mais importante, manter minha paz.

Nem percebi o poço profundo que ela era O gesto me trouxe a calma que eu precisava, eu parei para ouvi-la, ela estava imensamente tomada por problemas que pareciam solucionáveis, ela queria de verdade dormir e não acordar nunca mais. Não é fácil nos livrarmos do que não queremo…
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Nem percebi o poço profundo que ela era O gesto me trouxe a calma que eu precisava, eu parei para ouvi-la, ela estava imensamente tomada por problemas que pareciam solucionáveis, ela queria de verdade dormir e não acordar nunca mais. Não é fácil nos livrarmos do que não queremos. Para ela tudo era um problema, até a desordem da casa, seu trabalho era invisível diante do limpa e desarruma, só uma pessoa que mora sozinha tem chance de ser bem-sucedida na organização e na manutenção da casa. Uma atitude nada nobre era querer que todos fossem embora, que cada um tivesse sua vida, ela precisava aprender a renunciar, essa coisa de só fazer as coisas quando pode e na hora que pode não a alegrava. Eu a incentivava a explorar a veia literária que pulsa nela, ela poderia escrever sobre arrumação, já que isso a incomodava bastante, poderia escrever sobre menos é mais, sobre por em ordem lugares específicos tipo: quartos, salas etc. Vencer uma barreira difícil e se impor como indivíduo era sempre uma vitória, todas as escolhas não eram dela, foram ordens, convenções, o mesmo fenômeno ocorria em muitas coisas, ela fazia o que os outros queriam, às vezes ferindo a si mesma. Ela sempre quis emagrecer, ter um corpo bonito, ter dinheiro dentro da carteira, sem regras familiares e sem convenções. Às vezes a família era um desnecessário apêndice. Ela chorava com sua própria história. Muitas pessoas são deliciosas surpresas, alegram a vida de quem os cercam. Na maioria das vezes o problema é menor do que a preocupação que carregamos, sempre falo isso para minha mente. Ela precisava se livrar de tudo, do peso que carregava, se você está em busca de um outro relacionamento, se livre de tudo, livre-se até de bens de consumo que não usa ou não precisa. Depois que a gente destralha os sentimentos e os objetos, a vida sorrir mais leve.

Faça uma espécie de diário da dor Quando sinto o desejo de me reconectar, quando estou triste, quando invento desculpas para dramatizar, para chorar. Quando acho que para os outros as coisas são mais fáceis, quando sinto desconforto com minha própria presença. Me sinto diferent…
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Faça uma espécie de diário da dor Quando sinto o desejo de me reconectar, quando estou triste, quando invento desculpas para dramatizar, para chorar. Quando acho que para os outros as coisas são mais fáceis, quando sinto desconforto com minha própria presença. Me sinto diferente, não tenho certeza de nada, muitas vezes, me odeio por ter cedido ou contado o que sentia para quem não quer ajudar, apenas tem curiosidades de saber das coisas. Vim te agradecer querido diário, você me fez pôr para fora tudo que me engasgava, não foi a chave do sucesso completamente, mas ataquei os sentimentos ruins de uma forma exemplar. Há momentos na vida da gente que a indecisão é a única certeza, que o sentimento de felicidade que experimentei, passam longe. Morei junto com pessoas negativas e isso me atingiu. Nunca firmei parceria com a ociosidade, depois de uns dias eu continuei pensando em tudo de ruim, só que sem raiva. Ficar triste pelas coisas que não posso mudar foi um desperdício de energia. Nunca mais voltei a ser a mesma, esperei um milagre que não veio, tinha aprendido minha técnica biônica de responder questionando, de me magoar à toa, de achar que os outros agiriam como eu agiria. Nunca relia livros, isso foi mudando quando percebi que dependendo do meu estado de espírito gostava ou não do livro, passei a ler três livros ao mesmo tempo, acaba um capítulo aqui, começava outro ali, era uma espécie de novela literária. Isso me ajudou a sair da fossa e comparar o que é bom ou muito bom. Sem muita firula me libertei e isso significou saúde, eu não me conhecia e tinha preconceito de mim mesma, eu me livrava de mim mesma quando resolvia viver a vida dormindo, o diário da dor me ajudou.

A ideia de homens totalmente desconhecidos não me excita Em vez de superar as perdas, tornei-me refém do passado, para mim a confiança é determinante na amizade e no amor, escolher amores no aplicativo não me firma em nenhum propósito, não consigo passar uma semana nisso. Desen…
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A ideia de homens totalmente desconhecidos não me excita Em vez de superar as perdas, tornei-me refém do passado, para mim a confiança é determinante na amizade e no amor, escolher amores no aplicativo não me firma em nenhum propósito, não consigo passar uma semana nisso. Desenvolvo primeiro uma bela amizade, a gente sai para conversar com a certeza que a noite ainda é uma criança, disfarça o ódio por alguns assuntos, faz pose com a expectativa do que a gente se tornou. Percebi que éramos diferentes, muito diferentes, ele mais terra, mais vítima da vida, menos saciado com a igualdade de todos. Já eu, forcei logo uma intimidade, coloquei a palhacinha da turma em funcionamento, ela está no meu subconsciente. Quem é salvo, quer salvar era a filosofia dele, tinha virtudes do caráter, ética e equilíbrio. Ele não cumpriu minha expecta, reclamei, resmunguei e me senti incomodada. Pensei comigo: Eu mesma posso ser a fonte da minha felicidade. Tudo isso faz com que eu me sinta adulta, refletir sobre alguém tão fora da minha órbita e por outro lado alguém interessante. Eu e ele não conseguíamos nos separar. Quando a intimidade chega, a gente começa a usar apelidos ridículos, começa a respeitar os sagrados momentos, já avisa que não adora dançar, desfazendo aquela mentira para conquistar. Era fascinante para mim, perceber que não estávamos jogando, que necessitávamos de cura do relacionamento anterior, que perdemos um amor que acreditávamos e que a entrega e as rememorações do seu tempo era singela e como parte da vida. Ele tentou, mas parecia empolgado. Estava um apaixonado crônico, estragava minhas expectativas porque ia com muita sede ao pote. A imaturidade dele era tão grande que procurou consolo em cartomantes que disseram do nosso final feliz. Ele jogava o cabelo para trás a cada três minutos, ele fazia atitudes repetitivas e eu o achava emocional demais. Eu era a fria da história. Não tenho aparência adorável, não sou leve, sou um tiquinho materialista e me enfiei num buraco que não acredito.

Eu precisava encontrar meu caminho Procurei uma especialista, a psicóloga Paula me ajudou muito, nunca me vi assim tão feliz, compreendi que o perdão era para me tirar pesos, sempre que quiser pensar nele grite pare e foi assim que me livrei de embustes sentimentais. Ela me fez…
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Eu precisava encontrar meu caminho Procurei uma especialista, a psicóloga Paula me ajudou muito, nunca me vi assim tão feliz, compreendi que o perdão era para me tirar pesos, sempre que quiser pensar nele grite pare e foi assim que me livrei de embustes sentimentais. Ela me fez refletir como eu era boa, reclamona, mas boa. Abomino a mesmice e a previsibilidade, odeio rotinas, mas consegui entender os caminhos da aceitação, me sentia mais bonita e meus olhos brilhavam. A beleza é um mistério, estava acima do peso, sem vaidade, mas o fato de estar me curando por dentro me fazia bela e interessante aos olhos de todos, não importa o que eu fizesse, as pessoas estavam encantadas comigo. Pela primeira vez na vida, aos 51 anos, eu estava exercendo o poder em mim mesma, nada me parecia familiar, porque custei a ir procurar uma especialista? Porque fui pobre de espírito a minha vida toda? Porque não curei minhas misérias? Era visível demais a mudança, odiava a solidão e agora me sentia bem feliz sozinha, eu tinha a minha verdadeira companhia. Percebi que algumas pessoas faziam falta na minha vida, a amiga de infância que o tempo nos afastou, a minha madrinha que perdi o contato... O meu lado religioso/julgador foi extirpado, a minha empatia e forma de pensar melhoraram com as reflexões e os “tapas na cara” que levei, eu me encorajei a ser uma pessoa melhor. Agora estava vivendo com segurança, deixei os perigos de uma vida mais ou menos, adoro uma filosofia viva, A-TI-TU-DE. Uma pessoa apaixonada pela vida não se comporta de certas maneiras. Existem coisas quer não se contam nem a si mesmo, mas eu descascava sentimentos, imaginava significados, fazia partos mentais para me sentir entendida, amada, querida. Precisava aprofundar sentimentos. De vez em muito, o vinho soltava a minha língua e eu acabava conversando muito, minha mãe faleceu quando eu tinha seis anos e eu não conseguia me desfazer dos seus pertences. Quando comecei a ser grata por tudo que me acontecia, até pelas coisas ruins, minha vida mudou para melhor.

O amor nunca vem aos poucos Lembro das palavras e fico surpresa com a coincidência de termos tantas coisas em comum, a gente curtia o sol, tinha sonhos parecidos de construir família e aquela sensação desagradável acerca das injustiças. Eu procurava criar raízes em tudo, tenho…
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O amor nunca vem aos poucos Lembro das palavras e fico surpresa com a coincidência de termos tantas coisas em comum, a gente curtia o sol, tinha sonhos parecidos de construir família e aquela sensação desagradável acerca das injustiças. Eu procurava criar raízes em tudo, tenho muita personalidade feminina/romântica, desperdicei a única vida que possuo com amores ridículos se é que essa palavra poderia expressar o que eu realmente quero dizer. A vida é um exame sem respostas certas, às vezes estamos querendo alcançar meta fúteis ou erradas. O amor entrou na minha vida, depois de um longo tempo de espera, o plano da vida não é tão imediatista quanto eu. Não se pode fugir da família, da cultura, da época, das alegrias do pai presente, da intimidade com o mestre da minha vida. Ele se sentia inferior a mim, tinha um emprego onde ele foi nomeado por razões políticas. Tinha muitas críticas a fazer, mas tudo que colocava em cheque seu emprego. É um tipo de pessoa que nada lhe escapa, tem vários pontos dolorosos no seu consciente, reabre suas feridas a debate e tem como primeira ferida a mortalidade do pai por suicídio. No momento oportuno eu digo alguma coisa, não tem muito o que dizer nesses casos, parece que as palavras não convencem, não são suficientes. A gente valoriza a privacidade, eu estava fascinada por conhecê-lo, eu exalava tensão a tudo que me oprimia, tendo em vista que eu não estava aberta para o amor, ele veio sem permissão. Achei que tinha perdido o caminho desse sentimento, achei que não ia mudar o comportamento de acreditar no outro, mas a vida não funciona tão bem como queremos, nem tudo faz sentido, os nossos projetos são diferentes. Penso muito e com rapidez suficiente para desistir, escuto mais o coração do que o instinto, tenho sonhos estranhos que não vai dar certo, tento me ajudar a superar os traumas e não consigo. Para mim tanto fazia, sei que ninguém escapa das dores de amor, no entanto, a perseverança é favorável e ela foi para mim. Estou feliz!

Coisas que poderiam mostrar-me em ângulo desfavorável Muitas vezes quero surtar e paro para refletir o que as pessoas vão pensar de mim. Não tenho estomago para tomar atitudes por impulso e depois me arrepender. Perco muito tempo analisando como devo me comportar. Cansei da vida…
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Coisas que poderiam mostrar-me em ângulo desfavorável Muitas vezes quero surtar e paro para refletir o que as pessoas vão pensar de mim. Não tenho estomago para tomar atitudes por impulso e depois me arrepender. Perco muito tempo analisando como devo me comportar. Cansei da vida dos impulsos e arrependimentos. Cansei de ódio de mim mesma, cansei de ser infeliz noite adentro, pensando nas coisas ruins que fiz ao longo do dia, cansei de desembaraçar minha sensibilidade. Nunca fui acostumada a contatos sociais fáceis e calorosos, tenho dúvidas quanto a isso. É difícil falar livremente tudo que eu penso, o mundo está cheio de má vontade, as pessoas estão acostumadas a diminuir uns aos outros. Sempre fui direta ao dizer a verdade, mas esse não é um bom caminho. Eu não resisto aos impulsos, estou consciente da minha vulnerabilidade, das minhas flutuações de humor, de qualquer significado emocional que o impacto disso me traz. Seria desonesto eu discordar de tudo que sinto. Sentia-me aprisionada nas minhas atitudes, muitas vezes revigorante e perturbadora. Tinha sentimento de distância em relação as pessoas e uma preocupação exagerada com opiniões dos outros. Mantive em cativeiro permanente das emoções, escutei as batidas do meu coração, evitei o poder de estar certa, aprendi a relevar comportamentos alheios, sem submissão e sem autoridade. Falo por mim, não por você. Eu me incomodo com muitas coisinhas, isso me deixa pouco à vontade em revelar minhas facetas. Ignoro qualquer pergunta que não quero responder, finjo que não ouvi, nisso sou boa. Quem não obedece a si mesmo é escravo dos outros. Preciso de envolvimento pessoal para evitar confusões, evitar discussão e surtos. Dá resultado. A gente fica mais minimalista nas atitudes, fica mais compreensiva e sensível, promete a si mesma não atirar a primeira pedra. Espero confortar as personalidades de quem assim como eu precisa de conselho que enfoque a vida feliz e mais leve.

Eu mentia para mim mesma, achava que podia comemorar trinta anos de desilusões Eu me apegava a fidelidade dele, nem sei se ao certo ele era fiel, mas nunca ninguém bateu a minha porta. Tentava expressar simpatia, sorria o máximo que podia, eu achava que se forçasse felicidade el…
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Eu mentia para mim mesma, achava que podia comemorar trinta anos de desilusões Eu me apegava a fidelidade dele, nem sei se ao certo ele era fiel, mas nunca ninguém bateu a minha porta. Tentava expressar simpatia, sorria o máximo que podia, eu achava que se forçasse felicidade ela apareceria. Comecei a conquistar a confiança das pessoas, vivia como a aluna que ensina seu mestre, gastava horas conversando pela internet, fazendo novas amizades. Eu distorcia qualquer relacionamento que me aparecia, qualquer um era o sonho. Arrependo-me de ter lhe dado ouvidos aos outros, estava feliz iludida, ora cheia de convites, ora cheia de ordens. Desculpe pela tagarelice, mas sempre achei que falar era a solução para todos os nossos problemas. Relaxei, elogiei a mim mesma, tinha que perceber o meu valor, o mais importante eu já tinha: coragem de ser eu mesma. Eu dizia baixinho: Tudo que não me mata, me fortalece. Eu repetia seis vezes ao dia “Você escolhe o estresse e o estresse escolhe a doença”. Eu era a que brigava para disciplinar, não importava se era íntimo ou não. Tinha a ansiedade das coisas bem-feitas e tive que lhe dar com amizades partidas, mas os riscos sempre existiram, as pessoas tinham que aprender a me amar. Gasto estritamente o necessário, parei de ser a gastona profissional, parei de consumir o que já possuía, nem tudo está resolvido porque curto viajar e isso requer bastante dinheiro. Com o estresse fiquei uma pessoa doente, varri as convenções para debaixo do tapete, passei a me sentir constrangida com as mesmas roupas, os mesmos acessórios, as mesmas preocupações na mente. Três pessoas me incentivaram a viver melhor, acho que elas representam bem aquelas pessoas que olham a alma dos outros sem tolice, sem achar que é frescura, mudando as suas vidas. Passei um tempo discordando de todas as minhas escolhas conscientes. Muitas reflexões precisavam ser feitas, eu estava na crista da vida, com problemas no casamento, mas preferi não compartilhar. Fingia não ver e seguia minha vida adiante.

Não existe regra que diga que precisa usar maquiagem Cansei de perder minutinhos de sono, já tinha se tornado um hábito para mim acordar cedo para me maquiar, era sério e íntimo minha mania de entrar nos padrões impostos pela sociedade. Algumas pessoas usam a estética para soci…
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Não existe regra que diga que precisa usar maquiagem Cansei de perder minutinhos de sono, já tinha se tornado um hábito para mim acordar cedo para me maquiar, era sério e íntimo minha mania de entrar nos padrões impostos pela sociedade. Algumas pessoas usam a estética para socializar e nem pensam em como isso se torna automático, parece que facilita a vida nesse mundo medicalizado, lipoaspirado, perfeito, sem rugas ou linhas de expressões. Os sentidos humanos têm poderes que nem sempre é explicado pela lógica, a gente gosta de tudo que dá prazer, revive o que já estava apagado na memória, a gente vai se depreciando quando está de rosto limpo. A gente não é só medo de não ser aceita, a gente não é um manual que copia tudo que passa na tv, a gente não precisa ser aceita o tempo todo, a gente pode transgredir certas regras. Chega de autocomiseração, seja grata pelo que és, não abra mão de cumprir o seu propósito, não descarte as chances que a vida te dá de ser você mesma. A gente poderia se preocupar mais com a essência do que com a aparência. Ensinei um bom caminho para meus filhos, onde eles pudessem moldar sua personalidade, estou aprendendo a agradecer tudo que conquistei, também estou aprendendo a consertar as coisas. Sou uma máquina de jogar coisa fora, não sou da cultura do instantâneo, não gosto de relativizar as coisas, não sou de evitar pessoas do meu convício pessoal, todo mundo é bem-vindo, com ou sem maquiagem, com ou sem humor. Aprendi que tem lições que precisam ser aprendidas e muitas dessas lições vêm da convivência. Eu sou humana embora você não acredite, eu me magoo, mas não guardo nada de ruim dentro de mim, cansei de me envenenar e aprendi a ser serena. Junto com essa serenidade, me veio a opção de ser do jeito que me faz feliz.

Uma sequência de reações físicas e emocionais Ela só parecia se interessar pelo caso em si, estava focada em descobrir coisas sobre si mesmas, eu seria outra pessoa hoje se não tivesse me desgastado tanto com bobagens. Por muito tempo achei que fosse o amor da minha vida, acred…
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Uma sequência de reações físicas e emocionais Ela só parecia se interessar pelo caso em si, estava focada em descobrir coisas sobre si mesmas, eu seria outra pessoa hoje se não tivesse me desgastado tanto com bobagens. Por muito tempo achei que fosse o amor da minha vida, acreditei, mesmo que todos os sinais me levassem a desacreditar nisso, fiquei com uma excelente impressão de mim, ao finalmente perceber que não era amor. Era precisava transformar os problemas em grande oportunidade e foi isso que fiz, passei a frequentar a academia, me uni aos amigos e a Deus, estava junto de quem realmente me queria feliz. O olhar dos outros nos condiciona, às vezes me sentia linda, comendo na hora certa e tudo desmoronava com um olhar de crítica, a sensação é muito melhor quando consegues filtrar quem realmente quer o seu bem e quem só quer te botar para baixo. O medicamento chamado perdão faz efeitos imediatos, é muito difícil mudar um comportamento totalmente aceito e encorajado, o perdão também é aceitação, evita desgaste e cabo de guerra. Nunca me vi superando tantas coisas como nessa fase, uma série de rompimentos e reconciliações que só me faziam refletir e me levavam na direção que eu queria ir, não me importava com minha imagem social, era segura e livre. Ferver de raiva era coisa do passado, só me preocupava comigo mesma, com minha saúde física e mental, parava um pouquinho por ali para refletir, mantinha a atitude e as aparências. Eu tentava manter todo mundo feliz, como eu estava feliz, percebia os sinais de quem não estava bem a minha volta, desejava a chance de uma vida com justiça, nós nos pertencemos uns aos outros. O trabalho é o amor feito visível entrega de verdade, o olhar atento, a maneira como reage e se comporta, os acontecimentos que não frustram, não importa se são bons ou ruins, apenas confiar que o aprendizado é o recomeço de um amor não complicado.

Cidade pequena as novidades se espalham depressa, principalmente as ruins Tentando conter o pesar que eu sentia pela mentira espalhada contra mim, não é fácil ser vítima de calúnia. A força de vontade sozinha não basta, como eu ia conter palavras já firmadas como “verdades”. Co…
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Cidade pequena as novidades se espalham depressa, principalmente as ruins Tentando conter o pesar que eu sentia pela mentira espalhada contra mim, não é fácil ser vítima de calúnia. A força de vontade sozinha não basta, como eu ia conter palavras já firmadas como “verdades”. Com sorte de principiante, quem me conhece passou a me defender. Fui traída pelo computador e isso era assustador, foi destorcido meus vídeos e minhas mensagens, parecia que eu me entreguei para ele de todas as formas, mas não foi. Acho que namorei com o homem errado e nunca pensei que me separar me traria tantos prejuízos. Entre todos os homens do mundo escolhi o mais perfeito, achava eu. Não achava que ajudar os outros merecesse ser tratado como algo especial, também nunca banquei a vítima, depois do disse-me-disse um mês que pareceu um ano, eu só queria que o tempo passasse e as pessoas esquecessem. Não sei se foi a raiva, o nervosismo, a vergonha, só sei que logo após o episódio descobriram em mim a leucemia, o mundo não estava desabando, aceitei de uma forma pouco convencional, não questionei, apenas resolvi me cuidar e viver bem o momento presente. Quando a gente fica doente, parece que tudo faz sentido, foi melhor ter terminado mesmo, foi melhor encarar todos os fatos que se apresentavam de frente, eu me tornei mais otimista. Eu me achava com excelente capacidade intelectual, lúcida, coerente, eloquente, eu não entendia a inutilidade e a insistência da doença num corpo tão cheio de vida. Já tive paranoia do consumismo, querer comprar qualquer coisinha todo mês, mesmo que não tivesse necessidade. Mesmo doente eu me sentia invencível, ei tinha um poder interno inexplicável, eu achava que sabia lidar com a doença e com as fofocas sem precisar da ajuda dos outros, eu sei que fui egoísta. Das lições que aprendi: É no presente que está a felicidade. É preciso compreender e aceitar essas particularidades, Eu crio a energia que quero, boa ou ruim em qualquer situação.

Ele sempre se sentia mal depois de gritar comigo e me machucar Entrar em um relacionamento sem estar pronta mentalmente me fez acreditar em coisas inacreditáveis, como ser empurrada pelo namorado e ainda se sentir culpada e errada. Permiti que ele me machucasse de forma que eu…
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Ele sempre se sentia mal depois de gritar comigo e me machucar Entrar em um relacionamento sem estar pronta mentalmente me fez acreditar em coisas inacreditáveis, como ser empurrada pelo namorado e ainda se sentir culpada e errada. Permiti que ele me machucasse de forma que eu ainda não entendo, ele sentia prazer em me magoar, nada era bom, todo sentimento que sentia por ele ficou confuso. Desenvolvi transtornos ansiosos, em certo sentido, minha mente estava mais sensível, custei a perceber esse “Amor é uma bosta”, poderia ser obsessão. Podemos tornar as coisas melhores eu dizia, cansada de estar sendo puxada para baixo. Sinto uma necessidade imensa de me apaixonar de novo por outra pessoa, vivi dias destrutivos e por isso custei a querer me relacionar novamente, não sei se estou pronta para essa estratégia pessoal e flexível. A gente aprende a não pensar no que poderia ter sido, eu vejo como aprendizado, até porque achava que jamais cairia nessa. No calor de uma discussão eu sempre ouvia que homem como ele nunca encontraria. Agredir sem nenhuma educação pessoas que pensam diferentes era o seu perfil, ninguém prestava se não pensasse como ele, era bem imaturo para a sua idade, eu conseguia enxergar isso e talvez por essa justificativa, custei a perceber os abusos. Ele conversava sem escutar o que realmente eu tinha a dizer, os hábitos dos momentos felizes atrapalham a percepção e você fica aguardando a sorte de nada de ruim te acontecer. Aumentei minha autoestima quando alguém se encantou por mim, ele observando pasmado como passei a me cuidar mais, a sorrir mais, a parar de sofrer antecipadamente e até ser uma pessoa mais justa, com autoestima equilibrada até as tuas virtudes naturais e conquistadas se firmam. Fiquei pensando em quantas vezes me senti vazia, com vontade de morrer ou muito brava com tudo, as consequências refletidas na minha vida era desastrosa, achei que nenhum homem do planeta seria capaz de fazer comigo o que ele fez e o pior disso é que eu via abusos e pensava: isso jamais vai acontecer comigo. Nem sempre ter uma base sólida de amor e respeito por si mesmo te afasta de armadilhas, porque somos bondosas e acreditamos na evolução do ser humano, e no fim, achamos que foi só dessa vez, ele se arrependeu, ele vai mudar, tava de cabeça quente e eu o irritei. Não importa as circunstâncias, tudo que ele dizia e fazia era inaceitável.